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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Jornalista da Globo continua no time da Escolinha do Gilmar

O apresentador e repórter político da Rede Globo Heraldo Pereira, autor de bizarra ação judicial contra o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, foi flagrado por este Cloaca News, em maio de 2009, como membro do corpo docente do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, modelar instituição de ensino pertencente ao ministro do STF Gilmar Mendes (em 2010, a propósito, o magistrado esteve envolvido em uma feroz batalha societária com Inocêncio Mártires Coelho, ex-procurador geral da República e parceiro de Mendes no negócio). Heraldo, que naquela ocasião era "mestrando em Direito pela UnB" estava designado na Escolinha como responsável pelo módulo VI do Curso de Introdução ao Direito para Profissionais de Comunicação. 

Três dias após a revelação feita por este blog - reproduzida por muitos outros -, a página do IDP na internet com as informações de tal curso foi retirada do ar. Na mesma época, a blogosfera descobriu – e mostrou - que o nome de Heraldo Pereira figurava no website da TV Justiça como "conselheiro estratégico" da emissora. Curiosamente, o jornalista pinga-fogo saiu-se com a conversa fiada de que fora convidado, sim, a integrar tal Conselho, mas que declinou da honraria. 

O fato é que o astro global mantém, de fato, estreita ligação com a Escolinha do Professor Gilmar. Como se vê na imagem abaixo, capturada ontem, sexta-feira, 24, no website da Justiça do Trabalho do Distrito Federal – e já autenticada por este escaldado blog -, mestre Heraldo faz parte do seleto corpo docente do Curso de Formação Inicial de Magistrados, promovido pelo CSJT, e a sigla "IDP" aparece como que anexada ao sobrenome do jornalista-causídico, talvez para dar algum estofo acadêmico ao reserva de William Bonner. O curso ministrado por Pereira – Psicologia e Comunicação – trata do "estudo do relacionamento interpessoal, dos meios de comunicação social e do relacionamento do magistrado com a sociedade e a mídia".

Clique na imagem para ampliá-la.

Agora que matamos a cobra, clique aqui para ver o pau.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bom Dia Brasil: "Incontinência verbal" expõe incompetência do PSDB e do DEM

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

No Bom Dia Brasil de hoje [ver vídeo aqui], Rodrigo Pimentel - consultor de segurança e ex-capitão do BOPE - comentou as mazelas de um estado como Alagoas no que diz respeito à segurança. Ao falar da situação dos peritos, do número de homicídios e da violência reinante naquele estado nordestino, Pimentel foi categórico em três oportunidades:

  1. a questão está relacionada a um problema de gestão que, no bojo, revela falta de vontade política ou incompetência para resolver a crise por que passa a área de perícia criminal alagoana ["O problema sempre é do estado."];
  2. embora haja uma demanda enorme por peritos ["Alagoas precisaria ter hoje 600 peritos e tem em torno de 40"], o governo não está preocupado com a contratação de mais profissionais capacitados para executar o serviço ["... não é prioridade para o governo do estado."];
  3. o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública [Senasp], está fazendo intervenções como pode [enviando equipamentos e equipes de tarefas] para auxiliar a perícia.

Os apresentadores da Globo - Chico Pinheiro e Renata Vasconcellos - reiteram as críticas à gestão. Renata chega, inclusive, a relembrar matéria [exibida em 2011, no próprio Bom Dia Brasil] cujo foco estava centrado nas condições precárias de atuação dos legistas. 

O que a apresentadora não tornou público é que, em 2011, o estado de Alagoas era governado por Teotônio Vilela [PSDB] e pelo vice José Thomaz Nonô [DEM, ex-PFL, ex-PSDB]. Ambos foram reeleitos e hoje governam o estado, destaque-se.

Como a dobradinha PSDB-DEM está no comando do governo, não se mencionou, em momento algum, quem era quem. Fosse um governo petista, nome e número de cpf estariam à disposição dos telespectadores.

A Globo só não contava com a "incontinência verbal" da própria Renata e, sobretudo, do comentarista Rodrigo Pimentel que deixou claro que o governo federal está lá para apoiar, dentro do possível, um governo incompetente como é e como são os governos do PSDB e DEM.

domingo, 20 de novembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"TÔ BRINCANDO CONTIGO!"..., "TO BRINCANDO CONTIGO!"..., "TÔ BRINCANDO CONTIGO!"...

O JORNALISMO, A CORRUPÇÃO E O PT

Uma narrativa recorrente em certos ambientes, e reproduzida à exaustão em não poucos veículos de comunicação, aponta a ascensão do Partido dos Trabalhadores a cargos de mando no país como o ponto inicial da corrupção no país. Tudo se passa como se tivéssemos vivido, até 2002, em uma ilha de administradores probos e políticos campeões da moralidade pública.
O estabelecimento de uma relação direta entre a ascensão do PT a postos de governos e a entronização da corrupção como pauta primeira da preocupação nacional é mais do que uma embromação histórica. E é também algo mais do que mera luta política, como apreendem, equivocadamente, os petistas. No curto prazo, é a única forma de garantir visibilidade pública para quem já não tem como garanti-la através da elaboração de alternativas políticas e econômicas para o país. Mas, e aí tocamos no que é fundamental: o apelo moralista contra a corrupção supostamente desencadeada pelo petismo (antes, por suposto, essa era uma prática inexistente no país) é a trilha mais fácil a ser seguida por setores jornalísticos que perderam a condição de mediadores culturais privilegiados no país.
O jornal Folha de São Paulo é a melhor expressão dessa derrocada cultural da imprensa brasileira. Antes, ponto de apoio para um jornalismo que expressava uma reflexão criativa da vida política nacional, o jornal paulista foi se deixando encurralar nesse triste e patético lugar social de um jornalismo que, sob a decoração modernosa, não se diferencia muito das "críticas" moralistas proferidas em programas popularescos de TV. Não fossem as referências esparsas a um ou outro pensador legitimado no mundo acadêmico, que distância existiria entre alguns dos textos produzidos pelos colunistas do jornal e os discursos do Pastor Malafaia?
Ora, não é o petismo o responsável pela sua ascensão da corrupção ao topo da pauta do jornalismo pátrio. Uma de suas causas está na própria configuração atual da atividade política. Dado que a midiatização da atividade é a via quase única para o resgate de alguma legitimidade, os políticos se tornaram prisioneiros da "imprensa". Tanto é assim que não poucos dentre eles atuam e se pensam como celebridades. Que todos os principais legislativos tenham criado as suas próprias emissoras de rádio e tv, essa outra expressão da irresistível força da visibilidade midiática sobre a atividade política.
Paradoxalmente, maior visibilidade e pouca diferenciação no que diz respeito a propostas substantivas contribuíram para que a busca da distinção tivesse como referentes quase exclusivos a moral e a estética. Some-se a isso o cansaço geral para com as tarefas necessárias para o fermento da esfera pública e o que emerge? Uma forma de se "fazer política" (e jornalismo diário) que tem na denúncia do governo de plantão a sua única razão de ser.
Se um ator com veleidades de patrocinador de reformas sociais e econômicas ocupa um posto de governo, aí então estão dadas as condições para o cerco moralista ao "poder". Não há muita novidade nisso, é bom que se frise. Repete-se no Brasil nestes últimos anos, com todas as tinturas de mais uma farsa tropical, o que ocorreu na Espanha na segunda metade da década de 1980. Quando da primeira ascensão do PSOE ao governo. Naquele tempo, determinado jornal espanhol conseguiu pespegar no partido do então Primeiro-Ministro Felipe Gonzalez a marca da corrupção. Com isso, pavimentou o caminho para a ascensão do direitista PP. Lá, como cá, a direita encontrou no moralismo a forma de aparecer na vida política. Que setores supostamente críticos tenham incorporado essa pauta nestas plagas, eis aí uma confirmação da assertiva definitiva de Lévi-Strauss: "os trópicos são menos exóticos do que démodés".
Exemplar do que apontei mais acima é uma coluna de autoria do jornalista Fernando Barros e Silva, publicada no sábado passado no jornal Folha de São Paulo. Encimada pelo título "Toninho do PT, 10 anos depois", a coluna consegue ser surpreendente, mas não exatamente pela argúcia analítica. Poucas vezes se leu em um grande jornal algo tão irresponsável e leviano. Tendo o assassinato de Toninho, então Prefeito de Campinas pelo PT, em 2001, como mote do texto, o jornalista lança insinuações sobre quem seria o verdadeiro responsável pela morte do saudoso político campineiro. E conclui atirando no seu alvo preferido: "Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país".
Parafraseemos o colunista. Qual o futuro de um jornalismo que, desacreditado no seu papel de mediador cultural, vai se reduzindo à condição de pregador moralista? Também não sabemos a resposta. Mas sabemos quem matou a objetividade analítica no jornalismo paulista.
Edmilson Lopes Júnior é professor de sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 
No 
Terra Magazine

Fonte:     Com Texto Livre


sábado, 6 de agosto de 2011

A GRANDE PIADA DO DIA


Homer Jay Simpson não acreditou...
...mas nós acreditamos e praticaremos!

Organizações Globo divulgam documento com princípios editoriais
A íntegra do texto "Princípios editoriais das Organizações Globo" pode ser acessada pelo linkhttp://g1.globo.com/principios-editoriais-das-organizacoes-globo.html ou a partir dos menus de todos os sites jornalísticos do grupo.
Definição de jornalismo
O documento está dividido em três seções: I) Os atributos da informação de qualidade; II) Como o jornalista deve proceder diante das fontes, do público, dos colegas e do veículo para o qual trabalha; III) Os valores cuja defesa é um imperativo ao jornalismo.
No preâmbulo, está a definição de jornalismo adotada pelas Organizações Globo. "Jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas".
Os atributos da informação de quaIidade
A Seção I do documento trata de forma detalhada o que define como os três atributos da informação de qualidade: a isenção, a correção e a agilidade.
ISENÇÃO - O documento expõe as posturas e os procedimentos exigidos dos profissionais e dos produtos jornalísticos do grupo para que o material publicado como notícia se afaste ao máximo de subjetivismos, de opiniões pessoais - e ofereça vários ângulos dos acontecimentos.
Para atingir a isenção, o texto dá indicações como:
- "o contraditório deve ser sempre acolhido";
- "não pode haver assuntos tabus";
- "o trabalho jornalístico é essencialmente coletivo, e errarão menos aqueles que ouvirem mais";
- "os jornalistas das Organizações Globo devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção"; e
- "todo esforço deve ser feito para que o público possa diferenciar o que é publicado como comentário, como opinião, do que é publicado como notícia, como informação".
CORREÇÃO - A correção da informação, diz o documento, "é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico". "Estar correto é procurar descrever e analisar os fatos da maneira mais acurada, dadas as circunstâncias do momento".
Os princípios editoriais enumeram procedimentos que levam a uma informação mais correta. Por exemplo, não apenas a checagem minuciosa dos fatos, mas também a consulta a especialistas e a atenção máxima às observações vindas do público, sejam elas positivas ou negativas.
O documento indica que "erros devem ser corrigidos, sem subterfúgios e com destaque. Não há erro maior do que deixar os que ocorrem sem a devida correção" e que "os veículos das Organizações Globo têm obrigação de se fazer entender".
AGILIDADE - Sobre agilidade, o texto trata de que forma buscar a informação exclusiva, o furo, no jargão profissional, mas sem abrir mão da isenção e da correção. Diz que "a notícia tem pressa", mas "a rapidez necessária ao trabalho jornalístico não se confunde com precipitação: nenhuma reportagem será publicada sem que esteja apurada dentro de parâmetros seguros de qualidade".
Lealdade com a notícia e sem sensacionalismo
A Seção II indica os princípios para o jornalista proceder diante das fontes, do público, dos colegas e do veículo para o qual trabalha. São normas de conduta ética, essenciais para preservar os atributos defendidos no documento.
"Fazer e manter boas fontes é um dever de todo jornalista. Como a isenção deve ser um objetivo permanente, é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia", diz o texto.
Outro princípio é: "Nenhum veículo das Organizações Globo fará uso de sensacionalismo, a deformação da realidade de modo a causar escândalo e explorar sentimentos e emoções com o objetivo de atrair uma audiência maior. O bom jornalismo é incompatível com tal prática. Algo distinto, e legítimo, é um jornalismo popular, mais coloquial, às vezes com um toque de humor, mas sem abrir mão de informar corretamente".
"A regra de ouro é divulgar tudo, na suposição de que a sociedade é adulta e tem o direito de ser informada. A crença de que os veículos jornalísticos, ao não fazerem restrições a temas, estimulam comportamentos desviantes é apenas isso: uma crença", diz.
Entre outras, a Seção II traz indicações como:
- "Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas, servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre outros – por definição, abdicam em larga medida de seu direito à privacidade";
- "As redações dos veículos das Organizações Globo são absolutamente independentes umas das outras e competem entre si pelo furo, pela reportagem exclusiva. Esta é uma tradição que vem desde a origem do grupo e que tem se mostrado profícua: evita a pasteurização do noticiário e estimula o pluralismo de abordagens";
- "Os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção";
- "O sigilo sobre as fontes é inviolável".
Independente, apartidária e laica
A última seção do documento destaca o compromisso com a defesa intransigente de valores sem os quais uma sociedade não pode se desenvolver plenamente: "As Organizações Globo serão sempre independentes, apartidárias, laicas e praticarão um jornalismo que busque a isenção, a correção e a agilidade, como estabelecido aqui de forma minuciosa. Não serão, portanto, nem a favor nem contra governos, igrejas, clubes, grupos econômicos, partidos. Mas defenderão intransigentemente o respeito a valores sem os quais uma sociedade não pode se desenvolver plenamente: a democracia, as liberdades individuais, a livre iniciativa, os direitos humanos, a república, o avanço da ciência e a preservação da natureza".
Ações que ameacem esses valores devem, segundo o documento, receber atenção especial. Mas há a ressalva: "Essas ações devem ser retratadas com espírito isento e pluralista, acolhendo-se amplamente o contraditório, de acordo com os princípios aqui descritos, de modo a que o público possa concluir se há ou não riscos e como se posicionar diante deles".
O documento termina com a indicação: "Queremos ser o ambiente onde todos se encontram. Entendemos mídia como instrumento de uma organização social que viabilize a felicidade. O jornalismo que praticamos seguirá sempre este postulado".

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CHANTAGEM DOS EUA (e do 'O Globo') POR FALSO APOIO AO BRASIL NA ONU


[OBS deste blog ‘democracia&politica’: 

O texto a seguir transcrito parece ter sido elaborado pela Embaixada dos EUA no Brasil. Ou já veio produzido e traduzido do Departamento de Estado daquele país. Foi divulgado no Brasil pelo seu tradicional e fiel porta-voz “O Globo”, como tendo sido produzido pelo jornal. Também foi transcrito pelo site pró-EUA/Israel “DefesaNet”. Aliás, além do 'O Globo', a nossa ‘grande’ [sic] imprensa em geral (TVs, 'Estadão', 'Folha', 'Valor', 'Veja', 'Época' etc), juntamente com os partidos PSDB, DEM, PPS, sempre atuam priorizando, acima dos brasileiros, os interesses dos EUA, de Israel e das grandes potências européias. Especialmente, dos seus grandes grupos econômicos e financeiros.O "texto do O Globo” é mal-disfarçada chantagem. Finge ser favorável ao Brasil integrar o Conselho de Segurança da ONU. Isso é somente uma isca. Contudo, sua abordagem dos “pontos de discórdia”, a serem antes removidos pelo Brasil, revela o mortal anzol escondido. É cartilha de como o Brasil deve agir na sua política externa para, talvez, receber eventual apoio norte-americano para a pretensão brasileira na ONU. Em palavras simples e claras, o texto embute, implícita ou explicitamente, exigências como: o Brasil ser favorável à invasão e ocupação da Palestina por Israel; ser contra a criação do Estado Palestino; ser contra o programa nuclear do Irã para fins pacíficos(e, obviamente, ignorar o programa nuclear e as bombas atômicas feitas por Israel); apoiar punições ao Irã por ‘violações de direitos humanos’; ser favorável claramente -não somente com abstenção- aos ataques dos EUA e da OTAN na Líbia por conta de ‘atrocidades’ de Kahdafi; ser favorável a isolar a Venezuela e Cuba, e a depor Chávez; conceder muitas benesses aos EUA se eles acabarem com a ilegalidade dos subsídios ao etanol deles e da taxação do nosso; pressionar a China pela valorização do iuan –sem tocar nos danos a outras economias causados pelos EUA com sua egoísta superprodução de dólar. Vejamos a farsa e chantagem do texto, que tenta, sem êxito, ser sutil nessas mensagens]:

“INFLUENTE RELATÓRIO RECOMENDA AOS EUA APROXIMAÇÃO E APOIO À CADEIRA PERMANENTE NO CS"
Por Fernando Eichenberg, do O Globo “As pretensões brasileiras de obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU foram o principal ponto de dissensão nos debates do aguardado relatório sobre o Brasil elaborado pelo ‘Council on Foreign Relations’ (CFR), um dos mais prestigiados e influentes centros de estudos americanos, com divulgação prevista para breve e ao qual O GLOBO teve acesso. O documento recomenda que o governo Barack Obama "apoie totalmente" o Brasil como um membro permanente do CS, e que incentive negociações com esse objetivo. "Um endosso formal para o Brasil contribuiria muito para superar a suspeita remanescente dentro do governo brasileiro de que o compromisso dos EUA com uma relação madura entre iguais é em grande parte retórica. (...) Há pouco a perder e muito a ganhar com o apoio americano oficial a um assento brasileiro permanente neste momento", diz o texto prévio do "Independent Task Force on Brazil" (Força-Tarefa Independente sobre o Brasil), dirigido por Julia Sweig, reputada especialista em América Latina do CFR.Num adendo, porém, nove dos cerca de 30 colaboradores do documento discordaram dos termos escolhidos e apresentaramnuances à forma do apoio americano. O grupo dissidente reconhece os méritos da demanda de Brasília, mas acredita que uma abordagem "mais gradual" seria mais eficaz em meio às complexidades diplomáticas no caso de um firme apoio americano. O grupo teme que um declarado endosso de Washington -como foi feito na visita de Obama à Índia, em relação as mesmas ambições de Nova Délhi- poderia ter repercussões adversas imediatas na América Latina e causar problemas para os EUA nas relações com aliados na região. Os dissidentes aprovam o tom 'aberto' e 'menos conclusivo' da declaração feita por Obama no Brasil, em março, e aconselham consultas prévias ao Congresso americano como a estratégia mais adequada para pavimentar com sucesso o caminho brasileiro na busca da vaga permanente.Entre os vários nomes que participaram das discussões para a costura do documento estão Riordan Roett (Johns Hopkins University), Nelson W. Cunningham (conselheiro no governo Bill Clinton), David Rothkopf (CFR), Joy Olson (Washington Office on Latin America), James Wolfensohn (ex-presidente do Banco Mundial), Louis Caldera (Center for American Progress), Shepard Forman (Center on International Cooperation), Samuel Bodman (ex-secretário de Energia) ou Eileen Claussen (PEW Center on Global Climate Change). A seguir, os principais “pontos de discórdia” [sic:]
ORIENTE MÉDIO   Outro ponto de discórdia foi a participação do Brasil em questões de segurança no Oriente Médio. O documento avalia que o envolvimento nas negociações de paz entre Israel e Palestina era coerente com a política externa ‘expansiva’ do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Especialmente à luz do episódio do Irã em 2010 (em que Brasília e Washington se confrontaram na forma de abordar o controle do programa nuclear iraniano), a Força-Tarefa considera que o envolvimento do Brasil, nas questões de segurança do Oriente Médio, pode enfraquecer as credenciais do país para negociar em outras questões de interesse internacional em que sua participação é não só mais lógica como mais necessária", diz o texto. A recomendação, no entanto, não foi unânime: "Consideramos que seria impróprio, tanto para um relatório como este, como para os EUA procurar ditar [de forma mais clara] como o Brasil deve conduzir seus interesses nacionais pelo mundo", escreveram vozes dissonantes.IRÃNa avaliação do grupo, embora pareça que a presidente Dilma Rousseff "tenha minimizado a importância da dimensão de segurança nas relações com o Irã", a iniciativa do Brasil em negociar com Teerã no ano passado não foi "meramente produto das personalidades que estavam à época no poder". "A experiência do Irã ilustra a necessidade de os dois países estabelecerem mecanismos para prevenir e mitigar mal-entendidos e visões conflitantes das questões de segurança internacional", diz o texto.
DIREITOS HUMANOSO relatório elogia o compromisso demonstrado por Dilma Rousseff na defesa dos direitos humanos e destaca os esforços feitos nos primeiros meses de governo nesse tema em relação à América Latina, ao Oriente Médio e ao Irã. "A posição de Dilma quanto a algumas questões de segurança do Oriente Médio -a condenação das atrocidades na Líbia e o voto para aprovar um relator especial de direitos humanos para o Irã- tem assinalado uma diferenciação da abordagem estritamente não intervencionista de Lula. Ainda assim, o Brasil se absteve de votar no Conselho de Segurança para autorizar a intervenção na Líbia". Para o grupo, o apoio formal do Brasil numa iminente votação na ONU sobre o Estado palestino também indicará até que ponto Dilma "vai diferenciar sua política externa daquela exercida por seu predecessor com respeito ao Oriente Médio".
ABSTENÇÃO DE VOTOSO documento aconselha os americanos a compreenderem que o padrão brasileiro de se abster em votações em importantes fóruns internacionais, como a ONU, não reflete necessariamente uma discordância com a proposta da resolução. "Os brasileiros empregam a abstenção para expressar sua frustração com o tratamento não sistemático das questões, levantando frequentemente a contradição, por exemplo, de a comunidade internacional censurar o Irã, mas não a Arábia Saudita". Ao mesmo tempo, alerta o texto, o Brasil não corre o risco de perder sua independência quando, vez ou outra, votar em conjunto com os EUA.
AMÉRICA LATINA O Brasil é elogiado pela defesa da democracia no continente, mas criticado por não se aliar aos EUA na promoção dos direitos humanos e democráticos em países como Venezuela, Cuba, Colômbia ou Nicarágua: "Por exemplo, embora não apoie os abusos de Poder Executivo e direitos humanos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, o atual governo brasileiro não faz esforços visíveis para encorajá-lo a cessar essas atividades."
ETANOL O Congresso americano deve eliminar os subsídios para os produtores de etanol do país. O grupo recomenda que os EUA usem o fim da subvenção para negociar a redução de barreiras comerciais para produtos americanos no Brasil.
CÂMBIO Brasil e EUA devem expandir os canais de comunicação entre suas políticas comerciais e monetárias, especialmente em relação à China. O grupo sugere que os dois países "encontrem uma linguagem comum" para enfrentar os desafios apresentados pela China, a fim de convencê-la a permitir a valorização do iuan.BRASIL E 
EUA  O relatório defende uma relação promissora e de alto nível entre Brasília e Washington, e sugere que Obama organize um encontro interministerial entre os dois países, como promovido pelo presidente George W. Bush em 2003. Também recomenda diretores exclusivos para o Brasil no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca e no Departamento de Estado, à parte do Cone Sul, como é hoje. ‘Os presidentes Obama e Rousseff estabeleceram a base para o progresso em muitas frentes. O momento de construir sobre essa fundação positiva é agora’.”

FONTE: texto provavelmente elaborado pelo governo nos EUA ou pela Embaixada dos EUA no Brasil e aqui divulgado pelo seu tradicional fiel porta-voz “O Globo”. Transcrito no site pró-EUA e Israel “DefesaNet” (http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/1790/Endosso-de-peso-ao-Brasil-na-ONU) [imagem do Google, título e observação inicial entre colchetes adicionados por este blog].
Fonte:  Democracia & Política

terça-feira, 26 de outubro de 2010

AMAURY JR. DIVULGA DENÚNCIAS DE OPERAÇÕES ILEGAIS ENVOLVENDO PSDB

Terça-feira, 26 de outubro de 2010



Após prestar depoimento na PF para esclarecer quebra de sigilo fiscal motivada por disputa dentro do PSDB, jornalista adiantou parte do livro sobre as privatizações da era FHC


São Paulo – O jornalista Amaury Ribeiro Júnior divulgou carta à imprensa em que dá os primeiros indícios de que houve pagamento de propinas em vendas de empresas estatais durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

A carta é acompanha por cópias de documentos obtidos legalmente e referem-se a investigações da CPMI do Banestado sobre operações financeiras realizadas entre 1998 e 2000. Depósitos que ultrapassam os US$ 1,2 milhão em bancos estrangeiros, ligam os nomes de José Serra, Daniel Dantas e Tasso Jereissati a práticas irregulares, em especial no ano de 2002 - quando Serra foi candidato derrotado a presidente da República - e à venda de empresas como a Telebrás.

O material é parte do livro que o jornalista promete lançar após as eleições presidenciais, em que conta detalhes sobre as vendas das estatais nacionais durante o governo de FHC, muitas delas com a atuação direta do atual candidato José Serra.

Veja  aqui  reprodução de documentos levantados pela CPMI do Banestado.

Veja aqui a segunda parta da reprodução de documentados levantados pela CPMI do Banestado.

Indiciamento      


Após o jornalista Amaury Ribeiro Júnior prestar depoimento na segunda-feira (25) à Polícia Federal, que durou quase sete horas, o advogado dele, Adriano Bretas, informou que o cliente foi indiciado por quatro crimes: violação de sigilo funcional, uso de documento falso, oferecimento de vantagem à testemunha e corrupção ativa.

Segundo Bretas, Ribeiro Júnior negou todas as acusações e de que seja um dos principais responsáveis pelo vazamento de dados da Receita Federal referentes a pessoas ligadas ao PSDB, entre eles, o candidato do partido à Presidência da República, José Serra.

O caso voltou a ganhar força depois de o processo da PF ter mostrado, dias atrás, que as violações surgiram a partir de disputas internas pela candidatura à presidência, entre os ex-governadores Aécio Neves (MG) e José Serra.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: O Terror do Nordeste

domingo, 3 de outubro de 2010

"THE FIGHTER STILL REMAINS!!"


esta luta está perto do fim e será com vitória
Com este verso da música "the boxer" de Simon e Garfunkel, no título do "post",  despeço-me neste que foi um domingo triste para todos aqueles que acreditam e lutam pela democracia neste país. Ao contrario do que muitos imaginam e o PIG anunciará aos quatro ventos,  o que se viu hoje  foi só em parte uma festa da democracia. O povo sair de casa para exercer o direito do voto é sem dúvida motivo de alegria para nós que lutamos por isto. Mas ofusca um pouco o brilho desta festa saber que parte destes brasileiros  votaram em uma candidata não por acreditar em seu programa mas porque foram  induzidos a isso no momento em que a  outra candidata foi  bombardeada durante semanas por denúncias,  não comprovadas até o momento, e boataria das mas sórdidas. Até que ponto o voto dos cidadãos que deixaram de votar em Dilma pelos motivos citados votaram realmente com consciência?Tenho minhas dúvidas. 
Mas não há de ser nada não. Desde o começo sabíamos que a luta seria difícil e como li hoje aqui neste  blogomundo "a batalha será dura e sangrenta" perdão, a esta altura não me recordo a fonte. Mas ela será vencida por aqueles que sonham com um país melhor e mais justo, tenho certeza porque "Deus é pai, não é padrasto" (dito popular, com todo respeito aos padrastos.). Finalizo aludindo novamente  ao título deste "post", versos da linda musica "the boxer": "I am leaving, I am leaving but the fighter still remains". Estamos apenas saindo do ringue para respirarmos um pouco. Mas o lutador que há em cada um de nós permanece e nunca se rende. 
Abaixo os que manipulam o povo!
Dilma Presidente!
Viva o Brasil!

by the teacher

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DILMA COMEÇOU A DAR AS CARTAS

A cara feia do PIG não assusta Dilma Rousseff
Opinei, com a humildade que um pequeno blog como este tem que ter,  em 12 de setembro (aqui) que Dilma precisava enfrentar o PIG, no dia seguinte no blog O Escrevinhador novo texto alertava para a necessidade de Dilma, eleita Presidente, peitar a imprensa golpista. (aqu)i Muitos são os textos no milhares de blogs alertando para o enfrentamento ao PIG.  Eis que hoje, numa atitude "nunca antes na história deste país" vista em um candidato a qualquer cargo Dilma Rousseff citando nominalmente o jornal golpista folha (as minúsculas são de propósito) externou toda a sua indignação diante de mais uma reporcagem criminosa. A blogosfera foi ao delírio e reproduções do  vídeo pulularam durante todo o dia. Ainda é cedo para saber qual a consequência prática da atitude de Dilma (talvez desperte mais a ira deles  e venha baixaria pior ainda) mas que valeu, valeu. Como escreveu hoje  PHA em seu conversa afiada (aqui) não há mais retorno para o para a elite e seus asseclas da imprensa. A partir de hoje só o confronto. É importante que a mídia deste país, que Serra arrastou para o esgoto, (ou foi a mídia que arrastou Serra?) saiba que a atual candidata, e possivelmente futura Presidente, não aguentará calada, em nome de uma  "liberdade de imprensa" que só interessa aos golpistas midiáticos de plantão, calúnias e  injúrias passivamente. A reação de Dilma hoje talvez seja uma sinalização de como ela agirá em um possível governo: respeitará, como deve respeitar,  a imprensa, mas não será refém dela. 

P.S: Gilson Sampaio em seu blog aqui argumenta que o PT deve denunciar as baixarias do PIG no guia. Concordo plenamente com ele. É preciso que a blogosfera faça pressão no Partido dos Trabalhadores.

by the teacher.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"O POVO? ORA, O POVO...



   No texto de Eduardo Guimarães toda a revolta contra o preconceito com  que a elite, representada pelo jornal fascista O Estado de São Paulo, dedica ao povo, insinuando que são apenas as facilidades da economia que fazem  com que o "povo de Lula" vote em Dilma, como se não fosse direito de todos os cidadãos, sem exceções, gozar de melhores condições de vida. Essa direita virulenta está com os dias contados.

“O povo? Ora, o povo… Se não tem pão, que coma brioches”
Atribui-se a frase em epígrafe a Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine, arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Essa frase entrou para os anais da história como suprema demonstração de desprezo das elites pelas camadas majoritárias e empobrecidas das nações.
Nesta parte do mundo, o conceito fundamental da democracia, o império da vontade majoritária dos povos, sempre foi relativizado. Os estratos superiores da pirâmide social sempre acharam que o povo não sabe o que é melhor para si e sempre se dispuseram a tutelá-lo.
A crença aristocrática na ignorância intrínseca das camadas populares e a conseqüente relativização da vontade de maiorias que jamais se formam sem tais camadas fundamentou por aqui aberrações como uma ditadura militar que estuprou a vontade das urnas e destituiu, sem qualquer processo legal, um governo legitimamente eleito.
Há pouco, em um pequeno país centro-americano a violação da vontade da maioria se deu por meio de um golpe de Estado desfechado na calada da noite, no qual o presidente da República, detentor de inquestionável mandato popular delegado pela maioria dos cidadãos, foi colocado de pijamas em um avião e deportado sumariamente. Por aqui, a direita midiática apoiou o golpe e desandou a verter teorias segundo as quais a vontade da maioria não bastaria para garantir ao eleito o mandato que recebeu.
O discurso da direita midiática tupiniquim, portanto, tal como há mais de cinqüenta anos continua sendo o de relativizar o direito democrático das maiorias de fazer julgamentos políticos e, assim, eleger ou não os que governarão, sempre usando como desculpa supostos pecados das massas que as inabilitariam para tomar tais decisões.
Editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje trata dessa maneira o povo brasileiro. O povo? Ora, o povo se vende por “badulaques” propiciados pela bonança econômica, diz, em outras palavras, texto que representa a versão contemporânea da frase histórica de Maria Antonieta.
São “badulaques” como o de jovens negros e pobres se converterem nos primeiros universitários de famílias que, antes deste governo, jamais haviam sonhado com tanto. Miçangas para brucutus como 14 milhões de brasileiros entrarem para um mercado formal de trabalho que o governo anterior dizia que só seria ampliado com supressão de direitos trabalhistas.
O último parágrafo do editorial do centenário jornal paulista dispensa o leitor da pena da leitura de toda aquela peça de cinismo, de arrogância e de uma certa alienação quanto ao que é o Brasil contemporâneo. Sobre a tendência esmagadora que as pesquisas revelam de que Dilma Rousseff seja eleita presidente em três semanas, diz o texto:
“Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos”.
O “povo de Lula”… Não é a maioria massacrante do povo BRASILEIRO que as pesquisas mostram que elegerá Dilma Rousseff a despeito de todo o bombardeio acusatório – considerado sem provas pela Justiça – que os aliados de José Serra na mídia e o próprio candidato usam sem parar para tentar modelar a vontade da população. É o “povo de Lula”.
Se encontrasse hoje a “Lâmpada de Aladim”, pediria ao gênio que me facultasse ocupar rede nacional de rádio e TV para ler a acusação do jornal paulista ao povo brasileiro. Em seguida, poderia partir em paz desta vida, ciente de que finalmente conseguira revelar ao meu povo quem são esses maníacos que há gerações tentam impor seus delírios a toda uma nação

sábado, 4 de setembro de 2010

DILMA DEVERIA USAR O GUIA PARA CONTESTAR O PIG E SE DEFENDER.

Nós que fazemos a militância espontânea nos blogs e nas ruas temos o direito de opinar, embora, claro, dificilmente seremos atendidos em nossos pitacos. Eu, particularmente, acho que o alto comando da campanha de Dilma comete um erro quando não aborda o factóide do vazamento no guia. Para mim isto deve ser feito de maneira direta, não em discursos ou entrevistas. A população deve ser informada da  maneira a mais didática possível de onde vem, como surgiu, que a campanha de Dilma não tem nenhum interesse em vazamentos, até por está em posição confortável nas pesquisas, que quando este vazamento foi feito Dilma ainda não era a candidata oficial do PT. Repito, de forma didática, usando um locutor e contestando ponto por ponto o que o guia de Serra disser. O que não pode é este assunto está em todos os jornais impressos do PIG, em todos os telejornais todos os dias, durante toda a semana e a campanha de Dilma não se defender. Se eles perceberem que o PT e a campanha estão calados vão intensificar ainda mais a farsa, se virem uma resposta rápida e precisa vão pensar duas vezes. Enquanto Serra tem toda imprensa golpista a seu favor a única maneira que Dilma tem hoje para informar todo o país de uma só vez é o guia. Simples assim.
by the teacher.
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