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domingo, 28 de outubro de 2012

BARÕES DA MÍDIA JÁ TEMEM O MONSTRO QUE CRIARAM NO STF

Marcus  Vinícius
  
MARCUS VINÍCIUS




 Marcos vinicius
28 DE OUTUBRO DE 2012           
Já pensou se o STF pega gosto e faz os personagens da Lista de Furnas e  do mensalão tucano passarem uma   temporada no xilindró?


As elites já temem seu efeito no ordenamento jurídico do país dos excessos no julgamento da Ação 470. Não é para menos. O rol de barbaridades cometidas com a nossa Constituição põe a perigo garantias individuais. E a principal vítima, foi princípio da “presunção da inocência”. Agora, perante o STF, são todos culpados, sem provas em contrário.
Talvez seja por isso que os barões da mídia, através da Folha de São Paulo, Valor Econômico e O Globo, começaram a reconhecer excessos cometidos pelo seu “herói”, o ministro Joaquim Barbosa, na dosimetria das penas dos réus do dito “mensalão petista”  (outros, mensalões, como o do PSDB e o do DEM um dia, quem sabe, podem baixar naquela Corte). 
Começa assim o editorial “Para quem precisa”, publicado no dia 25/10 na Folha: “Penas de prisão deveriam, em tese, caber a criminosos violentos, para os demais, como no mensalão, conviriam severas penas alternativas”. Mas à frente, novo alerta: “As punições hão de ser drásticas, e seu efeito, exemplar, mas sem a predisposição vingadora que parece governar certas decisões (e equívocos) do ministro Joaquim Barbosa”.
Na mesma linha, e o dia seguinte (26/10), matéria do Valor, com o título “Pena de Valério é maior que de Chico Picadinho”, alerta o Supremo Tribunal Federal para os exageros cometidos no julgamento do “mensalão”, ressaltando que a punição ao publicitário Marcos Valério equivale àquelas de criminosos que cometeram crimes hediondos como “Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato de seus pais a pauladas em 2002, enquanto dormiam, e do famigerado Chico Picadinho, condenado a 30 anos de prisão pelo homicídio e esquartejamento de duas mulheres nas décadas de 60 e 70”.
Finalmente, em O Globo de hoje(27/10), Merval Pereira, escreve em sua coluna o artigo: “O Voluntarismo de Barbosa” (http://migre.me/bnkL8 ), em que critica a sanha condenatória do ministro.  “Quando ele (Barbosa) critica nosso sistema penal e se põe claramente a favor de penas mais duras, dá margem a que acusados vejam nele um carrasco e não um juiz”.
Ficção e realidade
O um dos diálogos que compõe uma das cenas do filme “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende, expõe parte do temor das elites, de perda do controle sobre os verdugos.  Na cena o ator Jeromy Irons interpreta o senador Esteban Trueba. A conversa se dá na sede do Ministério da Justiça, entre Esteban e um coronel nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet. Esteban é um rico proprietário de terras, senador pelo Partido Conservador, ele apoiou o golpe, mas foi supreendido com a prisão da filha, Blanca Trueba (Winona Ryder), por seu romance com o líder de esquerda, Pedro Segundo (Antônio Banderas).
Por que minha filha foi presa ontem a noite?
-       Responda! Onde está minha filha?
-       Dê-me a chave do seu carro.
-       Fechamos o Congresso. Fim dos privilégios dos congressistas.
-       Vocês estão todos loucos!
-       Quem acha que estabeleceu contatos com seus generais?
-       Quem estabeleceu o elo com os americanos?
-       Que dinheiro e reputação garantiu armas para vocês?
-       Sabe quem sou eu?
-       E você prende minha filha… e quer confiscar o meu carro?
-       Quero falar com o ministro.
-       Fale comigo.
-       O ministro!
-       Não há mais ministro!
-       Agora você fala comigo.
-       Entendeu?
-       Quer encontrar sua filha?
-       Preencha o formulário.
-       Você e seus amigos ainda têm o poder econômico.
-       Mas nós governamos o país.
-       Agora… dê-me a chave do carro.
As elites do Chile que apoiaram o golpe contra o presidente Salvador Allende em 11 de setembro de 1973 talvez não acreditassem que o regime de Pinochet fizesse da brutalidade sua regra de governo. Números oficiais dão conta de 60 mil vítimas do regime, sendo 3.227 mortos. No Brasil as elites abriram a caixa de Pandora nove anos antes, em 1964.  As consequências ainda estão em discussão através da Comissão da Verdade. A tortura ainda persiste como regra em nosso sistema policial e os números da violência em São Paulo demonstraram a falência da Polícia Militar (outra herança da ditadura), no combate à criminalidade.
Mas, tal e qual o persongem Esteban Trueba, do romance de Isabel Allende, o que espanta mesmo as elites é a possibilidade de que um de seus filhos seja vítima do monstro que soltaram nas ruas para reprimir a plebe.
Já pensou o STF pega gosto, e com apoio da opinião publica, engata uma quinta marcha e faz os personagens da “Lista de Furnas”,  aqueles citados  no livro “Privataria Tucana”, de Amaury Júnior, e também os envolvidos no “Mensalão do PSDB” e no “Mensalão do DEM”, passarem uma temporada no xilindró?
Marcus Vinícius é jornalista, edita o jornal Onze de Maio, o blog: www.marcusvinicius.blog.br

Fonte:   Brasil 247

domingo, 22 de julho de 2012

A "Infantaria 45" tucana ficará apenas nas bolinhas de papel?



Por DiAfonso

A equipe de campanha do PSDB vem estimulando seus jovens militantes a se portarem como soldados numa guerra. Eleição não é guerra [a não ser em sentido figurado]. 

Entretanto, o que se vê, com a nomeação do grupo de "Infantaria 45", é a perda de todo o sentido conotativo da palavra. 

O secretário nacional de Juventude do PSDB diz querer ser propositivo e "discutir soluções para a cidade" de São Paulo, mas o nome de batismo do grupo apaga qualquer possibilidade de que se pretenda discutir a eleição municipal no plano das ideias. 

Torçamos para que, neste pleito, os tucanos fiquem somente nas bolinhas de papel... Se é que me entendem.

Leiam matéria abaixo:

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Tucanos criam 'Infantaria 45' para ação na rede

A juventude do PSDB montou um grupo batizado de "Infantaria 45" para divulgar propostas de José Serra na internet. O grupo diz que pretende responder a provocações que atribui a militantes de partidos adversários.

A equipe é formada por militantes tucanos e recebe orientações de integrantes da equipe de campanha do PSDB. "Nosso objetivo não é atacar, é fazer uma campanha propositiva e discutir soluções para a cidade", afirma o secretário nacional de Juventude do partido, Wesley Goggi.

A ação da "infantaria" será voluntária, mas os militantes receberão orientações e missões diárias da equipe de campanha.

Na sexta-feira da semana passada, por exemplo, quando petistas lançaram no Twitter a campanha "13 dá sorte", em alusão ao número do PT na urna eletrônica, os tucanos passaram a difundir a expressão "13 dá azar".

Segundo o coordenador de comunicação de Fernando Haddad, vereador José Américo, a campanha descarta a hipótese de fazer uma coordenação centralizada da militância. Ele ironizou o tom bélico da "Infantaria 45" e disse que a internet não aceita esse tipo de iniciativa. "Somos contra montar brigadas ou infantarias na web ou tutelar nossos apoiadores", afirmou. "Do nosso lado, temos apenas apoios espontâneos." Um dos internautas que defende Haddad na internet é o jornalista Leandro Rodrigues, de 25 anos, criador do perfil "Somos Haddad" no Twitter e Facebook. "Quando alguém escreve uma crítica fundamentada, respondemos no mesmo tom", disse. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tucanos se apavoram e tentam esconder "matrimônio" de dez anos com a Delta Construções

Por DiAfonso*

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin [PSDB - SP], corre contra o tempo na tentativa de apagar possíves rastros maléficos nos contratos da administração estadual com a Delta Construções. A empreiteira é investigada por suspeita de fraudes, além de ser um dos alvos da CPMI em que estão no olho do furacão o "ético" Demóstenes Torres [sem partido - GO]] e o contraventor [eufemismo de ladrão e gangster] Carlinhos Cachoeira.

Segundo levantamento feito pela bancada do PT no TCE e no Diário Oficial, o governo do estado de São Paulo jogou, nos cofres da Delta, algo em torno de R$ 775 milhões nos últimos dez anos. Anotem aí: nos últimos dez anos!

O interessante é que, nesse período, passaram pelo Palácio dos Bandeirantes [sede do governo paulista] o próprio Alckmin [2003-2006], o também tucano José Serra [2007-2010] e... de novo Geraldo Alckmin [2011-até os dias de hoje].

Evidente que só as investigações poderão apontar se houve malfeitos ou não, durante a vigência dos contratos celebrados entre os governos tucanos de Alckmin-Serra-Alckmin e a Delta Construções. 

Se tiver havido, uma coisa deve-se pontuar como líquida e certa: tucanos e mídia golpista não terão como pôr o débito na conta do PT.

Ou será que vão arrumar um jeitinho para dizer que quem governou São Paulo, no período de 2003-2010, foi o PT? 

Tudo é possível, tudo é possível com a mídia corporativa acumpliciada com gangsters e malfeitores. A Veja está aí para não me deixar mentir.

Da redação com informações da Agência Globo.

*Editor-geral do Terra Brasilis

quarta-feira, 14 de março de 2012

MILITÂNCIA DEMO-TUCANA ARRUÍNA IMAGEM DA OPOSIÇÃO

Eles são jornalistas de grande visibilidade na mídia, são empresários, são aposentados, são estudantes, são madames desocupadas, são profissionais liberais e são, até, trabalhadores de classe social mais “baixa”, ainda que, neste segmento, existam poucos militantes do PSDB e do DEM.
Seja no mundo físico ou no virtual, os militantes desses partidos, em maioria, adotam discurso que pode ser o verdadeiro responsável por uma débâcle da oposição ao governo federal que se aprofundou após a derrota de José Serra para Dilma Rousseff, a despeito de que tal processo de desmoralização oposicionista venha se aprofundando desde 2006, quando a centro-direita demo-tucana perdeu a segunda eleição presidencial consecutiva para a centro-esquerda petista.
Entre o povão mesmo, restam cada vez menos simpatizantes da oposição conservadora ao governo petista. A centro-direita vai se mantendo viva – ainda que cada vez mais debilitada – graças a meia dúzia de impérios de comunicação que ainda conseguem fazer a cabeça de setores de classe média alta que mantêm alguma ascendência sobre setores populares das regiões Sul e Sudeste.
A ideia-força de que o PSDB e o DEM são partidos identificados com a elite branca dessas regiões, porém, não deveria vingar se dependesse do discurso desses partidos e dos seus candidatos nas três últimas eleições presidenciais. Tanto José Serra (2002 e 2010) quanto Geraldo Alckmin (2006) se apresentaram com discursos progressistas.
Na campanha eleitoral de 2010, Serra bem que tentou se inserir no coração da população mais humilde, entre essa classe C emergente que já é maioria do eleitorado brasileiro e que foi a responsável pelas três vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais. Mas enquanto ele fazia força para se mostrar progressista, o discurso da militância demo-tucana o desmentia.
Todos sabem que os eleitores do PSDB e do DEM mais afeitos à política – e que, portanto, falam do assunto amiúde –  são declaradamente contra todas as políticas públicas que incluíram milhões na sociedade de consumo de massas que o PT construiu de 2003 para cá.
Senão, vejamos:
– A maioria esmagadora da população brasileira, que é afrodescendente, apóia as cotas étnicas em universidades, e a militância demo-tucana esbofeteia esse setor chamando de “racista” política pública que deve produzir, nos próximos anos, a primeira leva considerável de médicos negros na história da República.
– Enquanto Serra e Alckmin – bem como seus partidos – trataram, durante a década passada, de garantir que não acabariam com o Bolsa Família, a militância demo-tucana, na internet ou no mundo físico, ataca com força a política pública, que ainda chama de “bolsa-esmola” para “vagabundos”.
– Por mais que o PSDB e o DEM garantam que não reeditariam a privataria tucana, a militância desses partidos, tanto nas ruas quanto na imprensa, tece loas às privatizações, cometendo o desatino de atribuir a elas o êxito atual do país quando se sabe que a grande maioria dos brasileiros nutre profunda rejeição a tudo que foi privatizado, pois telefonia, energia elétrica etc. são hoje um inferno que tortura o consumidor.
– Por mais que a oposição negue que é um grupo político que representa exclusivamente o Sul e o Sudeste, sua militância nessas regiões adota um discurso racista e xenófobo, do que é exemplo a turba que atacou duramente os nordestinos nas redes sociais na noite da vitória de Dilma sobre Serra, em 2010, por considerar que foram os responsáveis pela derrota tucana.
– Por mais que demos e tucanos garantam que querem manter a inclusão das classes populares no mercado de consumo, vemos jornalistas de oposição ao governo petista e militantes desse grupo político nas redes sociais e até no mundo físico tecendo diatribes contra as políticas que permitiram aos pobres terem carros, tevês de plasma etc.
– Enquanto as massas deliram com o prazer e o conforto inédito de poderem se deslocar pelo país de avião, a militância demo-tucana está sempre reclamando de que, “agora, os aeroportos parecem rodoviárias nordestinas”…
Preciso dizer mais?
O que ainda sustenta a oposição, além da mídia, são grupos religiosos radicais que políticos demo-tucanos seduzem ao criminalizarem o aborto e ao caricaturarem os homossexuais. E, mesmo assim, são só alguns setores das igrejas evangélicas e da católica que se deixam seduzir pela direita apesar de serem beneficiários das políticas da centro-esquerda.
Falta à oposição (tanto à de direita quanto à de esquerda) e à mídia uma compreensão exata do fenômeno que levou a centro-esquerda ao poder. Nesse aspecto, comentário de um leitor, em post recente deste blog, explica o que esses grupos político-ideológicos, regionais e sociais não conseguem captar:
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Eduardo, boa tarde.
Posso citar como exemplo minha história de vida, nada trágica, mas também nada fácil. Fui morador do Bairro dos Pimentas, periferia de Guarulhos, de 1978 até 2002, quando me casei.
Por sinal, o último ano de FHC como presidente. Minha esposa, na época, era moradora da Brasilândia, periferia de São Paulo. Passou por momentos muito difíceis com sua família, chegando a morar em cortiço.
Casamo-nos no final do ano de 2002 e iniciamos vida nova em 2003, primeiro ano do governo Lula.
Em resumo: devido às políticas adotadas pelo governo, pude ter acesso a condições melhores para formar a minha família.
Duas delas foram crédito imobiliário farto, que me possibilitou a compra de apartamento em bairro de classe média em condições bastante favoráveis e o sonho do meu pai que consegui realizar ingressando na universidade através do PROUNI, via ENEM.
Hoje, estou no terceiro de Administração na FECAP, uma das melhores do país na área. Por conta da faculdade, já consegui uma ótima promoção no meu trabalho.
Em Guarulhos, cidade onde morava, o PT chegou ao poder em 2000 com Elói Pietá, com voto em peso do povo da periferia. E essa região, sempre desassistida, passou a receber investimentos maciços, com a construção de escolas, CEUs, hospitais e Terminais de Passageiros, fora outras benfeitorias.
Por tudo isso, não tenho motivo nenhum, pelo menos por enquanto, de deixar de votar no PT em favor do PSDB. Não sou louco de pôr em risco todas essas conquistas.
Abraços
Marcos Marques de Sousa Trindade
Enviado em 12/03/2012 às 15:41
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Marcos não é um militante, é um cidadão comum da nova classe C. Politizado, antenado, horroriza-se com o que vê a militância demo-tucana verter na internet, no trabalho, na vizinhança…
Enquanto os políticos do PSDB e do DEM e a mídia esforçam-se para apresentar Serra como um progressista que quer “ampliar” conquistas sociais, a militância desses partidos desmascara o tucano dizendo o que tenta negar reiteradamente, que ele e os partidos que o apoiam reverteriam a mobilidade social que os governos petistas inauguraram no Brasil.
Em outra escala e por outro viés, mas de forma análoga, a militância da oposição à esquerda, da qual o PSOL é o expoente máximo, também trata de fazer propaganda negativa do partido e de seus congêneres ao negar avanços que todos sentem. Apesar de prometer o paraíso para a nova classe média, a esquerda oposicionista erra ao tentar vender que não houve avanços.
Sempre fui um crítico desses partidos mais à esquerda, mas revi minha posição porque sei que abrigam políticos respeitáveis como o deputado do PSOL Jean Wyllys, um progressista que fez corar muito petista ao detectar o oportunismo das marchas demo-tucanas “contra a corrupção” e ao acusar a malandragem que gerou aquele movimento.
Para o bem do Brasil, PSOL, PSTU e PCO precisam se atualizar e enxergar quanto este povo ganhou com o PT no poder. E, a partir daí, precisam produzir um projeto viável que não produzem por falta de quadros com conhecimento da dinâmica política, econômica e social do país.
A oposição ao governo Dilma vai se desidratando devido a um fenômeno que há anos sintetizo com uma frase: ninguém precisa bater na direita porque ela se espanca sozinha a cada vez que abre a boca com sinceridade. E, como se sabe, a característica das militâncias é, justamente, a sinceridade.

sábado, 21 de janeiro de 2012

POPULARIDADE DE DILMA: EFEITO COLATERAL DA CAMPANHA DO PARTIDO DA IMPRENSA

Sem o PIG não se elegeriam nem vereadores.


O jornalista Paulo Henrique Amorim costuma dizer que sem o PIG os principais caciques do PSDB de São Paulo não passariam de Resende. Depois da divulgação da aprovação de Dilma ao final do seu primeiro ano de mandato (veja aqui), pode-se se dizer mais: os principais "privatas" não se elegeriam nem para vereador dos seus respectivos municípios. Se não, vejamos. A oposição, no ano que passou, só teve as  bandeiras que o PIG levantou, acho que em reunião com ela mesma: primeiro,   a tentativa de jogar Dilma contra Lula, de diferenciar os seus governos e de dizer que Lula era leniente com a corrupção. Não conseguiram. Tanto o ex-presidente com a presidenta tiveram um comportamento exemplar e solidário. Dilma, não esquecendo de citar seu mentor e de associar as obras e as realizações de seu governo com o de Lula. Lula, por sua vez, usou o brilhantismo e a inteligência que lhes são característicos, embora os que o invejem não admitam,  e disparou esta pérola, que calou a todos: " Não há divergências entre mim e Dilma, mas, se houver,  ela é que está certa."

Quando a oposição estava começando a ficar sem discurso, começou a caça aos ministros. aproveitando-se da conduta de ministros que foram indicados  pelos respectivos partidos da base,  o PIG começou a campanha que ainda está em curso para derrubar auxiliares de Dilma. Alguns deles foram defenestrados por pura pressão pois não foram apresentadas, pelos menos até o momento, provas concretas contra estes acusados. Estão incluídos neste caso os Ex-ministros dos esportes Orlando Silva e do trabalho Carlos Lupi.

Verdadeiras as acusações ou não, a intensa campanha desenvolvida pelo PIG visava a, primeiro, dar discurso à  combalida oposição e, segundo, colar no governo e na presidenta a pecha de conivente com a corrupção e sem autoridade diante de ministros que praticavam o famoso "mal feito". Foi um tiro no pé: as rapídas e firmes atitudes de Dilma, após dar o tempo necessário para que os acusados se defendessem, tiveram o efeito contrário ao esperado pela imprensa e pela oposição:  a sociedade começou a ver na presidenta uma mulher capaz de resolver rapidamente e com autoridade um dos problemas que mais atormentam o cidadão comum: a corrupção.

Os partidos de oposição, que foram governo durante a era FHC estavam, há algumas semanas,  com um problema sério nas mãos: encontrar um modo de explicar aos seus eleitores, cada dia em menor número, mas que já leram o "Privataria Tucana",  a participação de alguns de seus caciques nos crimes mostrados por Amaury Ribeiro Junior além de acharem um modo de neutralizar a referência ao livro no guia eleitoral que se aproxima. Agora, com a divulgação da pesquisa na qual a presidenta supera o próprio Lula no seu primeiro ano de governo, para não falar nos presidentes que  o antecederam, os caciques, dependentes do PIG até a medula,  suspiram de desânimo  por saberem primeiro que serão desnudados diante da sociedade como corruptos e corruptores que são e depois por constatarem que  o povo, desde o governo de Luis Inácio Lula da Silva,  não se guia tanto e tão cegamente pela imprensa-partido como fazia no passado. 

the teacher. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bom Dia Brasil: "Incontinência verbal" expõe incompetência do PSDB e do DEM

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

No Bom Dia Brasil de hoje [ver vídeo aqui], Rodrigo Pimentel - consultor de segurança e ex-capitão do BOPE - comentou as mazelas de um estado como Alagoas no que diz respeito à segurança. Ao falar da situação dos peritos, do número de homicídios e da violência reinante naquele estado nordestino, Pimentel foi categórico em três oportunidades:

  1. a questão está relacionada a um problema de gestão que, no bojo, revela falta de vontade política ou incompetência para resolver a crise por que passa a área de perícia criminal alagoana ["O problema sempre é do estado."];
  2. embora haja uma demanda enorme por peritos ["Alagoas precisaria ter hoje 600 peritos e tem em torno de 40"], o governo não está preocupado com a contratação de mais profissionais capacitados para executar o serviço ["... não é prioridade para o governo do estado."];
  3. o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública [Senasp], está fazendo intervenções como pode [enviando equipamentos e equipes de tarefas] para auxiliar a perícia.

Os apresentadores da Globo - Chico Pinheiro e Renata Vasconcellos - reiteram as críticas à gestão. Renata chega, inclusive, a relembrar matéria [exibida em 2011, no próprio Bom Dia Brasil] cujo foco estava centrado nas condições precárias de atuação dos legistas. 

O que a apresentadora não tornou público é que, em 2011, o estado de Alagoas era governado por Teotônio Vilela [PSDB] e pelo vice José Thomaz Nonô [DEM, ex-PFL, ex-PSDB]. Ambos foram reeleitos e hoje governam o estado, destaque-se.

Como a dobradinha PSDB-DEM está no comando do governo, não se mencionou, em momento algum, quem era quem. Fosse um governo petista, nome e número de cpf estariam à disposição dos telespectadores.

A Globo só não contava com a "incontinência verbal" da própria Renata e, sobretudo, do comentarista Rodrigo Pimentel que deixou claro que o governo federal está lá para apoiar, dentro do possível, um governo incompetente como é e como são os governos do PSDB e DEM.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O ódio velado ao governo do PT por trás do editorial do Jornal do Commercio


Por DiAfonso [Terra Brasilis]

Sobre o editorial do Jornal do Commercio de ontem [07/12/2011], tecerei um parcial resultado de minha leitura, ainda que outras mais abalizadas existam. 

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que não se pretende fazer, aqui, a defesa de José Dirceu. Primeiro, porque ele já a faz, a meu ver, de modo satisfatório [interessante é que nenhum articulista, nenhum editorialista conseguiram ou conseguem se contrapor aos embasados contra-argumentos do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula. Aqueles que encarnam a sanha midiático-golpista cujo papel tem sido o de julgar e condenar Dirceu - como se isso não fosse atribuição do Poder Judiciário - tentam, tentam, mas não obtêm êxito]. Segundo, porque não tenho procuração do Zé Dirceu, nem pretendo tê-la.

Ocorre que o editorialista do Jornal do Commercio pretendeu ser arauto de uma visão cabal [acrescente-se aí um certo tom odioso para com José Dirceu - figura pública execrável dentre as "figuras públicas execráveis" e para com o PT], mas seletiva dos fatos. 

Esquece-se o editorialista de, ao falar sobre "mensalão", citar o denominado "mensalão mineiro", esquema comandado por Eduardo Azeredo [PSDB-MG]. Como se sabe [parece que o editorialista é avesso a ver outros fatos], o tucano foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República. A denúncia foi aceita pelo STF.

Esquece-se o editorialista de mencionar as intensas denúncias de corrupção [veiculadas pela mídia alternativa e, sutilmente, por alguns veículos de comunicação corportativos] que pesam contra o PSDB de FHC, SERRA, ALCKMIN e outros tais e quais [o homem forte de Serra foi preso recentemente por corrupção].

Dizer, em outras palavras, que o PT e José Dirceu querem "amordaçar" o papel da imprensa e, por tabela, a liberdade de expressão é cantilena de quem não tem argumentos e não vê que a regulação da mídia nada tem a ver com cerceamento de liberdade, mas se constitui em um poderoso instrumento democrático contra o jornalismo de esgoto que o PiG [incluindo o JC] tem feito e vem diuturnamente fazendo. 

Enfim, tenho cá comigo que o editorial [por expressar a opinião do jornal] foi benéfico, porquanto nos deu a dimensão exata de como o JC se porta diante de um governo eleito democraticamente e não admite essa faceta da democracia. 

Vale dizer ainda que o editorial foi de uma coragem louvável, embora execrável para quem teria o dever de informar com imparcialidade.

Aécio Neves: a desfaçatez de quem pretende presidir o Brasil

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

Na coluna de Ana Lúcia Andrade, do Jornal do Commercio [braço direito do PiG em Pernambuco]:


Não há óleo de peroba que chegue para lustrar a cara de pau do senador Aécio Neves [PSDB-MG]. O dito-cujo teve a desfaçatez de justificar sua ausência no twitter pela "razão nobre", alegada acima. 

O que se sabe é que, pelo menos, uma "razão nobre" o tirou do "sumiço" recentemente: o flagrante na saída de uma balada em São Paulo, ao lado de uma "socialáiti" [aqui]. Nada contra ir às baladas, mas numa quinta-feira e longe de Brasília, lugar onde deveria estar para cumprir com suas obrigações parlamentares?

Ainda vem dizer que está trabalhando para tornar o "Brasil um país de todos"! "Todos" quem, senador?

Aliás, o senador e seu partido andam a plagiar iniciativas que estão dando certo com o governo do PT, a começar pelo lema: "Brasil, um país de todos".

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ex-secretário de FHC e ex-subchefe da Casa Civil de Serra envolvido em fraude de R$ 1 bi

Os "ilustres": FHC, João Faustino, Agripino, Serra e Rosalba

Fraude que envolve ex-senador chegaria a R$ 1 bi  

Documentos da Operação Sinal Fechado apontam João Faustino, suplente do presidente do DEM, como membro de uma quadrilha que atuava no Detran do Rio Grande do Norte

Uma série de artifícios jurídicos tirou dinheiro indevidamente do bolso do proprietário de veículo no Rio Grande do Norte com o único objetivo de abastecer os cofres de uma quadrilha, formada por empresários, advogados, políticos e diretores de órgãos públicos. Com apenas uma das fraudes, o grupo criminoso pretendia faturar R$ 1 bilhão ao longo de 20 anos de exploração de uma concessão pública, obtida mediante fraude. Essas são algumas das conclusões apontadas pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte no pedido de prisão de 14 pessoas – entre elas, o suplente do senador e presidente do DEM, José Agripino (RN), João Faustino (PSDB) – pela Operação Sinal Fechado, deflagrada na manhã de ontem (24) com o apoio da Polícia Militar.

Além do ex-deputado federal e ex-senador João Faustino, atual suplente do senador José Agripino (DEM-RN), foram presos um ex-diretor do Detran-RN e empresários que atuam na área de expedição de documentos para veículos. O Ministério Público também pede o bloqueio dos bens dos acusados em valor correspondente a R$ 35 milhões. As denúncias respingam, ainda, em dois ex-governadores: Iberê Ferreira (PSB) e Wilma de Faria (PSB), considerados suspeitos de acobertar os esquemas operados entre 2008 e 2010.

Cobranças ilegais

Nesse período, o proprietário de veículos no Rio Grande do Norte se viu obrigado a fazer pagamentos que, segundo as denúncias, abasteceram os cofres dos personagens envolvidos: o registro em cartório do financiamento bancário de veículos novos ou usados e o serviço de inspeção veicular ambiental. O grupo beneficiário se valia do pagamento de propina a servidores públicos, promessas de vantagens indevidas, fraudes em licitações e tráfico de influência. No caso das taxas por registro, o proprietário pagava de R$ 130 a R$ 800, conforme o veículo.

Os seis promotores que assinam a petição sustentam que, no caso da inspeção veicular ambiental, a quadrilha fraudou desde o processo de elaboração da lei, em meados de 2009, até o processo licitatório, em 2010. De acordo com a denúncia, o grupo teve influência até para determinar o modelo de prestação do serviço — por meio de concessão —, o que permitiria a obtenção de elevados lucros com o contrato, em detrimento dos cofres públicos e dos contribuintes. O esquema girava em torno do Consórcio Inspar, formado por um grupo de empresas sob a coordenação de George Anderson Olímpio da Silveira, apontado pelos investigadores como chefe da quadrilha.

Os idealizadores do consórcio chegaram a trocar mensagens eletrônicas, interceptadas pela Justiça, definindo o teor da própria lei que tornou obrigatória a inspeção de todos os veículos no estado. Ainda segundo as apurações, elaboraram o edital de licitação direcionado e até ditaram as respostas às impugnações dos concorrentes. O negócio garantiria um faturamento bruto anual de R$ 40 milhões para o grupo. Ou seja, cerca de R$ 1 bilhão ao longo das duas décadas de exploração da concessão, considerando-se aí eventuais correções.  A Procuradoria Geral da República recorreu contra a lei estadual no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando inconstitucionalidade: o assunto não poderia ser tratado por lei estadual e o Estado não poderia dar “poder de polícia” a uma empresa privada, já que esta cobraria “tarifa” dos proprietários de veículos. A ação ainda não foi analisada pelo Supremo, mas o atual governo do estado derrubou o contrato este ano apontando uma série de problemas contratuais.

Os dois casos apontam para o entrelaçamento de alguns personagens, segundo o Ministério Público Estadual, como o ex-diretor do Detran-RN Carlos Theodorico de Carvalho Bezerra, autor da portaria que resultou na obrigatoriedade de registro em cartório dos contratos de financiamento de veículos, e o ex-procurador do órgão Marcus Vinicius Furtado da Cunha. O empresário George Anderson, do Consórcio Inspar, é acusado de também estar por trás da empresa terceirizada contratada pelo Detran para registrar os contratos dos veículos financiados. A prestação desse tipo de serviço por uma empresa privada foi coibida após ação do próprio Ministério Público do Rio Grande do Norte no ano passado.

Contatos com prefeitura de Kassab

As interceptações telefônicas e as trocas de mensagens eletrônicas citadas na denúncia mostram que o grupo demonstrava desenvoltura com agentes públicas de outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, e que articulava a entrada em Alagoas, na Paraíba e no Ceará. Um dos lobistas envolvidos chega a citar contatos com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), embora sem detalhar o teor da conversa. Curiosamente, suspeitas de irregularidade na área de inspeção veicular levaram o Ministério Público Estadual de São Paulo a pedir, ontem (24), o afastamento do prefeito paulistano.

O ex-governador Iberê Ferreira, que concluiu o mandato de Wilma de Faria quando ela renunciou ao cargo para disputar sem sucesso o Senado, é tratado como “possível ‘eminência parda’” por trás de George Olímpio. Os investigadores alegam que têm provas de que ele recebeu pelo menos R$ 1 milhão do esquema e que teria sido agraciado com cotas de participação nos lucros futuros do consórcio. O ex-governador reagiu ontem com veemência à denúncia. Negou ter qualquer responsabilidade sobre o caso e acusou o Ministério Público de tentar “macular” sua imagem como homem público. “Ao final, manterei minha reputação ilibada, jamais desapontando aqueles que sempre depositaram confiança em mim”, afirmou (leia a íntegra da nota). Ele teve sua casa vasculhada por policiais e seus bens bloqueados.

Os promotores sustentam que Iberê contribuiu decisivamente para a contratação irregular do grupo e para a contratação fraudulenta da empresa que ficava com o dinheiro do registro dos veículos. Uma empresa constituída no Paraná, mas que estaria a serviço do mesmo grupo que criou o consórcio, foi contratada para prestar o serviço para o Detran-RN. Na nota à imprensa, o ex-governador diz não ter cometido nenhum tipo de ingerência no Detran e que o órgão tinha autonomia para cuidar dos processos licitatórios.

Suplente é “lobista”

O tucano João Faustino, que chegou a exercer o mandato de senador ano passado como suplente de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), é apontado como um “lobista” pelos investigadores. O atual suplente de José Agripino é acusado de receber, em troca de favores, pagamentos mensais de R$ 10 mil dos empresários George Olímpio e Marcus Procópio. O tucano, ainda de acordo com a acusação, recebeu promessa de participação em lucros futuros do Consórcio Inspar. A petição também levanta suspeitas sobre um dos filhos do suplente de senador.

Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram que Faustino, mesmo na suplência, tentou abrir portas para o grupo no Senado em 2008. Numa das gestões, ele tentava ajudar o grupo a barrar uma alteração numa medida provisória que impedia as instituições públicas a firmarem convênios com cartórios para o registro de veículos. As tentativas ocorreram quando Garibaldi Alves Filho, de quem o tucano era suplente, presidia o Senado, em 2008. Mas, de acordo com as investigações, a gestão do suplente não chegou a impedir a aprovação da mudança das regras. As mensagens, no entanto, deixam claro que era George quem estava por trás do instituto contratado inicialmente para o registro de veículos. Ele é apresentado como presidente da entidade.

Os investigadores afirmam que é preciso apurar o eventual envolvimento da ex-governadora, o que ainda não está claro, segundo eles. Wilma enviou à Assembleia Legislativa o projeto que resultou na lei que tornou obrigatória a inspeção veicular a partir do segundo emplacamento no Rio Grande do Norte. A proposta foi elaborada com a “participação ativa de membros da organização criminosa”, argumentam os promotores. Eles admitem que não há ainda elementos sólidos que sustentem que ela tinha conhecimento do caso, embora sejam mais contundentes em relação ao filho dela, o advogado Lauro Faria. Segundo a petição do Ministério Público Estadual, ele recebia promessas de participação em lucros futuros do consórcio em troca de ajuda no governo, além de pagamentos mensais de R$ 10 mil.

O contrato do governo potiguar com o Consórcio Inspar foi rompido no início do ano pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), após o surgimento de suspeitas de irregularidades na elaboração do contrato e de superfaturamento nos serviços executados. Rosalba é casada com um primo do senador José Agripino, que preside nacionalmente o seu partido, e que tem João Faustino como suplente. “O passado de João Faustino é suficiente para garantir credibilidade ao que ele venha a dizer sobre esse assunto”, disse Agripino ontem, por meio de sua assessoria.

Após o rompimento do contrato, João Faustino telefonou para o empresário George Anderson, acusado pelo Ministério Público de chefiar a quadrilha, para prestar solidariedade. Eis o relator do diálogo, segundo os promotores:

“João Faustino liga para George e diz: ‘Ligando para lhe dar um abraço. Dizer que eu estarei sempre do seu lado, viu?’. George diz: ‘Tá, muito obrigado, eu sei disso’. João Faustino continua: ‘Sempre… sempre do seu lado. Você tá sendo injustiçado, tá sendo massacrado, mas vai ganhar, vai ser o grande vitorioso desse processo todo. E conte comigo, viu?… Vá repousar… o repouso do guerreiro… a gente se encontra amanhã, George.’ Desligam após se despedir.”

Secretário de Fernando Henrique

João Faustino é um velho conhecido dos tucanos. Foi secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e subchefe da Casa Civil do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por dois anos e meio. Exerceu três mandatos de deputado federal. Concorreu sem sucesso ao governo do Rio Grande do Norte em 1986. Ontem no início da noite (24), a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar feito pelo suplente de senador, que alegou problemas de saúde e idade avançada. Ele tem 69 anos.

Até o início da noite de ontem (24), apenas dois dos 14 mandados de prisão ainda não haviam sido cumpridos: um em Natal e outro em São Paulo. As prisões e buscas foram determinadas pela juíza da 6ª Vara Criminal de Natal Emanuella Cristina Pereira Fernandes, que também determinou o sequestro de bens de diversos investigados.

A Operação Sinal Fechado tem o apoio dos Ministérios Públicos dos Estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, e a colaboração da Polícia Militar do RN, com diligências simultâneas em Natal, Parnamirim (RN), São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Ao todo, foram mobilizados 40 promotores de Justiça e mais de 250 policiais, que cumpriram as ordens judiciais. A investigação é conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Natal, com o auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/RN).

domingo, 7 de novembro de 2010

OU O PSDB CONTROLA SERRA OU SERRA ACABA COM O PSDB.

se for assim não vai dar certo

Postagem em  Luis Nassif on line da conta de que há um disputa interna pelo controle do PSDB e que o grupo ligado ao ex-presidenciável José Serra já articula meios de manter longe do poder do partido e no congresso Nacional o grupo ligado ao ex-governador mineiro Aécio Neves. Já em Gilson Sampaio lemos o texto de Maurício Dias da Carta Capital "Serra vai à guerra" no qual ele afirma que o candidato derrotado não se portará de maneira diferente da qual se portou durante toda a campanha. Isso significa uma oposição virulenta e sem ética, pelo que foi visto nos últimos meses. 

Custa-se   a crer que o PSDB permita que  isso aconteça.  Primeiro, não se consegue   conceber  que os aliados do ex-candidatos dentro do seu partido ainda sejam tão poderosos a ponto de ofuscar, pela força,  a presença de um ex-governador que elegeu-se facilmente para o senado e elegeu seu sucessor, contra o candidato do presidente mais popular de todos os tempos.  Depois, Serra foi  um candidato que centralizou toda a campanha e em alguns momentos  foi contra  o  que moderados do partido queriam, mergulhou o país num processo abscurantista, o que apressou ainda mais sua derrota, transformando aos olhos da sociedade o partido em um aliado do que há de mais retrógrado como a TFP, CCC, radicais do catolicismo e das igrejas evangélicas, xenófobos e racistas. 

O PSDB elegeu governadores em estados importantes, principalmente  Minas e São Paulo. Mas não, seguramente, pela atuação de José Serra, enquanto candidato. Pelo contrário, em São Paulo venceu com cerca de 10% de vantagem (esperava mais)  e em Minas sofreu derrota acachapante (esperava ganhar.) Isso significa dizer que se o partido de Serra se continua de pé depois das eleições, seguramente não é apenas por  causa dele. 

A conclusão a qual tenta se chegar é a seguinte:  Se o PSDB se deixar liderar nacionalmente por José Serra, usando o mesmo tipo de oposição feita até agora contra o governo Lula, ou talvez pior,  vai seguir o caminho do DEM, ou seja, vai acabar.  Vai, porque o recado das urnas foi claro. Queremos discutir o Brasil e seus projetos, queremos as reformas que o Brasil precisa sem abandonar as políticas de recuperação do emprego, da renda, da dignidade das pessoas. Não se admite a democracia sem oposição. Ela é tão necessária quanto o voto. Porém, uma oposição que não reconhece, como até agora não reconheceu, nenhum mérito do governo, minimiza os avanços sociais e se apega apenas ao denuncismo, tendo  a parte podre da mídia como aliada, passa  a imagem de inimiga do povo. Acredito que não foi a toa que a maioria dos senadores que faziam esse tipo de oposição cega e raivosa  não se reelegeu.  Ou o PSDB controla Serra ou Serra acaba com o PSDB.

by the teacher.  (Nascido na Santa casa de Misericórdia de Santos SP. Pernambucano e Nordestino de coração. Com muito orgulho, com muito amor.)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SERRA NÃO CONSEGUIU IDENTIFICAR SEUS ELEITORES

 Brilhante análise de Maria Inês Nassif sobre o PSDB de Serra e de como   eles não conseguiram, pelo menos nas três últimas eleiçõe ultrapassar as fronteiras de São Paulo nem se afastar do discurso  conservador



Uma das razões da derrota do candidato das oposições, José Serra (PSDB), foi a enorme dificuldade que teve de identificar quem eram seus eleitores. Um campanha sem debate de programa de governo favorece a situação - a administração já está lá e o eleitor identifica ideologias, intenções e opções de políticas públicas.

por Maria Inês Nassif para o Valor Econômico


Para um candidato de oposição, atirar a esmo na questão programática pode ser letal. A campanha deixa de ser debate político e passa a ser promessa. E promessa não conta para qualificar um candidato como representante de um setor social.

O PSDB e José Serra terão de decidir, definitivamente, que corneta tocam. O partido caminha para a direita desde os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), ocupou esse espaço no setor social correspondente, mas tem feito um suco ideológico na hora de ir para as urnas que não se mostra muito eficiente. O ex-presidente FHC tem razão numa coisa: o PSDB, de fato, tem que assumir sua real posição no cenário político, e essa posição tem a marca indelével de oito anos de seu governo, com todas as opções que fez de política econômica, monetária e de não-políticas públicas.

Esconder os oito anos de Fernando Henrique Cardoso é quase como apagar o partido da história. Foi nesse período que o PSDB cultivou uma base social identificável, conservadora, de alta renda e alta escolaridade, muito concentrada em São Paulo, à qual se somam uma classe média paulista que sempre deu votos a Paulo Maluf com prazer, e manteve um Orestes Quércia até que o PMDB do Estado fosse reduzido à inanição. A grande maioria dos quadros tucanos, que foi criada como social-democrata, fez essa transição sem grandes crises, amortecida pela ideia de que o único progressismo vinha do neoliberalismo - o Brasil moderno passava pela redução do Estado e pela autorregulação dos mercados. Foi com essa bandeira que o partido firmou-se no Estado mais rico da Federação, São Paulo, o centro nevrálgico do partido de José Serra. Foi aqui que o tucanato conquistou empresários, banqueiros e uma classe média altamente conservadora. Aqui o PSDB amoldou o seu eleitor típico. E foi com os olhos paulistas que a campanha de Serra à Presidência foi feita.

As três derrotas do PSDB nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010 decorrem de uma enorme dificuldade do partido paulista atender a um eleitorado majoritariamente conservador do Estado e, ao mesmo tempo, ganhar os votos necessários no resto do país para ganhar a eleição. A tentativa de unir essas duas necessidades - manter votos conservadores e atrair votos do povão beneficiado nos governos Lula - deu um nó na campanha serrista. As promessas de aumento real do salário mínimo, 13º salário para o Bolsa Família e aumento real das aposentadorias conviveram com o uso do tema aborto para acuar a candidata petista - ao agrado da elite paulista - ou pelas lembranças do passado de Dilma - a gosto de parcelas da classe média de São Paulo, que chegavam a trocar e-mails acusando a presidente eleita de "assassina".

Esse imbróglio ideológico resultou numa campanha que fugiu do debate pelo simples fato de que o PSDB não tinha programa. Não encontrou alternativas para se contrapor a um governo que terminou popular - o que nesse país é uma coisa rara - e não encontrou nada melhor para fazer do que dizer que ia fazer o mesmo que o partido que combateu de forma tão vigorosa. O conteúdo moral aplicado à campanha foi a diferenciação proposta ao eleitor.

A hegemonia paulista do PSDB provocou mais estragos do que trouxe votos no resto do país. O partido não consegue, com esse discurso, ultrapassar uma barreira de rejeição que o PT carregou até as eleições de 2002. O "até logo" de Serra, no discurso em que reconheceu a derrota, pode ter sido a sinalização da manutenção dessas contradições internas que se originam fundamentalmente nos quadros paulistas do PSDB e que dificultam a proximidade de seu discurso com setores de menor renda e menor escolaridade, que são a maior parte do eleitorado brasileiro. O isolamento do PSDB paulista em relação ao resto do partido tem cobrado seu preço, que é pago de forma socializada pelo partido nacional.

O país tem passado por profundas transformações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer pela facilidade com que conversa com as classes populares, quer pelo sucesso de uma política de distribuição de renda, mudou o padrão de relacionamento da política com a população de baixa renda. Os partidos, em geral, serão obrigados a se adaptar a essa nova realidade. Essa realidade inclui também uma redução da força política relativa do Estado de São Paulo e de suas elites. Redução de concentração de renda resulta, de forma quase que automática, em uma redistribuição regional das riquezas nacionais. Um partido que não for realmente nacional, ou não tiver apoios e uma visão nacionalizada, dificilmente conseguirá angariar os votos necessários para se eleger num pleito nacional.

As três últimas eleições acirraram as divergências na base social - polarizaram a eleição entre duas forças e o PT firmou-se na posição social-democrata antes pleiteada pelo PSDB, enquanto o partido de Serra assumia o eleitorado conservador. Nos momentos de grande radicalização da campanha, o conservadorismo parece que vai tomar o eleitorado menos escolarizado. Um fato a ser lembrado, e estudado, todavia, é que essas três eleições acabaram se sobrepondo ao preconceito que é estimulado, nas bases, para favorecer um candidato conservador. O conservadorismo está fazendo mais barulho do que produzindo resultados. Como democracia é alternância de poder, isso um dia muda. Por enquanto, ficamos assim: duas eleições de um ex-metalúrgico e uma eleição de uma mulher que militou em grupos que defendiam a luta armada durante a ditadura. O preconceito, ao menos nessas vezes, não surtiu resultado.

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