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sábado, 24 de setembro de 2011

JOÃO PAULO É MEU CANDIDATO PARA QUALQUER CARGO. MAS PARA O PV, ELE QUE VÁ SOZINHO.

o futuro de João Paulo

Quero começar dizendo que sempre votei em João Paulo nas suas candidatura para deputado estadual e federal embora nunca tenha podido votar nele para prefeito porque meu domicílio eleitoral é outro. Dito isto, passo a explicar o título do "post":  
Todos nós que apoiamos o ex-prefeito e agora deputado federal João Paulo acompanhamos sua luta contra a metade do partido para a indicação do nome de João da Costa para prefeito do Recife. Foi uma luta difícil por estar do outro lado nomes como o de Maurício Rands além do vice Luciano Siqueira, homem de bem, além de muito importante na aliança que dava sustentação ao governo petista. No entanto, João Paulo conseguiu não apenas  emplacar  o nome que queria como conseguiu ganha a eleição ainda no primeiro turno. Não me alongarei aqui contando história que todos conhecem. Sempre disse e repito que ambos deviam explicações ao eleitores, militantes e companheiros políticos que os apoiaram e votaram nessa indicação. Explicações sim: então eu convenço você a votar em uma pessoa dizendo que ela é a mais preparada do mundo, você acredita em mim, vota no meu candidato e um mês depois eu rompo relações e passo a negar tudo que eu havia dito antes? Para onde foram as virtudes nas quais você me fez acreditar? Eram mentiras? Quem mentiu? Por quê?.

Agora, em função das explicações que não foram dadas, o ex-prefeito encontra-se numa posição de isolamento e aqueles que votaram nele e no seu candidato por uma Recife melhor, não sabem o que fazer. Digo que isso acontece por causa da falta de informações ao povo que votou porque, se porventura,  elas tivessem sido dadas ou João Paulo não estaria isolado dentro do PT ou João da Costa não teria apoio de ninguém, uma vez que os eleitores e militantes saberiam quem está errado nesta história. 

Para completar, a imprensa começa a divulgar a notícia de que o Deputado está arrumando as malas para ir para o PV. Para o PV! Deputado João Paulo, os eleitores, como eu,  votamos no senhor não por sermos alienados, nem por sermos massa de manobra. É o contrario, deputado, nós votamos no senhor por que temos consciência política e discernimento para separar o joio do trigo, perdoem-me o lugar comum.

O Partido Verde foi adversário do PT aqui em Pernambuco nas eleições estaduais. Até aí tudo bem. isso faz parte do jogo democrático. Mas não podemos esquecer que em nível nacional o PV serviu de partido de aluguel para Serra perpetrar as maiores baixaria contra Dilma Rousseff. No Rio de Janeiro chegou ao absurdo de o PV fazer propaganda de Marina no horário eleitoral e nos passeios a pé pela cidade Gabeira desfilar com Serra. Marina Silva assistiu de Camarote Dilma ser vítima de uma das campanhas mais sórdida de calúnia, difamação e preconceito de gênero e religioso pela internet. O que ela e partido dela fizeram? Nada. ficaram calados porque lhes era conveniente, embora soubessem que não chegariam ao segundo turno. Mas a intenção nunca foi essa:  a intenção era levar Serra para o segundo turno. O que aconteceu? Marina percebendo o fisiologismo e adesismo do PV, além da maneira centralizadora como o seu presidente conduz o partido em nível nacional, não aguentou e pediu pra sair. 

Por que a indignação? João Paulo,  que sempre defendeu uma linha ideológica completamente diferente daquela defendida pelo PV, partido que  não tem uma agenda trabalhista e ultimamente está abandonando até a agenda ambientalista, vai para este partido  para disputar a prefeitura do Recife? Por favor, deputado! Não estou falando em nome da população do Recife, até porque como já deixei claro neste texto moro em outra cidade. Estou falando como militante do Partido dos Trabalhadores e com a autoridade de quem mesmo sem poder votar passou  um dia inteiro em frente ao Sesi de Casa Amarela fazendo bandeiraço e panfletagem e depois foi  para o Marco Zero comemorar   aquela  vitória histórica para Roberto Magalhães.

Sim, deputado, é por tudo isso que lhe digo:   Na minha opinião o senador do PT por Pernambuco seria o senhor e o senhor será sempre meu candidato ao cargo que se candidatar. Desde que resguarde a coerência e ideologia que nos fizeram acreditar no Senhor. Das duas uma: ou lute para reconquistar o seu lugar dentro do partido que é seu por direito ou vá para um partido que se adeque a sua história de vida e de militante político. Para o PV o senhor que vá sozinho.

The teacher .

Professor e militante em Camaragibe.



sábado, 9 de julho de 2011

MARINA, A LARANJA DE 2010: " UMA MÁQUINA OBCECADA PELO PODER."

acima, a consciência ambiental de Marina.

Marina é, ela sim, uma máquina obcecada pelo poder. Tanto é assim que assistiu em silêncio uma candidata mulher, como ela, ser impiedosamente caluniada durante a campanha presidencial de 2010, principalmente no quesito moral e religião. Assistiu em silêncio e  de camarote.   Marina Silva  sabia que os e-mails e o que se dizia nas ruas sobre Dilma eram calúnias e ela não disse uma palavra em sentido contrário em nenhum momento, pois sabia que seria beneficiada com isso. Beneficiada apenas no sentido de se projetar nacionalmente, uma vez que ela, seu partido e  até o reino mineral sabiam  que não chegariam ao segundo turno.
 Acontece que MS  tinha consciência que a função do PV era apenas de dar suporte para Serra. Não fosse assim o seu partido não teria dividido o palanque com dois candidatos a presidente, como fez no Rio de Janeiro e em outros estados. Por que Marina se submeteu a isso? Porque tinha a esperança de, passadas as eleições, apoiada na quantidade de votos que viria a ter, se lançar como liderança nacional e ter força suficiente para dominar o PV, que de verde não tem nada. Na verdade o partido, pelo menos em alguns estados está aliado ao que há de mais retrogrado em termos de política de preservação ambiental. O PV é apenas mais um partido político. O discurso ambiental é de fachada. A lógica é simples: Marina Silva afirmou durante a campanha que quando assumiu o Ministério do Meio Ambiente este não tinha nem fiscais, nem viaturas, nem uma estrutura montada. Estava tudo sucateado. Se isso é mesmo verdade, como se explica a sua neutralidade no segundo turno  e a divisão de palanque com Serra no primeiro, Se ela herdou o Ministério sucateado justamente de FHC e Serra?! Ora, a sua neutralidade significava que, para ela, não tinha importância quem ganhasse. Os dois eram iguais. A possibilidade de Serra e seu partido, que destruíram tudo que ela teve que reconstruir quando ministra, voltarem ao poder, não era problema  para ela.

 Porém  os planos daquela que foi apenas uma laranja nas eleições presidenciais deram errado. Ela não conseguiu tornar-se uma liderança nacional simplesmente porque o seus votos, principalmente os da reta final das eleições não vieram da consciência política e ecológica do povo brasileiro. Eles foram resultado da campanha de ódio empreendida contra Dilma Rousseff. Tampouco conseguiu dominar o PV pelos óbvios motivos expostos acima. 

Agora, o que resta a Marina? Não resta nada. Vai vagar pela planície da política e se beneficiar do seu falso "status"  de ambientalista no Brasil e no mundo durante um tempo, depois, sem partido e sem mandato, cairá no ostracismo político. Ou não. Nunca se sabe. Agora, pelas atitudes tomadas por Marina Silva das  eleições de 2010 até agora, não seria de todo mal para ela sofrer um pequeno castigo para aprender.

The teacher.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

RESPOSTA A MIRO E MAURICIO SOBRE "DESCULPE, MARINA, MAS EU ESTOU DE MAL

É a quarta vez que pergunto: qual das duas é a verdadeira Marina?

 O  belo texto no blog do miro,  de autoria de  Mauricio Abdala,  (aqui)  sobre a neutralidade de Marina Silva me animou a escrever o que penso sobre aquela foi derrotada por Serra na sua própria terra. A terra onde os que  mataram Chico Mendes cantaram vitória e fizeram grandes doações, captadas por Katia moto-serra para a campanha do caluniador mor. Eis o texto:

  Caro Maurício,

   Tentei escrever um texto sobre a neutralidade de Marina agora à noite. Não consegui, desisti. Se tivesse escrito gostaria que fosse assim como o seu. Um texto bonito. Mas não consigo escrever um texto bonito sobre Marina porque meus sentimentos para com ela não estão lá muito bons. Explico. Marina durante todo o primeiro turno soube, como todos nós soubemos,  das vilanias que estavam sendo cometidas contra Dilma e calou. Calou porque sabia, provavelmente através das pesquisas internas,  que os votos de Dilma estariam migrando para ela. Nem uma palavra como política, que preza os métodos democráticos. Nenhuma palavra como cristã, que se diz ser. Nenhuma palavra como mulher solídaria à  outra. E agora, no segundo turno, a aproveitadora  está de volta. A neutralidade a credencia para a proxima eleição, pensa ela. Ledo engano. primeiro porque conversando com três professores amigos meus que,  embora tenham  votado nesta candidata acreditando ser ela uma terceira via política,  esperavam que ela se posicionasse por Dilma em face dos dois projetos que se nos apresentam e externaram sua decepção. Segundo porque daqui a quatro anos os 10% de votos que ela teve nas pesquisas desde o começo e que foram conscientemente dados em nome da preocupação ambiental ou de uma alternativa aos candidatos do  momento estarão lá. Mas os outros 9,6% que foram tirados de Dilma por causa da campanha de ódio serão dados a um  outro candidato que os fundamentalistas religiosos escolherem quando ela, Marina, se estiver disputando e estiver bem,  for abatida, pelo Serra da vez, com mesma bala de prata que abateu Dilma no primeiro turno. E aí eu quero ver se ela vai ficar neutra.

by the teacher.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MARINA NÃO VAI PARA DILMA. ELA SABIA DOS ATAQUES E SE BENEFICIOU DELES.

Marina Silva  sabia da covarde campanha contra Dilma Rousseff na Internet. Como cristã fervorosa que diz ser, deveria ter se manifestado contra. Como política ética que diz ser, deveria ter combatido nas vezes em que teve oportunidade. Como mulher, deveria ter vindo a público para, ainda que de forma velada, manifestar sua indignação contra os ataques que ela mesma, Marina, poderia e pode também sofrer.  Mas calou-se. Calou-se porque lhe era conviniente o silêncio. A política falou mais alto do que a cristã. a evangélica, a pentecostal. Nós, simples cidadãos sempre soubemos dos ataques na internet, da calúnia e da difamação. Imaginem Marina! com todo marketing politico a apoiá-la. E mais, Marina e sua equipe sabiam que jamais chegariam ao segundo turno, mas provocariam um. A lógica é simples: Se Serra que tinha ao redor de 30% não alcançaria, como não alcançou, Dilma com 50%, como Marina ultrapassaria Serra se na semana antes da eleição ela ostentava 10%? Estou arredondando os números para maior clareza. Esta linha de raciocínio é apenas para esclarecer que Marina Silva não se encaminhará para Dilma. Não, porque ela sempre soube que o seu partido estava sendo usado como linha auxiliar para Serra. Não porque ela sempre soube que o PV no que tange à integridade moral de alguns de seus integrantes não está muito distante daquilo que ela condenou no PT. E finalmente, não, porque acho, e aqui estou supondo, claro, que para ela tem um gostinho de vingança ver Dilma, que foi uma das responsáveis pela sua saída do governo e do PT, sofrer um pouco. Deus queira que eu esteja errado, se estiver certo vai ser triste ver a grande seringueira, discípula de Chico Mendes, tentando, porque não vai conseguir, jogar o país e os brasileiros nas garras da direita.

by the teacher.

AGORA É O SEGUINTE: QUEM ESTÁ AO LADO E QUEM ESTÁ CONTRA LULA




Este é o lema político do segundo turno de 2010

O segundo turno da eleição presidencial de 2010 será a prova dos nove acerca do lulismo de resultados. Pessoalmente, o presidente Lula alcança cerca de 82% de popularidade no País. É um feito inédito, considerando a nossa história recente e menos recente. Somente dois outros presidentes da República tiveram tantos demonstrativos de estima e admiração dos brasileiros: Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek de Oliveira. Não por acaso, dois líderes reformadores que modificaram o país e projetaram-no a patamares de desenvolvimento institucional, social, político e econômico que até hoje são lembrados como definidores de traços da nossa identidade nacional. Também não é por acaso que estes dois brasileiros foram os que sofreram os maiores ataques dos seus adversários de então. Um, foi levado ao suicídio como arma política que prorrogou o golpe que afinal se abateu dez anos depois, em 1964. O outro, foi morto em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Objeto de suspeitas sobre uma possível eliminação de adversários dos governos militares do Cone Sul, sob a sanha da chamada Operação Condor.






O teólogo Leonardo Boff, notabilizado pela intolerância do cardeal Ratzinger, depois papa da Igreja católica, tem sobre os seus ombros uma tarefa político-eleitoral de enorme significado. Me explico: Boff foi um dos pioneiros a fomentar a candidatura de Marina Silva à presidência da República. Temos informações confiáveis sobre esse fato. Depois de verificar a importância cada vez mais estratégica do tema ambiental, ainda que numa chave não-convergente com o pensamento hegemônico, Boff estimulou a vaidade da ex-seringueira acreana a ponto de fazê-la aceitar o desafio. Não podia ser dentro do PT, petreamente hegemonizado pelo lulismo. Acabaram achando uma sigla prostituída e sem nenhum caráter, a não ser a coloração Verde, sugerindo vagamente o compromisso ambiental, mesmo que em vigésimo lugar na sua interna hierarquia pseudo-programática. Mas faltava a chama essencial, a credibilidade de padrinhos políticos reconhecidos pelo establishment midiático nacional. É quando entram em cena os dois pajens de armas de Marina, a saber: Fernando Henrique Cardoso e Fernando Nagle Gabeira. FHC viu logo em Marina a possibilidade de promover uma fissura no lulismo e ao mesmo tempo anular o inegável caráter plebiscitário da eleição de 2010. Agora, Marina Silva deixava de ser tanto um projeto de vaidade pessoal da acreana, quanto um vago discurso rousseauniano em favor da sustentabilidade do planeta, para se constituir em potente vetor eleitoral - polido de Verde - de desconstituição do lulismo de resultados. Como se vê uma engenhosa arquitetura eleitoral de montagem de uma importante linha auxiliar da direita. Os fatos das últimas horas estão a evidenciar o acerto, ainda que provisório, do empreendimento antilulista. O diacho é que não se vence corrida eleitoral somente com descontrução e negatividade. Mais que isso, é precisar apontar para o futuro com dedos, olhos e mãos propositivas, com os braços carregados de esperanças e repletos de afirmações positivas. Eleição é sobretudo positividade, mesmo que seja apenas retórica, como acontece na maioria dos casos. Você pode e deve negar, mas simultaneamente deve propor ações objetivas e esperanças coletivas.






Isto posto, José Serra é um candidato improvável. Nos últimos sessenta dias experimentou uma dezena depersonas, máscaras, discursos e retóricas de ocasião. Tentou ser lulista. Tentou ser denuncista. Tentou ser escandaloso. Tentou ser vítima. Tentou usar de forma instrumental a própria filha. Tentou ser experiente. Tentou ser líder. Tentou ser popular. Tentou ser religioso. Tentou ser crente. Só não tentou ser José Serra, filiado ao PSDB, companheiro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afetado, vaidoso, impopular e descrente de si próprio (renunciou ao seu legado intelectual) e do Brasil.





No laboratório mesmo, Leonardo Boff viu o monstrinho que acabara de dar vida política. Desde então tratou de se reconciliar com o lulismo, apoiando a candidata de Lula à presidência da República, expresso em diversos artigos publicados nas últimas semanas. Mas falta mais. Falta puxar a acreana do fundo do seu poço de vaidade e mostrar a ela a trajetória do seu descaminho. Mostrar que os seus 20% de votos são compostos por pedaços da própria vaidade, por pedaços de circunstâncias irrepetíveis, pelo fortuito e pela acidentalidade dos fatos. Marina Silva é a quintessência da casualidade e do conjuntural. Nela, quase tudo é falso e improvisado. Sua formação religiosa católica - chegou a ser noviça conventual - ficou subsumida a um credo evangélico flou e de ocasião. Suas sinceras convicções ambientalistas ficaram dependentes e subordinados a um projeto econômico liberal que se quer sustentável apenas na retórica e no manejo astucioso da palavra. Sua liderança episódica não se sustentará sobre a base insólita de um partido desfigurado e prostituído. 





Assim, o segundo turno se afigura - agora, em definitivo - como um grande plebiscito: os que estão contra Lula e os que estão a favor de Lula. A eleição acabou retornando ao leito natural dos fatos e acontecimentos positivos dos últimos anos, quando quase 60 milhões de brasileiros tiveram graduação no seu status social, o país saiu da estagnação econômica das últimas três décadas, e o Brasil se projetou no plano internacional com força, identidade própria e soberania. Há, claro, muitas lacunas, falhas e omissões imperdoáveis mas é o que se conseguiu em oito breves anos, depois de uma espera de frustrações, golpes militares, derrotas e acertos pelo alto de quase meio século. 




Dilma Rousseff é o indivíduo fio-condutor de um longo processo de afirmação da modernidade burguesa no Brasil. Arrisco a dizer que ela representa os ideais republicanos e modernizantes do castilhismo, ainda na rústica vertente pré-democrática, do getulismo, do juscelinismo, como aspiração das classes médias urbanas, do nacionalismo que pende para a esquerda (inclusive com raízes militares) e finalmente da esquerda não-stalinista, bem como da cidadania sincera (como dizia Basbaum), republicana e que aposta na Utopia. 



Então decidamos: quem está com Lula, fica com Dilma. Quem está contra Lula e contra as últimas conquistas do Brasil e dos brasileiros, que fique com José Serra, essa improbabilidade ativa. Este é o ponto e a pauta do qual Dilma não pode se afastar.

sábado, 2 de outubro de 2010

NÃO, MARINA, VOCÊ VAI PERDER PERDENDO MAIS DO QUE O SERRA

PELA TERCEIRA VEZ PERGUNTA-SE: QUAL A VERDADEIRA FACE DE MARINA?

Trecho da entrevista de Marina Silva após o Debate da Globo:
"Sei que existem aqueles que até podem ir para o segundo turno. Aqueles que vão ganhar perdendo porque fizeram alianças incoerentes e inconsistentes. E aqueles que vão perder perdendo porque fizeram um festival de promessas que não se sustentam", afirmou Marina, referindo-se a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), respectivamente. "Se eu perder, perco ganhando", aqui 
É engano seu Marina. Você é quem mais vai perder. E perder feio. E perder de goleada. Serra vai perder mas vai perder jogando o jogo a que sempre se propôs: apoio da imprensa golpista, truculência, baixarias, denuncismos, mentiras e por fim "promessas que não se sustentam" como você mesma afirmou. Acontece que "até o reino mineral" (Mino Carta) já sabia que Serra iria agir assim e como um time que perde jogando feio porque só sabe jogar feio Serra vai perder normalmente e a história se encarregará dele. Agora, Marina, você vai perder de maneira mais feia e perder mais do que serra porque não era isso que aqueles que admiraram você dentro e fora do PT esperavam de você. Guardadas as devidas proporções, Marina, o seu posicionamento nestas eleições foi pior do que o do Serra. Sua referência a "alianças incoerentes e inconsistentes" são um tanto quanto hipócritas. Você permitiu que o principal nome de seu partido em um dos maiores estados do pais, o Rio de Janeiro, pedisse votos para você e para o seu adversário. Se você se refere a alianças com os  Sarney, por exemplo, Zequinha Sarney é um dos principais nomes de seu partido. Uma outra atitude sua que pode ser considerada estelionato eleitoral é você se posicionar contra o governo Lula (embora, como boa política isso vai depender da classe social e do lugar onde você está falando.) É estelionato porque você participou deste projeto durante cinco anos como ministra e não é capaz de reconhecer nada de bom?  Por último, cara Marina, seu posicionamente dúbio durante a campanha sobre temas de natureza complexa como aborto e drogas, por exemplo, mostra que por trás desse seu discurso ecológico-religioso tem uma pessoa dissimulada e esperta. Leia aqui Porque o Pastor Silas Malafaia não vota mais na senhora. Ele diz que quando a senhora afirma que vai pedir um plebiscito está tentando agradar os dois lados e está mesmo. Isto é dissimulação. Poderia passar horas aqui escrevendo sobre como a senhora vai perder esta eleição perdendo feio. Mas não vale a pena. O povo a quem a senhora está tentando enganar com sua aparência de boa cristã já percebeu o lobo que há por trás da aparência de cordeiro e já se inclinou por outra mulher, que embora tão cristã como a senhora percebeu bem antes, lá atrás, quando estava sendo violentada no seu corpo e na sua alma feminina durante a ditadura,  que respirar ar puro é fundamental mas na hora da dor e da fome isso é a ultima coisa que nos vem a cabeça.
by the teacher. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A união de Marina Serra e José Silva

Uma mão lava a outra na dança dos oportunista
Marina Serra é a bala de prata que a mídia e seus institutos de pesquisa disparam faltando seis dias para as eleições. A missão deles? Levar José Silva ao segundo turno.
A missão de seus eleitores? Inconscientes ou inconsequentes, são o capital eleitoral para o futuro. Futuro de quem? De todos, menos do Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula perdeu o rumo no último debate, na Record, quando provocou e levou o troco de Dilma que trouxe à tona os escândalos de corrupção dos madeireiros que cercaram seu mandato enquanto esteve no governo. O fato é que depois de sua saída, nos últimos dois anos, reduziu-se pela metade o desmatamento no Brasil. Mas isso não muda a opinião dos seus eleitores “verdes-laranja”. Ou, provavelmente, por serem PIG-dependentes de informação, estas estatísticas não lhes tenham sido reveladas (veja aqui).
O romântico eleitor da “terceira via” descobriu que pode votar em Marina Serra sem que isso lhe pese na consciência. Lava as mãos como se a derrota de sua candidata não o fizesse cúmplice da vitória de um dos outros. Se agarra a este voto como se fosse a última tábua de salvação moral num mar de lama que o PIG usou para encobrir todos os méritos do governo Lula e Dilma. Acredita que ser ecológico é votar num “símbolo” que o liberta da obrigação de praticar ecologia. Assim, delega ao partido verde a tarefa de limpar a sujeira ambiental que ele mesmo produz – apenas isso. Marina Serra é Mary Poppins descendo de guarda chuva dos céus para absolvê-lo na Terra. E flutua em sua consciência como uma fada virginal cantando canções angelicais e redentoras.
Mas a realidade mundana é bem mais cruel para este eleitor. Longe de ser a escolhida para o embate de um eventual segundo turno, Marina Serra está pouco se lixando para o resultado das eleições e os rumos que o país pode seguir dependendo de quem for eleito presidente. Cabeça feita por gente como Gabeira e outros oportunistas do PV, chutou seus ideais para o alto e entrou no jogo político carreirista que consiste em acumular horas de exposição na mídia em campanhas eleitorais ou evidenciar-se ao máximo em conspirações contra o governo federal. Exatamente o que fazem profissionais experientes como Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Álvaro Dias, Agripino Maia, Heráclito Fortes etc.
Ao que tudo indica, tampouco os eleitores de Marina Serra estão interessados no que pode ocorrer neste processo. Alguns querem acreditar no argumento hipócrita de José Silva quando afirma que num segundo turno haveria mais espaço para aprofundar a discussões e propostas e para que o eleitor conheça mais a “fundo” cada um dos candidatos. Este, é um argumento maquiavélico: fazem dois anos que as propostas estão explicitadas para a sociedade. E as opções mais do que focadas. O que realmente querem o PIG e seu candidato é TEMPO para desenvolverem novos factoides que permitam caluniar e destruir a candidatura Dilma Rousseff. Por isso são conhecidos como golpistas desde a época do golpe militar que instalou 20 anos de ditadura sangrenta neste país. Como demonstraram nos últimos meses, seu jogo é sujo e parte dele acontece nos subterrâneos da legalidade moral, onde mercenários spammers atacam a candidata petista das formas mais baixas; onde criminosos travestidos de jornalistas estampam manchetes com toda sorte de acusações sem provas, especulações e distorções tendenciosas; onde a hipocrisia e a mentira são prática comum. Este é o jogo no qual José Silva e Marina Serra estão afinados. Mesmo que a candidata verde-laranja não admita ou, na melhor hipótese, não perceba.
José Silva e seu PIG agora são “verdes” desde criancinhas. Até conquistarem o segundo turno, tentarão nos vender a idéia de que o verde é uma opção ou postura política. Mas ser ecologicamente correto independe de ideologias. Tanto a direita quanto a esquerda, radicais ou não, podem incorporar ações e regulamentações que visam a preservação do meio ambiente. Ou será que alguma corrente política é a favor da extinção das espécies para que sua oposição seja contra? Querer transformar a questão do meio ambiente em um partido político é oportunismo altamente poluidor de corações e mentes.
Originalmente do blog O que será que me dá.  Importado do Terra Brasilis

domingo, 26 de setembro de 2010

GILSON CARONI: MARINA, A SEGUNDA MORTE DE CHICO MENDES

Marina Silva e as novas florestas

por Gilson Caroni
O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.
Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.
Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.
Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.
Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?
Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?
Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina  mistura oportunismo e desorientação espacial.
A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.
Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.
Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
Este texto foi importado pelo Brasil's news do Vi o Mundo

POR QUE NÃO ELA? ENTRE DILMA E MARINA

Marina, candidata pelo Partido Verde (PV), nasceu no Acre em 1958, de pais pobres oriundos do Nordeste. Moradora da floresta, começou ao estudar apenas quando já tinha a idade de 16 anos e em dez anos é graduada em história. Em 1984, junto com Chico Mendes, ajudou a fundar a CUT no Acre e foi eleita vereadora pelo PT em 1988. Deputada estadual em 1990, eleita senadora em 1994 e sendo reeleita em 2002. Conhecida e respeitada pelo movimento ambientalista, em 2003 foi convidada a ser ministra do Meio Ambiente pelo presidente Lula onde trabalhou por seis anos.
Dilma, candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT), nasceu em Belo Horizonte, no ano de 1947. Filha  de imigrante búlgaro com uma professora mineira. Aos 16 anos ela já estaria se juntando a organizações clandestinas de esquerda. Em 1970, é presa e torturada por três anos pelo regime militar. Em 1981, ajuda a fundar o PDT do Rio Grande do Sul. Em 1986 é nomeada secretaria da Fazenda de Porto Alegre, assumindo depois a Secretaria Estadual de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul. Em 1999, filia-se ao PT, e em 2003, é convidada por Lula para ser ministra de Minas e Energia. Em 2005, torna-se ministra chefe da Casa Civil.
São duas mulheres interessantes, íntegras, inteligentes e com uma biografia de compromisso com as causas sociais. Mas com estas duas opções feminas a pergunta para esta eleição é: Por que uma e não a outra? E o objetivo deste texto é explicar a minha opção.
Dilma e Marina, duas mulheres com estórias de engajamento social e político parecidas, que até recentemente fizeram parte do mesmo governo progressista do PT, mas que agora representam projetos distintos. A forma como eu percebo essa distinção é que teoricamente Marina representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento ambientalista (desenvolvimento sustentável). Dilma representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento de inclusão social (desenvolvimento com distribuição de renda). Pode-se dizer que esses dois projetos não são antagônicos nem tampouco auto-excludentes. Tanto a Marina quanto a Dilma, de forma variada, defendem o desenvolvimento sustentável e o crescimento com inclusão social. A distinção pode ser feita observando o princípio norteador de cada projeto político. Enquanto o projeto da Dilma tem sido apontado como representando a melhoria do capitalismo dando-lhe uma face mais humana e social (capitalismo social), o projeto da Marina tem sido apresentado como um projeto que de economia verde que visa tornar o meio ambiente parte do capital (eco-capitalismo).
A crítica de fundo que deve ser feita é que em primeiro lugar a ideologia de uma economia verde adotada pelo projeto da Marina se implementado beneficiaria as nações afluentes e que estão no topo da hierarquia do capitalismo global. Essas nações estão mais preparadas e são certamente mais competitivas dentro do contexto do capitalismo verde. Na verdade, esses países afluentes conseguiram criar um verdadeiro nicho de mercado ambientalista, e tem usado as tecnologias limpas (verdes) como estratégia para beneficiar os produtos delas e impedir o acesso de produtos de outros países. Além de serem elas próprias produtoras e exportadoras de produtos criados por e para esse novo mercado. O Brasil pode e deve adotar tecnologias limpas mas com o devido cuidado de não cair no jogo de cartas marcadas do mercado global. Essa tecnologia verde deve atender aos objetivos de incluir ainda mais os seres humanos e o habitat deles (o planeta terra). Se para alguns o projeto da Dilma parece privilegiar o ser humano em detrimento do meio ambiente, para outros o projeto da Marina parece privilegiar o meio ambiente em detrimento do ser humano. Na realidade, um não existe sem o outro. Qual seria o sentido do cosmo para os seres humanos se ele se torna inabitável?
Por que não ela!
A forma de interação do ser humano com o meio ambiente deve ser levado em conta por qualquer projeto de desenvolvimento, sem perder de vista que essa relação deve ser negociada pelos atores humanos. Então o estado tem um papel fundamental nisso. E foi nesse aspecto que a Marina falhou enquanto ministra do Meio Ambiente. Infelizmente ela não demonstrou aptidão e paciência para negociar com todos os atores envolvidos. Atores com agendas e interesses conflitantes mas que precisam ser ouvidos e de certa forma atendidos pelos agentes do estado, ou mais precisamente, por quem está no governo. Nisso o presidente Lula se mostrou muito bem sucedido, negociando intensamente com os mais diversos atores. É claro que isso implicou concessões e perdas, mas feitas com o objetivo de avançar de forma mais ampla naquilo que beneficia a todos os brasileiros, a terra Brasil e mesmo outros povos. Isso demonstrou uma visão paciente e de longo alcance do governo Lula.
Porém o Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança da Marina, não parecia acompanhar essa mesma dinâmica de dialogicidade com grupos de interesses diferentes. Marina também parece não ter demonstrado grande capacidade de coordenação e articulação dentro da própria pasta dela. Havia muita queixa quanto a lentidão na expedição de licenças ambientais, o que significava o travamento de projetos importantes para o desenvolvimento do país. Por estar presa ao lobby verde ela não conseguia entender a ansiedade dos grupos empresariais e nem mesmo de grupos desenvolvimentistas. Marina renuncia em 2008 expressando frustração, mas com a chegada do geógrafo e ambientalista Carlos Minc, o Ministério do Meio Ambiente adquire uma outra dinâmica e parece realmente avançar onde antes se mostrava emperrado. Isso demonstrou que a causa dos problemas estava na ministra e não no ministério.
Marina continua no PT, onde ela sempre demonstrou se sentir em casa, mas em julho de 2009 representantes do PV a abordam, e em reunião com ela, apresentam uma pesquisa de opinião que mostrava que se fosse candidata a presidente da república ela já começaria com 14% da intenção de votos. Marina cai no canto da sereia. Até mesmo a direita anti-verdista vibra e concede a ela a projeção em revistas e jornais de grande circulação.  É evidente que Marina não deixa o PT por questões de divergências ideológicas ou de projeto. Ela deixa o PT para assumir um projeto pessoal em um partido pequeno que precisava de alguém que pudesse fazer o partido crescer nacionalmente. Foi uma cartada inteligente do PV e tem na verdade mostrado resultado. Como candidata do PV, a Marina se apresenta como a candidata da terceira via (ou via media) tentando unir o irreconciliável. Diz que se eleita, ela governará com ambos PSDB e PT, o que demonstra uma certa ingenuidade política de uma pessoa experiente na política brasileira. Ela não perde tempo em afagar e defender o governo do Fernando Henrique Cardoso e de uma forma que nem mesmo o candidato do PSDB faz. Defender o indefensável, no caso aqui  FHC, é parte de uma estratégia eleitoral, pois se fosse para o segundo com a Dilma, a Marina sabe que iria contar com o apoio do PSDB.
Na verdade, quando o quadro eleitoral ainda não estava claro, Marina jogava com ambas as possibilidades, ou seja a de disputar um possível segundo turno com Serra ou Dilma. Agora que há uma certa clareza (de acordo com as pesquisas) sobre quem já está no segundo turno, Marina tenta tirar votos de ambos Serra e Dilma para ser a segunda colocada. S echegar a disputar o segundo turno contra Dilma ela formará uma coligação com o DEM e PSDB.  Então, se eleita, ela muito provavelmente não governará com o PT.
O fato de Marina agora não fazer parte de coligação alguma mostra a fragilidade da candidatura dela e do risco que será um governo liderado pelo PV. Ela ficará refém dos setores mais atrasados e reacionários da sociedade brasileira. O maior problema será que a agenda verde que ela defende não terá espaço a não ser para ser discutida e continuar como um ideal. E quando ela diz que é positivo não ter coligações pois isso reforça o compromisso dela com o eleitor, isso soa como meramente uma forma de compensar a ausência de uma composição política que dê substância ao projeto político dela. Na verdade, aqui reside uma profunda contradição no discurso da Marina. Os partidos políticos são importantes, e em uma democracia nenhum governante pode prescindir deles. Então não existe isso de compromisso com eleitor sem respeitar ou considerar o mandato dos partidos políticos dados pelo eleitor. Mais, se a Marina teve dificuldades de negociar com setores desenvolvimentistas dentro do governo, como ela conseguirá lidar com os setores que representam os interesses dos ruralistas e das grandes corporações que inevitavelmente, através do PSDB e DEM, farão parte do governo dela? Infelizmente as recentes declarações feitas por ela, como disse o Emir Sader, a fez “cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis” (Revista Carta Maior, 03/09/2010).
Por que Ela!
Enquanto a Marina se enrolava no Ministério do Meio Ambiente, a Dilma continuava crescendo dentro do governo mostrando elevada competência na condução do Ministério das Minas e Energia. Isso se dá a tal ponto de impressionar o presidente Lula que a convida a assumir o ministério da Casa de Civil. É nesse ministério que ela demonstra uma grande capacidade de coordenação dos vários ministérios e projetos, bem como traquejo em negociar com os mais diversos setores da sociedade. Enquanto a Marina ainda ficava na abstração de um ideal verde, a Dilma estava implementando na prática um projeto que significava inclusão social e transformação da realidade material dos diversos estados da República Federativa do Brasil. Assim, Dilma se faz co-responsável com o Lula pelo êxito das políticas públicas que tem mudado a face do país nesses últimos anos.
Dilma se manteve fiel e leal a um projeto de governo, mesmo em face das adversidades, por conta de uma visão de longo alcance onde o projeto mais amplo de transformação social é mais importante do que derrotas pontuais em negociações políticas. Dilma se apresenta como uma candidata que tem competência para coordenar diferentes grupos dentro de um governo, e sabe negociar com aqueles que representam interesses divergentes na sociedade. Dilma tem a experiência de governar com umacoalização política e faz parte de uma coligação que, mesmo contendo elementos conservadores, representa uma aliança progressista. Dilma encarna hoje a esquerda idealista e pragmática que defende um desenvolvimento que significa distribuição de renda, inclusão social, redução da desigualdade, restauração da dignidade dos brasileiros, e um protagonismo do Brasil no cenário internacional.
Eis porque Ela! *Joabe G Cavalcanti é teólogo e sacerdote anglicano.
Blog Ruminações de um Pastor Rabugento: http://pastorrabugento.blogspot.com
Este texto foi importado para o Brasil's News a partir do Blog da Dilma

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MARINA SILVA: ESTÁ SENDO USADA OU É DO TIME?

A mesma foto e a mesma pergunta: qual delas é a verdadeira Marina?

Já falei aqui e  muitos outros companheiros estão criticando (aqui e aqui) o comportamento de Marina Silva nesta campanha eleitoral. Já a estão chamando de ex-Marina (clique nos links). Uma pessoa que militou num partido como o PT durante tantos anos não pode está se comportando da maneira como Marina está. Das duas uma: ou ela enganou a todos por todos aqueles anos ou ela mudou completamente. Não sei o que é pior. Se não,  vejamos. Marina foi Senadora da Republica e como tal conheceu melhor que ninguém os bastidores do pior  na política que é o Senado brasileiro. Sim. porque em um lugar onde se encontra ao mesmo tempo Sarney Jereissati, Artur Virgílio, Jarbas Vasconcelos, Marconi Perillo, só pra dizer alguns, é um lugar onde se aprende muito do que há de errado na política. Então, Marina conviveu com isso. Ela viveu os tempos difíceis para o governo Lula das denúncias do mensalão, ela viu como a imprensa a cada dia que passava plantava mais reportagens, que por sua vez era reproduzida na tribuna do Senado, que por sua vez era apresentada com voz grave nos principais telejornais da noite, que por sua vez... Diante de tudo isso é de se estranhar e lamentar ouvir Marina dizer que quer a eleição vá para o segundo turno para que a se possa esclarescer as denúncias contra Erenice Guerra! É brincadeira,  isso? Outra coisa: nas duas vezes em que eu a ouvi apelando para o segundo turno em nenhum momento ela pronuncia coisas do tipo: "eu tenho que está no segundo turno" "duas mulheres no segundo turno", "quero discutir o meio ambiente no segundo turno." Talvez não seja preciso, por isso ela não diz, claro. Mas a impressão que passa é que ela esta pedindo um segundo turno, não interessa contra quem, desde que haja. Acredito que Marina Silva para sair desta eleição respeitada e se credenciar entre os seu eleitores, entre os partidos de esquerda - de onde ela saiu - ela deveria, pelo contrario, denunciar as injustiças midiáticas perpetradas contra Dilma Rousseff, pois ela sabe que se fosse ela, Marina,  que estivesse ameaçando Serra, seria ela a vítima diária deste bombardeio. Não fazer isso por si só já demonstra no mínimo um distanciamento conviniente para Marina. Agora, pedir a população que leve a eleição para o segundo turno para se esclarescer denúncias que ela sabe serem fabricadas apenas com esse objetivo é compartilhar da calúnia, da injúria, do assassinato de reputação que caracterizam a direita virulenta e seus asseclas na imprensa e dos quais Marina está se utilizando em proveito próprio. Ou não.

by the teacher
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