sábado, 14 de maio de 2011

MARCOS COIMBRA: O BOLSA FAMÍLIA DE DILMA

A leitora Jaciara pediu que eu falasse do programa de erradicação da miséria do Governo Dilma. Vou falar muito dele, mas neste “sabadão”, começo reproduzindo o artigo do sociólogo marcos Coimbra, presidente do Vox Populi, em que ele fala da repercussão e até da “paternidade” dos programas de distribuição de renda.
“Uma das mais importantes decisões do governo Dilma Rousseff está prestes a se concretizar e poucas pessoas estão sabendo. Até o fim de maio, depois de meses de estudos e reuniões (que contaram com a participação ativa da presidenta), o Programa Brasil sem Miséria deverá ser lançado.

A meta é ambiciosa: de agora até 2014, acabar com a miséria absoluta no Brasil, mudando radicalmente a vida de 16,2 milhões de pessoas, sua população-alvo. Em nossa história, nenhum governo havia se colocado em um desafio desse porte.
Pena que algo tão relevante fique em segundo plano nas discussões políticas e nas atenções da mídia. Obcecados com o tema do “retorno da inflação”, ninguém se interessa por outra coisa. Ficamos presos à velha agenda: “Gastos públicos descontrolados”, “fatores de instabilidade” e “limites ao crescimento”.
Enquanto isso, um programa totalmente novo está em gestação. Se der certo, o Brasil sem Miséria vai ajudar a resolver um problema que sempre consideramos insolúvel e revolucionar a nossa sociedade.
É algo que Dilma anunciou na campanha como um de seus principais compromissos, mas que passou quase despercebido. No meio de tantas coisas sem pé nem cabeça que estavam sendo prometidas, é até compreensível que isso tivesse acontecido.
Depois da eleição, uma das tarefas nas quais ela mais se empenhou foi na finalização do programa. A versão que será em breve anunciada tem sua marca pessoal.
Aliás, na hora de escolher o slogan do governo, ela optou pela frase “País Rico É País sem Pobreza”, no lugar do que Lula preferia, “Brasil: um País de Todos”. Ou seja, o novo programa é bem mais que apenas outro na área social.
A ideia é simples de enunciar, mas a concretização é complicada. Como disseram suas responsáveis diretas, a ministra do Desenvolvimento Social e a secretária extraordinária para a Erradicação da Pobreza, em entrevista recente, a premissa do programa é que, para erradicar a miséria, é preciso dirigir aos segmentos mais vulneráveis da população ações que assegurem: 1. A complementação de renda. 2. A ampliação do acesso a serviços sociais básicos. 3. A melhora da “inclusão produtiva”.
Como se pode ver, é muito mais que o Bolsa Família, mas dele decorre. Sem a experiência adquirida nos últimos anos, seria impensável um programa como esse, que exige integração de vários órgãos do governo federal, articulação com estados e municípios e capacidade de administrar ações em grande escala. Além disso, é mais complexo, pois implica desenhar soluções específicas para cada segmento, comunidade ou até família, em vez de lhes destinar um benefício padronizado, por mais relevante que seja.
Com ele, tomara desapareçam duas coisas aborrecidas de nosso debate político. De um lado, a reivindicação de paternidade do Bolsa Família que Fernando Henrique e algumas lideranças tucanas repetem a toda hora. De outro, as opiniões preconceituosas contra programas do gênero, típicas de certas classes médias, para quem transferir renda é uma esperteza que subordina beneficiários e perpetua a pobreza. Daí a dizer que Lula é produto do Bolsa Família é um passo.
O curioso na pendência a respeito de quem inventou o Bolsa Família é que o Bolsa Escola, criado no governo FHC, tem sua origem em algo que nasceu dentro de uma administração petista, a do Distrito Federal, quando Cristovam Buarque foi governador. O que foi implantado em Campinas à época em que o tucano Magalhães Teixeira era prefeito tinha pouco a ver com desempenho ou frequência- -escolar, pré-requisitos do Bolsa Escola.
Discussões como essa perdem sentido ante o novo. Onde estaria seu DNA peessedebista se o Bolsa Escola era algo tão mais limitado e menor? Como insistir no discurso do “Fui eu que fiz?”
Aos críticos do maquiavelismo petista, o Brasil sem Miséria responde com sua concepção inovadora e disposição de fazer. Quem levou o Bolsa Família a ser o que é tem crédito para se propor um desafio dessa envergadura.
Mas o importante mesmo é a perspectiva que se abre de que a miséria seja enfrentada para valer. Essa é uma dívida que o País precisa pagar.”

OS INIMIGOS DA PETROBRÁS SÃO OS INIMIGOS DO BRASIL















“Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma.”

(Getúlio Vargas, na Carta-Testamento, 24 de agosto de 1954)


Escrevi o post sobre o resultado recorde da Petrobras antes de ler os jornais de hoje. E fiquei impressionado com a quantidade de ódio e de despeito que a elite brasileira destila, através de sua mídia, contra a maior e mais importante empresa brasileira. No momento em que ela atinge os maiores lucros da história, em que acumula sucesso após sucesso e, até, mostra na prática sua utilidade para a regulação da cadeia – privada – da comercialização de combustíveis (a ANP e nada, nesta crise, foram o mesmo), só o que se vê é manipulação e inveja por parte dos jornais.
Vou colecionar alguns títulos de matérias publicadas hoje no Estadão: Investimentos da Petrobrás caem 11% no 1º tri e somam R$ 15,87 bi; Custo de extração sobe 10,6%, para US$ 11,38 por barril; Balança comercial da Petrobrás sai do positivo para o negativo no 1º tri; Petrobrás adia anúncio do plano de investimentos .
O Globo segue a mesma linha, com menos vigor e a Folha só range os dentes. Prefere aunciar novo caos no abastecimento de etanol para dezembro .
Não é de hoje, como mostra a citação de Vargas, que a Petrobras é o alvo  político das forças que só entendem o Brasil como colônia. Não perdoam o fato de que Fernando Henrique  não tenha conseguido abrir mais completamente o setor de petróleo para as multinacionais. Não porque não o quisesse, é claro, mas porque a surda resistência da consciência brasileira e a própria força econômica e capacidade técnica da empresa – que enfrentou nos leilões, como pôde, a entrada das multis – impediu que ela tivesse o destino da Vale, que sangrou na terra as riquezas do país sob os aplausos de mídia colonialista.
Eles são e serão assim, atacando cada vez com mais vigor – e servindo-se de qualquer expediente para isso – o grande patrimônio nacional que ela, e as jazidas de petróleo contidas em  nosso solo e nosso  mar , representa.
Não será possível repelir estes ataques se não houver vigor. A empresa e o governo devem sair de uma postura tímida e mostrar como e porque nossa política para o petróleo é vital para nosso sonho – e direito – à soberania nacional.
Porque agora, como há 60 anos com Vargas, os inimigos da Petrobras são os inimigos de um Brasil independente, rico, autônomo.
A própria Presidente Dilma, logo, terá de ser a líder deste enfrentamento, como foi indispensável que Lula, antes, tomasse a frente do movimento de afirmação da Petrobras.

PETROBRÁS: LUCRO E PAPEL SOCIAL NÃO TÊM CONTRADIÇÃO


















O lucro recorde da Petrobras, divulgado ontem  é completamente  diferente do lucro recorde da Vale, anunciado dias atrás.
Por que?
Porque fica claro quando se analisa os números. A Petrobrás que explora petróleo, deu lucro.
Produziu, no trimestre janeiro-março,  3% a mais que em 201o, com média diária de 2,627 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural). Essa área de produção e exploração foi responsável por um lucro de 9,3 bilhões de reais no primeiro trimestre, por conta também do aumento do preço do petróleo.
Mas a Petrobras também teve prejuízo. Onde? Na área de abastecimento, onde segurou a “onda” deste mesmo aumento do petróleo.  Essa área  teve prejuízo de 95 milhões de reais no primeiro trimestre, contra o lucro de 1,1 bilhão de reais há um ano.
Ano passado, o preço médio internacional do barril de petróleo era de US$ 81,29. Este ano, de US$ 104.
Se a Petrobras fosse uma empresa privada teria mantido os preços internos, na distribuição e no abastecimento?
Ao contrário, ela manteve os investimentos e não saímos entregando o petróleo rápido, como fez a Vale, aproveitando os preços também recordes do minério de ferro.
Curiooso é que, para o pessoal que culpa a Petrobras pelo aumento do preço dos combustíveis, essa área é a que deveria ter lucrado, em lugar de amargar prejuízos.
A entrada em operação dos poços do pré-sal, a partir de agora, vai permitir a Petrobras aumentar esse poder de arbitragem.
De um lado, embora tendo um preço inicial mais alto, em razão das exigências tecnológicas para sua produção, o volume de produção das novas descobertas é várias vezes maior e, com isso, reduz o custo da produção.
De outro, com suprimento para as plantas de refino de mais petróleo próprio, a rentabilidade desta atividade cresce.
É por isso que a nossa direita odeia tanto a Petrobras e tenta fazer dela a vilã das pressões inflacionárias.
A Petrobras é o sucesso que o Brasil não pode mostrar que tem tudo para ser. Precisam que continuemos a nos considerar incapazes, para que a tutela internacional de nossas riquezas possa justificar-se por nossa incapacidade de explorá-la.
Quando ela mostra que é capaz, mostra que o Brasil e os brasileiros somos capazes

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A REALIDADE DA FANTASIA


Segunda feira, 02 de maio de 20100
 
 
Semana passada o mundo reverenciou um casamento como se fosse o maior acontecimento do século. Aliás, a mídia mundial adotou esta exata denominação: “príncipe William e Kate Middleton protagonizaram o casamento do século”.


Vendo aquele boneco embrulhado no uniforme militar, descendente de tantos reis e rainhas, fiquei imaginando quanto sangue derramaram em terras alheias os soldados ingleses em nome daquela família e da longa trajetória do Império Britânico, suas centenas de colônias e ex-colônias espalhadas por, praticamente, todo o planeta. Às custas de quanta infelicidade, história afora, aquela côrte e seus convidados emplumados festejavam um acontecimento tão insignificante no suntuoso Palácio de Buckingham?


Na falta de algum sentido para a cobertura maciça de toda aquela parafernália, a mídia esmiuçou detalhes que iam desde a famosa precisão britânica (milímetros e milissegundos obsessivamente ensaiados e cronometrados), passando pela confecção do vestido da noiva (que custou o equivalente a 80 mil reais) e os costureiros que lavaram as mãos de hora em hora enquanto bordavam-lhe as rendas. Descobriram ainda que o príncipe tomou a noiva com o braço esquerdo para que a mão direita ficasse livre, caso fosse necessário desembrenhar a espada… Quer dizer: nem durante o próprio casamento se esquecem de suas armas de guerra!


Convenhamos: em pleno século 21, reis, príncipes, condes, barões, duques e todas suas versões femininas… vivem numa fantasia tão real quanto um desenho da Disney. Tantos títulos, tanta vaidade para uma gente absolutamente inútil. Como conseguem dormir nos colchões de sua pomposidade enquanto um terço da humanidade vive em estado de absoluta miséria?


Ainda tem o machismo inglês. É até compreensível, embora repulsivo, que o brasileiro comum seja machista – por conta da educação distorcida que recebeu ou pelo ambiente onde foi criado. Mas um cara que estudou história da arte nas melhores escolas do mundo – nascido, é verdade, no seio de uma realeza hipócrita, mas farta de cultura – reduzir a noiva a um objeto de sua propriedade diante das câmeras do mundo inteiro? Por que só ela recebe anel de casamento? O anel é uma coleira de dedo com a qual o príncipe tomou a princesa para si até que a morte os separe. Ela passa a lhe pertencer, mas Ele não tem dona, certo? Como o pai dele, os príncipes podem trair as esposas ostensivamente. Podem reduzí-las a bonecas decorativas nas festas e cerimoniais sociais e a um ventre gerador de herdeiros na cama. E o pior de tudo é que a moça sequer falou um “a” para mostrar que é um ser pensante!


A nobreza inglesa não gostava e não aprovava a mãe de William, princesa Diana. Porque ela chutou o balde da falsidade real e foi ser útil na vida de alguma forma. Trabalhou por diversas causas humanitárias. Fez-se fotografar com bebês africanos subnutridos no colo para denunciar a fome e o abandono de ex-colônias saqueadas. Fez campanha contra a discriminação dos aidéticos e assumiu publicamente o rompimento com o marido adúltero. Qual a diferença entre o tratamento dado às esposas pelos príncipes da côrte inglesa e pelos tiranos árabes? A hipocrisia. O machismo do príncipe é fantasiado de conto de fadas. Já os árabes são poligâmicos assumidos.


E os “plebeus” – meros figurantes amontoados em volta do castelo e vibrando a cada movimento dos “reais de sangue azul”? Incorporam sua inferioridade e não contestam a exploração, o escravagismo e toda a barbárie colonizante cometida em nome da coroa inglesa durante séculos. Toni Blair e Margaret Thatcher ajudaram sua ex-colônia, os EUA, em várias ações militares de opressão e genocídio. Desde o Vietnã até o Iraque, passando por inúmeros atos de guerra em todos os continentes. Em 1982, os navios ingleses navegaram por uma semana até chegarem aqui, na América do Sul, para restabelecer sua soberania sobre as Ilhas Malvinas (que ainda chamam de Falklands). Deixaram um saldo de duas centenas de argentinos mortos, subiram sua bandeira ao mastro e seguiram viagem de volta ao reino. O exército inglês talvez seja o mais sanguinário de toda a história. Mesmo agora – enquanto William e Kate desfrutavam sua lua de mel envoltos em lençóis de seda – seus soldados estão matando gente na Líbia.


Em 1965, os Beatles foram condecorados com a MBE – medalha do Members of the Most Excellent Order of the British Empire – por essa mesma rainha, avó do príncipe William. 4 anos depois, John Lennon devolveu (veja aqui) a medalha ao reino. Foi sua maneira de protestar pelo envolvimento da Inglaterra na guerra do Vietnã e pelos conflitos em Biafra, a colônia que lutava por sua independência.
Depois de toda essa baboseira do casamento real, fiquei mais certo ainda: da Inglaterra, prefiro sua literatura e sua música. Nobres de verdade, por exemplo, foram William Shakespeare, George Orwell, os Beatles, Pink Floyd, Queen, Police… e tantos outros ingleses que contribuíram para o mundo ser um lugar melhor de se viver.

 
Copiado posteriormente de O Terrror do Nordeste

sábado, 23 de abril de 2011

CARTA MAIOR: A CARA DA MÍDIA DO BRASIL





ESTA É A VERDADEIRA CARA DA MÍDIA NO BRASIL


Sem dúvida o fato mais chocante no episódio da blitz da Lei Seca, no Rio, que flagrou Aécio Neves dirigindo com habilitação vencida e metabolicamente impossibilitado de soprar o bafômetro, não foi o fato em si, mas o comportamento da mídia demotucana. 

Os blindados da 'isenção' entraram em cena para filtrar o simbolismo do incidente, 'um episódio menor', na genuflexão de um desses animadores da Pág 2 da Folha. Menor? Não, nos próprios termos dele e de outros comentaristas do diário em questão. Recordemos. Em 24 de novembro de 2004, Lula participou da cerimônia de inauguração de turbinas da Usina de Tucuruí, no Pará. 

No palanque, sentado, espremido entre convidados, o presidente comeu um bombom de cupuaçu, jogou o papel no chão. Fotos da cena captada por Luiz Carlos Murauskas, da Folha, saturaram o jornalismo isento ao longo de dias e dias. Ou melhor , anos e anos. Sim, em 2007, por exemplo, dois colunistas do jornal recorreriam às fotos de Tucuruí para refrescar o anti-petismo flácido do eleitor que acabara de dar um novo mandato a Lula. 
O papel do bombom foi arrolado por um deles como evidência de que o país caminhava a passos resolutos para a barbárie: "Só falta o osso no nariz', arrematava Fernando Canzian (23-07-2007) do alto de sofisticada antropologia social. 
Sem deixar por menos, Fernando Rodrigues pontificaria em 09-04-2007: "...Respira-se em Brasília o ar da impunidade. Valores republicanos estão em falta. Há exemplos em profusão (...) em 2004, Lula recebeu um bombom. ... O doce foi desembrulhado e saboreado. O papel, amassado. Da mão do petista, caiu ao chão. Lula seguramente não viu nada de muito errado nesse ato. Deve considerá-lo assunto quase irrelevante. ...Não é. No Brasil é rara a punição - se é que existe - para pequenas infrações como jogar papel no chão. Delitos milionários também ficam nos escaninhos do Judiciário anos a fio (...) Aí está parte da gênese do inconformismo de alguns, até ingênuos, defensores de uma solução extrema como a pena de morte. Gente que talvez também jogue na calçada a embalagem do bombom de maneira irrefletida. São "milhões de Lulas", martelava o jingle do petista. São todos a cara do Brasil..."
Editorial da Carta Maior, publicada nestes sábado, 23 
By: Vermelho


Fonte:  OpenSante

sexta-feira, 22 de abril de 2011

E SE FOSSE O LULA?


Este post do blog Quanto Tempo Dura, foi indicado aqui.
Entretanto, é impossível deixar de registrá-lo com todas as suas imagens, acompanhe:

O Aécio dirige bêbado e a
imprensa corre pra abafar
E SE AO
INVÉS DO
AÉCIO FOSSE
O LULA?
Revista Veja:
Jornal Nacional:
Globo News:
Folha de São Paulo:
O Globo:



quinta-feira, 21 de abril de 2011

DIMINUIU O ÊXODO PARA SÃO PAULO. ESSE NUNCA DANTES...

 Publicado em 20/04/2011


Na foto, um torneiro mecânico conversa com colegas de estaleiro em Suape

Agência Brasil:

Nos últimos dez anos, mais pessoas saíram do que chegaram à Grande SP


Entre 2000 e 2010, região metropolitana teve êxodo migratório: -30,3 mil pessoas por ano

Agência Brasil

SÃO PAULO – Tradicional centro de atração de migrantes, a região metropolitana de São Paulo registrou um êxodo migratório na primeira década deste século. De 2000 a 2010, o número de pessoas que saíram da Grande São Paulo é maior do que o das que chegaram. Nesse período, deixaram a região 303 mil pessoas a mais do que o total das que se estabeleceram, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 19, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa SP Demográfico cruza taxas de natalidade e mortalidade com os primeiros dados do Censo 2010, já disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir desses números, já é possível saber se a população de alguns locais do país cresceu e se esse crescimento foi causado pelo nascimento de pessoas ou pela chegada de migrantes.

Na região metropolitana de São Paulo, a população cresceu 0,98% de 2000 a 2010, segundo a pesquisa. Isso foi causado pelo crescimento vegetativo da população (diferença entre os nascimentos e as mortes), já que o saldo migratório desse período foi negativo para a região: -30,3 mil pessoas por ano.

Esse número corresponde a uma taxa de migração de -1,62 para cada mil habitantes da Grande São Paulo. No caso da capital paulista, mais especificamente, a taxa de migração é ainda mais baixa: -3,03.

O resultado da Grande São Paulo impactou também no fluxo migratório de todo o estado de São Paulo. Na primeira década do século 21, apesar de o saldo de migrantes ter sido positivo no estado, ele caiu 67% na comparação com o registrado de 1991 a 2000.

De 2000 a 2010 chegaram no estado, por ano, 47,9 mil pessoas a mais do que saíram. Já de 1991 a 2000, o saldo migratório anual foi de 147 mil.
Navalha

Nenhum Presidente fez mais pela mobilidade vertical que o Nunca Dantes: a passagem das Classes “D” e “E” à Classe “C” – que, agora, o Farol de Alexandria prefere ao povão.

Nenhum presidente fez mais pela mobilidade horizontal que o Nunca Dantes.

Ele tirou a motor da economia do eixo do Sudeste, e da hegemonia que o mineiro JK conferiu a SP.

Com o Nunca Dantes, o Nordeste, o patinho feio, cresceu a taxas chinesas.

A Classe C engordou mais no Nordeste.

E o Rio, com o pré-sal, o Comperj e a indústria naval tira, enfim, a barriga da miséria, desde que JK levou a capital para Brasília, e o jenio do Golbery fez a fusão (sem dinheiro) com o Estado do Rio.

Tudo para não deixar o Brizola ser Governador.

E ele foi, duas vezes, contra o Golbery e a Rede Globo.

O Nunca Dantes abriu o mapa do Brasil.

Eduardo Campos dá de 10 a 0 no Padim Pade Cerra.
Como diz o professor Wanderley Guilherme dos Santos, na Carta Capital, o Nunca Dantes alterou paradigmas deste país.
Talvez por isso o Farol esteja tão nervoso.
Ele começa a vislumbrar a nota de pé de página que lhe caberá na História do Brasil.
Ou porque o relatório da PF que a Época esconde (e revela singularidades de “Dantas, Cerra, FHC e Gilmar”) um dia apareça num blog sujo.
Quem sabe ?
Ou, talvez, porque a Presidenta vá assinar Lei que permitirá descobrir como se deu a concorrência para o Sivam (clique aqui para ler “Pinheiro: Presidenta vai abrir a porta do passado (militar)”.
O Príncipe está aflito.
Esse Nunca Dantes …

Paulo Henrique Amorim
Fonte  Blog do Saraíva, publicado originalmente no site Conversa Afiada
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...