quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

OS NÚMEROS DA GLOBO: LENTA DECADÊNCIA




Altamiro Borges, aqui, e Paulo Henrique Amorim, aqui, destacam fatos que demonstram a decadência da TV Globo.
O texto de Miro mostra que o Faustão – em crise de audiência (e de faturamento?) – demitiu a banda de músicos. E que o “Fantástico” enfrenta a pior crise de sua longa história. O Paulo Henrique relata como a audiência do “JN” encolheu em dez anos: o jornal apresentado por Bonner perdeu um de cada quatro telespectadores de 2000 para 2010 – são números oficiais do IBOPE.
São fatos. Não é bom brigar com eles. Mas é bom analisar esse proceso com cautela.
Quando entrei na TV Globo, em 95, o “JN” dava quase 50 pontos de audiência. Era massacrante.  O “Globo Repórter” dava perto de 40 pontos.
Em 2005/2006, quando eu estava prestes a sair da emissora, o “JN” já tinha caído pra casa dos 36 ou 37 pontos (havia dias em que o jornal local conseguia mais audiência do que o principal jornal da casa) e o “Globo Repórter”  se segurava em torno de 3o ou 32 pontos (programa que dese menos de 30 abria crise, era preciso sustentar a marca dos 30).
Esse tempo ficou pra trás. O “JN” já caiu pra menos de 30 pontos. E o Globo Repórter hoje patina em 24 ou 25 – dizem-me.
O “Jornal da Record” dobrou de audiência. Em São Paulo chega a 10 pontos, em outros Estados passa dos 12 ou 13. Nas manhãs, a Globo e a Record (com o SBT um pouco atrás) brigam pau a pau. E a Record vence em muitos horários matutinos, há meses. Aos domingos, a Globo também sofre. A grande jóia da coroa da emissora carioca é o horário nobre durante a semana: novelas+ JN. Nesse caso, os números revelam que o domínio da Globo se reduz, ainda que de forma lenta.
Muita gente espera o dia em que a Globo vai passar por uma hecatombe e deixará de ser a Globo. Acredito que isso não vai acontecer: a queda será lenta, negociada, chorada…  
A Globo poderia ter quebrado ali pelo ano 2000. No primeiro governo FHC, Marluce (então diretora geral) tivera duas idéias “brilhantes”: tomar dinheiro emprestado, em dólar, para capitalizar a empresa de TV a cabo do grupo; e centralizar as operações numa “holding”. Ela acreditou nas previsões do Gustavo Franco e da Miriam Leitão, de que o Real valeria um dólar para todo o sempre! Passada a reeleição de FHC, em 98, o Brasil quebrou, veio a crise cambial e a Globo ficou pendurada numa dívida em dólar que (de uma semana pra outra) triplicou.
A dívida era da TV a cabo mas, como Marluce e os geniais irmãos Marinho tinham centralizado as operação na holding, contaminou todo o grupo. A Globo entrou em “default”. Quebrou tecnicamente. Poderia ter virado uma Varig. Mas conseguiu (sabe-se lá com quais acordos e pressões políticas) equalizar a dívida.
Quando saiu da crise, em meados do primeiro mandato de Lula, a Globo (o jornalismo) estava já sob os auspícios de Ali Kamel – o Ratzinger. Ele conduziu a empresa para a direita: contra as cotas nas universidades, contras as políticas de combate ao racismo (“Não somos racistas”, diz), contra o Bolsa-Família. O grande público não percebe isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada) sente que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos 8 anos. Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público. Ouve-se por aí: a Globo não fica do lado do povão.
Não é à toa que um fenômeno novo surge nas grandes cidades, como São Paulo. Nas padarias, restaurantes populares, pontos de táxi, era comum ver televisores ligados sempre na Globo. Isso há 7 ou 8 anos. Acabou. De manhã, especialmente, a programação da Record e do SBT (e às vezes também dos canais a cabo) entra nas padarias, ocupa os lugares públicos.
Essa é uma mudança simbólica.
Mas é bom não brigar com outro fato: boa parte do público segue a ter admiração e carinho pela progamação da Globo. E há motivos pra isso, entre eles a qualidade técnica. A iluminação, a textura da imagem, o cuidado com o bom acabamento. Tudo isso a Globo conseguiu manter – apesar de muitos tropeços aqui e ali.
Fora isso, apesar de toda crítica que façamos (e eu aqui faço muito) ao jornalismo global, é bom não esquecer que na TV da família Marinho há sim ótimos profissionais, gente séria que tenta (e muitas vezes consegue) fazer bom jornalismo.  
Esse capital – qualidade técnica – a turma do Jardim Botânico tem conseguido manter. O que não ajuda: a política editorial, adotada por exemplo durante a posse de Dilma. Ironias desmedidas, falta de compreensão do momento histórico e uma arrogância de quem se acha no direito de “ensinar” como Dilma deve governar. A seguir nessa toada, a decadência será mais rápida…
E o que mais pode entornar o caldo por lá? Grana.
A Globo tem custos altíssimos de produção. Quem conhece de perto o Projac diz que aquilo é uma fábrica de (boas novelas e minisséries), mas também uma fábrica de desperdício. Empresa familiar, que cresceu demais. Cada naco dominado por um diretor, como se fosse um feudo. Até hoje a Globo conseguiu manter essa estrutura porque ficava com uma porção gigante das verbas públicas de publicidade (isso mudou com Lula/Franklin) e com uma porção enorme da publicidade privada: o BV – bônus em que a agência é “premiada” pela Globo se concentrar seus anúncios na emissora – explica em parte essa “mágica”; outra explicação é que a Globo detem (detinha!?) de fato fatia avassaladora da audiência.
Com menos audiência, as agências (ou as empresas anunciantes, através das agências) podem pressionar para que o valor dos anúncios caia. Se isso acontecer, a Globo vai virar um elefante branco. Impossível manter aquela estrutura verticalizada se a grana encurtar.
Qual o limite que a Globo suporta? Difícil saber. Mas dispensa da banda do Faustão é um indicador de que a água pode estar subindo rápido.
Outro problema sério: o risco de perder a transmissão do futebol, ou de ter que pagar caro demais para mantê-lo.
Tudo isso está no horizonte. E mais: a entrada das teles no jogo. O Grupo Telefônica, por exemplo, fatura dez vezes mais que a Globo. Como concorrer? Só com regulação do mercado, assegurando nacos para os proprietários nacionais.
Ou seja: a Globo – que é contra a regulamentação (“censura”, eles bradam) por princípio – vai ter que pedir água, vai ter que negociar alguma regulação pra conter os estrangeiros. E aí pode entrar também a regulação que interessa à sociedade: critérios para concessões, e também para evitar o lixo eletrônico e os abusos generalizados na TV. Regulação, como em qualquer país civilizado. Até aqui a Globo tentou barrar esse debate. Mas vai ter que aceitá-lo agora, porque ficou mais frágil.
De minha parte, não torço pra que aconteça nenhuma “hecatombe”, nem que a Globo quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se divida.
Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o Brasil.

Fonte:  Escrevinhador

domingo, 2 de janeiro de 2011

UMA DESPEDIDA EM CLIMA DE APOTEOSE


Lula foi mais Lula do que nunca no seu último dia como presidente da República, encerrado com o primeiro discurso como ex-presidente. Em São Bernardo do Campo (SP), resumiu sua sensação de dever cumprido e de ter superado "preconceitos" que, segundo ele, enfrentou ao longo de sua trajetória carreira política. "Volto para casa de cabeça erguida. Posso dizer na frente do meu povo que, depois de provar que um metalúrgico tem condições de ser presidente da República, nós elegemos uma mulher", afirmou, diante de cerca de 1,5 mil pessoas.

O ex-presidente chegou com atraso, às 22h45 de ontem, à festa preparada pelo diretório municipal do PT, com apoio da prefeitura comandada pelo petista Luiz Marinho. Antes, visitou seu ex-vice, José Alencar, no Hospital Sírio-Libanês. Lula chegou a São Bernardo acompanhado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que havia prometido ao aliado "deixá-lo em casa" e foi aplaudido pelo público.

A recepção em São Bernardo encerrou um dia repleto de cenas que marcaram os oito anos de mandato de Lula. Em Brasília, o ex-presidente misturou-se a militantes petistas, chorou várias vezes, posou em formação de time de futebol com seus seguranças, compondo um verdadeiro concentrado de seu estilo exibido nos últimos oito anos. Das primeiras horas do dia com a família no Palácio da Alvorada até acenar da janelinha da cabine do piloto do Aerolula, na Base Aérea, por volta de 17h30, Lula despediu-se do poder em todos os momentos. Até o hino do Corinthians o ex-presidente ouviu ser tocado pela banda da Aeronáutica, enquanto subia no avião que o levaria a São Paulo.

Emoções

Antes de passar a faixa para a presidente Dilma Rousseff, o agora ex-Presidente Lula não conteve as lágrimas. Ao abraçar a sucessora, no gabinete do terceiro andar do Palácio do Planalto, na tarde de ontem, ele disse uma das poucas frases pronunciadas em público no seu último dia de governo. "Eu e o povo brasileiro confiamos em você", disse Lula a Dilma, com voz embargada, segundo relato de um dos auxiliares.

Dilma e o vice-presidente Michel Temer quebraram a tradição e desceram a rampa junto com Lula. Ministros do governo seguiram o ex-presidente para também prestar uma última homenagem. "Agora é que vai cair minha ficha", disse ele, brincando com ministros. Ele quebrou o protocolo, atravessou a rua e foi cumprimentar homens e mulheres que se concentravam atrás do alambrado.

Com os olhos vermelhos e paletó desabotoado, Lula enxugou as lágrimas em um lenço branco, apertou a mão de eleitores, distribuiu beijos e abraços e recebeu um troféu de um adolescente cara-pintada. Enquanto ele se jogava nos braços da multidão, Dilma dava posse ao ministério.

Família

Lula passou a manhã no Palácio da Alvorada com Marisa Letícia e os filhos Fábio, Luiz Cláudio e Sandro. Da equipe mais próxima do presidente, só o chefe da segurança, general Gonçalves Dias, e o fotógrafo da Presidência, Ricardo Stuckert, estiveram no Alvorada.

Quando José Sarney declarou Dilma presidente da República, precisamente às 14h52, Lula ainda estava na residência oficial. Ele deixou o Alvorada já como ex-presidente.Turistas o esperavam do lado de fora do Alvorada.

Antes de Dilma chegar ao Planalto, Lula apareceu no Salão Nobre. Acompanhado de Marisa Letícia, ele saiu abraçando e beijando os convidados. "Vocês estão com cara de ministro e eu de ex-presidente", brincou, assim que passou ao lado dos futuros ministros. Alertado da chegada iminente de Dilma, Lula saiu em disparada para a rampa do Planalto.

Antes de sair de cena, nas últimas horas de seu primeiro dia como ex-presidente, Lula reafirmou que não vai sair da vida pública, no discurso feito em São Bernardo. "O fato de eu ter deixado a Presidência não significa que eu tenha deixado a política", afirmou Lula. "Eu ainda tenho muita coisa a fazer."

sábado, 1 de janeiro de 2011

NA FALTA DO QUE DIZER SOBRE "O CARA"...

Não tenho mais palavras , no momento, para falar de Lula. por isso reproduzo postagem escrita por este "teacher" em 26 de agosto de 2010. Ma não nos entristeçamos, companheiros. A partir de hoje muito ainda teremos para escrever sobre este brasileiro que, apesar dos preconceitos da elite, engrandece e orgulha a todos nós.



UMA IMAGEM QUE VALE POR MIL

PALAVRAS, MIL TEXTOS, MIL "POSTS"...


     Após assistir ao vídeo em que Lula, em Campo Grande, lavou a alma dos brasileiros (aqui) jogando na cara do Pig e da massa cheirosa todo o preconceito do qual fora vítima por não ter estudado, por não falar inglês, fiquei me perguntando onde ele, "o cara",  ia buscar inspiração para fazer um discurso daqueles.  Fiquei me perguntando: quem era aquele brasileiro, que comparado aos grande líderes influenciadores de massas, é capaz de falar diretamente ao coração do povo, ora pedindo votos para a sua candidata, ora desnudando sem dó nem piedade a elite e o sua marionete( o Serra). Então,  dando uma olhada na rede,  deparei-me com a foto acima (que já tinha visto em diversos blogs e site) e compreendi tudo: a força vinha da terra, do povo. 
"Nunca antes na história deste país" um governante (eu ousaria dizer que nem Getúlio - até porque os tempos eram outros) esteve nos braços da massa numa situação que demonstrasse tanto carinho, tanta cumplicidade. Para nós que vimos recentemente Serra beijar a própria mão ao invés da mão da eleitora,  ao vermos essa imagem novamente nos questionamos: que Presidente é esse? Que outro líder no mundo hoje tem condições de ficar assim com seus governados? livre, espontâneo, natural, feliz, um entregue ao outro. Não, Catanhede,  essa foto não é montada. Não se sabe o cheiro que havia aí, nessa hora. O que se pode sentir ao vermos esta imagem é apenas uma coisa: O amor verdadeiro e sincero entre um governante e seu povo, uma cumplicidade que só é possível quando se tem certeza de que se está entre amigos, entre os seus. 
By the teacher.

P.S: Como todo "teacher" que se preze, eu falo inglês!! Mas e daí??! Jamais chegarei nem perto da inteligência e do conhecimento que esse "apedeuta" adquiriu na vida. Eu amo esse cara!!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A HAPPY NEW YEAR!!


SOBRE 2010, SOBRE 2011, SOBRE O "CARA" E SOBRE A BLOGOSFERA.


Olá companheiras e companheiros! Depois de uma semana longe deste espaço, resolvendo as "broncas" de professor em final de ano letivo,  estamos de volta à frente de batalha. Principalmente para desejar aos amigos que por aqui passaram e também àqueles que passarão, um ótimo ano de 2011. Cheio de realizações, alegrias, encontros, reencontros, projetos. Enfim, "whatever".  Sim, porque 2010 foi um ano ma-ra-vi-lho-so!

Em 2010 o país cresceu, em 2010 a miséria diminuiu, em 2010 a desigualdade social abrandou, em 2010 o orgulho do brasileiro voltou, em 2010 eu finalmente criei, com a ajuda do meu amigo Diafonso,  o meu blog, em 2010 talvez não o tenhamos  derrotamos completamente, mas impusemos uma grande derrota ao PIG.  E, principalmente, companheiros, em 2010 "O CARA" , o maior presidente da república que o brasil já teve,  pintou, bordou, fez barba, fez bigode e elegeu Dilma Rousseff a primeira mulher presidente! E nós tivemos grande participação nesta conquista. 

Em 2011 a luta recomeçará. Não nos enganemos. Aqueles que não engoliram Lula durante todos estes anos com popularidade recorde não exitarão em tentar minar o governo Dilma ao primeiro sinal de polêmica, de insucesso, de dificuldade. Caberá àquela parte da imprensa que ainda é séria neste país fazer a sua parte e caberá, principalmente à nós, aqui na BLOGOSFERA, continuarmos entrincheirados na luta para combater o PIG. Cada um fazendo a seu modo a "parte que lhe cabe neste latifúndio". Sim, porque parafraseando o poeta,  isto aqui é um latifúndio, é grande e não tem dono. Pode até ter regras, oficiais ou não, mas não tem dono. Aqui ninguém é mais importante do que ninguém por isso não se pode conceber uma certa "putariazinha" que vimos recentemente causada por interpretações equivocadas ou não, mas legítimas, a respeito de um termo usado em um "post".

A blogosfera não é jornalista famoso, a blogosfera não é blogueiro anônimo. A blogosfera não é quem tem um milhão de acessos, a blogosfera não é quem tem 7 mil acessos. A blogosfera são TODOS os blog e sites juntos. Se todos os blogueiros que se consideram ou são considerados  medalhões ou "blog grande" 'sairem' da blogosfera e as centenas de milhares de blogueiro anônimos continuarem aqui este espaço sobreviverá? Se acontecer o contrário, este espaço sobreviverá também? Talvez não, mas talvez sim,  para ambas as perguntas. 

 Não podemos deixar de reconhecer, é claro, a luta de alguns nomes na blogosfera que atuam em um nível no qual  a maioria de nós não atua. Combatem frontalmente grandes nomes da esfera política, empresarial e financeira do país. Se posicionam contra os "barões" do PIG publicamente. colocam em risco suas carreiras e sua estabilidade financeira porque desagradam a gente grande e sofrem processos milionários. Muitos de nós não chegará, por não poder,  ou simplesmente por não querer, neste nível de confronto. Cabe a nós apoiá-los "visitando" suas páginas e reproduzindo os seus textos. Mas também cabe a nós cuidarmos para que pequenos grupos não  "assumam"  sozinhos o título de progressistas ou gerentes da filosofia progressista. Repito, amigos,  a  blogosfera somos todos nós. 

Essas são considerações que julgo  pertinentes neste momento de balanço de 2010 mas não  são a intenção fundamental deste texto. A essência que pretendo dar-lhe é de confraternização, de alegria por ter conhecido pessoalmente alguns e virtualmente muitos, mas muitos,  novos  companheiros e companheiras. A "minhas lista" de blogs não tem 10% dos blog que visitei e os quais admiro. Espero um dia colocá-los  todos na  lista. 

Que Deus nos conceda saúde e entusiasmo  para estarmos todos juntos no próximo e nos muitos anos à nossa frente.

Best wishes!!

The teacher. 

sábado, 25 de dezembro de 2010

A VERY MARRY CHRISTMAS!



Quem entender verá!


Christmas Eve is the day before Christmas. The celebration of Christmas begins on the evening of December 24. The importance of Christmas Eve in terms of popular customs is greater than that of the Day itself. On this day, the Christmas-tree is manifested in its glory; then, the Yule log is solemnly lighted in many lands; then often the most distinctive Christmas meal takes place.

Midnight Mass
The Midnight masses was originally celebrated by the Pope towards midnight in the chapel of the Santa Maria Maggiore Basilica in Rome, before a small congregation. The celebration of mass at midnight is based on the ancient belief that Jesus was born precisely on the stroke of twelve. Solemn and impressive with the happy sound of pealing bells, with light sparkling everywhere and with hymns of joy are some of the inevitable aspect of Midnight Mass. 

Christmas Tree
The Christmas tree is the greatest joy for children. The tradition of deco- rating a Christmas tree include decorations that are made of pieces of straw strung together on a thread into intricate geometrical figures, colored egg shells and pastry were used to make birds, horses, squirrels, lambs, moons, suns, stars, flowers and other figurines. Christmas trees are also decorated with apples, fir or pine cones, nuts and paper cuttings.

Celebrations
Christmas Eve is the day for family reunions. Many Christians traditionally celebrate a Midnight mass at midnight on Christmas Eve, marking the beginning of Christmas Day. Other churches hold Candlelight service which is typically held earlier in the evening. It is also seen as the night when Santa Claus or his international variants, make their rounds giving gifts to good children.


By the teacher. 


Fonte:   http://www.happywink.org

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

DESCULPEM, COMPANHEIROS!

Gostaria de pedir desculpas aos companheiros que passam por aqui. Tenho recebido pedidos para fazer algumas traduções (um vídeo do youtube e também varios textos do wikileaks) partindo, principalmente do Terra Brasilis e de outros amigos. Acontece que esta é época do ano letivo em que o professor mais trabalha. São diários, provas, recuperações, finais, relatórios, e confraternizações, que ninguém é de ferro. Por isso não tenho atendido aos pedidos dos amigos e também não tenho atualizado o Blog como gostaria. Mas a fase pior está terminando. Acredito que nos próximos dias já estarei mais tranquilo para voltar ao contato com os amigos.

P.S:  Ei, Terror, cadê a cachaça no mercado da Madalena, mô véi???

P.S 1:  Queria inserir uma imagem de um professor lascado de cansaço mas o link "inserir imagem " está dando mensagem de erro. Sorry.

abração.

                                                                  the teacher. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

EDUCAR E INSTRUIR


Sanguessugado do redecastorphoto

*José Flávio Abelha

Em memorável palestra na antiga Escola Superior de Cinema da PUC/MG o pioneiro do cinema brasileiro e, com destaque, chefe do INCE - Instituto Nacional do Cinema Educativo, o deslembrado cineasta Humberto Mauro nos contou sobre o primeiro contato com o professor Edgard Roquette-Pinto.
Depois de aceitar o convite, em nome do Ministro Gustavo Capanema, para chefiar o Instituto o professor lhe disse:
-Olha Humberto, vou lhe dizer o que penso sobre educar e instruir.
E Roquette-Pinto lhe deu, em poucas palavras, a dimensão da diferença, segundo nos disse o mestre Humberto.
“Instruir é você dizer para um garoto que a escovação dos dentes evita cáries, torna-os sempre brilhantes, combate bactérias e o mau-hálito.
Educar é você obrigar o garoto a escovar os dentes, criando nele um hábito salutar”.
Esta lição de Roquette-Pinto deveria ser a base de todas as atitudes das autoridades governamentais. Da saúde bucal? NÃO! Da cidadania, do respeito às leis, do respeito entre as pessoas.
Instruído o povo está; nossas leis estão aí, até em excesso, no entanto nenhuma é obedecida na sua plenitude, às vezes, nem simplesmente observada.
O prefeito Rudolph Giuliani, da cidade de Nova Iorque, sem saber da lição de Roquette-Pinto, iniciou um trabalho sério de educação do povo, a chamada TOLERÂNCIA ZEROaplicada durante sua gestão. Gritaram uns que era uma verdadeira ditadura. Outros, que os direitos civis estavam sendo ameaçados. O certo é que a cidade sem lei passou a obedecer aos homens da lei.
A administração Giuliani educou o nova-iorquino. Com tapinha nas costas? Não! Com a lei nas costas. Nada de instruir os gringos para que não estacionassem os carrões em lugares proibidos. O reboque era fatal, sem qualquer argumentação e o depósito de carros era na capital do Estado, na cidade de Albany (240 quilômetros de distância). Ou se perdia um dia de trabalho ou o carro. E mais todas aquelas pequenas infrações que, juntas, provocam o caos em uma cidade.
E nesse nosso brasilzão, como funcionam as coisas?
A população está instruída sobre a construção de casas em áreas de risco, mas mesmo assim constrói. Não aparece qualquer autoridade para impedir a ilegalidade. A conseqüência é funesta quando os céus abrem o chuveiro.
Instrução há, mas não há quem eduque. E a educação é penosa. Tanto na lição de Roquette-Pinto quanto na atitude de Giuliani. Não há diferença entre obrigar o menino a escovar os dentes ou rebocar um carro estacionado em local proibido. O chororô é o mesmo, tanto do menino rebelde quanto do cidadão infrator.
O calçadão da praia onde moro foi construído com os impostos que pagamos. Atualmente ele é pista para bicicletas, motocicletas, tri e quadricíclos e belíssimos cachorros. A população está instruída de que o calçadão é uma área de lazer para pedestres, mas, não havendo a intolerância governamental, a punição pedagógica que exclui multas e inclui o seqüestro dos veículos e cães, de tal forma que o dinheiro não possa comprar o desprazer de ir retirar do depósito os brinquedinhos dos marmanjos e os cães das madames, que rolam nas areias e fazem cocô no calçadão.
Todos os motoristas sabem que não podem dirigir quando tomam, ainda que uma pequena dose, bebida alcoólica. Estão instruídos à exaustão. Nos feriados prolongados a carnificina nas rodovias é assustadora. E não é só o álcool, a falta de manutenção dos veículos e a imprudência também.
Nunca se viu um carro saindo da cidade rumo à praia ou à montanha, cheio de crianças, interceptado por uma autoridade que, ao contrário de uma multa irrisória, proibisse o veículo de trafegar naquela situação, lamentavelmente acabando com o fim de semana da garotada e do irresponsável garotão.
No próximo feriadão aqueles meninos seriam os primeiros fiscais a chamar a atenção do pai. A tolerância zero agiria como uma lição pedagógica ou, como diria Roquette-Pinto – “... teriam adquirido salutar hábito de se tornarem colaboradores para que o escandaloso índice de mortalidade nessa época tivesse uma diminuição considerável”.
É certo que, se o incidente da detenção do veículo atingisse um irresponsável “cidadão acima de qualquer suspeita”, logo surgiria um habeas corpus, uma liminar, uma ONG dos direitos civis e a mídia que vive das manchetes viciosas. Afinal, o repressor, mesmo tentando evitar um mal maior, a matança nas estradas, estava ferindo o direito de ir e vir da família.
E sempre surgiria uma autoridade para liberar o veículo com a família dentro, rumo à máquina de moer gente que é uma estrada entulhada de carros nos fins de semana, todos apressados, ultrapassando de qualquer forma e aumentando assustadoramente as estatísticas de mortos e feridos.
O repressor ainda correria o risco de ser preso e processado.
Aqui não há espaço para o assunto dos celulares no trânsito, a mão segurando o cigarro enquanto dirigindo e outras mazelas cuja população está bastante instruída.
Será que os nossos pouquíssimos fiscais de trânsito, das praias e das ruas, sabem o que são decibéis? Carros, centenas, nos fins de semana, são estacionados nos calçadões com um som que estupra qualquer tímpano. Festas e churrascadas varam as madrugadas com o som nas alturas.
Se esse pessoal todo está instruído de que está cometendo uma infração? Claro que está! Falta quem os eduque e sejam intolerantes, interrompendo a festa, frustrando convidados com visíveis sintomas de embriaguês, na linguagem policial.
E a falta da educação impera, em muitas outras atividades que este pequeno texto não comporta citá-las.
Faço aqui apenas um lembrete: nesta segunda feira última, de calçadão deserto, que uma moto quase me atropelou. E ficou por isso mesmo. Denunciar? E a vindita, a desforra?A falta de policiamento e o perigo do nome do denunciante ser entregue, na bandeja, ao infrator ou ao meliante?
Se lá de cima não partem vigorosas medidas educadoras, na base das lições de Roquette-Pinto e Giuliani, não serei eu quem vai corrigir os instruídos cidadãos.
Afinal, não tenho qualquer mandato para tanto nem vocação para ser um novo Dom Quixote.

*Mineiro, autor de A MINEIRICE e outros livretes, reside na Restinga de Piratininga/Niterói, onde é Inspector of Ecology da empresa Soares Marinho Ltd. Quando o serviço permite o autor fica na janela vendo a banda passar.

JOGOS DE AZAR: PROIBIR OU LIBERAR?



Artigo do leitor do GLOBO Silvio Teles

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, reacendeu a polêmica, recentemente, acerca da legalização dos jogos no Brasil. Para ele, precisamos "deixar de demagogia" tanto no caso dos jogos de azar, como no caso do aborto. Dias antes, Cabral, tentando justificar a legalização do aborto, questionou à platéia que ouvia seu discurso "quem nunca teve uma namoradinha que precisou abortar?" 
Aliás, quanto a essa questão do aborto, abrindo um parênteses, se eu estivesse lá no evento, levantaria a mão para negar o governador. Aliás, acho que eu e a maior parte dos meus amigos e conhecidos. Grande parte da população, certamente, não precisou recorrer a um aborto para se livrar de um filho indesejado. Foram péssimos o argumento e o exemplo. Um raciocínio que desprezou o cerne da controvérsia de proibir ou liberar o aborto, cerne que está menos atrelado à necessidade de quem quer se livrar de uma gravidez indesejada e com o próprio direito de viver da criança.
Voltando à outra polêmica que Cabral tornou a abraçar, sobre o jogo, concordo com o governador. A atividade do jogo, em si, não é nociva. Aliás, tanto não é que o Estado usa e abusa, por exemplo, das loterias federais e estaduais. Ou, ainda, autoriza grupos comerciais e financeiros a arrecadarem fundos, por meio de jogos e sorteios, como a promoção da manteiga, do xampu, do torpedo, Papa Tudo, Tele Sena, entre outros. 
Toda a atividade em que se deposita um certo valor - seja pela compra do rótulo de um produto, seja pela compra de fichas ou bilhetes - e depende da sorte para ver compensado, ou não, o seu investimento, é um jogo de azar. A pergunta é: por que tantos são liberados, enquanto outros são abominados? Por que eu posso ir até a loteria e trocar algumas moedas por uma Raspadinha, mas não posso depositar essas mesmas moedas numa máquina caça-níquel? Monopólio estatal, esse seria o argumento? 
Os mais ardorosos defensores da proibição do jogos de azar se apegam a razões como a lavagem de dinheiro que essa atividade possibilita, a formação de grupos ou máfias, a vinculação do jogo com outras práticas ilícitas (drogas e armas), a vitimização de pessoas hipossuficientes, o vício, a ruína e a desestrutura familiar. Para estes, a proibição do jogo de azar serviria para evitar que acontecessem tais situações. Mas em que mundo vivemos? 
Todas essas mazelas já ocorrem, estando ou não, o jogo proibido. Na verdade, a proibição apenas acentua o caráter clandestino da atividade, e o Estado, por interesse, negligência ou ineficiência, fica impedido de Intrometer-se, de verdade e profundamente, em seu funcionamento, nas engrenagens que movem tais atividades, como faz com os jogos de azar de que é titular ou concessor. 
Uma mesma atividade não pode ser tão boa a ponto de ser incentivada, como são os mantidos pelo Estado ou por ele autorizados, e tão ruim, objetos de matéria penal, como aqueles que fogem ao seu poder de controlar. O Estado não pode mais continuar a se comportar sob a lógica de que, aquilo que ele não tem competência para controlar, deve ser proibido ou criminalizado, como ocorre com as drogas arbitrariamente ditas ilícitas, por exemplo. 
Tenho certeza que, com uma regulamentação adequada, que fixe, entre outros parâmetros, margem de lucro máximo para as empresas desenvolvedoras dessa atividade, cadastro e perfil de usuários para fins de limitação de crédito a investir (como fazem os bancos), origem e destinação dos recursos, tarifação pesada sobre a atividade e destinação social de parte dos rendimentos, os jogos de azar seriam mais uma fonte de arrecadação. 
Em vez de ser visto como um problema, estaríamos diante de mais uma atividade produtiva. Teríamos a legitimação regrada de uma atividade que, antes de mais nada, é cultural, desfazendo o paradoxo estatal que demoniza uma prática na qual ele é doutor.

Fonte: blog Casa da Çogra

WIKILEAKS: O TEXTO NA MOSCA DE BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS



Segue texto do sociólogo português Boaventura de Souza Santos. Grifei algumas partes que me parecem especiais para a reflexão.
Wikiliquidação do Império?
Boaventura Souza Santos, publicado originalmente no Esquerda.net  
A divulgação de centenas de milhares de documentos confidenciais, diplomáticos e militares, pela Wikileaks acrescenta uma nova dimensão ao aprofundamento contraditório da globalização. A revelação, num curto período, não só de documentação que se sabia existir mas a que durante muito tempo foi negado o acesso público por parte de quem a detinha, como também de documentação que ninguém sonhava existir, dramatiza os efeitos da revolução das tecnologias de informação (RTI) e obriga a repensar a natureza dos poderes globais que nos (des)governam e as resistências que os podem desafiar. O questionamento deve ser tão profundo que incluirá a própria Wikileaks: é que nem tudo é transparente na orgia de transparência que a Wikileaks nos oferece.
A revelação é tão impressionante pela tecnologia como pelo conteúdo. A título de exemplo, ouvimos horrorizados este diálogo – Good shootingThank you – enquanto caem por terra jornalistas da Reuters e crianças a caminho do colégio, ou seja, enquanto se cometem crimes contra a humanidade. Ficamos a saber que o Irã é consensualmente uma ameaça nuclear para os seus vizinhos e que, portanto, está apenas por decidir quem vai atacar primeiro, se os EUA ou Israel. Que a grande multinacional farmacêutica, Pfizer, com a conivência da embaixada dos EUA na Nigéria, procurou fazer chantagem com o Procurador-Geral deste país para evitar pagar indemnizações pelo uso experimental indevido de drogas que mataram crianças. Que os EUA fizeram pressões ilegítimas sobre países pobres para os obrigar a assinar a declaração não oficial da Conferência da Mudança Climática de Dezembro passado em Copenhaga, de modo a poderem continuar a dominar o mundo com base na poluição causada pela economia do petróleo barato. Que Moçambique não é um Estado-narco totalmente corrupto mas pode correr o risco de o vir a ser. Que no “plano de pacificação das favelas” do Rio de Janeiro se está a aplicar a doutrina da contra-insurgência desenhada pelos EUA para o Iraque e Afeganistão, ou seja, que se estão a usar contra um “inimigo interno” as tácticas usadas contra um “inimigo externo”. Que o irmão do “salvador” do Afeganistão, Hamid Karzai, é um importante traficante de ópio. Etc., etc, num quarto de milhão de documentos.
Irá o mundo mudar depois destas revelações? A questão é saber qual das globalizações em confronto—a globalização hegemónica do capitalismo ou a globalização contra-hegemónica dos movimentos sociais em luta por um outro mundo possível—irá beneficiar mais com as fugas de informação. É previsível que o poder imperial dos EUA aprenda mais rapidamente as lições da Wikileaks que os movimentos e partidos que se lhe opõem em diferentes partes do mundo. Está já em marcha uma nova onda de direito penal imperial, leis “anti-terroristas” para tentar dissuadir os diferentes “piratas” informáticos (hackers), bem como novas técnicas para tornar o poder wikiseguro. Mas, à primeira vista, a Wikileaks tem maior potencial para favorecer as forças democráticas e anti-capitalistas. Para que esse potencial se concretize são necessárias duas condições: processar o novo conhecimento adequadamente e transformá-lo em novas razões para mobilização.
Quanto à primeira condição, já sabíamos que os poderes políticos e económicos globais mentem quando fazem apelos aos direitos humanos e à democracia, pois que o seu objectivo exclusivo é consolidar o domínio que têm sobre as nossas vidas, não hesitando em usar, para isso, os métodos fascistas mais violentos. Tudo está a ser comprovado, e muito para além do que os mais avisados poderiam admitir. O maior conhecimento cria exigências novas de análise e de divulgação. Em primeiro lugar, é necessário dar a conhecer a distância que existe entre a autenticidade dos documentos e veracidade do que afirmam. Por exemplo, que o Irã seja uma ameaça nuclear só é “verdade” para os maus diplomatas que, ao contrário dos bons, informam os seus governos sobre o que estes gostam de ouvir e não sobre a realidade dos factos. Do mesmo modo, que a táctica norte-americana da contra-insurgência esteja a ser usada nas favelas é opinião do Consulado Geral dos EUA no Rio. Compete aos cidadãos interpelar o governo nacional, estadual e municipal sobre a veracidade desta opinião. Tal como compete aos tribunais moçambicanos averiguar a alegada corrupção no país. O importante é sabermos divulgar que muitas das decisões de que pode resultar a morte de milhares de pessoas e o sofrimento de milhões são tomadas com base em mentiras e criar a revolta organizada contra tal estado de coisas.
Ainda no domínio do processamento do conhecimento, será cada vez mais crucial fazermos o que chamo uma sociologia das ausências: o que não é divulgado quando aparentemente tudo é divulgado. Por exemplo, resulta muito estranho que Israel, um dos países que mais poderia temer as revelações devido às atrocidades que tem cometido contra o povo palestiniano, esteja tão ausente dos documentos confidenciais. Há a suspeita fundada de que foram eliminados por acordo entre Israel e Julian Assange. Isto significa que vamos precisar de uma Wikileaks alternativa ainda mais transparente. Talvez já esteja em curso a sua criação.
A segunda condição (novas razões e motivações para a mobilização) é ainda mais exigente. Será necessário estabelecer uma articulação orgânica entre o fenómeno Wikileaks e os movimentos e partidos de esquerda até agora pouco inclinados a explorar as novas possibilidades criadas pela RTI. Essa articulação vai criar a maior disponibilidade para que seja revelada informação que particularmente interessa às forças democráticas anti-capitalistas. Por outro lado, será necessário que essa articulação seja feita com o Foro Social Mundial (FSM) e com os media alternativos que o integram. Curiosamente, o FSM foi a primeira novidade emancipatória da primeira década do século e a Wikileaks, se for aproveitada, pode ser a primeira novidade da segunda década. Para que a articulação se realize é necessária muita reflexão inter-movimentos que permita identificar os desígnios mais insidiosos e agressivos do imperialismo e do fascismo social globalizado, bem como as suas insuspeitadas debilidades a nível nacional, regional e global. É preciso criar uma nova energia mobilizadora a partir da verificação aparentemente contraditória de que o poder capitalista global é simultaneamente mais esmagador do que pensamos e mais frágil do que o que podemos deduzir linearmente da sua força. O FSM, que se reúne em Fevereiro próximo em Dakar, está precisar de renovar-se e fortalecer-se, e esta pode ser uma via para que tal ocorra.

Fonte:  Blog do Rovai
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