domingo, 12 de junho de 2011

SIM, TEMOS UMA PRESIDENTA.


 No episódio Palocci, que graças à Deus voltou às suas "consultorias" e vai faturar mais algumas dezenas de milhões, várias situações  puderam ser observadas. Desde a "briga" aqui na blogosfera entre companheiros dos blogs progressistas que se colocaram a favor e contra a saída do ex-ministro (Fui contra. Fui contra a sua entrada no governo. já a sua saída... ) gerando inclusive o adeus de um grande nome daqui da blogosfera, o grande Len, do blog Ponto e Contraponto, que eu espero reconcidere sua decisão,   até a aposta furada que o PIG fez para segurar Palocci, cedendo uma eternidade no JN para que ele explicasse o inexplicável . Mas o melhor de tudo foi ver a Presidenta Dilma, primeiro, não cedendo às pressões daqueles que queriam segurar o ministro milionário para depois emparedá-la e, segundo,  sua decisão, solítária, pelo que se sabe, apesar da ligação a Luis Inácio, o grande,  não para  solicitar aprovação, mas apenas para comunicar, pela senadora Gleise. Isso mostra que o país está em boas mãos. O PIG vai continuar a fabricar escândalos, isso vai. Mas devagar, como quem não quer nada, Dilma vai mostrando a eles que ela sabe lidar com as crises, com aqueles através do quais as crises vem e com seus fabricantes. 

FOCAR O QUE INTERESSA




Em 2010, o fundo falso da guerra eleitoral escondia o interesse das multinacionais do petróleo em subtrair o pré-sal do Brasil a preço de banana no melhor estilo Serra/FHC, destruir o Mercosul e realinhar o continente aos interesses dos EUA. Não fosse o comedimento de Barack Obama somado à sua crise financeira interna, os EUA poderiam ter entrado mais fundo no processo eleitoral brasileiro.

Para ser eleito presidente, Serra topou abraçar tudo que lhe vinha à frente: desde a extrema direita da Ku-Klux-Klan tupiniquim, até os hippongas naturebas desenterrados por Marina Silva.

O plano B do PiG foi elaborado nas trevas: se Dilma Rousseff fosse candidata, não seria eleita; se fosse eleita, não seria empossada e se fosse empossada, não governaria. E como se sabe, as razões do PiG abraçar a campanha de Serra não são o medo do comunismo devorar propriedades privadas e criancinhas. As razões são as mesmas de sempre: grana e poder. Ou seja, o Pré-Sal e a Lei dos Médios. Ceder o primeiro e impedir o segundo.

Qual é o mistério? A elite paga gasolina, seja a quem for. Não vê o Brasil. Vê o globo terrestre. Quanto ao PiG, não precisa de muita explicação: todos os governos que antecederam Lula, incluindo-se aí os militares, sempre foram os maiores clientes da Globo. FHC destinava 80% das verbas de propaganda institucional à Globo. Lula dividiu a verba em 8 mil veículos de comunicação, de norte a sul do país. A Globo é a maior dona única de um império de comunicações do planeta. Mesmo contrariando a constituição brasileira – que proíbe a propriedade cruzada e outros abusos – nunca foi peitada. Não vai ser agora que declinará entregando o ouro de mão beijada. Às favas liberdade de imprensa, pluralidade e descentralização.

Não creio nessa história de que houve lua-de-mel com Dilma nos primeiros meses. E duvido que seu governo ou o PiG acreditaram nisso, um minuto sequer. O omelete com Ana Maria Braga (que no dia da posse de Dilma exibiu, em tela cheia, a ficha falsa da Folha), a festa na Folha ou a visita ao programa da múmia embalsamada, não me enganaram. Estavam usando a primeira presidenta que, por sua vez, as usou também.

A Ku-Klux-Klan tupiniquim embosca homossexuais na Av. Paulista e negros e nordestinos em todo o “sul maravilha”. A Globo faz campanhas subliminares contra a Copa, as Olimpíadas, e tenta injetar, sistematicamente, o pânico na economia usando a palavra “inflação” em todas as matérias possíveis. O CQC da Band – que amplificou o discurso fascista de Bolsonaro – rega sua pseudo irreverência resgatando clichês sexistas; justamente no atual governo…


O nordeste, esquecido pelo PiG, cresce em ritmo chinês (veja aqui). Mesmo que os verdes-que-não-têm-nada-de-verdes levantem barricadas no Xingu contra Belo Monte – que o Ibama permite e fiscaliza de perto (veja aqui). Resultado: está cada vez mais difícil para a madame dos jardins paulistanos encontrar escrava nordestina para morar no quartinho dos fundos da lavanderia. Que dureza! As adolescentes, ex-candidatas a serviçais de paulista, preferem a escola e as domésticas descobriram que o lance é ser diarista…


Enquanto nos entupia da perseguição e queda de Palocci, o PiG omitiu as melhores ações deste governo:
  • a inauguração da Plataforma P-56 - mega realização da recém resgatada indústria naval brasileira iniciada com Lula - foi entregue no último dia 4 pela presidenta Dilma (veja aqui o emocionante vídeo feito pelos próprios operários).
  • foi sancionado o Projeto Lei do “Minha Casa, Minha Vida 2″
  •  com recursos de 71 bilhões até 2014 e direcionado especificamente às famílias de menor renda. (veja aqui)
  • foi lançado o ambicioso e bem formatado programa “Brasil sem Miséria” que vai erradicar a pobreza extrema neste país até o final de 2014 (veja aqui).

Apesar de todos estes investimentos, o JN de ontem exibiu reportagem sobre o imposto de renda recolhido na fonte. O tom dramático da edição, passou a idéia de que o governo recebe muito imposto e não devolve em benefícios à sociedade… Mas se o PT não criou nenhum imposto adicional (na verdade lhe subtraíram a CPMF) e consegue investir tanto dinheiro em programas sociais e de infra-estrutura, é de se perguntar: onde ia parar toda essa dinheirama nos governos anteriores? Veja aqui as imagens impressionantes da P-36 – na época, a maior plataforma de petróleo do mundo – afundando pelo descaso do governo FHC.


No “episódio Palocci”, sugiram teorias sobre a divisão regional da esquerda, inclusive na blogosfera. Não devemos levar isso a sério. A oposição e sua imprensa sonham em dividir-nos! O golpismo sempre esteve e estará ativo. A Exxon aguarda pacientemente a virada do jogo no Brasil. Os derrotados geralmente são mais empenhados em reverter sua derrota, que os vencedores administrarem sua vitória.

Por isso, não nos interessa a a divisão – o que é diferente depluralidade. Que prevaleça o senso comum: combater o PiG é defender Dilma e defender Dilma é combater o PiG.


Texto original :O que será que me dá?, reblogdo  O Terror do Nordeste

quinta-feira, 9 de junho de 2011

UM DOS TEXTOS MAIS LÚCIDOS, E ESPERO, O ÚLTIMO, SOBRE A NOVELA PALOCCI

Durante a primeira crise do governo Dilma muitos criticaram os blogueiros independentes, sobretudo os jornalistas. Ao contrário da militância e de outros ativistas, comprometidos com causas político-ideológicas os profissionais da comunicação têm sim compromissos morais e éticos definidos.

São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.Reparem que logo nas primeiras horas os principais nomes do jornalismo independente - em uníssono - se pronunciaram por uma resposta firme: cortar na carne. Todos sabiam que a crise só interessava aos que, enfraquecendo o governo ganhariam muito com isso, principalmente o PMDB. Vejam que a lista não foi pequena: Mino Carta, Mauro Santayana (com toda sua sutileza), Paulo Henrique Amorim, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Maria Inês Nassif, Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges e tantos outros.Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.Enquanto isso, ele foi a público - com a ajuda de seus algozes - dar explicações sobre seus negócios (plano parcialmente bem sucedido). Quando entregou o posto estava livre de qualquer ônus senão o político. E quem ficou com a brocha na mão foi, mais uma vez, foram o poder econômico e seu sócios no PIG (O Partido da Imprensa Golpista).O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.
Durante a primeira crise do governo Dilma muitos criticaram os blogueiros independentes, sobretudo os jornalistas. Ao contrário da militância e de outros ativistas, comprometidos com causas político-ideológicas os profissionais da comunicação têm sim compromissos morais e éticos definidos.

São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.Reparem que logo nas primeiras horas os principais nomes do jornalismo independente - em uníssono - se pronunciaram por uma resposta firme: cortar na carne. Todos sabiam que a crise só interessava aos que, enfraquecendo o governo ganhariam muito com isso, principalmente o PMDB. Vejam que a lista não foi pequena: Mino Carta, Mauro Santayana (com toda sua sutileza), Paulo Henrique Amorim, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Maria Inês Nassif, Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges e tantos outros.Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.Enquanto isso, ele foi a público - com a ajuda de seus algozes - dar explicações sobre seus negócios (plano parcialmente bem sucedido). Quando entregou o posto estava livre de qualquer ônus senão o político. E quem ficou com a brocha na mão foi, mais uma vez, foram o poder econômico e seu sócios no PIG (O Partido da Imprensa Golpista).O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.

Fonte:  DoLaDoDeLá

sábado, 4 de junho de 2011

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DE RICARDO KOTSCHO E DO TERROR DO NORDESTE



Ricardo Kotscho: defesa de Palocci na TV Globo é um desastre


Se já estava insustentável, a situação de Antonio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil, ficou ainda pior, depois que ele quebrou, nesta sexta-feira (3), por determinação da presidente Dilma Rousseff, o silêncio sobre as acusações de enriquecimento ilícito que pesavam contra ele.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho


Palocci, finalmente, falou nesta sexta-feira, como antecipamos ontem à noite aqui no Balaio, mas não convenceu ninguém, que eu saiba. O caminho que ele escolheu – dar uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional da TV Globo – foi um completo desastre.

Não por culpa do repórter Júlio Mosquera, que cumpriu seu papel, e fez todas as perguntas que todos nós gostaríamos de lhe fazer, mas pelas respostas evasivas de Palocci, que não explicou nada. O ministro foi muito mal preparado pelos profissionais do midia training que ele contratou. A meu ver, não convenceu ninguém da sua inocência, nada explicou, só fugiu das perguntas.

Ao contrário do que se planejou, Palocci só aumentou as desconfianças de todo mundo. Mais do que suas palavras, o constante gaguejar nas respostas e a expressão do seu rosto o condenaram. No acerto feito entre a emissora e a assessoria do ministro, tudo foi preparado para que o ministro saísse da entrevista mais forte do que entrou, juntando forças para ficar no cargo. Deu tudo errado, mas mesmo assim foi levado ao ar.

O primeiro bloco inteiro do JN, ao contrário do que vimos desde a primeira posse de Lula, em 2003, não mostrou nenhuma desgraça. Só tinha notícia boa, tudo melhorando, na sequência da escalada, em que foi anunciada a entrevista exclusiva, na linha "Palocci explica tudo para nós".

O que era feio, de repente ficou bonito, tudo em nome da liberdade de expressão. Sem ser contestado, Palocci afirmou que não fez tráfico de influência, não há uma crise de governo, não colocou o cargo à disposição da presidente e ainda teve tempo para elogiar várias vezes as perguntas, deixando claro que não falaria em clientes nem valores dos contratos da sua consultoria.

"Meu papel é cumprir a lei", proclamou o ministro, já no final. Foi, certamente, a mais longa entrevista já colocada no ar pelo Jornal Nacional – talvez, um desastre de audiência, tanto para o ministro como para a emissora, mas, sem dúvida, um furo de reportagem programada.

Não digo isso porque hoje trabalho numa emissora concorrente da Globo, onde trabalhei até outro dia, e para onde posso voltar amanhã. É apenas em respeito aos fatos desta noite, com os quais não posso brigar. Não, não queria que Palocci desse uma entrevista exclusiva à Rede Record, em lugar de falar apenas à Rede Globo. Queria apenas que ele falasse, ao mesmo tempo, para toda a imprensa brasileira numa entrevista coletiva.

Se a presidente Dilma Rousseff ainda tinha alguma dúvida sobre a manutenção ou não do ministro Antonio Palocci na Casa Civil, tenho certeza que, depois desta entrevista, não tem mais. Precisa arrumar logo alguém para ficar no lugar dele.

Dilma tem mais é que se livrar, o mais rápido possível, de todas as amarras que a impedem de dar início ao seu próprio governo com a equipe que ela mesma escolher. A crise, afinal, pode ser boa conselheira.

O JN "DOA" UMA ETERNIDADE PARA PALOCCI SE DEFENDER: TEM ALGO DE PODRE AÍ

É apenas um comentário. Vi de longe a entrevista do ministro mas não ouvi suas palavras. Nem as queria ouvir. Só o fato de o JN ter dedicado uns quinze minutos (mais ou menos) da sua edição da sexta feira - que tem repercussão no final de semana - para um ministro do Governo Dilma se defender indica quem tem algo de podre. Se Dilma Roussef não tirar Palocci,  ele vai acabar com o governo dela, como quase fez com o de Lula. 

sábado, 28 de maio de 2011

BRIZOLA NETO: ÉPOCA SUPERA VEJA EM IMUNDÍCIE E QUER MATAR DILMA


por Brizola Neto, no  Tijolaço
Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.
É sordidamente mórbida.
Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.
O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.
A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.
Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.
Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?
Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.
Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.
Que imundície!
**********
Relatório médico do Hospital Sírio-Libanês sobre Dilma em resposta à Época
Por solicitação da Exma. Presidenta da República, Sra Dilma Vana Rousseff, o Hospital Sírio-Libanês emite o presente relatório médico.
No início de 2009 a Presidenta Dilma Vana Rousseff foi submetida a avaliação clínica por seu cardiologista, Professor Dr. Roberto Kalil Filho, quando foram indicados exames de rotina, incluindo uma angiotomografia de coronárias, realizada em 20 de março de 2009 no Hospital Sírio-Libanês. Neste exame foi detectado um nódulo axilar esquerdo, com 2,3 cm. de diâmetro e características suspeitas. Uma biópsia excisional deste gânglio foi realizada no dia 3 de abril de 2009, e o diagnóstico final foi de Linfoma Difuso de Grandes Células do tipo B, CD20 positivo. Exames de estadiamento incluíram PET-CT e biópsia de medula óssea, sem achados adicionais. O estadiamento final foi IA.
De abril a julho de 2009, a Sra. Presidenta recebeu tratamento específico para seu tipo de linfoma, incluindo 4 ciclos de R-CHOP (Rituximab, Ciclofosfamida, Vincristina, Doxorrubicina e Prednisona). Durante o tratamento a paciente apresentou miopatia por corticóides e neutropenia transitória. Como complementação ao tratamento quimioterápico, foi indicada e realizada radioterapia envolvendo a axila e fossa supra-clavicular esquerdas. Após o término do tratamento, a paciente foi considerada em remissão completa, passando a acompanhamento de rotina.
Em 23 de dezembro de 2009 a Presidenta Dilma veio a este hospital com sintomas de vias aéreas superiores, acompanhados de febre baixa, sendo diagnosticada com Influenza A (H1N1), por técnica de PCR no swab nasal, tendo sido tratada com Oseltamivir, com resolução completa do quadro.
Em 20 de março de 2010, a Sra. Presidenta apresentou um edema na região cervical. Nesta mesma data, optou-se pela retirada do cateter venoso central (port-a-cath) com resolução quadro clinico.
Na noite de 30 de abril de 2011, a Sra. Presidenta deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com sintomas de tosse, febre e mal-estar geral. Foram realizados exames completos que incluíram sorologias, hemoculturas, exames gerais e tomografia de tórax. O diagnóstico final foi de uma broncopneumonia. A Sra. Presidenta foi tratada com os antibióticos Ceftriaxona e Azitromicina, com resolução completa dos sintomas. Os exames sorológicos específicos e culturas não identificaram o agente etiológico. Na mesma data, foram realizados exames de imagem e de sangue para controle do linfoma, todos com resultados negativos. A Presidenta Dilma continua em remissão completa do linfoma, e não há nenhuma evidência de deficiências imunológicas, associadas ou não ao tratamento do linfoma realizado em 2009.
Em 21 de maio de 2011 a Sra. Presidenta realizou tomografia de tórax de controle, mostrando resolução completa do quadro de pneumonia detectado no mês anterior.
Do ponto de vista médico, neste momento a Sra. Presidenta apresenta ótimo estado de saúde.
As equipes que assistem a Sra. Presidenta são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Yana Novis, David Uip, Raul Cutait, Carlos Carvalho e Milberto Scaff, Julio Cesar Marino.
Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico do Hospital Sírio-Libanês
Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês
Fonte:  Vi o Mundo

domingo, 22 de maio de 2011

AMANDA GURGEL E A SECA NO NORDESTE


                           
                                         


                        os dois motivos de comoção nacional  e de hipocrisia coletiva


Eu era um pouco mais jovem mas lembro-me bem de ter visto na tv uma reportagem em que uma jornalista (não me lembro bem seu nome, mas acho que ficou famosa depois) estava entrevistando uma família em pleno auge da seca no Nordeste. Na casa, de taipa, uma senhora magérrima, apresentando mais idade do que realmente tinha,  mostrava o prato daquele dia: um pouco de feijão sendo cozido em uma água escura, enquanto algumas crianças, igualmente magras, seminuas e sujas esperavam. Lá pelas tantas, a reporter não suportando o quadro de miséria que se lhe apresentava desatou em prantos em plena reportagem, não sei se ao vivo. Pronto. Foi o suficiente. Tomado de grande comoção, o país começou uma grande campanha de doações. Foram milhares de toneladas de alimentos, roupas, políticos dando entrevistas, governadores e presidente falando com voz embargada, a reporter voltando ao local para entregar os alimentos à família melhor apresentada. Foi uma festa. Passada a febre, a seca e a fome continuou a dizimar famílias como aquela ao longo de décadas e os mesmos deputados se reelegendo, os mesmos senadores contruindo currais eleitorais e os mesmos governadores querendo ser presidentes. Nada de concreto foi feito para resolver a situação da seca no Nordeste. O presidente Lula fez a sua parte tirando a dependência dos pobres com relação aos políticos com o Bolsa Família, com geração de empregos e com algumas obras estruturadoras no Nordeste, como a transposição do São Francisco, que divide opiniões, mas que pelos menos gera empregos
Mas por que estou contando esta história? Por causa do depoimento da professora Amanda Gurgel na AL do Rio Grande do Norte, que está bombando na internet. Depois disso já assisti a uma entrevista da professora no RN TV (acho que é a rede globo de lá) e uma chamada para o Domingão do Faustão. O depoimento da professora apesar de sincero, verdadeiro e espontâneo é a reporter chorando. O País será tomado de grande comoção e eu não preciso dizer o que virá a seguir, basta ler o parágrafo anterior. Mas tal como o desfecho naquela ocasião, quando a febre passar esquece-se tudo e a professora Amanda voltará a pegar seus inúmeros ônibus e a comer o seu cuzcuz alegado.  Estou a vinte anos na educação e a quatorze na rede pública de Pernambuco. Conheço bem a angústia da professora Amanda porque ela é minha e de milhares de colegas aqui neste estado e no Brasil. Nada tem sido feito para mudar a caótica situação da educaçao no país e nada será feito. No meu estado enquanto o governo vai a televisão propagandear que é o estado que mais cresce no país, se nega a dar aumento de salário e se resume a pagar o Piso Nacional, embora atrasado, pois o novo valor está em vigor desde janeiro e o governo diz que pagará, se pagar, em junho. O que está acontecendo agora será bom apenas  para a colega Amanda, que através da sua indignação e de sua ótima oratória conquistará, por tabela,  os seus merecidos minutos de fama.

By the teacher.

sábado, 21 de maio de 2011

PALOCCI E AS ESCOLHAS DE DILMA


O MINISTRO CONSULTOR
A denúncia contra Palocci parece consistente. Ah, mas a “Folha” quer desgastar a Dilma… E daí? O fato ocorreu ou não?
Ah, mas a denúncia foi vazada por “ruralistas” interessados em enfraquecer o ministro. E daí, de novo? É só quando os poderosos divergem que essas coisas vêm à tona…
Sim, Palocci (contradição do mundo real?!) cumpria nesse caso um papel positivo: negociava duramente com os ruralistas da base governista, para que aceitassem um Código Florestal menos retrógrado do que o proposto por Aldo Rebelo.
Por isso, criticar Palocci agora – dizem alguns apoiadores de Dilma – é fazer “o jogo da direita”. Será?
Aliás, se o caso surgiu como “fogo amigo” de dentro da base governista, por conta da votação do Código Florestal, a essa altura parece ter ganho dinâmica própria. Os jornais já relacionam o enriquecimento de Palocci à campanha de Dilma. Vale a pena manter um ministro que traz esse grau de instabilidade ao governo?
Quem acompanhou os bastidores da campanha eleitoral de 2010 sabe qual foi a opção de Dilma e do núcleo dirigente do PT no primeiro turno: tentaram ganhar a eleição só com o programa de TV e a popularidade do Lula. A idéia era ganhar sem fazer política. No primeiro turno, foi assim: campanha controlada pelo marqueteiro e pelos 3 porquinhos (Palocci, Dutra e Zé Eduardo).
Quem fez política foi o Serra. Politizou pela direita: trouxe aborto e religião para a campanha. Com isso, empurrou milhões de votos pra Marina, e levou a eleição pro segundo turno. Aí, a ficha no PT caiu. Dilma e o núcleo da campanha finalmente compreenderam o que já estávamos vendo na internet há semanas: o terrorismo conservador. Dilma deixou os conselhos do marqueteiro de lado, teve coragem de ir pra cima no debate da “Band” (primeiro domingo do segundo turno): pendurou no pescoço do Serra a história do aborto (a mulher de Serra tinha dito que Dilma gostava de “matar crancinhas”), falou em Paulo Preto, reanimou a militância.
Se Dilma tivesse insistido no figurino do primeiro turno, poderia ter perdido a eleição. Pesquisas internas, pouco antes do debate da Band, davam apenas 4 pontos de diferença sobre Serra no início do segundo turno. Foi a realidade que levou Dilma a mudar de figurino.
Pois bem. Passada a eleição, Dilma montou o ministério e começou a governar. Como? Com o figurino idêntico ao usado no primeiro turno da eleição:  sem política, longe dos movimentos sociais, procurando agradar o “mercado” e a “velha mídia”. Foi uma escolha.
Palocci tem a ver com isso. Coordenou a campanha. Ele quer um governo moderadíssimo, que não assuste a turma a quem dá “consultoria”.
Logo no início do governo, estava claro que Dilma procurava ocupar um espaço mais ao centro. Lula tinha (e tem) apoio da esquerda tradicional, dos movimentos sociais, do povão que saiu da miséria. Dilma foi em direção à classe média que lê a “Veja”. Com Palocci à frente. Palocci é amigo da “Veja” e da “Globo”. Palocci é blindado na “Globo”. Perguntem ao Azenha o que aconteceu na Globo quando ele tentou fazer uma reportagem sobre o irmão do Palocci, 5 anos atrás…
Renato Rovai publicou em seu blog um texto que mostra a repercussão desastrosa – para o governo – do caso Palocci nas redes sociais. Como aconteceu na eleição, com o aborto e a onda consevadora: primeiro os temas batem na internet, depois chegam às ruas.
Assim como ocorreu na eleição, Dilma talvez perceba que o figurino palocciano não garantirá estabilidade ao governo. Com quem ela vai contar quando enfrentar crise séria? Com a família Marinho? Com os banqueiros?
Dilma segue com popularidade alta. Mas o caso Palocci mostra os limites do governo. E os riscos que ela corre diante da primeira crise mais grave. Pode faltar base social…
Mas, seja qual for a escolha de Dilma (ela a essa altura parece mais próxima de optar por um acerto “por cima”, com os que mandam nas finanças e nas comunicações do Brasil), é inaceitável que o governo vote o novo Código Florestal sob chantagem dos ruralistas.
O governo está sob pressão dos ruralistas, que dizem nos bastidores: “a oposição pode maneirar com o Palocci, desde que passe o Código Florestal que nós queremos!”
O texto vai a votação na terça.
Hoje, o governo Dilma corre o seguinte risco: aceitar a chantagem dos ruralistas pra salvar Palocci e… não conseguir salvar Palocci. Seria um desastre.
Dilma precisa fazer uma escolha agora. Semelhante à que ela fez naquele debate na “Band”, no início do segundo turno. A quem ela pretende agradar? À turma do Palocci, ou à turma que foi à rua e garantiu a vitória dela enfrentando a onda conservadora que Serra trouxe para o debate?
A oposição está enfraquecida. O lulismo é forte e dominante no país. Mas o governo Dilma parece frágil. Equação estranha. É preciso aproximar o governo Dilma do lulismo. Dilma ganhou por causa disso. Vai governar, de verdade, se estiver alinhada ao lulismo.
Leia outros textos de Palavra Minha
Fonte:  Escrevinhador

ME DIGA AÍ: QUE FALTA PALOCCI FEZ AO GOVERNO LULA?

    Reproduzo postagem do site Conversa Afiada, para efeito de reflexão de todos nós que apoiamos o governo Dilma Rousseff. Não estou nem aí pro Palocci. Ele que trate de explicar como em quatro anos de mandato como deputado federal faturou vinte milhões de reais e comprou imóveis no valor de 6 milhões e meio. Se foi tudo lícito não tem problema algum: ele prove e continue a sua vida. Se não tem como explicar esse milagre da multiplicação, que saia do cargo imediatamente. Ninguém é inocente aqui. Sabemos que o velho PIG, assim como fez com Lula, fará tudo para transformar o governo Dilma em um escândalo a cada dia. Agora, nós votamos nela para que ela continue a grande obra do governo Lula e o governo Lula assumiu nova cara e ganhou o seu caráter desenvolvimentista coincidentemente depois da saída de Palocci e de Dirceu. Então, presidenta,  pense no país e na obra que tem a fazer e mande palocci para casa para explicar seu patrimônio. Se ele conseguir depois volta, de preferência no Ministério da Pesca. Outra coisa: como explicar que em um governo como o de lula que pautou seu trabalho na geração do emprego e da renda e assim combateu a grave crise que foi criada e alimentada pelo "mercado", Palocci seja o queridinho desse mesmo "mercado"?




Maierovitch: Palocci cheira a “prevaricação”.
E aí, Dr Gurgel, defensor da sociedade ?



Gurgel e Pertence não sentem o cheiro


O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu de Wálter Maierovitch, que foi desembargador e hoje escreve na Carta Capital e no Terra Magazine.


Este Conversa Afiada se associa à perplexidade do Wálter: por que o Procurador Geral da República, o Defensor da Sociedade, não a defende ?





Caro Paulo Henrique, segue minha opinião sobre o caso Palocci.

E tem mais, no lvro “La Democracia in trenta lezioni” (casa editrici Mondadori, edizione 2008), o constitucionalista Giovanni Satori ensina que um dos pilares do estado democrático de Direito é a transparência.

Abraço.

Wálter Fanganiello Maierovitch




Blindagem de Palocci tem ordor de crime de prevaricação.




Na edição de hoje, o jornal Folha de S. Paulo informa que a empresa Projeto, da qual o ministro Antonio Palocci detém 99% do capital social, faturou R$20 milhões, isto no ano eleitoral de 2010.


Ainda segundo o jornal, o faturamento da Projeto a coloca em segundo lugar no elenco das maiores empresas do setor de consultoria econômica.


A primeira do setor, LCA-Consultores, faturou pouco mais de R$20 milhões. Em outras palavras, quase o mesmo que a de Palocci. E a de Palocci, em 2006, faturou mirrados R$160 mil.


Para tal fatura, a LCA-Consultores contou, consoante destacado na Folha de S. Paulo, com mais de cem profissionais e atendeu cerca de cem empresas. Palocci com meia-dúzia de gatos pingados faturou R$20 milhões e se nega a revelar o nome dos clientes.


A propósito, Palocci, que já conta com currículo para, como consultor, integrar o atual e maculado Conselho de Ético do Senado, tem o dever de informar sobre os seus clientes.


Isto para se saber se não violou a Constituição, que estabelece proibições para contratações com parlamentares (inclua-se os que tentam burlar a proibição escondendo- se atrás de rótulo de pessoas jurídicas. Palocci detém 99% de participação na Projeto).


Em matérias anteriores, a Folha mostrou ter Palocci, quando exercia o munus de deputado federal, comprado um apartamento por R$6 milhões (2010) e um escritório, sede da empresa Projeto, por R$882 mil.


Claro está que Palocci tornou-se um dos homens públicos mais ricos do Brasil.


Só que essa riqueza está sob suspeita. No ar, existe indicativo de ilicitudes pelo gigantesco faturamento em curto espaço de tempo. Também por Palocci haver amealhado esse pantagruélico faturamento enquanto exercia função pública.


Não se trata, como alegam assessores de Palocci (estão em cargo público e fazem a defesa de atividade privada do ministro) de contratos garantidos pelo sigiloso, na base da confiabilidade.


No mundo moderno, diante dos fenômenos da lavagem de capital sujo e da reciclagem em atividades formalmente lícitas, o segredo cai no interesse público. Nem mais o segredo bancário é absoluto.


A empresa Projeto, no caso, confundia-se com a pessoa do deputado Palocci: basta verificar os 99,9% de participação.


Assim, quem contratou com a Projeto-Palocci sabia muito bem que o deputado em questão tinha o poder-dever de revelar que as suas atividades extra-mandato eram legais. Que não estava a burlar as proibições relacionadas no artigo 55 da Constituição e nem fazia tráfico de influências.


Até agora existem elementos, com lastro de suficiência,  a autorizar a abertura de uma investigação criminal.


E não pegou bem o escapismo do Procurador Geral da República, que é o chefe do Ministério Público e tem a missão constitucional de defender a sociedade. Agora, com a nova matéria da Folha espera-se que determine apurações.


Os interessados em blindar Palocci deveriam atentar para o código penal.


O código penal tipifica como crime a prevaricação: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal” (rt319).


–Wálter Fanganiello Maierovitch–





Em tempo: este Conversa Afiada também não entende como uma suposta “Comissão de Ética” do Governo, sob a liderança do notável jurisconsulto Sepúlveda Pertence, também se recusa a sentir esse odor a que o Walter se refere. Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

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