domingo, 22 de julho de 2012

"Filiado" abre o verbo contra Mendonça filho, presidente do DEM-PE

Do Terra Brasilis

Por DiAfonso

Em 2006, Jorge Bornhausen [agora, ex-filiado do DEM] vociferou: “Vamos acabar com essa raça [PT]. Vamos nos ver livres dessa raça por pelo menos 30 anos”. Seis anos se passaram e o que estamos vendo é uma "raça elitista" - aliada dos militares que promoveram um genocídio - esvair-se, letal e lentamente, rumo ao lixo da história.

Se feitiço fez, Bornhausen não seguiu "religiosamente" os rituais. Tanto é verdade que a "profecia bornhauseniana" está se voltando contra o próprio DEM.

Aqui em Pernambuco, Jarbas traiu os "DEMos" e caiu nos braços de Eduardo Campos [PSB] com o claro intuito de derrotar Lula a todo custo.

Agora, o "deputado mercador da emenda da reeleição de FHC", Mendonça Filho, vê-se às voltas com um "filiado" que, por um erro burocrático [palavras de Mendoncinha], não teve a "filiação" partidária abonada pelo próprio DEM, partido do qual Mendoncinha é presidente estadual.

Em nota, o "filiado", que concorreria às eleições pelo partido, abre o verbo e diz que Mendonça Filho e Priscila Krause - filha de Gustavo Krause - não o respeitaram e o ignoraram. Logo ele, o "filiado dileto" cujas ações gratuitas tinham como alvo a prefeitura do PT em Recife! [Leiam texto abaixo].


Também em nota [leiam abaixo], Mendoncinha tenta "passar gelo" na pancada que o rapaz recebeu, informando que se solidariza com o "filiado".

A "solidariedade" aí parece mais uma tentativa de postergar a morte de uma partido que andou de braços dados com a ditadura e, quando governou, o fez apenas para uns poucos.

Nota do presidente estadual do Democratas, Mendonça Filho, sobre o episódio envolvendo o filiado Alyson Fonseca


Recife, 22 de julho de 2012
Como presidente estadual do Democratas presto minha solidariedade a nosso filiado Alyson Fonseca, vítima de um erro burocrático de um funcionário do partido. Alyson sempre foi um dedicado militante, estando em nosso quadro de juventude há vários anos, sempre com abnegação e excelentes serviços prestados. Minha disposição é, como sempre, ajudar a quem veste a nossa camisa, e farei o que estiver a meu alcance para que esse erro seja reparado. Considero-o, repito, uma figura de extrema relevância dentro de nossa estrutura partidária e que sempre teve, e terá, de nossa parte o devido. [folhape]

Leia nota de Alyson Fonseca, na íntegra, aqui.

A "Infantaria 45" tucana ficará apenas nas bolinhas de papel?



Por DiAfonso

A equipe de campanha do PSDB vem estimulando seus jovens militantes a se portarem como soldados numa guerra. Eleição não é guerra [a não ser em sentido figurado]. 

Entretanto, o que se vê, com a nomeação do grupo de "Infantaria 45", é a perda de todo o sentido conotativo da palavra. 

O secretário nacional de Juventude do PSDB diz querer ser propositivo e "discutir soluções para a cidade" de São Paulo, mas o nome de batismo do grupo apaga qualquer possibilidade de que se pretenda discutir a eleição municipal no plano das ideias. 

Torçamos para que, neste pleito, os tucanos fiquem somente nas bolinhas de papel... Se é que me entendem.

Leiam matéria abaixo:

__________________


Tucanos criam 'Infantaria 45' para ação na rede

A juventude do PSDB montou um grupo batizado de "Infantaria 45" para divulgar propostas de José Serra na internet. O grupo diz que pretende responder a provocações que atribui a militantes de partidos adversários.

A equipe é formada por militantes tucanos e recebe orientações de integrantes da equipe de campanha do PSDB. "Nosso objetivo não é atacar, é fazer uma campanha propositiva e discutir soluções para a cidade", afirma o secretário nacional de Juventude do partido, Wesley Goggi.

A ação da "infantaria" será voluntária, mas os militantes receberão orientações e missões diárias da equipe de campanha.

Na sexta-feira da semana passada, por exemplo, quando petistas lançaram no Twitter a campanha "13 dá sorte", em alusão ao número do PT na urna eletrônica, os tucanos passaram a difundir a expressão "13 dá azar".

Segundo o coordenador de comunicação de Fernando Haddad, vereador José Américo, a campanha descarta a hipótese de fazer uma coordenação centralizada da militância. Ele ironizou o tom bélico da "Infantaria 45" e disse que a internet não aceita esse tipo de iniciativa. "Somos contra montar brigadas ou infantarias na web ou tutelar nossos apoiadores", afirmou. "Do nosso lado, temos apenas apoios espontâneos." Um dos internautas que defende Haddad na internet é o jornalista Leandro Rodrigues, de 25 anos, criador do perfil "Somos Haddad" no Twitter e Facebook. "Quando alguém escreve uma crítica fundamentada, respondemos no mesmo tom", disse. 

PT E AS ELEIÇÕES: ELEGIBILIDADE E GOVERNABILIDADE VALEM A PENA SEM UMA MILITÂNCIA RADICAL?





Segunda, dia 09 de julho, começou a campanha eleitoral. Na rua, encontrei em esquinas várias pessoas balançando as bandeiras vermelhas com a estrela do PT, e chorei. Nos rostos desses "bandeirolos” não havia emoção, não eram militantes, eram trabalhadores. A militância mudou nesses 32 anos, a política mudou, o PT mudou e mudamos nós militantes e petistas. Chorei de saudade do tempo em que ser militante era sentir pulsar o peito no compasso dos sonhos, da utopia de construir um mundo diferente, um novo país, livre, justo, igualitário, ético, essas coisas que motivaram tantos/as pessoas nos anos 1970/80. Minha primeira experiência de militante foi no dia 19 de maio de 1977, Dia Nacional de Luta contra a Ditadura Militar. Uma multidão de mais de 8 mil estudantes em Salvador, confrontaram-se com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, com policiais montados, outros com cachorros e outros com escudos e muita bomba de gás lacrimogêneo. Nesse dia eu realmente confirmei que estava no lugar que tinha que estar, lutando por liberdade e pelo direito de sonhar e fazer a história. Nunca mais parei de procurar o que pode e deve mudar na minha vida e na vida social.

Fiz parte daqueles/as que foram às ruas e subiram em ônibus arrecadando dinheiro para mandar ao comando de greve dos metalúrgicos do ABC, em 1979. Greves que mudaram o Brasil e a esquerda. Como membros de base da Ação Popular no movimento estudantil, confrontamos as lideranças nacionais, muitos ex-exilados e anistiados que não concordavam com a proposta de um partido dos trabalhadores "por que era um partido de massas e não um partido revolucionário”. A proposta do PT não se enquadrava no esquema marxista-leninista clássico e instalou-se um intenso debate sobre teorias revolucionárias, marxismo, leninismo, maoismo, trotskismo, stalinismo, gramicismo, eurocomunismo e muitos ismos. Essa discussão levou a rachas no PC do B e na AP, e os dissidentes se jogaram nas ruas para discutir a proposta desse partido com a população em geral. Em Salvador, fomos às favelas e assim filiamos e legalizamos o PT, criando os Núcleos de Base. Fomos acusados de igrejeiros e de liquidacionistas, pela esquerda ortodoxa, muitos dos quais depois entraram no partido e o transformaram numa "frente de tendências”.

Da legalização para as eleições foi outro percurso difícil. Definir candidatos, fazer doações de nosso bolso para imprimir material de propaganda. Realizar a mínima coisa era experimentado como uma grande vitória: fazer uma camisa, uma faixa, os "santinhos”, cartazes. O comício, então, era uma apoteose, delirávamos de emoção sacudindo as bandeiras e cantando os refrãos. Foi assim até a primeira eleição de Lula. Não sabíamos o quanto nos custaria a elegibilidade e a governabilidade. As negociações e as alianças foram mais compreensíveis para mim do que a cooptação de "companheiros/as” pelos esquemas do velho poder. Inserir-se numa estrutura burocrática e corrompida de gestão privada do espaço público, absorveu muita gente em esquemas e comportamentos que foram naturalizados por uma elite perversa e predatória, sem compromisso cívico, que tinham montado um jeito de governar para manter uma estrutura social excludente e desigual como poucas no mundo.

Não é possível negar que muita coisa mudou no aparelho estatal e na forma de gestão pública. Mas muito do Estado autoritário e patrimonialista permanece e continua estabelecendo a lógica de governar. A maneira como o governo da Bahia está tratando os professores estaduais em greve é inadmissível, inclusive para um governador que foi líder sindical. E o tratamento do Ministério da Educação a essa greve das federais, ameaçando cortar ponto é pior do que os militares ousaram fazer com a violência da repressão política, porque ameaça a estabilidade da sobrevivência das famílias. A governabilidade coloca em primeiro lugar a estabilidade do Estado e não o interesse da nação. A nação não é o aparelho do Estado e nem as corporações financeiras empresariais, mas é todo o povo que constitui uma nacionalidade. O momento é crucial: o país adquiriu estabilidade política e econômica, estabeleceu as bases para uma distribuição de renda, instituiu marcos legais e políticos para a ampliação da cidadania, agora precisa repensar a relação do Estado com a sociedade civil, não a partir da pressão da mídia e do setor econômico, mas da população e das organizações civis.

O exercício do poder nas condições de um Estado que se quer democrático na civilização do capital vai requerer bater de frente ou com o povo ou com as elites. A consciência de cidadania da população avançou e não tem volta, os confrontos estão apenas se anunciando. Ter o consentimento e aprovação das elites para governar e utilizar os seus instrumentos pode ter sido até inevitável para consolidar outro projeto de governo, mas a conjuntura mudou. Pagar militantes para fazer uma campanha não pode substituir a participação de uma militância motivada por paixão, emoção e desejo de construir o sonho de um mundo melhor. Pode ter sido necessário sujar as mãos, abdicar de alguns sonhos, eu reconheço certa grandeza nessa opção, necessária em circunstâncias vividas, embora eu não me disponha a isso, prefiro estar do lado de cá, criando utopias e percebendo as outras possibilidades que a realidade pode ter. Aprendi que não basta saber ou viver o que a realidade é, mas é preciso perceber como ela poderia ser. Ser realista não pode substituir ser radical, por que ser radical não é ser irrealista, mas ir até a raiz do limite do que pode ser transformado.

Que venham as eleições sem destruir nossos sonhos e nossa ética revolucionária, sem elas ficaremos cada vez mais distantes do tempo da militância convicta. Nada paga a emoção de realizar juntos os sonhos sonhados. Pois como cantou Raul: "sonho que se sonha junto é realidade”.

Maria Dolores de Brito Mota, professora Associada da Universidade Federal do Ceará. Instituto de Cultura e Arte
Fonte:  Blog do Saraiva

quinta-feira, 12 de julho de 2012

IMITANDO O MESTRE DIAFONSO!



ESTE TEACHER TAMBÉM VIAJARÁ PARA RESOLVER GRAVES PROBLEMAS:

GRAVATÁÁÁÁÁÁÁ!!!!

                                          
             Nos veremos na volta,  domingo  à   noite.  See you guys!


sábado, 7 de julho de 2012

TÔ FALANDO... RESTA SABER SE LULA E O PT VÃO DEIXAR


Eduardo Campos e a sucessão de Dilma

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

De uma semana para outra, as eleições municipais viraram apenas pano de fundo para os atores que se movimentam no palco já pensando na sucessão de Dilma Rousseff em 2014.

Entre eles, ganha cada vez mais destaque o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Campeão de votos nas eleições de 2010, Campos rapidamente ganhou projeção nacional e se tornou peça-chave no tabuleiro da sucessão presidencial.


Até a presidente Dilma, candidata natural à reeleição, que pretendia se manter distante da campanha eleitoral deste ano, viu-se obrigada a entrar no jogo.

O racha do PT com o PSB em Belo Horizonte, a exemplo do que já havia acontecido no Recife e em Fortaleza, foi a gota d´água para deflagrar um processo previsto para acontecer só após as eleições de outubro.

Em Belo Horizonte, entraram em cena os principais personagens que se movimentam para 2014, levando Dilma a agir com rapidez para não perder o controle do jogo sucessário.

Ao rifar o PT da chapa de vereadores e provocar o rompimento com seu tradicional aliado, o socialista Eduardo Campos, de um lado, e o senador tucano Aécio Neves, de outro, com a prestimosa ajuda de Ciro Gomes, procuraram isolar o partido de Dilma e Lula em Minas.

Estava tudo certo para se repetir este ano em Belo Horizonte a dobradinha do prefeito Márcio Lacerda, político do PSB ligado a Ciro Gomes, com um vice do PT numa coligação com o PSDB de Aécio Neves, mas a disputa de 2014 precipitou o desenlace.

Dilma chamou ao Palácio do Planalto a responsabilidade de bancar a candidatura petista do ex-ministro Patrus Ananias, convocando vários ministros para montar uma aliança competitiva capaz de derrotar ao mesmo tempo Eduardo Campos e Aécio Neves, dois possíveis adversários, juntos ou separados, em 2014.

Até outro dia, o nome de Campos aparecia muito como provável vice de Dilma nas próximas eleições presidenciais, cacifando-se para ser o candidato dela e de Lula em 2018. Atento às circunstâncias e às mudanças do vento, o governador pernambucano resolveu alçar vôo próprio desde já ao se desfazer da aliança com o PT em algumas importantes capitais do país.

Em outra frente, ele articula há tempos uma parceria com o PSD de Gilberto Kassab com o objetivo de se fortalecer na região sudeste, já que o seu PSB tem maior expressão no norte-nordeste.

Como uma coisa puxa a outra, a turma de José Serra, da qual faz parte o mesmo Kassab, que estava só na espreita do rolo em Belo Horizonte, aproveitou para colocar o bico de fora e, numa penada só, tenta agora derrubar do poleiro o PT, o PSB e Aécio Neves, o principal adversário no ninho tucano. Para derrotar Aécio, vale tudo, até o PSD se aliar ao PT em Belo Horizonte.

Um dos porta-estandartes de Serra, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), resolveu abrir o jogo sobre os objetivos do grupo em matéria de Catia Seabra, publicada na "Folha" desta quinta-feira:

"PSB e PSD, dois planetas viajando pelo espaço público em órbitas independentes do PT, que se arvora em centro do sistema polar: esse poderá ser um dos reflexos mais importantes das eleições municipais sobre o quadro nacional".

Os partidos de Campos e Kassab tornaram-se o objeto de desejo dos tucanos paulistas para enfrentar o PT em 2014. Eleições municipais? Ninguém mais fala nisso. Todo mundo agora só pensa na sucessão de Dilma, que acabou de completar apenas 18 meses de governo. Serra, por exemplo, nunca pensou em outra coisa.

A disputa municipal é apenas um detalhe. Da mesma forma, o PT de Lula joga todas as suas fichas na capital paulista, fazendo alianças complicadas e abrindo mão de outras cidades importantes, já pensando na sucessão estadual em 2014.

Quem sai ganhando com tudo isso, por enquanto, é Eduardo Campos, o neto de Miguel Arraes, que se tornou o pivô da sucessão de Dilma.

Como se vê, o jogo é complicado, briga para cachorro grande.

Fonte: Blog do Miro

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Raul Jungmann [PPS-PE] se esquece de olhar para o rabo de seu próprio partido


Por DiAfonso

Maurício Rands decide deixar o Partido dos Trabalhadores, entregar o mandato assim como o cargo de secretário no governo Eduardo Campos [PSB-PE]. Isso é um fato que, embora deva ser respeitado, merece algumas considerações. Pretendo fazê-las numa outra postagem.  

A respeito da decisão de Rands, acabo de ler um artigo do ex-deputado federal Raul Jungmann [PPS-PE – sem mandato] e fiquei a me perguntar como alguém pode ser tão cara de pau.   

Conhecido nos meios políticos e blogosféricos como aquele que adora uma câmera de TV, verborrágico e metido a “paladino da justiça”, Jungmann afirma, em artigo publicado em seu site [aqui], que   

“Maurício, como tantos, fechou os olhos para os desvios e a degradação do seu partido, o PT. Até o dia em que este, desfigurado e implacável, o triturou e esmagou seus sonhos, humilhando-o publicamente.”  

Engraçado e, ao mesmo tempo, descabido o teor dessa afirmação. Sobretudo, porque a “descrição” do comportamento de Rands e a “radiografia ética” do PT foram feitas por alguém que não olha para si e nem para o próprio rabo do partido a que pertence: o PPS do senhor feudal Roberto Freire [Esse mascarado não ganha nem eleição para síndico aqui em Recife].  

Como Jungmann pode falar do PT nos termos colocados, se o PPS é um partido fisiológico e se alguns de seus parlamentares não estampam no rosto a virtude ética?   

Algumas outras perguntas ainda podem ser feitas:  

Por que o ex-parlamentar não escreve sobre o que alguns parlamentares do PPS andavam [talvez ainda andem] fazendo na calada da noite? Fernando Cláudio Antunes Araújo e o ex-secretário de Saúde e deputado federal Augusto Carvalho não são do Partido dos Trabalhadores. Certo, Jungmann?  

Por que o “midiático” Raul Jungmann não escreve um artigo justificando  por qual motivo aceitara ser conselheiro da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) da Prefeitura de São Paulo [aqui]? Acaso virou cidadão de lá e conhece o trânsito daquela metrópole como a palma de sua mão? Isso é ético?

Agora vem nos falar em “desvios” e “degradação” no Partido dos Trabalhadores.  

Ora, senhor Jungmann! Olhe para o rabo de seu próprio partido, pois ele, o rabo de seu partido, pode estar, sobranceiro, reinando nos esgotos da vida pública.

EDUARDO SE ALIA AO QUE HÁ DE PIOR: A DIREITA RAIVOSA REPRESENTADA POR JARBAS

Em oito anos do governo Lula, o Nordeste foi, talvez, a região que mais recebeu investimentos. E, entre os estados do Nordeste, Pernambuco foi um dos mais favorecidos.

Suape, a  refinaria, o estaleiro. Um navio cargueiro foi construído em Pernambuco!! fato inimaginável há uma década!

Só pra ficar nos mais importantes.

Nenhum destes projetos, nenhum investimento, nem a mobilidade social, nada foi reconhecido por Jarbas.

Todas a vezes que se referia ao governo Lula era com o discurso na moralidade em punho. Corrupção, corrupção sempre.

Quando o discurso arrefecia um grau, recorria às paginas amarelas (essa cor tem conotação pejorativa) da revista veja (com letras minúsculas mesmo por estar envolvida até o pescoço com Demóstenes e Cachoeira) para se fazer de inocente útil e atacar Lula e o governo. Corrupção, corrupção, só corrupção.

Estava na famosa capa da veja ao lado de Demóstenes como um dos paladinos da ética. Contudo, quando o escândalo Cachoeira, veja e Demóstenes eclodiu, cadê a ética a se manifestar? Nada. Só o silêncio. 

Depois de publicado o livro A Privataria Tucana, Humberto Costa subiu à tribuna do Senado e, com o livro em punho, chamou a imprensa às falas e exigiu a CPI. E Jarbas? calado.

No governo Lula, corrupção. Sobre as privatizações, compra de votos no governo Fernando Henrique, Mensalão tucano em Minas, nada. Só silêncio.

Se nós, simples eleitores e usuários de Internet, sabemos destas denúncias, imagine um senador da república?!

No entanto, Jarbas foi talvez um dos poucos cabos eleitorais de Serra aqui no Nordeste pelo PMDB.

Aliás, ele é um crítico ácido do fisiologismo e da corrupção do PMDB. E a corrupção do PSDB? e Cássio Cunha Lima cassado por compra de votos? E Ieda no Rio Grande do Sul? e Azeredo que este ano tem um encontro com Joaquim Barbosa no Supremo? Nada. Cadê a indignação? Cadê os famosos discursos na tribuna? Nada. Só o silêncio.

Jarbas está cego para tudo isso. Ele só tem olhos para a corrupção do PT e do Governo Lula!

E agora o governador, que foi o principal beneficiado político dos investimentos federais em Pernambuco, se alia a Jarbas para isolar e derrotar o PT e Lula em Pernambuco e se alia a Aécio para isolar e derrotar o PT em Minas. Quem acredita no apoio do PSB em São Paulo? Ninguém.

Aqueles que acreditam que Lula foi fundamental para as transformações em Pernambuco e no Brasil, aqueles que já perceberam que está havendo uma união de forças contrárias à continuação deste projeto visando à instalação de um outro projeto para o Brasil com a participação das forças que foram contra o projeto Lula, aqui representada por Jarbas, devem se unir.

Não há inocentes aqui. Sabemos do jogo pelo poder dentro do próprio PT. Sabemos das guerras que acontecem entre estas "correntes" que, ao invés de correntes comuns, separam, não unem. 

Contudo, o partido e, repito, os que acreditam que o projeto iniciado em 2002 ainda é o melhor para o povo devem se unir para combater os projetos pessoais do governador, ajudado pela direita raivosa e corrosiva.

The teacher. 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A QUEM O TRAIDOR RANDS E O GOVERNADOR PENSAM QUE ENGANAM?

Por que a  "consciência" de Rands deixou que ele participasse do grupo daqueles que desgastaram João da Costa durante meses em entrevistas e nos bastidores?

Por que a "consciência" de Rands deixou que ele, mesmo sabendo que o prefeito, embora desgastado, tinha o direito de conduzir a sua sucessão fosse convencido pela sua "consciência" a forçar uma prévia?

Por que a "consciência" de Rands diante da derrota para João da Costa recorreu ao Diretório Nacional e levou Humberto a tiracolo?

Por que a consciência de Rands, depois da decisão da nacional deixou que ele sentasse ao lado de Humberto e de João Paulo e chorasse lágrimas de crocodilo e dissesse que renunciaria a favor do senador?

Sabe por quê? Porque a "consciência" dele chama-se Eduardo Campos, que junto com Jarbas, querem destruir o PT no Recife e em nível nacional.

Mas a militância do Partido dos Trabalhadores não os deixará passar. Não passarão!!

Humberto para prefeito e João Paulo para vice! PT unido!

Abaixo os traidores, que se beneficiaram das verbas que Lula e Dilma derramaram em Pernambuco, dos investimentos no porto de Suape, na refinaria, no estaleiro e agora pensam que podem voar sozinhos e com a ajuda da direita raivosa.

Não passarão!!!

The teacher.

sábado, 30 de junho de 2012

RECIFE: A MILITÂNCIA PRECISA SABER O QUE LULA TEM NA CABEÇA.

o pior de todos os erros para a militância em Recife


Todos conhecemos a imensa capacidade e sagacidade de Lula na Política. 

Isso é inquestionável. 

Mas ou eu realmente não estou percebendo algo ou há alguma coisa errada nos últimos movimentos do grande líder, principalmente no que diz respeito às eleições municipais aqui em Recife
.
Senão vejamos:

Primeiro, ele e toda a executiva do PT deixam correr solta a luta fraticida em Recife, incentivada por baixo dos panos pelo governador. Ou você quer me convencer que a entrada de Maurício Rands foi por acaso?

Segundo, Lula se deixa enganar pelo apoio, à meia boca, do PSB em São Paulo e concorda com a sugestão de Humberto para tentar "unir" a frente, fato já comentado aqui neste blog.  

Terceiro,   Eduardo Campos sai-se com a pérola de que Humberto não consegue unir a frente e ordena que todos os partidos apoiem seu candidato, dizendo que este é a melhor alternativa por ser um bom gestor. 

Pergunta: Por que ele não ordenou a união da frente em torno de Humberto, indicação sua? Será que os partidos que atendem ao primeiro "espirro" do governador que quer ser presidente iriam dizer não?

Segunda pergunta: Já que ele queria "unir" a frente por que não indicou um político de um outro partido que não o seu,  como o senador Armado Monteiro ou o deputado Paulo Rubem Santiago, por exemplo? 

Terceiro:  Do nada surge não só uma aproximação com Jarbas Vasconcelos mas uma aliança política. Todos sabemos que Jarbas é um dos maiores opositores do PT em nível nacional. Já fez ataques pessoais a Lula em diversas ocasiões e quando foi do seu interesse se deixou usar várias vezes pela revista Veja em nome da moralidade contra o PT e o Governo Federal. No entanto, sabendo das imoralidades praticadas durante o governo FHC nunca disse uma palavra sobre as privatarias, sobre Daniel Dantas e ainda foi o único cabo eleitoral de Serra por estas bandas. 

Por último, mas pra mim o pior movimento de todos: Lula recebe Eduardo em São Paulo e ao invés de  deixar claro para a militância do Recife que não gostou dos movimentos do governador se deixa fotografar (tal qual fizera com Maluf) e deixa que essa foto seja usada pelo governador para dar a ideia de que está tudo bem, tudo certo. 

O que é que está acontecendo aqui? Lula está simplesmente trocando Recife por São Paulo sem ter certeza se ganhará em São Paulo? Haddad estava com 9 pontos, caiu dois foi pra 7.(exatamente por causa de uma foto, coisa que será repetida por aqui)  Em Recife  a prefeitura já pertence ao PT. Lula está perdendo sua sagacidade e se deixando manipular por um político mais jovem?

Gostaria apenas de lembrar que em política tudo é possível e as coisas descritas neste texto é exemplo disso. Se, por causa de avaliação equivocada de Lula, o PT não ganhar em São Paulo e perder Recife será um duro golpe no partido e terá consequências inevitáveis: A perda da hegemonia de Lula dentro do partido como ártifice político e a percepção por parte de aliados e opositores de que o PT não tem mais o seu engenheiro político e grande  transferidor de votos e isso trará consequências desastrosas até para Dilma, não só no Congresso mas no jogo de 2014. 

Acho bom que Lula e o PT, nesta ordem, revejam suas ações enquanto é cedo porque das duas uma: Ou o PT sai vitorioso em São Paulo e Recife e garante sua hegemonia em nível federal e nessas duas capitais e Lula se consagra como o maior estrategista político de todos os tempos ou vem a derrota e aí o Partido dos Trabalhadores poderá, digo, poderá, começar uma longa e difícil caminhada rumo à sua retirada do poder central em pouco tempo. 

Independente de tudo que foi dito acima,  militância em Recife precisa entender os gestos de Lula e principalmente, ser chamada às ruas para defender o partido.

Aqueles que militam no PT o fazem  pela verdadeira ojeriza que tem em  ver a direita, aqui quase representada por Eduardo e agora Jarbas, no poder. Mas a militância não está cega aos projetos pessoais e a ânsia pelo poder dos petistas envolvidos nesta querela. 

The teacher. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...