terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AGORA TODOS ACREDITAM! DEU NA VEJA

Coragem, Reinaldo Azevedo! A Veja já publicou a corrupção do Serra há 9 anos atrás!

Edição 1750 de 09/05/2002 - No racha demo-tucano de 2002, a revista ficou do lado do PFL por um momento, e publicou 10 páginas de fogo "amigo" denunciando propina na Privatização. Estão lá os mesmos nomes do livro de Amaury: Ricardo Sérgio e José Serra.



Nove anos depois, o livro de Amaury Ribeiro Jr. traz respostas para a pergunta que a revista Veja fez na edição 1751 de 15/05/2002. Gregorio Preciado também foi alvo da reportagem.
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privazatição da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros, foram as fontes da revista.

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.

O fim de José Serra e do PSDB 

Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana a troco de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.

Há 9 anos, o mesmo trololó

Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele estave envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa:

O que a Veja dizia em 2002

Clique nas imagens para ampliar











Jornal do Commercio: a Editoria de Política é "incompetente" para divulgar fatos políticos


Por DiAfonso [Terra Brasilis]

O que um editor de política de um jornal com grande circulação está fazendo na editoria de política, se não toma conhecimento do lançamento de um livro que - queira-se ou não - diz respeito à pauta política de sua editoria? 

Dirão alguns: Mas não é bem assim... Sabe como é que é... O roteiro temático - a pauta jornalística - precisa passar pelo crivo de algum figurão do jornal que, por sua vez, submete-se - ciente de sua submissão - ao figurão-mor [aquele que, secamente, diz: o interesse do jornal é o que importa. Não temos nada a ver com informar a sociedade... Desde que essa informação, claro, esteja alinhada a nossos interesses. Este é o nosso conceito de "democratizar a informação". Nosso lema é: "abafa o caso", pois não é de nosso interesse. Se não é de nosso interesse, não o é da sociedade e ponto final - o figurão-mor, depois dessa "aula" de "jornalismo democrático", certamente sorrirá com deboche para o cúmplice interlocutor.].

Traduzindo: 

O que o editor de Política do Jornal do Commercio, Ciro Carlos Rocha, está fazendo numa editoria que sequer menciona o lançamento do livro "A Privataria Tucana" - do também jornalista Amaury Ribeiro Jr.? Não entrou na pauta da editoria de Política por quê? O figurão-mor viu seus interesses contrariados com um fato político de interesse da sociedade e exerceu o poder de selecionar o que é bom e o que não é para ele e para sua empresa jornalística? Disse ao Ciro: "isso aqui, não!" Ou o Ciro não entende que o referido fato é de interesse de sua editoria, pois envolve a classe política? 

O editor Ciro não leu o livro? Tudo bem... Eu também, não... Quer dizer, só tive acesso a algumas páginas e às informações veiculadas na blogosfera que anda destronando esse modo hipócrita e antidemocrático de fazer jornalismo [o chamado "jornalismo de esgoto"]. No quesito informação, está parecendo que ando mais informado que o jornalista Ciro.

Em editorial recente [aqui], veiculado pelo JC, lê-se que o "execrável" José Dirceu [PT] desejava "lançar as bases de uma imprensa oficial de talhe único, chapa-branca, que lamba as botas do governo e trate de esconder seus erros e maracutaias em qualquer situação [...]". Lê-se também que, no petista, dormiria "[...] a tentação autoritária de controle dos órgãos de comunicação." 

Ora, ora, ora... o que José Dirceu deseja e todos nós é que a imprensa não "lamba botas" de quem quer que seja, muito menos da oposição, da forma tão descarada e pouco democrática como está sendo. O que desejamos é ter acesso às informações veiculadas de forma imparcial. Um peso e duas medidas... Não!

Essa tão propalada defesa da liberdade de expressão, bradada pela mídia corporativa e que se subentende no editorial do JC, é de uma seletividade que enoja. Senão, vejamos como o editor Ciro Rocha pautou sua coluna de hoje, em benefício dos tucanos e... nada sobre "A Privataria Tucana":



É... como diria Ana Carolina e Seu Jorge: "Agora você como são as coisas, Maria José"!

Em tempo:

Para o caso de o editor de Política do JC não ter tomado conhecimento do livro "A Privataria Tucana":



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA E ABALOS NA REDE GLOBO, FOLHA, ESTADÃO, VEJA, ETC




Tesoureiro de campanhas do PSDB é apontado como "artesão" de consórcios da privatização

Tesoureiro de campanhas do PSDB é apontado como "artesão" de consórcios da privatização e quadrilha de assaltantes do patrimônio público

A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, numa offshore caribenha.



Amaury desafia os privatas da mídia
Por Altamiro Borges

Na entrevista aos blogueiros na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A privataria tucana”, não escondeu a sua bronca contra os barões da mídia. No ano passado, em plena guerra eleitoral, ele foi alvo do linchamento da velha imprensa, que o acusou de quebra de sigilo fiscal e de fabricar dossiês contra os chefões do PSDB. Agora, eufórico, ele dá o troco!

Logo na primeira resposta às dezenas de perguntas feitas em mais de duas horas de conversa ao vivo (via tuitcam), ele criticou os privatas da mídia, que bancaram as privatizações no reinado de FHC e esconderam os seus crimes – lavagem de dinheiro, paraísos fiscais, enriquecimento de pessoas ligadas a José Serra e outras tramóias, “no maior assalto ao patrimônio público brasileiro”.

Provas contra veículos e “calunistas”

Durante a entrevista, Amaury fez várias denúncias contra veículos e “calunistas” da mídia. Garantiu ter documentos que comprovam o envolvimento na privataria de jornalões e emissoras de televisão. “Na venda da Light, a dívida milionária da Rede Globo sumiu”. Entre outros alvos, ele desafiou abertamente o pitbull da Veja, revelando os seus laços “empresariais” com chefões do tucanato.

A leitura do livro “A privataria tucana” indica que o jornalista – que já recebeu um tiro por causa das suas reportagens e ganhou inúmeros prêmios – não está blefando. Ele se exalta quando fala das suas investigações, mas não é bravateiro. A obra, com 343 páginas, apresenta dezenas de documentos oficiais comprovando a roubalheira das privatizações. Não tem adjetivos, mas provas concretas, irrefutáveis!

O “ético” José Serra

Há mais de dez anos que Amaury investiga as conexões entre a onda privatizante e a abertura de contas nos paraísos fiscais do Caribe – “onde se lava mais branco não somente o ‘dinheiro sujo da corrupção’, mas também o do narcotráfico, do contrabando de armas e do terrorismo”. Esse trabalho, quase insano, é que lhe permitiu chegar aos endereços de vários chefões tucanos.

O livro comprova, com farta documentação, as sinistras movimentações financeiras de Verônica Serra, filha do “ético” candidato do PSDB, e as de seu marido, Alexandre Bourgeois. Mostra como eles seguiram as trilhas criminosas do ex-tesoureiro de Serra e eminência parda das privatizações, Ricardo Sérgio de Oliveira. Descreve ainda as ligações perigosas com o banqueiro Daniel Dantas.

Abalos no império midiático

O livro é demolidor, devastador! Não é para menos que já se cogita a abertura de uma CPI para apurar os crimes da privataria e que as lideranças dos movimentos sociais já discutem a idéia de se convocar uma “marcha contra a corrupção tucana”. Não é para menos que a mídia venal não dá uma linha sobre o livro, que vendeu mais de 15 mil exemplares em menos de 48 horas.

Amaury Ribeiro está agitado, elétrico. Ele tem muito para falar e escrever. “Não tenho medo de nada”. Os barões da mídia que se cuidem! Um escândalo abalou o império do Rupert Murdoch no Reino Unido. O livro “A privataria tucana” também pode servir para desvendar os segredos da mídia nativa, as suas ligações com os assaltantes do patrimônio público e com a lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais.
 

A INÚTIL MORALIDADE SELETIVA DA MÍDIA


tucanos no paraíso fiscal nas Ilhas Virgens

Por Brizola Neto

“O que faria uma pessoa abrir uma empresa num paraíso fiscal?

Imagine se a filha ou o genro de Dilma Rousseff o fizessem?

Ou se esse genro de Dilma Rousseff repassasse, desde uma empresa (sua) nas Ilhas Virgens, uma bolada de dinheiro para outra sua empresa no Brasil e, acionado por dívidas previdenciárias, não tivesse nem mesmo um automóvel em seu nome para ser penhorado?

Ou se a filha da Presidenta estivesse respondendo na Justiça pela quebra do sigilo bancário de 60 milhões de pessoas, por acesso indevido aos cadastros do Banco do Brasil?

Ou se um diretor do Banco do Brasil comprasse, por operações cruzadas, praticamente um prédio inteiro da PREVI, caixa de previdência dos funcionários?

Tudo isso aconteceu e está documentado no livro de Amaury Ribeiro Júnior, com uma única diferença.

Os parentes eram de José Serra, não de Dilma Rousseff.

O que basta para não ser notícia nos nossos “moralíssimos” jornais.

Quando se age assim, desaparece a autoridade moral para criticar.

E se enganam se acham que vão poder abafar o caso com a falta de notícias.

O livro de Amaury Ribeiro puxou vários fios da meada imunda das privatizações.

E este novelo vai ser exposto.

Ontem, aqui, já mencionamos um deles.

A AES, empresa americana que comprou a Eletropaulo e a Cemig – de uma forma que deixou até Itamar Franco, dócil às privatizações, indignado – também faz negócios com as elétricas brasileiras a partir das Ilhas Virgens.

Lá, em alguma simples caixa postal, ficam a dúzia de empresas-fantasmas que exploram a conta de luz dos paulistas e devem um fortuna ao BNDES.

A imagem é reproduzida de um dos contratos que se fez para encontrar saída para esta escandalosa inadimplência e favoritismo.

Contratos subscritos pelo Srs. Britaldo Soares e Eduardo Berini, que são diretores da Eletropaulo e/ou procuradores de duas dúzias de empresas-fantasmas, que só existem no cartório do paraíso fiscal caribenho.

A privatização das empresas estatais é o maior escândalo da história do Brasil.

E, com os jornais ou contra eles, virá à tona.”

FONTE: escrito por Brizola Neto em seu blog “Tijolaço”  (http://www.tijolaco.com/a-inutil-moralidade-seletiva-da-midia/) [imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&política’]

domingo, 11 de dezembro de 2011

PRIVATARIA: CERRA E O PIG FAZEM O PACTO DA MORTE



A Folha (*), o Globo e o Estadão não publicam neste domingo mísera linha sobre a “Privataria Tucana”, que pode levar o Fernando Henriqueo Dantas (de novo) e o Cerra à cadeia.

Sem falar no elenco secundário: Ricardo Sergio de Oliveira, o “Mr. Big”; Carlos Jereissati (e seu sócio Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez), que briberizou o Ricardo Sergio para ficar com a Telemar e fazer a BrOi; a filha e o genro do Cerra; a irmã do Dantas; o Preciado; o Rioli.

Basta o Zé (veja aqui o carinho e afeição que  os amigos do banqueiro condenado dedicam ao Ministro da Justiça) Cardozo e o brindeiro Gurgel botarem sebo nas canelas: leia por onde eles devem começar.

Em algum recanto de Palermo ou num bairro na periferia de Nápoles, o Serra, o Otavinho e os filhos do Roberto Marinho (eles não tem nome próprio) possivelmente se encontraram na sexta-feira à noite.

É apenas uma conjectura, amigo navegante.

Este ansioso blogueiro não estava lá para ver.

Nesse hipotético encontro, cortaram os punhos com um punhal de aço especial da CSN (devidamente briberizada) e se acertaram em sangue.

Morremos juntos e em silêncio.

Note-se que o Robert(o) Civita não precisaria estar, fisicamente, nessa celebração litúrgica.

Como nos bons tempos pré-internet, os tucanos de São Paulo controlavam o Brasil com três telefonemas: ao “seu” Frias, o Rui  Mesquita e o Dr Roberto.

Como sempre, o Robert(o) Civita, do new money, vinha no bolo, por extensão.

Não era preciso perder tempo com ele.

Nem é.

Só que agora, é um pouco diferente.

Agora tem internet.

E um tal de Emediato, editor do Amaury, que enfrentou o Diabo, mas botou o livro nas livrarias.

(Quando elas ousam exibi-lo.)

Como previu o Marco Aurélio Garcia, ao se referir àquilo que o Ciro chamou de “calhordice”, o Serra terá um “fim melancólico”.

O Cerra e o PiG, juntos.

Na Satiagraha, o Macabu disse que o cara da ABIN não podia ficar no Google para ajudar o Protógenes a achar endereços.

No Castelo de Areia, disseram que a denuncia anônima que serve para denunciar pedófilo e o Nem não serve para prender rico.

(Um dia, a dra. Calmon faz uma visitinha ao STJ. Se o Presidente Peluso não fechar, antes, o CNJ.)

E, agora, com  o livro do Amaury ?

Não tem por onde pegar.

Os documentos estão lá.

A lavação de grana na privataria tá toda lá.

Só com o pacto do silêncio no PiG (**).

E na morte.

Em tempo: o ansioso blogueiro ligou para o Mino Carta e observou que o PiG (**) não dedica mísera linha à Carta Capital ou ao livro do Amaury. “Há muito tempo não compro um único exemplar da mídia nativa”, disse ele, com enfado. E avisou que concluiu o romance que trata do “Brasil”: “sou ácido, de cabo a rabo”, disse ele. O livro do Mino sobre o “Brasil” não merecerá mísera linha no PiG.


Paulo Henrique Amorim



Fonte:  Conversa Afiada

"Privataria Tucana" - O maior escândalo de corrupção da História do Brasil

Por LEN*

Os processos de privatização ocorridos no governo FHC, sobretudo os das teles, sempre foram contestados. Favorecimentos de concorrentes por parte dos tucanos, utilizando fundos de pensões aparelhados, foram revelados com os grampos “fogo amigo” do BNDES, mas, até hoje, quase quinze anos depois, não se sabia ao certo qual a forma de retribuição dos corruptores aos corrompidos. Com um Procurador-Geral da República disposto a engavetar todas as denúncias contra o governo e a imprensa no bolso, a impunidade estava garantida.

O livro do Amaury Ribeiro Junior, "Privataria Tucana", vem revelar o modus operandi do que já pode ser considerado o maior escândalo de corrupção da história do país, que envolve o governo federal, grandes corporações financeiras e a imprensa com a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e invasão de privacidade, associado a desvio de dezenas de bilhões dos cofres públicos.

Para embasar as acusações do autor, o livro conta com um acervo de centenas de documentos extraídos legalmente de processos em andamento na justiça. Os documentos atingem diretamente um seleto grupo ligado ao tucano José Serra, o seu coordenador de campanhas e ex-diretor de contas internacionais do BB, Ricardo Sérgio, o empresário casado com sua prima, Gregório Marins Preciado, sua filha Verônica Serra e o genro Alexandre Burgeois.

Amaury mostra como Daniel Dantas enriqueceu a filha de Serra através da empresa Decidir.com, INC., ao injetar capital do Opportunity e Citybank por meio de dois argentinos, sócios das Verônicas (Serra e Dantas) no empreendimento de sucesso meteórico, e como foi montada a operação na imprensa para justificar o fantástico enriquecimento quase instantâneo.

A certeza da impunidade fez com que os tucanos ligados ao Serra tivessem pouca preocupação em disfarçar operações utilizando off-shores para internalizar o dinheiro das propinas, que faziam literalmente uma turnê pelo mundo antes de entrar limpinho nas suas contas. As empresas sediadas no paraíso fiscal Ilhas Virgens Britânicas possuem nomes idênticos ou muito parecidos às suas empresas “subsidiadas” no Brasil, e no caso de Alexandre Burgeois, Genro de Serra, chega ao cúmulo de assinar pelas duas empresas.

O livro ainda mostra como Serra usa serviços de arapongas, pagos com dinheiro público, para criar dossiês contra adversários políticos desde o seu período à frente do Ministério da Saúde, e como sua filha e a irmã do Daniel Dantas quebraram o sigilo de 40 milhões de brasileiros pela obtenção de informações privilegiadas dentro do governo.

Na entrevista que deu a blogueiros progressistas por twitcam na sexta-feira, Amaury revelou que além de ter dívidas com o BNDES reduzidas durante o período das privatizações, a grande mídia, que na época atuou como cabo eleitoral do neoliberalismo e encobriu as denúncias de corrupção, foi beneficiada com as negociatas entre governo e corruptores, garantindo cotas publicitárias aos veículos que se prestavam ao papel de produzir propagandas institucionais travestidas de matérias jornalísticas e editoriais.

Sobrou também para facções do PT que, na disputa insana pelo poder, são capazes de destruir colegas de partido e abastecer algozes na imprensa com dossiês que não atingem apenas o desafeto político, mas toda a agremiação, inclusive colocando em risco eleições presidenciais. São os aloprados que o Lula bem identificou. Ruy Falcão e Palocci foram citados nominalmente.

Amaury ainda faz mais uma revelação estarrecedora: como explicar que depois de nove anos fora do governo, Serra ainda mantém controle da cúpula da Polícia Federal? Com a palavra Marcio Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo, principalmente o último que ainda ocupa o cargo. Ou o ministro processa o Amaury, ou demite toda a cúpula da Polícia Federal e se informa melhor sobre ligações políticas dos detentores de cargos de confiança no ministério que comanda, ou pede demissão ele próprio porque é incompetência demais.

Ainda estão de fora outros personagens conhecidos da privataria tucana, como André Lara Resende, Sérgio Motta, Luis Carlos Mendonça de Barros, Jair Bilachi e o Próprio FHC, mas o Amaury informa que estão sendo elaborados mais livros de outros autores sobre o tema e a munição é gigantesca e que ele próprio vai aprofundar investigações em cima de FHC e jornalistas que, segundo ele, não resistem a uma investigação leve, como Reinaldo Azevedo e Cesar Tralli.

Como uma bola de neve, o livro do Amaury já está incentivando outros denunciantes, e o ex-delegado da Polícia Federal e deputado Protógenes Queiroz vem narrando no twitter, desde o lançamento do livro, algumas informações do que apurou em investigações durante o tempo de PF, como por exemplo, a forma como o grupo de FHC comandava operações de fraude com títulos da dívida pública, com o BACEN favorecendo laranjas de amigo de FHC, Alberto Aschar, que fugiu do Brasil com cinco milhões esquentados pelo Banco Safra em 1988, ou quando encontrou vários bicudos em fundos que enviavam dinheiro para fora do país.

A imprensa tenta desesperadamente abafar a repercussão do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, mas o esforço inglório é inútil porque já criou vida própria e a tendência é que percam mais credibilidade e morram abraçados ao Serra com blindagem e tudo. Enquanto isso, procure o livro "Privataria Tucana" na FNAC e Livraria Saraiva, é um excelente presente para dar de natal a si próprio e em confraternizações de "amigos ocultos".

*LEN é editor-geral do Ponto & Contraponto e editor do Terra Brasilis.

PT COMBATE PT NA LUTA DOS PROFESSORES

Deputada Fátima Bezerra, contraponto ao traíra José Guimarães

Segundo informações contidas na nota semanal do SINTEPE no Jornal do Comercio deste domingo (11 de dezembro) a deputada Fatima Bezerra(PT-RN) conseguiu recolher  as 58 assinaturas necessárias para impetrar recurso contra o relatório do deputado José Guimarães (PT-CE), que muda os critérios de reajuste do Piso Salarial Nacional do Professores de custo aluno ano para INPC/IBGE.  Este relatório (veja post aqui) é um ataque aos professores e à sua luta para recuperar a dignidade de seus salários e carreiras e é inconcebível que esteja partindo do Partido dos Trabalhadores, partido que sempre teve o apoio desta categoria em todos os momentos de sua história. Não fica claro na nota do Sintepe, quais os desdobramentos a partir do recurso, mas espera-se que pelo menos ele atrase o processo e contribua para o debate.

The teacher.
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