quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CONCORDO COM O ONI PRESENTE: UM GOLPE SE AVIZINHA E O PT SE ACOVARDA


Desânimo

Trágico. Alguém já reparou que não estou postando regularmente?

 Diferente de 2006, quando Lula e o PT sofreram a maior ofensiva por parte da mídia que já assisti, estou sem ânimo para acessar a Internet e ler o noticiário. Todos os dias, de forma orquestrada, a mídia, numa ação muito bem organizada, joga toda sorte de acusações sobre Lula. Hoje mesmo deram ênfase a uma fala do bicheiro Carlinhos Cachoeira em que ele afirma ser “o garganta profunda do PT”. Ora o PT precisa ter medo de cachoeira? Claro que isso faz parte da  estratégia para minar os ânimos e tentar enfraquecer o PT. 

Não sou tão ingênuo assim  e creio que ninguém o seja, mas para a oposição qualquer fato, por mais incongruente e sem a mais tênue lógica, é motivo para levar o fato para a seara política, com suas CPI´S midiáticas infindáveis. Hoje, porém, a mídia e a oposição contam com um elemento de peso (de última hora?): Joaquim Barbosa. Está nascendo aí um embrionário ser, que dependendo das condições e sorte proporcionada por essa ofensiva, pode levar o País a mergulhar novamente nas trevas de uma ditadura. Meu medo é exagerado? 

Tomara que sim, que eu esteja  exagerando, mas não fiquei assim em 2006 e tinha todos os elementos para tal. Gostaria de viver em um País com um sistema midiático isento e cumpridor de sua função social como orgão noticioso. Gostaria de ver nos editoriais a análise clara do oportunismo do momento. Se fosse num País avançado, já alentariam eles, os jornais, para o fato extraordinário do carequinha ter esperado sete anos para agora acusar friamente Lula, e, pasmem, após ser condenado a mais de 40 anos de cadeia. Nem mesmo Roberto Jefferson foi tão audacioso, pelo contrário, desacreditou o carequinha em seu blog. Mas para o lado do PSDB as coisas são mais fáceis. Nenhum Barbosa pede investigação sobre a privataria. Nenhum Barbosa quer saber sobre denúncias de compra de votos para reeleição. Nenhum Barbosa diz em cadeia nacional que é preciso investigar os tucanos.

Sei que Lula é maior do que tudo isso. Hoje mesmo ouvi de uma atriz que foi vítima de paparazzi a seguinte frase: "Podem bater, eu faço curativos e fico novamente de pé..." 

É assim que Lula deve se portar, pois o seu partido, o PT, simplesmenteassiste de longe. Até mesmo o Collor tem demonstrado mais dignidade que o partido do ex-presidente, falando sozinho da tribuna sem ninguém do PT para entoar esse coro. Na CPI do cachoeira, um petista se acovarda diante da oportunidade de passar por cima, à limpo, dessa amaldiçoada mídia.

Por isso tanto desânimo.

O APOSENTADO INVOCADO ESTÁ CERTO: LULA, DILMA E O PT PRECISAM SE DEFENDER.


Lula, Dilma e os parlamentares do PT têm que vir a público, precisam falar, precisam lutar, precisamos de discursos longos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, precisamos de discursos de mais de trinta minutos de Dilma e de Lula. Vamos para cima dessa canalhada, desses Mervais, Dora Kramer e outros bostas que nada fizeram pelo nosso país. Só existem por graça da Corrupta. Essa gente precisa ser contestada de frente, Lula deve exigir provas e quando o Merval disser que é apenas um repórter e que ele está numa democracia deve ser dito que democracia exige responsabilidade e que ele é um irresponsável golpista que seus patrões não conseguem vencer nas urnas e agora, como sempre, tentam o golpe de Estado. Lula deve perguntar para ele quanto custou a cadeira na Academia Brasileira de Letras. Vamos para a guerra, vamos destruir essa gente que não se conforma com a democracia.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O MODO EDUARDO CAMPOS DE GOVERNA


domingo, 9 de dezembro de 201

  

amig@s,trabalho na UPE / Hospital Universitário Oswaldo Cruz e peço que leiam esta carta escrita por uma estudante, pois todos nós somos prejudicados com a situação que se encontra os hospitais públicos de Pernambuco! Precisamos desmascarar este governador que está fazendo uma clara privatização do SUS - que é fruto de uma grande luta de toda a sociedade pelo direito à saúde gratuita e de qualidade - e com isso enchendo os bolsos das empresas privadas com o nosso dinheiro! A população em geral precisa saber, e quebrar esse "encanto" pelos seus belos olhos azuis!!!

Cintia Lima

Amigos, venho aqui pedir um pouquinho do seu tempo para poder falar a vocês um assunto muito sério e creio eu, de interesse de todos. Sou estudante do 11º de Medicina da UPE, isso quer dizer que estou ali dentro há seis anos, entrei em 2007, na mesma época que o nosso Governador Eduardo Camposassumiu o Governo do Estado. Foi com muito pesar, que observei nesses 6 anos, a minha Universidade e seus hospitais-escola desmoronarem (algumas vezes, posso dizer, até literalmente). O que eu gostaria de pedir a vocês é que me dessem um minutinho da atenção de vocês, para que eu pudesse explicar o que está acontecendo com o nosso hospital e até aonde você pode estar interessado nisso. O Hospital Oswaldo Cruz (HUOC) é o hospital-escola da Universidade de Pernambuco, ao qual são vinculados os cursos de medicina, enfermagem e odontologia. É um Hospital de referência nos serviços de Cardiologia, Pneumologia, Oncologia adulto e pediátrica, Doenças infecto-parasitárias, Cirurgia videolaparoscópica, além de possuir uma das maiores equipes de transplante de fígado do Brasil! Acho que podemos concordar que muita gente precisa desse hospital, os doentes, os médicos, os residentes e os estudantes, como eu. Para exemplificar o que estou dizendo, vamos falar das pessoas mais importantes envolvidas em tudo isso: os pacientes. Há 06 meses, a maternidade vinculada à UPE, o CISAM (conhecida como maternidade da Encruzilhada) foi interditada. O TETO DO BLOCO CIRÚRGICO DESMORONOU (aqui vai o "literalmente" ali de cima)! Lá no HUOC, os pacientes (tanto internados como ambulatoriais) passaram mais de um mês sem material para realizar exames de sangue básicos. Todos os internamentos tiveram que ser suspensos e os atendimentos nos consultórios também. Além disso, o HUOC tem problemas estruturais seríssimos, como as fotos mostram acima, não temos um sistema de drenagem eficaz. Quando chove, a faculdade vira literalmente (aí vem ele de novo) UM RIO. Perdi a conta quantas vezes enfiamos o pé na lama, eu, professores e pior, até pacientes. Pacientes, coitados, que correm o risco de saírem mais doentes do que entraram. Recentemente o Governo enviou ao hospital uma carta dizendo que estávamos gastando demais com pagamento de profissionais "extra", ligados ao hospital por contrato e não por concurso. Isso foi feito porque estamos há mais de 5 anos sem concurso público e precisávamos preencher os buracos. Resultado: cancelaram todos os contratos. Hoje estamos sem enfermeiras, sem médicos na UTI e sem técnicos de enfermagem. Vários setores foram fechados, estamos trabalhando com restrição de leitos, alguns foram agregados a outros, cirurgias estão sendo canceladas (inclusive aquelas em pacientes com câncer) e a minha sensação é que estamos rolando ladeira abaixo.Atualmente, o nosso Hospital está na beira do abismo, podendo fechar as portas a qualquer momento. O Governo do Estado abriu diversas UPAs, além de 3 hospitais. Lindos hospitais, muito bem equipados, por sinal. Um exemplo deles é o Hospital Miguel Arraes, que basicamente é um hospital de referência para clínica médica, cirurgia geral e ortopedia, se não me engano. Todas essas instituições, são geridas pela GESTÃO IMIP.Pra quem não sabe, o dono do IMIP (e da sua faculdade particular) se chama Antônio Figueira, secretário de saúde do Estado de Pernambuco. Esse hospital, o Miguel Arraes, que tem apenas 150 leitos (número infinitamente inferior ao de outros hospitais como HUOC, Otávio de Freitas) e não é referência pra muita coisa, tem uma verba assustadoramente maior do que os outros hospitais estaduais. Na verdade, colocando em números, o Otávio de Freitas e o HUOC têm uma renda anual que corresponde a mais ou menos 25%-29% da verba destinada ao Hospital Miguel Arraes. Os três hospitais do Estado que recebem a maior verba anual são Hospital Pelópidas da Silveira, Hospital Dom Helder e Hospital Miguel Arraes. TODOS, da gestão IMIP. Outro exemplo...Cada estudante de medicina que está estagiando no IMIP, vale para essa instituição, ou seja, o Governo do Estado paga por esse estudante ao IMIP 860 reais por mês.O mesmo estudante, se for estagiar no HUOC, valerá a essa instituição 78 reais por mês. Um estudante de Ensino Básico (fundamental-médio) custa ao Estado 143 reais por mês.Gostaria de deixar claro que não tenho NADA contra o IMIP, já estive lá em vários rodízios. O que eu gostaria de entender é por quê nós, UPE e HUOC, somos tão desprestigiados pelo GovernoEduardo Campos. Seria porque Antônio Figueira quer que no futuro, nossos filhos não QUEIRAM estudar na UPE por estar tão sucateada e prefiram estudar na sua faculdade particular?? Por quê o IMIP e os hospitais geridos por eles têm tanto dinheiro e o meu está caindo aos pedaços?? Por quê os meus pacientes têm que pagar caro, muitas vezes com a própria vida, por esse jogo de interesses mesquinho??Não queremos nada demais, queremos o que é nosso de DIREITO. Representamos o Estado, mas o Estado, infelizmente, não está vestindo a nossa camisa e lutando por nós. Vocês, amigos, entram nessa história por vários motivos. Do HUOC vão sair os seus profissionais de saúde, do HUOC vocês podem precisar algum dia, o HUOC é pago com o dinheiro de vocês também e, como o pior de tudo, nosso Governador que apresentou tantos resultados positivos para Pernambuco em outras áreas (sim, isso não posso negar, inclusive, infelizmente votei nele) renega de forma indecente a Universidade de Pernambuco, enquanto dá total apoio à criação de mais Faculdade particulares.Ele quer ser presidente...Quem não consegue cuidar da sua própria casa, pode cuidar de um prédio inteiro? Será que está faltando dinheiro mesmo, ou será que falta interesse? Nós que estamos diretamente ligados ao HUOC e CISAM vamos lutar pelo que é nosso, pelo que é do povo. Vocês são o povo e vocês precisam saber o que está sendo feito com o dinheiro de vocês! Parafraseando uma colega de enfermagem, o HUOC é a nossa casa e pela nossa casa nós lutamos, a nossa casa nós protegemos. Por favor, apóiem nossa campanha, já está nos jornais, na televisão e nas redes sociais. Muito obrigada pela paciência de quem chegou até o fim desse texto! Beijo grande em vocês.
Thainná Salvattori- Medicina UPE - 2013

domingo, 9 de dezembro de 2012

LEONARDO BOFF, ANTONIO VERONESE E JOÃO CÂNDIDO PORTINARI: O LUGAR DA 'VEJA' ´ É O LIXO DA HISTÓRIA.


247 – O pensador Leonardo Boff respondeu, num artigo, às críticas do blogueiro de Veja Reinaldo Azevedo contra Oscar Niemeyer. Para Reinaldo, que publicou três textos sobre o assunto em seu blog, o brilhante arquiteto brasileiro era "metade gênio e metade idiota". Em seu último post, o colunista menciona que Niemeyer foi a capa da última edição da revista, "com todas as honras".


De acordo com o filósofo, Reinaldo se assemelha a um escaravelho, popularmente chamado de besouro rola-bosta, "que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta". Boff diz que "algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás" para atacar o artista brasileiro.
Como muitos leitores do blogueiro diante dos posts sobre Niemeyer, o filósofo assegura: "Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado". Leia abaixo a íntegra de seu artigo:

Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho
Com a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.
E o fazemos por duas razões principais: a primeira, porque Oscar humildemente nunca considerou a arquitetura a coisa principal da vida; ela pertence ao campo da fantasia, da invenção e do lúdico. Para ele era um jogo das formas, jogado com a seriedade com que as crianças jogam.
A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos. Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.
Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.
Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.
Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas. Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.
Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.
Notoriamente, VEJA se compraz em desfazer as figuras que melhor mostram nossa cultura e que mais penetraram na alma do povo brasileiro. Essa revista parece se envergonhar do Brasil, porque gostaria que ele fosse aquilo que não é e não quer ser: um xerox distorcido da cultura norte-americana. Ela dá a impressão de não amar os brasileiros, ao contrário expõe ao ridículo o que eles são e o que criam. Já o titulo da matéria referente a Oscar Niemeyer da autoria de Azevedo, revela seu caráter viciado e malevolente: "Para instruir a canalha ignorante. O gênio e o idiota em imagens". Seu texto piora mais ainda quando, se esforça, titubeante, em responder às críticas em seu blog do dia 8/12 também na VEJA online com um título que revela seu caráter despectivo e anti-democrático:"Metade gênio e metade idiota- Niemeyer na capa da VEJA com todas as honras! O que o bloco dos Sujos diz agora?" Sujo é ele que quer contaminar os outros com a própria sujeira de uma matéria tendenciosa e injusta.
O que se quer insinuar com os tipos de formulação usados? Que brasileiro não pode ser gênio; os gênios estão lá fora; se for gênio, porque lá fora assim o reconhecem, é apenas em sua terceira parte e, se melhor analisarmos, apenas numa quarta parte. Vamos e venhamos: Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado. Seguramente Azevedo está inscrito no número bem definido por Albert Einstein: "conheço dois infinitos: o infinito do universo e o infinito dos idiotas; do primeiro tenho dúvidas, do segundo certeza". O articulista nos deu a certeza que ele e a revista que o abriga possuem um lugar de honra no altar da idiotice.
O que não tolera em Oscar Niemeyer que, sendo comunista, se mostra solidário, compassivo com os que sofrem, que celebra a vida, exalta a amizade e glorifica o amor. Tais valores não cabem na ideologia capitalista de mercado, defendida por VEJA e seu albergado, que só sabe de concorrência, de "greed is good" (cobiça é coisa boa), de acumulação à custa da exploração ou da especulação, da falta de solidariedade e de justiça em nível internacional.
Mas não nos causa surpresa; a revista assim fez com Paulo Freire, Cândido Portinari, Lula, Dom Helder Câmara, Chico Buarque, Tom Jobim, João Gilberto, frei Betto, João Pedro Stédile, comigo mesmo e com tantos outros. Ela é um monumento à razão cínica. Segue desavergonhadamente a lógica hegeliana do senhor e do servo; internalizou o senhor que está lá no Norte opulento e o serve como servo submisso, condenado a viver na periferia. Por isso tanto a revista quanto o articulista revelam um completo descompromisso com a verdade daqui, da cultura brasileira.
A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal, em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de rola-bosta. O escaravelho é um besouro que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta. Pois algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás, deslocou-os de seu contexto (ela é hábil neste método) e lançou-os contra Oscar Niemeyer. Ela o faz com naturalidade e prazer, pois, é o meio no qual vive e se realimenta continuamente. Nada de surpreendente, portanto.
Paro por aqui. Mas quero apenas registrar minha indignação contra esta revista, em versão online, travestida de escaravelho por ter cometido um crime lesa-fama. Reproduzo igualmente dois testemunhos indignados de duas pessoas respeitáveis: Antonio Veronese, artista plástico vivendo em Paris e João Cândido Portinari, filho do genial pintor Cândido Portinari, cujas telas grandiosas estão na entrada do edifício da ONU em Nova York e cuja imagem foi desfigurada e deturpada, repetidas vezes, pela revista-escaravelho.
Oscar Niemeyer e a imprensa tupiniquim - Antonio Veronese

Crítica mesquinha, que pune o Talento, essa ousadia imperdoável de alçar os cornos acima da manada. No Brasil, Talento, como em nenhum outro país do mundo, é indigerível por parte da imprensa, que se acocora, devorada por inveja intestina. Capitania hereditária de raivosos bufões que já classificou a voz de Pavarotti de ruído de pia entupida; a música de Tom Jobim de americanizada; João Gilberto de desafinado e Cândido Portinari de copista...
Quando morre um homem de Talento, como agora o grande Niemeyer, os raivosos bufões babam diante do espelho matinal sedentos de escárnio.
Não discuto a liberdade da imprensa. Mas a pergunta que se impõe é como um cidadão, com a dimensão internacional de Oscar Niemeyer, (sua morte foi reverenciada na primeira página de todos os grandes jornais do mundo) pode ser chamado, por um jornalista mequetrefe, num órgão de imprensa de cobertura nacional, de metade-gênio-metade idiota? Isso após sua morte, quando não é mais capaz de defender-se, e ainda que sob a desculpa covarde, de reproduzir citação de terceiros...O consolo que me resta é que a História desinteressa-se desses espasmos da estupidez. Quem se lembra hoje dos críticos da bossa nova ou de Villa-Lobos? Ao talent, no entanto, está reservada a reverência da eternidade.
Antonio Vere tanta indignidade.
Com o carinho e a admiração do

Professor João Candido Portinari (portinari@portinari.org.br)para Baronese
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Meu caro Antonio,

Que beleza o seu texto, um verdadeiro bálsamo para os que ainda acreditam no mundo de amanhã nascendo do espírito, da fé e do caráter dos homens de hoje!
Não é toda a imprensa, felizmente. Há também muita dignidade e valor na mídia brasileira. Mas não devemos nos surpreender com a revista semanal. Em termos de vileza, ela sempre consegue se superar. Ela terá, mais cedo ou mais tarde, o destino de todas as iniquidades: a vala comum do lixo, onde nem a história se dará o trabalho de julgá-la.
Os arquivos do Projeto Portinari guardam um sem número de artigos desta rancorosa revista, assim como de outras da mesma editora, sobre meu pai, Cândido Portinari e outros seus companheiros de geração. Sempre pérfidos, infames e covardes, como este que vem agora tentar apequenar um grande homem que para sempre enaltecerá a nossa terra e o nosso povo.


OS POBRES NÃO EXISTEM PARA O INSTITUTO MILLENIUM


No mundo, até os plutocratas se preocupam com a concentração de renda. No Brasil não
O Millenium não enxerga este mundo
Não conhecia o Instituto Millennium.
Depois de conhecer, concluí imediatamente que poderia ter continuado a não conhecer.
É o triunfo do arquiconservadorismo nacional. Naveguei pelo site, e vi basicamente uma duplicação desinspirada do que você já vê na grande mídia brasileira: as mesmas pessoas, os mesmos articulistas, as mesmas ideias, o mesmo nhenhenhém.
E a mesma desconexão com o mundo moderno.
Vejamos o que o Millennium tem a dizer sobre o tema mais importante da agenda dos líderes globais: a questão da desigualdade social.
Nada. Simplesmente nada. É como se isso não existisse no Brasil. A história está abarrotada de situações em que a extrema desigualdade levou ao caos social, ou a revoluções. Mas para o Millennium  isto não é um problema brasileiro.
Vejamos.
A desigualdade é o tema de uma reportagem especial desta semana da excelente revista The Economist, conservadora como o Millennium – mas com a diferença de que é competente, lúcida e persuasiva na defesa de seu ideário.
A Economist afirma, com razão, que o movimento Ocupe Wall St trouxe a desigualdade para a mesa dos debates mundiais. Nos Estados Unidos, ela está no centro da campanha de Obama para derrotar Romney e ganhar uma nova temporada na Casa Branca.
Nos últimos 30 anos, escreve a Economist, uma “dramática” concentração de renda nos Estados Unidos remeteu a uma situação “parecida ou pior” do que a que marcou a infame “Gilded Age” do começo do século 20. Foi a era dos “barões ladrões”, como passaram para a história magnatas americanos como os Vanderbilts, e da miséria para a maior parte da sociedade.
Biltmore, a casa de George Vanderbilt II com 250 quartos
Foi um tempo de extravagâncias chocantes. George Vanderbilt II, por exemplo, ergueu ao longo de seis anos na Carolina do Norte a Biltmore, uma mansão de 250 quartos na qual trabalharam 1000 pedreiros. Passados cem anos, a casa de Bill Gates em Seattle não faz feio diante de Biltmore.
A fatia da riqueza nacional das 16 000 famílias mais ricas dos Estados Unidos – 0,01% — quadruplicou nas três últimas décadas. “A ampliação da desigualdade começa a preocupar até os plutocratas”, afirma Economist.
Não os nossos, aparentemente. Ou não, pelo menos, os agrupados no Millennium. Eles parecem ignorar que, quanto menos desigual uma sociedade, menores as chances de radicalismos ou extremismos florescerem.
A despeito dos avanços recentes, o Brasil tem uma iniquidade pavorosa. No mundo da economia, há uma medição para isso, o chamado Coeficiente Gini. Os países escandinavos, como sempre, são os que aparecem no topo dos lugares em que a distribuição de renda é boa.
O Brasil é um dos últimos colocados. Tem disputado com a África do Sul a duvidosa honra de ser o primeiro da relação dos iníquos.
Segundo números do Banco Mundial, os 20% mais ricos do Brasil concentram 43,3% da riqueza nacional. Os 20% mais pobres têm 2,9%.
O Millennium se bate por esse status quo. Brotam de lá as habituais ladadinhas em relação ao excesso de impostos do Brasil. Isso lembra a pregação cínica de Romney, um especialista em achar maneiras de evadir impostos – com o assim chamado planejamento fiscal, uma arte disseminada entre a plutocracia brasileira. (A Receita cobra na Justiça uma dívida de 2,6 bilhões de reais da Globo, presentíssima no Millennium pelo acionista João Roberto Marinho e mais os colunistas de sempre.)
O Millennium defende um mundo velho, feito de privilégios – e é por isso que não influencia e não comove os brasileiros.
Este texto foi publicado no Diário do Centro do Mundo em 15 de outubro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

O VÍDEO QUE ENVERGONHA O PT. NÃO PELA AÇÃO, MAS PELA OMISSÃO E COVARDIA.

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Fonte do vídeo:  YouTube

LULA MIRANDA: FATOS COMPROVAM QUE O SUPREMO ERROU. E AGORA? CANCELARÃO AS PENAS?


MARCOS COIMBRA: COM A OPOSIÇÃO SEM NOME, SEM DISCURSO E SEM PROJETO, SÓ RESTA O ESCÂNDALO. VAMOS PRECISAR DE ESTÔMAGO FORTE.




Um espectro ronda a política brasileira. O fantasma da próxima eleição presidencial.
Este ano já foi marcado por ele.
Ou alguém acredita que é genuína a inspiração ética por trás da recente onda moralista, que são sinceras as manchetes a saudar “o julgamento do século”? Que essas coisas são mais que capítulos da luta política cujo desfecho ocorrerá em outubro de 2014?
A história dos últimos 10 anos foi marcada por três apostas equivocadas que as elites brasileiras, seus intelectuais e porta-vozes fizeram. A primeira aconteceu em 2002, quando imaginaram que Lula não venceria e que, se vencesse, seria incapaz de fazer um bom governo.
Estavam convencidos de que o povo se recusaria a votar em alguém como ele, tão parecido com as pessoas comuns. Que terminaria a eleição com os 30% de petistas existentes. E que, por isso, o adversário de Lula naquela eleição, quem quer que fosse, ganharia.
O cálculo deu errado, mas não porque ele acabou por contrariar o prognóstico. No fundo, todos sabiam que a rejeição de Fernando Henrique Cardoso não era impossível que José Serra perdesse.
A verdadeira aposta era outra: Lula seria um fracasso como presidente. Sua vitória seria um remédio amargo que o Brasil precisaria tomar. Para nunca mais querer repeti-lo.
Quando veio o “mensalão”, raciocinaram que bastaria aproveitar o episódio. Estava para se cumprir a profecia de que o PT não ultrapassaria 2006. Só que Lula venceu outra vez e a segunda aposta também deu errado. E ele fez um novo governo melhor que o primeiro, aos olhos da quase totalidade da opinião pública. Em todos os quesitos relevantes, as pessoas o compararam positivamente aos de seus antecessores, em especial aos oito anos tucanos.
A terceira aposta foi a de que o PT perderia a eleição de 2010, pois não tinha um nome para derrotar o PSDB. Que ali terminaria a exageradamente longa hegemonia petista na política nacional. De fato não tinha, mas havia Lula e seu tirocínio. Ele percebeu que, Com Dilma Rousseff, poderia vencer.
O PT ultrapssaou as barreiras de 2002, 2006 e 2010.
Estamos em marcha batida para 2014 e as oposições, especialmente seu núcleo duro empresarial e midiático, se convenceram de que não podem se dar ao luxo de uma quarta aposta errada.
Que o PT não vai perder, por incompetência ou falta de nomes, a próxima eleição. Terão de derrotá-lo.
Mas elas se tornaram cada vez mais descretes da eficácia de uma estratégia apenas positiva. Desconfiam que não têm uma candidatura capaz de entusiasmar o eleitorado e não sabem o que dizer ao País. Perderam tempo com Serra, Geraldo Alckmin mostrou-se excessivamente regional e Aécio Neves é quase desconhecido pela parte do eleitorado que conta, pois decide a eleição.
Como mostram as pesquisas, tampouco conseguiram persuadir o País de que “as coisas vão mal”. Por mais que o noticiário da grande mídia e seus “formadores de opinião” insistam em pintar quadros catastróficos, falando sem parar em crises e problemas, a maioria acha que estamos bem.
Sensação que é o fundamento da ideia de continuidade.
As oposições perceberam que não leva a nada repetir chavões como “o País até que avançou, mas poderia estar melhor”, “Tudo de positivo que houve nas administrações petistas foi herança de FHC”, “Lula só deu certo porque é sortudo” e “Dilma é limitada e má administradora”.
A população não acredita nessa conversa. Faltam nomes e argumentos às oposições. Estão sem diagnóstico e sem propostas para o Brasil, melhores e mais convincentes que aquelas do PT.
Nem por isso vão cruzar os braços e aguardar passivamente uma nova derrota. Se não dá certo por bem, que seja por mal. Se não vai na boa, que seja no tranco.
Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política.
A retórica anticorrupção é o bastião que resta ao antilulopetismo. Mas precisa ser turbinada e amplificada. Fundamentalmente, porque a maioria das pessoas considera os políticos oposicionistas tão corruptos – ou mais – que os petistas.
O que fazer? Aumentar o tom, falar alto, criar a imagem de que vivemos a época dos piores escandalos de todos os tempos.
Produzir uma denúncia, uma intriga, uma acusação atrás da outra.
Pelo andar da carruagem, é o que veremos na mídia e no discurso oposicionista ao longo de 2013. Já começou.
Vamos precisar de estômago forte.

Marcos Coimbra, socólogo e presidente do Instituto Vox Populi



No CartaCapital

MARCOS COIMBRA: A IMPRENSA COM FHC, SÓ PAPO FURADO. COM LULA, SÓ LAPADA.


Marcos Coimbra
MARCOS COIMBRA
Ninguém deseja que Fernando Henrique seja destratado, hostilizado com perguntas aborrecidas e impertinentes. Um dia, no entanto, bem que alguém poderia pedir, com toda educação, que falasse.




É enternecedor o carinho de nossa grande imprensa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Sempre que o entrevistam, é uma conversa amena. Percebe-se a alegria dos jornalistas em estar na sua presença.
O tom é cordial, as perguntas são tranquilas. Tudo flui na camaradaria.
O que não chega a ser surpreendente. FHC é um boa prosa, que sabe agradar os interlocutores. Além de ser uma pessoa respeitável, seja pela trajetória de vida, seja por sua maturidade.
Natural que o tratem com consideração.
Estranho é constatar que a amabilidade com que é recebido não se estende a seu sucessor. A mesma imprensa que o compreende tão bem costuma ser intransigente com Lula. Para não dizer francamente hostil e deselegante.
Quem lê o que ela tem falado a respeito do petista nos últimos dias e o compara ao tratamento que recebe Fernando Henrique deve achar que um deixou a Presidência escorraçado e o outro sob aplauso. Que a população odeia Lula e adora o tucano.
Esta semana, tivemos mais um desses bate-papos. Saiu na Folha de São Paulo.
FHC discorreu sobre o Brasil e o mundo. Falou do PSDB, de Aécio e Serra. Meditou sobre o julgamento do mensalão com a sabedoria de quem o vê a prudente distância. Opinou sobre Dilma e Lula. Contou de sua vida particular, a família e os amores.
Foi uma longa conversa, sóbria e comedida - embora com toques de emoção.
Mas foi frustrante. Acabou sendo mais uma oportunidade perdida para ouvir FHC sobre algumas questões que permanecem sem resposta a respeito de seu governo.
É pena. Não está na moda "passar o Brasil a limpo"? "Mudar o Brasil"? "Ser firmes e intransigentes com a verdade"?
Ninguém deseja que Fernando Henrique seja destratado, hostilizado com perguntas aborrecidas e impertinentes. Que o agridam.
Um dia, no entanto, bem que alguém poderia pedir, com toda educação, que falasse.
Que contasse sua experiência como líder do governo Sarney no Congresso, quando viu (só viu?) mais de mil concessões de televisão e rádio fazer parte das negociações em troca de apoio parlamentar.
Que descrevesse o projeto do PSDB permanecer no poder por 20 anos e como seria posto em prática, quais as alianças e como seria azeitado (sem esquecer a distribuição, sem licitação, de quase 400 concessões de TVs educativas a políticos de sua base).
Que relembrasse os entendimentos de seu operador com o baixo clero da Câmara para aprovar a emenda da reeleição. Quanto usou de argumentos. E o que teve que fazer para que nenhuma CPI sobre o assunto fosse instalada.
Que apontasse os critérios que adotou para indicar integrantes dos tribunais superiores e nomear o Procurador-Geral da República. Que explicasse como atravessou 8 anos de relações com o Judiciário em céu de brigadeiro.
Que refletisse sobre o significado de seus principais assessores econômicos tornarem-se milionários imediatamente após sair do governo - coisa que, se acontecesse com um petista, seria razão para um terremoto.
Enfim, FHC poderia em muito ajudar os amigos. Esses que fingem ter nascido ontem e se dizem empenhados em "limpar" a política.
Bastaria que resolvesse falar com clareza.
No mínimo, diminuiria a taxa de hipocrisia no debate atual e reduziria o papo furado. O que é sempre bom.
fonte:    Brasil 247

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CONTRA LULA, E SÓ CONTRA ELE, AS VELHAS PROSTITUTAS DA MÍDIA NÃO RESPEITAM CÂNCER, NÃO RESPEITAM FAMÍLIA, NÃO RESPEITAM MAIS NADA.


Já que a torcida pelo câncer e a tentativa de incluí-lo no “mensalão” não vingaram, o jeito foi apelar para a vida privada.

Conversa Afiada reproduz texto de Leandro Fortes, extraído da Carta Capital:

A MORAL DE VELHAS PROSTITUTAS



Aos poucos, sem nenhum respeito ou rigor jornalístico, boa parte da mídia passou a tratar Rosemary Noronha como amante do ex-presidente Lula. A “namorada” de Lula, a acompanhante de suas viagens internacionais, a versão tupiniquim de Ana Bolena, quiçá a reencarnação de Giselle, a espiã nua que abalou Paris.

Como a versão das conversas grampeadas entre ela e Lula foi desmentida pelo Ministério Público Federal, e é pouco provável que o submundo midiático volte a apelar para grampos sem áudio, restou essa nova sanha: acabar com o casamento de Lula e Marisa.

Já que a torcida pelo câncer não vingou e a tentativa de incluí-lo no processo do “mensalão” está, por ora, restrita a umas poucas colunas diárias do golpismo nacional, o jeito foi apelar para a vida privada.

Lula pode continuar sendo popular, pode continuar como referência internacional de grande estadista que foi, pode até eleger o prefeito de São Paulo e se anunciar possível candidato ao governo paulista, para desespero das senhoras de Santana. Mas não pode ser feliz. Como não é possível vencê-lo nas urnas, urge, ao menos, atingi-lo na vida pessoal.

Isso vem da mesma mídia que, por oito anos, escondeu uma notícia, essa sim, relevante, sobre uma amante de um presidente da República.

Por dois mandatos, Fernando Henrique Cardoso foi refém da Rede Globo, uma empresa beneficiária de uma concessão pública que exilou uma repórter, Míriam Dutra, alegadamente grávida do presidente. Miriam foi ter o filho na Europa e, enquanto FHC foi presidente, virou uma espécie de prisioneira da torre do castelo, a maior parte do tempo na Espanha.

Não há um único tucano que não saiba a dimensão da dor que essa velhacaria causou no coração de Ruth Cardoso, a discreta e brilhante primeira-dama que o Brasil aprendeu desde muito cedo a admirar e respeitar. Dona Ruth morreu com essa mágoa, antes de saber que o incauto marido, além de tudo, havia sido vítima do famoso “golpe da barriga”. O filho, a quem ele reconheceu quando o garoto fez 18 anos, não é dele, segundo exame de DNA exigido pelos filhos de Ruth Cardoso. Uma tragicomédia varrida para debaixo do tapete, portanto.

O assunto, salvo uma reportagem da revista Caros Amigos, jamais foi sequer aventado por essa mesma mídia que, agora, destila fel sobre a “namorada” de Lula. Assim, sem nenhum respeito ao constrangimento que isso deve estar causando ao ex-presidente, a Dona Marisa e aos filhos do casal. Liberados pela falta de caráter, bom senso e humanidade, a baixa assessoria de tucanos, entre os quais alguns jornalistas, tem usado as redes sociais para fazer piadas sobre o tema, palhaços da tristeza absorvidos pela vilania de quem lhes confere o soldo.

Esse tipo de abordagem, hipócrita sob qualquer prisma, era o fruto que faltava ser parido desse ventre recheado de ódio e ressentimento transformado em doutrina pela fracassada oposição política e por jornalistas que, sob a justificativa da sobrevivência e do emprego, se prestam ao emporcalhamento do jornalismo.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fonte:   Conversa Afiada
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