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terça-feira, 12 de outubro de 2010

FIQUE NEUTRA, MARINA, FIQUE NEUTRA.

Ela também ficou neutra

 Lendo ótimo texto de Alexandre Nodari  " ¨Porque votei em Marina e agora votarei em Dilma" (aqui) cheguei a uma conclusão: Marina se colocou num  nível muito abaixo da Marina Silva de antes das eleições. Não por ter saído do PT, não por ter se filiado ao PV, pois acredito que um político precisa ter uma legenda onde possa mostrar as suas idéias. A verdadeiro início da descida da ex-petista começa junto com a pior campanha de calúnia e difamação a que um candidato a qualquer cargo político jamais foi vítima. Para não falar em tudo que se propagou contra Dilma, fiquemos apenas no aborto. Ora, no programa do PV, isto foi amplamente divulgado aqui na blogosfera, está lá: o partido é a "favor da descriminalização da interrupçao voluntária da gravidez". A candidata a Presidente sabia do programa de seu partido. Logo, ela própria também é a favor da descriminalização. Deduz-se daí que Marina sabia que Dilma estava sofrendo uma campanha a que ela própria, Marina, poderia ser submetida a qualquer instante. Ela, e o seu partido, portanto sabiam que estavam sendo não apenas poupados desta campanha mas ganhando maior visibilidade na mídia durante ela (a campanha difamatória). Porque este fenômeno estava acontecendo? Até o reino mineral (segundo Mino Carta) sabe que a intenção era só e tão somente inflar a candidatura MS para levar as eleições para o segundo turno. MS colheu conscientemente os frutos que lhe caiam no colo, mesmo sabendo que esses frutos eram resultados de uma má plantação. Onde a cristã? Onde a política ética? onde a mulher solidária com outra mulher? Marina estava, neste momento, viajando pelo mar de popularidade que o PIG lhe ofereceu nos seus jornalões e telejornais.. Esqueceu-se de que o  principal candidato a governador do seu partido pedia votos para Serra quando ela tinha apenas 10% nas pesquisas. Não viu que este mesmo candidato tentou agarrar-se a ela quando ela começou a subir no Rio de Janeiro. Objetivo alcançado, segundo turno conquistado, agora o PV através de sua cúpula já negocia cargos e já declara apoio em Serra, fazendo inclusive reuniões sem a participação de sua Candidata a presidente. Tudo que está escrito acima é para justificar porque acho que MS caiu vários patamares. Agora, para resvalar para a lama da política no coração da maioria dos brasileiros basta que ela faça o que o PIG está não noticiando, mas sugerindo: que ela fique neutra no segundo turno! Há dúvida para Marina sobre que caminho seguir diante dos dois projetos que ela ajudou a colocar diante da nação? Pelo passado dela, inclusive seu passado com Chico Mendes, tão enfatizado no texto de Alexandre Nodari (link acima) acho que não deveria haver a menor dúvida. Se Marina Silva depois de tudo que aconteceu nestas eleições e que ela sabe mil vezes mais do que eu, simples eleitor, vier a público e disser que é  neutra nestas eleições será remetida ao mesmo lugar onde hoje encontram-se figuras que em nome de vinganças pessoais contra o partido e contra lula, abriram mão de suas concepções pessoais e políticas. A derrota de Heloísa Helena em Alagoas é um exemplo de que o povo não quer que você se posicione ao lado do que é errado, mas quer que o político na hora de decidir entre o Brasil e mundo, entre o pobre e o rico, entre o avanço e o atraso, entre a fartura e a fome deixe de lado suas vaidades e seus planos pessoais para o futuro e tome a decisão correta. Marina, pelos resultados do primeiro turno tem mais eleitores de Dilma do que de Serra olhando para você.

by the teacher

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

PRONTO. PHA PEDE O QUE OS BLOGS PEQUENOS(?) ESTÃO PEDINDO. ACHO QUE AGORA VÃO LER.

DILMA, DESMASCARE O SERRA! ELE NÃO TEM ESCRÚPULOS


A eleição não é para Madre Superiora

O programa do Serra no horário eleitoral de sábado terminou com uma senhora paulistíssima, com jeitão de “amiga” da D. Ruth, a folhear um jornal e insinuar que a Dilma é responsável por tudo o que se atribui à Erenice.

A “amiga” da D. Ruth, portanto, substituiu a denúncia do aborto do programa da manhã.

Das duas, uma.

Ou as pesquisas de qualidade mostraram que o aborto era um tiro no pé.

Ou ele considera que o mal à Dilma já está feito.

Ele fixou a imagem de santarrão e, ela, de criminosa, cúmplice das aborteiras mais inescrupulosas.

O PiG (*) da manhã de domingo – tanto a Folha (**) quanto o Estadão – anunciam que, nos debates, ele será o “Serrinha é do bem”.

Será o Serrinha santarrão, Tartufo, nas entradas ao vivo no horário eleitoral.

Mas, na hora de o trator passar por cima da cabeça da mãe, o Serra estará em off: virá no fim do horário eleitoral, colado ao programa da Dilma, ou, rotineiramente, o PiG (*) usará o trator por ele.

O PiG (*) se dedica, por ele mesmo, a desconstruir a Dilma.

E a Veja a procurar companheiras de cela da Dilma.

O Conversa Afiada diz isso porque recebeu a informação de que a Veja procurou uma companheira da Dilma de cela.

Só que ela mandou a Veja procurar a Dilma.

Na Veja que está nas bancas, vê-se que ela foi atrás de uma companheira da Dilma, a Tupamara.

Mas deu com os burros n’água, porque o desmentido à reportagem saiu antes de a Veja chegar às bancas.

Mas, a Veja ainda achará o torturador da Dilma, como a Folha (**) achou que o homem trabalhava para os órgãos de repressão e fazia a campana da Dilma.

É uma divisão de trabalho.

O PiG (*) faz o trabalho sujo e o Serra faz o trabalho limpo.

Essa estratégia é a de quem está numa situação de vida ou morte.

Serra dá as últimas braçadas de um afogado.

Ele fará QUALQUER COISA !

Ele não tem escrúpulos !

No dia 1º. de novembro ele vai ser líder de um partido minoritário, que definha a cada eleição: a UDN de São Paulo.

Ele tem que passar o trator agora.

E a Dilma tem que tirar as luvas.

Tem que responder aos ataques.

A campanha “economicista” já colou.

O Lula pendurou o FHC no pescoço do Serra.

Só que a guerra mudou de trincheira.

Foi para o aborto e a Erenice.

Para a destruição de caráter.

E o Serra, aí, é impune.

Ele pode fazer qualquer coisa, porque o PiG (*) lhe dá refugio, o protege.

Uma primeira providência da Dilma seria, por exemplo, afastar as vozes do Bom Senso, os Moderados e Bem-Pensantes.

O Palocci, por exemplo, que quer ganhar a eleição e continuar a escrever para o Globo.

Ganhar sem sujar as mãos.

O Cardozo, por exemplo.

Ele quer ganhar a eleição sem brigar com ninguém, ir para o Supremo com o apoio do PiG (*), e ser convidado para jantar com o Daniel Dantas.

Esse é o pessoal “bonzinho” da Dilma.

Que faz qualquer negócio para sair nas páginas amarelas da Veja, dar uma entrevista à urubóloga Miriam Leitão na GloboNews.

Tem que fazer como a Marilena Chauí: não falar mais com o PiG (*).

Não fosse o precedente do Golpe do Ali Kamel em 2006, seria até uma boa ideia não ir ao debate da Globo.

O único púlpito da Dilma é o horário eleitoral.

E, nele, a Dilma tem que desmascarar o Serra, como recomendam o Mino e o Mauricio Dias na Carta Capital que está nas bancas.

Sobre Valores, e Ética, por exemplo.

Basta pedir à Monica Bérgamo para contar a história do filho que o Fernando Henrique – que bom pai ! – levou quinze anos para reconhecer.

Sobre o aborto.

Ir ao site “Amigos do Presidente Lula” e mostrar que o Serra foi o único Ministro da Saúde que assinou portaria para realizar a aborto no âmbito do SUS.

Sobre “eu não mudo de idéia”, sou “coerente”.

Ir ao “Conversa Afiada” e exibir no horário eleitoral o vídeo em que ele diz ao Boris Casoy que cumprirá o mandato de prefeito e, se não cumprir, que ninguém nunca mais vote nele.

Pegar no “Conversa Afiada” o documento com o timbre da Folha (**) em que ele diz que vai cumprir o mandato de prefeito até o fim.

A Dilma quebrou o sigilo da filha do Serra, coitadinha.

É só mostrar a reportagem do Leandro Fortes na Carta Capital: a filha do Serra e a irmã do Dantas quebraram 30 milhões de sigilos, numa empresinha que elas tinham.

Por falar nisso, Dilma.

Sem que o Cardozo e o Palocci saibam, detona a filha do Serra e a irmã do Dantas.

Exiba o documento do Governo da Flórida que registra a empresa delas em Miami (em Miami !, Dilma, onde se localiza a maior lavanderia do mundo, depois do Banestado).

Quem trouxe a família para a campanha foi ele.

A mulher dele, tão simpática, especialmente de óculos de moldura vermelha.

Foi ela quem disse na Baixada Fluminense que você matava criancinhas.

Sobre a “democracia” e a defesa intransigente da “liberdade de imprensa”, mostre como ele agride jornalistas, especialmente jornalistas mulheres.

Como o Serra agasalhou um terreno que a Globo invadia há onze anos e transformou numa escola técnica para formar quadros para a Globo.

(O Palocci vai ficar nervosíssimo se você fizer isso !)

Reproduza o diálogo dele com o Heródoto Barbero, no Roda Morta, da TV Cultura, sobre pedágio.

E conte que, por causa disso, o Heródoto foi devidamente defenestrado.

Mostre os documentos que a Namaria publicou sobre as assinaturas da Veja, da Folha (**) e do Estadão que ele comprou com o dinheiro do povo de São Paulo para distribuir às escolas.

Essa é a “imprensa livre” dele.

Serra vendeu o Brasil.

Contratar alguém com a voz grave do Celso Freitas e ler, um por um, o nome das empresas que ele vendeu com o FHC.

Ao lado, o logo da empresa.

Uma por uma.

E a frase do Delfim: eles venderam tudo e aumentaram a divida.

Qualquer dona de casa entende isso.

Sobre o “me formei” economista, que ele diz no programa dele.

Cadê o diploma dele, Dilma ?

Faça o que a Dra. Cureau não fez: exija o diploma dele.

No Brasil, ele não pode dizer à Justiça Eleitoral – mostre a foto – que é economista, porque ele não tem diploma válido em território nacional.

Ele mente, Dilma.

Mostre o decreto dos genéricos.

Foi o Ministro da Saúde Jamil Haddad quem assinou e, não ele, que se atribui o titulo de “melhor Ministro da Saúde”.

(Quem disse isso foi o amigão dele, o Ministro serrista Nelson Jobim, o da babá eletrônica para agradar o Gilmar Dantas (**).)

Melhor Ministro da Saúde, quem ?

Não foi na gestão dele que compraram ambulâncias super-faturadas ?

Cadê o Barjas Negri, Dilma ?

O Abel, coitado, morreu, mas o Negri poderia dar um depoimento sobre as ambulâncias …

Peça àquele mesmo locutor para ler os votos do Serra contra o trabalhador na Constituinte.

Só votou contra o trabalhador.

O Conversa Afiada já publicou isso e o Artur Henrique da CUT sabe onde achar.

Vá atrás do passado dele.

Que história é essa de aparecer numa foto ao lado do Jango ?

Ele fugiu, Dilma.

E diz em off: eu enfrentei os militares e a Dilma, cadê a Dilma ?

Diga que enquanto ele fugia você era torturada.

Dilma, como é que um presidente da UNE – que comia criancinhas – vai ao comício do grande comedor de criancinhas – o Jango -, foge para o Chile do comedor de criancinhas, o Salvador Allende, casa com uma Allende, e depois, aparece nos Estados Unidos para “dar aula” ?

Que história é essa ?

Pergunta ao Gabeira se ele pode entrar nos Estados Unidos.

Por que o Serra entrou e ficou lá numa nice ?

Vamos falar da Erenice, Dilma.

Fala do Engavetador Geral da Republica.

Do projeto Sivam.

Da pasta rosa.

Da compra da reeleição.

Da privataria, como diz o Elio Gaspari.

Mostra aquele exemplar da Carta Capital que transcreve os diálogos do Fernando Henrique com o André Lara Resende: “vamos usar a bomba atômica”.

Do Mendonção com o Ricardo Sérgio de Oliveira: “isso vai dar m …”.

Aquele momento Péricles de Atenas do Governo FHC.

Mostra aquelas fotos do Serra com o martelo dos leilões da privatização, a beijar a Helena de Tróia.

Pede ao Nassif para resumir o livro dele “Cabeças de Planilha”.

Ele conta como o FHC fixou o Real na entrada do Plano, e beneficiou o André e os clientes dele.

(O André jamais processou o Nassif.)

Pede ao Malan para contar que o Serra boicotou o Plano Real e tentou derrubar o Malan.

Dilma, você já percebeu – está no Estadão de hoje, na página 2 – que o Malan defende o FHC, mas não apóia o Serra ?

Por que será, hein ?

Vamos falar do Ricardo Sergio, Dilma ?

Ele foi o chefe da campanha do FHC e do Serra.

Pergunta ao Benjamin Steinbruch quem é o Ricardo Sergio.

Pergunta à família do Antonio Ermírio de Moraes.

E o Preciado ?

Lembra do Preciado ?

Aquele da privatização do Banespa e da Ilha do Urubu, que o Emiliano José e o Leandro Fortes descreveram tão bem.

Quem entende muito de Preciado é o Fernando Rodrigues, da Folha (**).

É só mandar buscar as reportagens dele, quando o rabo da Folha (**) ainda não estava preso.

O Amaury Ribeiro preferiu esperar as eleições para lançar o livro dele.

Mas, o “Conversa Afiada” já divulgou o prefácio do livro do Amaury, o que provocou um “alopramento” generalizado na campanha do Serra. [No “Conversa Afiada” há clique para ler esse prefácio].

Ali há informações preciosas (sem trocadilho).

Dilma como é que um homem público, que passou a vida toda com salário de parlamentar, governador e “professor” comprou aquela casinha em que vive ?

A casa é dele, Dilma ?

Está no Imposto de Renda ? Por quanto ?

Se ele vier de “mensalão”, devolva com “mensalão tucano de Minas”, Eduardo Azeredo e o “valerioduto” cheio de dinheiro do Dantas (o Palocci e o Cardozo não podem ouvir falar nisso).

Dilma, você já ouviu falar no Flavio Bierrembach ?

O Flavio é um homem honrado.

Ele era candidato a deputado com o Serra e acusou o Serra de ladrão.

O Serra foi para cima dele.

Por azar, a ação caiu na mão do Juiz Walter Maierovitch.

Maierovitch chamou o Bierrembach às falas: que historia é essa de chamar alguém de ladrão, sem provas ?

O Bierrembach pediu “exceção da verdade” – ou seja, quero provar o que digo.

Maierovitch imediatamente deu ao Bierrembach o direito de provar o que dizia.

Dilma, sabe o que o Serra fez ?

Engavetou a ação.

Chama o Bierrembach para contar essa história.

Chama o Maierovitch – e só ligar para a Mara, secretária do Mino, na Carta Capital, que a Mara acha o Maierovitch rapidinho.

E põe uma claquete assim: “O Serra não deixou a Justiça provar que ele não é ladrão”.

Querer ganhar eleição do Serra com o IBGE não basta.

Ele faz e diz QUALQUER COISA !
Dilma, e o telefonema do Serra para o Gilmar Dantas (***) ?

Mostra aquela foto dele no auditório e o voto do Gilmar no dia seguinte.

Esses dois, Dilma, fazem qualquer coisa.

E trate de ganhar a eleição com bastante folga.

Porque essa urna eletrônica sem o papelzinho do Brizola é um convite à fraude.

E se for para o tapetão, o Marco Aurélio de Mello está lá e o Gilmar fica na reserva.

Um perigo !

Sobre o massacre do PiG (*) contra a Petrobrás, para impedir que você use a Petrobrás na campanha.

Dilma, você conhece a história do John Kerry ?

O John Kerry combateu no Vietnã e foi condecorado TRÊS VÊZES.

Ele tem a “Purple Heart”, a medalha de que os americanos mais se orgulham.

Ele dirigia missões de destreza e rapidez, nuns barquinhos, os Swifts, com poucos companheiros a bordo.

Uma espécie de SWAT.

Em diferentes ações, Kerry foi ferido, matou um vietcong que o tinha atacado e salvou a vida de subordinados.

Ele foi candidato à Presidência contra o Bush, na segunda vez.

Bush fazia nos debates o “Bushinho paz e amor”.

Bush era “do bem”.

Como “Serra é do bem”.

Mas, por trás, veio o trator – cheio de grana.

Criou-se um grupo autointitulado de “Veteranos dos Swift em Busca da Verdade”.

Eles produziram um documentário – com dinheiro de quem, Dilma ? – para demonstrar que Kerry não podia ser presidente.

Porque ele mentiu sobre o seu papel no Vietnã.

Que ele não merecia nenhuma daquelas medalhas.

Era um líder inepto.

E, no fundo, no fundo, um covarde.

Os “amigos do presidente Serra” compraram horário nas televisões do interior para exibir o documentário. (Lá não tem horário eleitoral gratuito.)

Como Kerry tinha dito, ao sentar praça, que era contra a Guerra do Vietnã, ele foi estigmatizado pelos “Veteranos dos Swift”: um Traidor da Pátria, um Vendilhão da Pátria.

Veja bem, Dilma, TRÊS medalhas por bravura !

E passou a campanha sem poder invocar seu passado heróico.

O Serra é assim também: capaz de tudo.

O bye-bye Serra forever não se dará mais com a Economia.

Não basta pendurar o FHC no pescoço do Serra.

O Serra levou o jogo para o campo dele – a vala negra.

O da calhordice, como diz o Ciro, um especialista na alma do Serra.

Neste momento, essa história de não “baixar o nível” só funcionaria em eleição para Madre Superiora.

FONTE: 
escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim e publicado em seu portal “Conversa Afiada” (http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/10/dilma-desmascare-o-serra-o-serra-nao-tem-escrupulos/).
este "post" foi importado do blog Democracia & política

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SOBRE A POSTAGEM 'LULA PREVALECERÁ EM 2011', DIZ 'THE ECONOMIST'


Li a postagem cujo  titulo está acima a alguns minutos atrás. (aqui). Durante todo o primeiro turno eu mesmo rebloguei vários "posts" como esse falando das privisões de jornais, revistas e especialistas sobre a vitória de Dilma no dia 03 de outubro. Talvez, em consequência disso o que vimos foi o relaxamento do comando da campanha não se preocupando com a imensa rede de boatos que se propagavam pela rede e não os combatendo de maneira eficiente. Não podemos, repito,  não podemos, ficar de novo espalhando texto que expressam apenas o otimismo e previsões. Também não podemos enveredar pelo pessimismo puro e simples. O que temos que fazer e arregaçar as mangas e trabalhar. E o comando da campanha, a direção do PT e todas as pessoas que tem poder de decisão devem se preparar e principalmente preparar e municiar a militância para a batalha que vai ser dura e sangrenta. 

P.S Paulo Henrique Amorim publica que a veja desta semana traz reportagem sobre a capitalização da Petrobrás para atingir Dilma. É disto que estou fala)ndo e contra isto que precisamos lutar.

by the teacher.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MARINA NÃO VAI PARA DILMA. ELA SABIA DOS ATAQUES E SE BENEFICIOU DELES.

Marina Silva  sabia da covarde campanha contra Dilma Rousseff na Internet. Como cristã fervorosa que diz ser, deveria ter se manifestado contra. Como política ética que diz ser, deveria ter combatido nas vezes em que teve oportunidade. Como mulher, deveria ter vindo a público para, ainda que de forma velada, manifestar sua indignação contra os ataques que ela mesma, Marina, poderia e pode também sofrer.  Mas calou-se. Calou-se porque lhe era conviniente o silêncio. A política falou mais alto do que a cristã. a evangélica, a pentecostal. Nós, simples cidadãos sempre soubemos dos ataques na internet, da calúnia e da difamação. Imaginem Marina! com todo marketing politico a apoiá-la. E mais, Marina e sua equipe sabiam que jamais chegariam ao segundo turno, mas provocariam um. A lógica é simples: Se Serra que tinha ao redor de 30% não alcançaria, como não alcançou, Dilma com 50%, como Marina ultrapassaria Serra se na semana antes da eleição ela ostentava 10%? Estou arredondando os números para maior clareza. Esta linha de raciocínio é apenas para esclarecer que Marina Silva não se encaminhará para Dilma. Não, porque ela sempre soube que o seu partido estava sendo usado como linha auxiliar para Serra. Não porque ela sempre soube que o PV no que tange à integridade moral de alguns de seus integrantes não está muito distante daquilo que ela condenou no PT. E finalmente, não, porque acho, e aqui estou supondo, claro, que para ela tem um gostinho de vingança ver Dilma, que foi uma das responsáveis pela sua saída do governo e do PT, sofrer um pouco. Deus queira que eu esteja errado, se estiver certo vai ser triste ver a grande seringueira, discípula de Chico Mendes, tentando, porque não vai conseguir, jogar o país e os brasileiros nas garras da direita.

by the teacher.

AGORA É O SEGUINTE: QUEM ESTÁ AO LADO E QUEM ESTÁ CONTRA LULA




Este é o lema político do segundo turno de 2010

O segundo turno da eleição presidencial de 2010 será a prova dos nove acerca do lulismo de resultados. Pessoalmente, o presidente Lula alcança cerca de 82% de popularidade no País. É um feito inédito, considerando a nossa história recente e menos recente. Somente dois outros presidentes da República tiveram tantos demonstrativos de estima e admiração dos brasileiros: Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek de Oliveira. Não por acaso, dois líderes reformadores que modificaram o país e projetaram-no a patamares de desenvolvimento institucional, social, político e econômico que até hoje são lembrados como definidores de traços da nossa identidade nacional. Também não é por acaso que estes dois brasileiros foram os que sofreram os maiores ataques dos seus adversários de então. Um, foi levado ao suicídio como arma política que prorrogou o golpe que afinal se abateu dez anos depois, em 1964. O outro, foi morto em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Objeto de suspeitas sobre uma possível eliminação de adversários dos governos militares do Cone Sul, sob a sanha da chamada Operação Condor.






O teólogo Leonardo Boff, notabilizado pela intolerância do cardeal Ratzinger, depois papa da Igreja católica, tem sobre os seus ombros uma tarefa político-eleitoral de enorme significado. Me explico: Boff foi um dos pioneiros a fomentar a candidatura de Marina Silva à presidência da República. Temos informações confiáveis sobre esse fato. Depois de verificar a importância cada vez mais estratégica do tema ambiental, ainda que numa chave não-convergente com o pensamento hegemônico, Boff estimulou a vaidade da ex-seringueira acreana a ponto de fazê-la aceitar o desafio. Não podia ser dentro do PT, petreamente hegemonizado pelo lulismo. Acabaram achando uma sigla prostituída e sem nenhum caráter, a não ser a coloração Verde, sugerindo vagamente o compromisso ambiental, mesmo que em vigésimo lugar na sua interna hierarquia pseudo-programática. Mas faltava a chama essencial, a credibilidade de padrinhos políticos reconhecidos pelo establishment midiático nacional. É quando entram em cena os dois pajens de armas de Marina, a saber: Fernando Henrique Cardoso e Fernando Nagle Gabeira. FHC viu logo em Marina a possibilidade de promover uma fissura no lulismo e ao mesmo tempo anular o inegável caráter plebiscitário da eleição de 2010. Agora, Marina Silva deixava de ser tanto um projeto de vaidade pessoal da acreana, quanto um vago discurso rousseauniano em favor da sustentabilidade do planeta, para se constituir em potente vetor eleitoral - polido de Verde - de desconstituição do lulismo de resultados. Como se vê uma engenhosa arquitetura eleitoral de montagem de uma importante linha auxiliar da direita. Os fatos das últimas horas estão a evidenciar o acerto, ainda que provisório, do empreendimento antilulista. O diacho é que não se vence corrida eleitoral somente com descontrução e negatividade. Mais que isso, é precisar apontar para o futuro com dedos, olhos e mãos propositivas, com os braços carregados de esperanças e repletos de afirmações positivas. Eleição é sobretudo positividade, mesmo que seja apenas retórica, como acontece na maioria dos casos. Você pode e deve negar, mas simultaneamente deve propor ações objetivas e esperanças coletivas.






Isto posto, José Serra é um candidato improvável. Nos últimos sessenta dias experimentou uma dezena depersonas, máscaras, discursos e retóricas de ocasião. Tentou ser lulista. Tentou ser denuncista. Tentou ser escandaloso. Tentou ser vítima. Tentou usar de forma instrumental a própria filha. Tentou ser experiente. Tentou ser líder. Tentou ser popular. Tentou ser religioso. Tentou ser crente. Só não tentou ser José Serra, filiado ao PSDB, companheiro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afetado, vaidoso, impopular e descrente de si próprio (renunciou ao seu legado intelectual) e do Brasil.





No laboratório mesmo, Leonardo Boff viu o monstrinho que acabara de dar vida política. Desde então tratou de se reconciliar com o lulismo, apoiando a candidata de Lula à presidência da República, expresso em diversos artigos publicados nas últimas semanas. Mas falta mais. Falta puxar a acreana do fundo do seu poço de vaidade e mostrar a ela a trajetória do seu descaminho. Mostrar que os seus 20% de votos são compostos por pedaços da própria vaidade, por pedaços de circunstâncias irrepetíveis, pelo fortuito e pela acidentalidade dos fatos. Marina Silva é a quintessência da casualidade e do conjuntural. Nela, quase tudo é falso e improvisado. Sua formação religiosa católica - chegou a ser noviça conventual - ficou subsumida a um credo evangélico flou e de ocasião. Suas sinceras convicções ambientalistas ficaram dependentes e subordinados a um projeto econômico liberal que se quer sustentável apenas na retórica e no manejo astucioso da palavra. Sua liderança episódica não se sustentará sobre a base insólita de um partido desfigurado e prostituído. 





Assim, o segundo turno se afigura - agora, em definitivo - como um grande plebiscito: os que estão contra Lula e os que estão a favor de Lula. A eleição acabou retornando ao leito natural dos fatos e acontecimentos positivos dos últimos anos, quando quase 60 milhões de brasileiros tiveram graduação no seu status social, o país saiu da estagnação econômica das últimas três décadas, e o Brasil se projetou no plano internacional com força, identidade própria e soberania. Há, claro, muitas lacunas, falhas e omissões imperdoáveis mas é o que se conseguiu em oito breves anos, depois de uma espera de frustrações, golpes militares, derrotas e acertos pelo alto de quase meio século. 




Dilma Rousseff é o indivíduo fio-condutor de um longo processo de afirmação da modernidade burguesa no Brasil. Arrisco a dizer que ela representa os ideais republicanos e modernizantes do castilhismo, ainda na rústica vertente pré-democrática, do getulismo, do juscelinismo, como aspiração das classes médias urbanas, do nacionalismo que pende para a esquerda (inclusive com raízes militares) e finalmente da esquerda não-stalinista, bem como da cidadania sincera (como dizia Basbaum), republicana e que aposta na Utopia. 



Então decidamos: quem está com Lula, fica com Dilma. Quem está contra Lula e contra as últimas conquistas do Brasil e dos brasileiros, que fique com José Serra, essa improbabilidade ativa. Este é o ponto e a pauta do qual Dilma não pode se afastar.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

BRIZOLA NETO MOSTRA A MALANDRAGEM DO DATA FALHA NO ARREDONDAMENTO

A escolinha do Professor Tavinho

 
Qualquer aluno do ensino médio ou até dos últimos anos do ensino fundamental conhece as regras de arredondamento de casas decimais.
 
É tão claro que até o Manual de Redação da Folha diz : “para arredondar, siga estas duas regras práticas: a) Concentre-se na casa seguinte à que se pretende manter;b) Arredonde para cima os algarismos 5, 6, 7, 8 e 9; os restantes (1, 2, 3 e 4), para baixo”
 
Mas parece que o manual da Folha não serve para pesquisas eleitorais.
 
Na pesquisa apresentada hoje no jornal, Dilma aparece com 46% na pesquisa estimulada, Serra com 28% e Marina com 14%. Brancos, nulos, indecisos ou não sabem/não responderam são 11%.
 
Portanto o universo de votos válidos é de 89% do total, considerando a fração dos demais candidatos que não chega a 1%, mas que é voto válido. É simples fazer as contas. 46 sobre 89 (100% dos válidos, portanto) dá51, 685%. Na regra de arredondamento, 52%. Mas a Folha “arredonda” para baixo: 51%.
 
Serra, com 28% de respostas estimuladas tem sobre os mesmo 89%, 31,46% do total de votos válidos. No arredondamento de qualquer estudante, 31%. Mas, na Escolinha do Professor Tavinho Frias, vira 32%.
Com Marina não erra: os seus alegados 14% representam 15,73% dos válidos e é correto arredondá-los para 16%.
 
Com esta “pequena regrinha especial”, a comparação entre Dilma e a soma de Serra e Marina fica em 3 pontos.
 
Se usados os números exatos, dá 4,495%
 
E com a regra de arredondamento estabelecida pelo manual, 5% (52, contra 31 de Serra e 16 % de Marina, ou 52 menos 47%)
 
A Folha, agora, usa as regras da conveniência, não as do seu manual.
A matemática da Folha anda igual à sua “imparcialidade”.
 
Portanto, eu coloquei estes quadrinhos da historinha “Pedro e seus amigos” para ajudar o pessoal da Barão de Limeira a fazer contas “certinho”

Fonte: tijolaço

A união de Marina Serra e José Silva

Uma mão lava a outra na dança dos oportunista
Marina Serra é a bala de prata que a mídia e seus institutos de pesquisa disparam faltando seis dias para as eleições. A missão deles? Levar José Silva ao segundo turno.
A missão de seus eleitores? Inconscientes ou inconsequentes, são o capital eleitoral para o futuro. Futuro de quem? De todos, menos do Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula perdeu o rumo no último debate, na Record, quando provocou e levou o troco de Dilma que trouxe à tona os escândalos de corrupção dos madeireiros que cercaram seu mandato enquanto esteve no governo. O fato é que depois de sua saída, nos últimos dois anos, reduziu-se pela metade o desmatamento no Brasil. Mas isso não muda a opinião dos seus eleitores “verdes-laranja”. Ou, provavelmente, por serem PIG-dependentes de informação, estas estatísticas não lhes tenham sido reveladas (veja aqui).
O romântico eleitor da “terceira via” descobriu que pode votar em Marina Serra sem que isso lhe pese na consciência. Lava as mãos como se a derrota de sua candidata não o fizesse cúmplice da vitória de um dos outros. Se agarra a este voto como se fosse a última tábua de salvação moral num mar de lama que o PIG usou para encobrir todos os méritos do governo Lula e Dilma. Acredita que ser ecológico é votar num “símbolo” que o liberta da obrigação de praticar ecologia. Assim, delega ao partido verde a tarefa de limpar a sujeira ambiental que ele mesmo produz – apenas isso. Marina Serra é Mary Poppins descendo de guarda chuva dos céus para absolvê-lo na Terra. E flutua em sua consciência como uma fada virginal cantando canções angelicais e redentoras.
Mas a realidade mundana é bem mais cruel para este eleitor. Longe de ser a escolhida para o embate de um eventual segundo turno, Marina Serra está pouco se lixando para o resultado das eleições e os rumos que o país pode seguir dependendo de quem for eleito presidente. Cabeça feita por gente como Gabeira e outros oportunistas do PV, chutou seus ideais para o alto e entrou no jogo político carreirista que consiste em acumular horas de exposição na mídia em campanhas eleitorais ou evidenciar-se ao máximo em conspirações contra o governo federal. Exatamente o que fazem profissionais experientes como Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Álvaro Dias, Agripino Maia, Heráclito Fortes etc.
Ao que tudo indica, tampouco os eleitores de Marina Serra estão interessados no que pode ocorrer neste processo. Alguns querem acreditar no argumento hipócrita de José Silva quando afirma que num segundo turno haveria mais espaço para aprofundar a discussões e propostas e para que o eleitor conheça mais a “fundo” cada um dos candidatos. Este, é um argumento maquiavélico: fazem dois anos que as propostas estão explicitadas para a sociedade. E as opções mais do que focadas. O que realmente querem o PIG e seu candidato é TEMPO para desenvolverem novos factoides que permitam caluniar e destruir a candidatura Dilma Rousseff. Por isso são conhecidos como golpistas desde a época do golpe militar que instalou 20 anos de ditadura sangrenta neste país. Como demonstraram nos últimos meses, seu jogo é sujo e parte dele acontece nos subterrâneos da legalidade moral, onde mercenários spammers atacam a candidata petista das formas mais baixas; onde criminosos travestidos de jornalistas estampam manchetes com toda sorte de acusações sem provas, especulações e distorções tendenciosas; onde a hipocrisia e a mentira são prática comum. Este é o jogo no qual José Silva e Marina Serra estão afinados. Mesmo que a candidata verde-laranja não admita ou, na melhor hipótese, não perceba.
José Silva e seu PIG agora são “verdes” desde criancinhas. Até conquistarem o segundo turno, tentarão nos vender a idéia de que o verde é uma opção ou postura política. Mas ser ecologicamente correto independe de ideologias. Tanto a direita quanto a esquerda, radicais ou não, podem incorporar ações e regulamentações que visam a preservação do meio ambiente. Ou será que alguma corrente política é a favor da extinção das espécies para que sua oposição seja contra? Querer transformar a questão do meio ambiente em um partido político é oportunismo altamente poluidor de corações e mentes.
Originalmente do blog O que será que me dá.  Importado do Terra Brasilis

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DILMA, O PT E OS DEBATES

                                       também! com Nosferatus por perto...

Durante todo o dia li muitas opiniões sobre a participação de Dilma no debate da Record. A maioria elogiou. O blog Os Amidos do Presidente Lula até colocou um vídeo com os melhores momentos da candidata. Já no  Blog da Cidadania apesar do título da postagem ser "Dilma passa o rodo em Serra",  reclamou-se de um "engessamento" e de uma "robotização" da petista. Bom, dito isto,  aqui vai a minha opinião: Não tenho gostado da atuação de  Dilma nos debates. Não tenho dúvida alguma de sua inteligência, poder de articulação e mesmo de retórica. Nas vezes    em que tive oportunidade de ouvi-la falar tranquilamente em entrevistas pude constatar o seu discurso fluente e sua cultura. Porém, ou ela está muito mal acessorada nos debates ou ainda não conseguiu relaxar completamente neles. Perguntas que, tenho certeza, em outras circunstâncias ela responderia de forma direta e nocautearia seu interlocutor,  nos debates nós esperamos que ela o faça e isto não acontece. Por exemplo a pergunta sobre se ela iria controlar o PT ou não foi uma ótima oportunidade para que ela dissesse - eu tenho usado esta linha para defender o Partido dos trabalhadores-  que não tem por que segurar o PT. É preciso segurar o PSDB, que teve um governador (Cassio Cunha Lima) cassado, uma governadora (Yeda Crusius) envolvida até o pescoço na corrupçao do Rio Grande do Sul, um deputado tucano (Ary Rigo) flagrado recebendo propina no Mato Grosso do Sul recentemente. ( aqui) Só para ficar por aqui. É preciso segurar o Dem, que  fez tudo o que se sabe  em Brasilia. Há  que se cuidar do PPS, cujo Presidente ganha graúdo salário em São Paulo sem aparecer lá. Depois das denúncias do mensalão em 2005 já houve eleições para presidente e governador senador e deputado (2006) e prefeito e vereador 2008. Quantos parlamentares, prefeitos ou governadores do PT foram denunciados por corrupção, prevaricação, uso indevido do dinheiro público de lá até aqui? Quantos foram pegos na Lei da Ficha Limpa? Se algum foi não tive conhecimento (aceito correções neste ponto). Dilma e o PT têm que sair das cordas neste assunto da corrupçao. Uma defesa mais veemente e segura precisa ser feita. Não se pode deixar que um falsário de marca maior com Serra, envolvido até a alma em transações erradas (Daniel Dantas, super faturamento de ambulâncias, confecção de dossiês contra adversários, contrato milionário com a veja, e todos os outros orgãos do PIG, com o dinheiro do contribuinte de São Paulo) fale mal do PT e sua representante nas eleições, que lidera as intenções de votos para a Presidência da República fique na defensiva.Não se pode deixar de reconhecer que para quem nunca disputou uma eleição, principalmente desta envergadura, consequentemente,  nunca participou deste tipo de experiência (os debates) Dilma até que tem se saído bem. Mas que poderia ser melhor, poderia. 
P.S:  Antes que alguém me lembre, a lapada que ela deu na Santinha do pau oco,  Marina, a respeito da corrupção no Ministério do Meio Ambiente foi um momento de brilho. É preciso mais iguais àquele.

by the teacher. 

domingo, 26 de setembro de 2010

GILSON CARONI: MARINA, A SEGUNDA MORTE DE CHICO MENDES

Marina Silva e as novas florestas

por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina  mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
Este texto foi importado pelo Brasil's news do Vi o Mundo

POR QUE NÃO ELA? ENTRE DILMA E MARINA

Marina, candidata pelo Partido Verde (PV), nasceu no Acre em 1958, de pais pobres oriundos do Nordeste. Moradora da floresta, começou ao estudar apenas quando já tinha a idade de 16 anos e em dez anos é graduada em história. Em 1984, junto com Chico Mendes, ajudou a fundar a CUT no Acre e foi eleita vereadora pelo PT em 1988. Deputada estadual em 1990, eleita senadora em 1994 e sendo reeleita em 2002. Conhecida e respeitada pelo movimento ambientalista, em 2003 foi convidada a ser ministra do Meio Ambiente pelo presidente Lula onde trabalhou por seis anos.
Dilma, candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT), nasceu em Belo Horizonte, no ano de 1947. Filha  de imigrante búlgaro com uma professora mineira. Aos 16 anos ela já estaria se juntando a organizações clandestinas de esquerda. Em 1970, é presa e torturada por três anos pelo regime militar. Em 1981, ajuda a fundar o PDT do Rio Grande do Sul. Em 1986 é nomeada secretaria da Fazenda de Porto Alegre, assumindo depois a Secretaria Estadual de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul. Em 1999, filia-se ao PT, e em 2003, é convidada por Lula para ser ministra de Minas e Energia. Em 2005, torna-se ministra chefe da Casa Civil.
São duas mulheres interessantes, íntegras, inteligentes e com uma biografia de compromisso com as causas sociais. Mas com estas duas opções feminas a pergunta para esta eleição é: Por que uma e não a outra? E o objetivo deste texto é explicar a minha opção.
Dilma e Marina, duas mulheres com estórias de engajamento social e político parecidas, que até recentemente fizeram parte do mesmo governo progressista do PT, mas que agora representam projetos distintos. A forma como eu percebo essa distinção é que teoricamente Marina representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento ambientalista (desenvolvimento sustentável). Dilma representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento de inclusão social (desenvolvimento com distribuição de renda). Pode-se dizer que esses dois projetos não são antagônicos nem tampouco auto-excludentes. Tanto a Marina quanto a Dilma, de forma variada, defendem o desenvolvimento sustentável e o crescimento com inclusão social. A distinção pode ser feita observando o princípio norteador de cada projeto político. Enquanto o projeto da Dilma tem sido apontado como representando a melhoria do capitalismo dando-lhe uma face mais humana e social (capitalismo social), o projeto da Marina tem sido apresentado como um projeto que de economia verde que visa tornar o meio ambiente parte do capital (eco-capitalismo).
A crítica de fundo que deve ser feita é que em primeiro lugar a ideologia de uma economia verde adotada pelo projeto da Marina se implementado beneficiaria as nações afluentes e que estão no topo da hierarquia do capitalismo global. Essas nações estão mais preparadas e são certamente mais competitivas dentro do contexto do capitalismo verde. Na verdade, esses países afluentes conseguiram criar um verdadeiro nicho de mercado ambientalista, e tem usado as tecnologias limpas (verdes) como estratégia para beneficiar os produtos delas e impedir o acesso de produtos de outros países. Além de serem elas próprias produtoras e exportadoras de produtos criados por e para esse novo mercado. O Brasil pode e deve adotar tecnologias limpas mas com o devido cuidado de não cair no jogo de cartas marcadas do mercado global. Essa tecnologia verde deve atender aos objetivos de incluir ainda mais os seres humanos e o habitat deles (o planeta terra). Se para alguns o projeto da Dilma parece privilegiar o ser humano em detrimento do meio ambiente, para outros o projeto da Marina parece privilegiar o meio ambiente em detrimento do ser humano. Na realidade, um não existe sem o outro. Qual seria o sentido do cosmo para os seres humanos se ele se torna inabitável?
Por que não ela!
A forma de interação do ser humano com o meio ambiente deve ser levado em conta por qualquer projeto de desenvolvimento, sem perder de vista que essa relação deve ser negociada pelos atores humanos. Então o estado tem um papel fundamental nisso. E foi nesse aspecto que a Marina falhou enquanto ministra do Meio Ambiente. Infelizmente ela não demonstrou aptidão e paciência para negociar com todos os atores envolvidos. Atores com agendas e interesses conflitantes mas que precisam ser ouvidos e de certa forma atendidos pelos agentes do estado, ou mais precisamente, por quem está no governo. Nisso o presidente Lula se mostrou muito bem sucedido, negociando intensamente com os mais diversos atores. É claro que isso implicou concessões e perdas, mas feitas com o objetivo de avançar de forma mais ampla naquilo que beneficia a todos os brasileiros, a terra Brasil e mesmo outros povos. Isso demonstrou uma visão paciente e de longo alcance do governo Lula.
Porém o Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança da Marina, não parecia acompanhar essa mesma dinâmica de dialogicidade com grupos de interesses diferentes. Marina também parece não ter demonstrado grande capacidade de coordenação e articulação dentro da própria pasta dela. Havia muita queixa quanto a lentidão na expedição de licenças ambientais, o que significava o travamento de projetos importantes para o desenvolvimento do país. Por estar presa ao lobby verde ela não conseguia entender a ansiedade dos grupos empresariais e nem mesmo de grupos desenvolvimentistas. Marina renuncia em 2008 expressando frustração, mas com a chegada do geógrafo e ambientalista Carlos Minc, o Ministério do Meio Ambiente adquire uma outra dinâmica e parece realmente avançar onde antes se mostrava emperrado. Isso demonstrou que a causa dos problemas estava na ministra e não no ministério.
Marina continua no PT, onde ela sempre demonstrou se sentir em casa, mas em julho de 2009 representantes do PV a abordam, e em reunião com ela, apresentam uma pesquisa de opinião que mostrava que se fosse candidata a presidente da república ela já começaria com 14% da intenção de votos. Marina cai no canto da sereia. Até mesmo a direita anti-verdista vibra e concede a ela a projeção em revistas e jornais de grande circulação.  É evidente que Marina não deixa o PT por questões de divergências ideológicas ou de projeto. Ela deixa o PT para assumir um projeto pessoal em um partido pequeno que precisava de alguém que pudesse fazer o partido crescer nacionalmente. Foi uma cartada inteligente do PV e tem na verdade mostrado resultado. Como candidata do PV, a Marina se apresenta como a candidata da terceira via (ou via media) tentando unir o irreconciliável. Diz que se eleita, ela governará com ambos PSDB e PT, o que demonstra uma certa ingenuidade política de uma pessoa experiente na política brasileira. Ela não perde tempo em afagar e defender o governo do Fernando Henrique Cardoso e de uma forma que nem mesmo o candidato do PSDB faz. Defender o indefensável, no caso aqui  FHC, é parte de uma estratégia eleitoral, pois se fosse para o segundo com a Dilma, a Marina sabe que iria contar com o apoio do PSDB.
Na verdade, quando o quadro eleitoral ainda não estava claro, Marina jogava com ambas as possibilidades, ou seja a de disputar um possível segundo turno com Serra ou Dilma. Agora que há uma certa clareza (de acordo com as pesquisas) sobre quem já está no segundo turno, Marina tenta tirar votos de ambos Serra e Dilma para ser a segunda colocada. S echegar a disputar o segundo turno contra Dilma ela formará uma coligação com o DEM e PSDB.  Então, se eleita, ela muito provavelmente não governará com o PT.
O fato de Marina agora não fazer parte de coligação alguma mostra a fragilidade da candidatura dela e do risco que será um governo liderado pelo PV. Ela ficará refém dos setores mais atrasados e reacionários da sociedade brasileira. O maior problema será que a agenda verde que ela defende não terá espaço a não ser para ser discutida e continuar como um ideal. E quando ela diz que é positivo não ter coligações pois isso reforça o compromisso dela com o eleitor, isso soa como meramente uma forma de compensar a ausência de uma composição política que dê substância ao projeto político dela. Na verdade, aqui reside uma profunda contradição no discurso da Marina. Os partidos políticos são importantes, e em uma democracia nenhum governante pode prescindir deles. Então não existe isso de compromisso com eleitor sem respeitar ou considerar o mandato dos partidos políticos dados pelo eleitor. Mais, se a Marina teve dificuldades de negociar com setores desenvolvimentistas dentro do governo, como ela conseguirá lidar com os setores que representam os interesses dos ruralistas e das grandes corporações que inevitavelmente, através do PSDB e DEM, farão parte do governo dela? Infelizmente as recentes declarações feitas por ela, como disse o Emir Sader, a fez “cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis” (Revista Carta Maior, 03/09/2010).
Por que Ela!
Enquanto a Marina se enrolava no Ministério do Meio Ambiente, a Dilma continuava crescendo dentro do governo mostrando elevada competência na condução do Ministério das Minas e Energia. Isso se dá a tal ponto de impressionar o presidente Lula que a convida a assumir o ministério da Casa de Civil. É nesse ministério que ela demonstra uma grande capacidade de coordenação dos vários ministérios e projetos, bem como traquejo em negociar com os mais diversos setores da sociedade. Enquanto a Marina ainda ficava na abstração de um ideal verde, a Dilma estava implementando na prática um projeto que significava inclusão social e transformação da realidade material dos diversos estados da República Federativa do Brasil. Assim, Dilma se faz co-responsável com o Lula pelo êxito das políticas públicas que tem mudado a face do país nesses últimos anos.
Dilma se manteve fiel e leal a um projeto de governo, mesmo em face das adversidades, por conta de uma visão de longo alcance onde o projeto mais amplo de transformação social é mais importante do que derrotas pontuais em negociações políticas. Dilma se apresenta como uma candidata que tem competência para coordenar diferentes grupos dentro de um governo, e sabe negociar com aqueles que representam interesses divergentes na sociedade. Dilma tem a experiência de governar com umacoalização política e faz parte de uma coligação que, mesmo contendo elementos conservadores, representa uma aliança progressista. Dilma encarna hoje a esquerda idealista e pragmática que defende um desenvolvimento que significa distribuição de renda, inclusão social, redução da desigualdade, restauração da dignidade dos brasileiros, e um protagonismo do Brasil no cenário internacional.
Eis porque Ela! *Joabe G Cavalcanti é teólogo e sacerdote anglicano.
Blog Ruminações de um Pastor Rabugento: http://pastorrabugento.blogspot.com
Este texto foi importado para o Brasil's News a partir do Blog da Dilma
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