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terça-feira, 9 de novembro de 2010

SÓ PRA REFRESCAR A MEMÓRIA DOS TUCANOS E DE MARINA




P.S  Os dois estados em azul escuro , principalmente o Acre, são um presente de Marina Silva pra Chico Mendes.
                                
                                         Acre: 


          Serra e assassinos de Chico Mendes -  69, 68
          Dilma Rousseff                                   -  30,32
          Marina Silva                                       -  Neutra



Mapa,  fonte: Blog do Ale

terça-feira, 28 de setembro de 2010

BRIZOLA NETO MOSTRA A MALANDRAGEM DO DATA FALHA NO ARREDONDAMENTO

A escolinha do Professor Tavinho

 
Qualquer aluno do ensino médio ou até dos últimos anos do ensino fundamental conhece as regras de arredondamento de casas decimais.
 
É tão claro que até o Manual de Redação da Folha diz : “para arredondar, siga estas duas regras práticas: a) Concentre-se na casa seguinte à que se pretende manter;b) Arredonde para cima os algarismos 5, 6, 7, 8 e 9; os restantes (1, 2, 3 e 4), para baixo”
 
Mas parece que o manual da Folha não serve para pesquisas eleitorais.
 
Na pesquisa apresentada hoje no jornal, Dilma aparece com 46% na pesquisa estimulada, Serra com 28% e Marina com 14%. Brancos, nulos, indecisos ou não sabem/não responderam são 11%.
 
Portanto o universo de votos válidos é de 89% do total, considerando a fração dos demais candidatos que não chega a 1%, mas que é voto válido. É simples fazer as contas. 46 sobre 89 (100% dos válidos, portanto) dá51, 685%. Na regra de arredondamento, 52%. Mas a Folha “arredonda” para baixo: 51%.
 
Serra, com 28% de respostas estimuladas tem sobre os mesmo 89%, 31,46% do total de votos válidos. No arredondamento de qualquer estudante, 31%. Mas, na Escolinha do Professor Tavinho Frias, vira 32%.
Com Marina não erra: os seus alegados 14% representam 15,73% dos válidos e é correto arredondá-los para 16%.
 
Com esta “pequena regrinha especial”, a comparação entre Dilma e a soma de Serra e Marina fica em 3 pontos.
 
Se usados os números exatos, dá 4,495%
 
E com a regra de arredondamento estabelecida pelo manual, 5% (52, contra 31 de Serra e 16 % de Marina, ou 52 menos 47%)
 
A Folha, agora, usa as regras da conveniência, não as do seu manual.
A matemática da Folha anda igual à sua “imparcialidade”.
 
Portanto, eu coloquei estes quadrinhos da historinha “Pedro e seus amigos” para ajudar o pessoal da Barão de Limeira a fazer contas “certinho”

Fonte: tijolaço

A união de Marina Serra e José Silva

Uma mão lava a outra na dança dos oportunista
Marina Serra é a bala de prata que a mídia e seus institutos de pesquisa disparam faltando seis dias para as eleições. A missão deles? Levar José Silva ao segundo turno.
A missão de seus eleitores? Inconscientes ou inconsequentes, são o capital eleitoral para o futuro. Futuro de quem? De todos, menos do Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula perdeu o rumo no último debate, na Record, quando provocou e levou o troco de Dilma que trouxe à tona os escândalos de corrupção dos madeireiros que cercaram seu mandato enquanto esteve no governo. O fato é que depois de sua saída, nos últimos dois anos, reduziu-se pela metade o desmatamento no Brasil. Mas isso não muda a opinião dos seus eleitores “verdes-laranja”. Ou, provavelmente, por serem PIG-dependentes de informação, estas estatísticas não lhes tenham sido reveladas (veja aqui).
O romântico eleitor da “terceira via” descobriu que pode votar em Marina Serra sem que isso lhe pese na consciência. Lava as mãos como se a derrota de sua candidata não o fizesse cúmplice da vitória de um dos outros. Se agarra a este voto como se fosse a última tábua de salvação moral num mar de lama que o PIG usou para encobrir todos os méritos do governo Lula e Dilma. Acredita que ser ecológico é votar num “símbolo” que o liberta da obrigação de praticar ecologia. Assim, delega ao partido verde a tarefa de limpar a sujeira ambiental que ele mesmo produz – apenas isso. Marina Serra é Mary Poppins descendo de guarda chuva dos céus para absolvê-lo na Terra. E flutua em sua consciência como uma fada virginal cantando canções angelicais e redentoras.
Mas a realidade mundana é bem mais cruel para este eleitor. Longe de ser a escolhida para o embate de um eventual segundo turno, Marina Serra está pouco se lixando para o resultado das eleições e os rumos que o país pode seguir dependendo de quem for eleito presidente. Cabeça feita por gente como Gabeira e outros oportunistas do PV, chutou seus ideais para o alto e entrou no jogo político carreirista que consiste em acumular horas de exposição na mídia em campanhas eleitorais ou evidenciar-se ao máximo em conspirações contra o governo federal. Exatamente o que fazem profissionais experientes como Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Álvaro Dias, Agripino Maia, Heráclito Fortes etc.
Ao que tudo indica, tampouco os eleitores de Marina Serra estão interessados no que pode ocorrer neste processo. Alguns querem acreditar no argumento hipócrita de José Silva quando afirma que num segundo turno haveria mais espaço para aprofundar a discussões e propostas e para que o eleitor conheça mais a “fundo” cada um dos candidatos. Este, é um argumento maquiavélico: fazem dois anos que as propostas estão explicitadas para a sociedade. E as opções mais do que focadas. O que realmente querem o PIG e seu candidato é TEMPO para desenvolverem novos factoides que permitam caluniar e destruir a candidatura Dilma Rousseff. Por isso são conhecidos como golpistas desde a época do golpe militar que instalou 20 anos de ditadura sangrenta neste país. Como demonstraram nos últimos meses, seu jogo é sujo e parte dele acontece nos subterrâneos da legalidade moral, onde mercenários spammers atacam a candidata petista das formas mais baixas; onde criminosos travestidos de jornalistas estampam manchetes com toda sorte de acusações sem provas, especulações e distorções tendenciosas; onde a hipocrisia e a mentira são prática comum. Este é o jogo no qual José Silva e Marina Serra estão afinados. Mesmo que a candidata verde-laranja não admita ou, na melhor hipótese, não perceba.
José Silva e seu PIG agora são “verdes” desde criancinhas. Até conquistarem o segundo turno, tentarão nos vender a idéia de que o verde é uma opção ou postura política. Mas ser ecologicamente correto independe de ideologias. Tanto a direita quanto a esquerda, radicais ou não, podem incorporar ações e regulamentações que visam a preservação do meio ambiente. Ou será que alguma corrente política é a favor da extinção das espécies para que sua oposição seja contra? Querer transformar a questão do meio ambiente em um partido político é oportunismo altamente poluidor de corações e mentes.
Originalmente do blog O que será que me dá.  Importado do Terra Brasilis

domingo, 26 de setembro de 2010

POR QUE NÃO ELA? ENTRE DILMA E MARINA

Marina, candidata pelo Partido Verde (PV), nasceu no Acre em 1958, de pais pobres oriundos do Nordeste. Moradora da floresta, começou ao estudar apenas quando já tinha a idade de 16 anos e em dez anos é graduada em história. Em 1984, junto com Chico Mendes, ajudou a fundar a CUT no Acre e foi eleita vereadora pelo PT em 1988. Deputada estadual em 1990, eleita senadora em 1994 e sendo reeleita em 2002. Conhecida e respeitada pelo movimento ambientalista, em 2003 foi convidada a ser ministra do Meio Ambiente pelo presidente Lula onde trabalhou por seis anos.
Dilma, candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT), nasceu em Belo Horizonte, no ano de 1947. Filha  de imigrante búlgaro com uma professora mineira. Aos 16 anos ela já estaria se juntando a organizações clandestinas de esquerda. Em 1970, é presa e torturada por três anos pelo regime militar. Em 1981, ajuda a fundar o PDT do Rio Grande do Sul. Em 1986 é nomeada secretaria da Fazenda de Porto Alegre, assumindo depois a Secretaria Estadual de Minas, Energia e Comunicação do Rio Grande do Sul. Em 1999, filia-se ao PT, e em 2003, é convidada por Lula para ser ministra de Minas e Energia. Em 2005, torna-se ministra chefe da Casa Civil.
São duas mulheres interessantes, íntegras, inteligentes e com uma biografia de compromisso com as causas sociais. Mas com estas duas opções feminas a pergunta para esta eleição é: Por que uma e não a outra? E o objetivo deste texto é explicar a minha opção.
Dilma e Marina, duas mulheres com estórias de engajamento social e político parecidas, que até recentemente fizeram parte do mesmo governo progressista do PT, mas que agora representam projetos distintos. A forma como eu percebo essa distinção é que teoricamente Marina representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento ambientalista (desenvolvimento sustentável). Dilma representa um projeto de desenvolvimento guiado pelo movimento de inclusão social (desenvolvimento com distribuição de renda). Pode-se dizer que esses dois projetos não são antagônicos nem tampouco auto-excludentes. Tanto a Marina quanto a Dilma, de forma variada, defendem o desenvolvimento sustentável e o crescimento com inclusão social. A distinção pode ser feita observando o princípio norteador de cada projeto político. Enquanto o projeto da Dilma tem sido apontado como representando a melhoria do capitalismo dando-lhe uma face mais humana e social (capitalismo social), o projeto da Marina tem sido apresentado como um projeto que de economia verde que visa tornar o meio ambiente parte do capital (eco-capitalismo).
A crítica de fundo que deve ser feita é que em primeiro lugar a ideologia de uma economia verde adotada pelo projeto da Marina se implementado beneficiaria as nações afluentes e que estão no topo da hierarquia do capitalismo global. Essas nações estão mais preparadas e são certamente mais competitivas dentro do contexto do capitalismo verde. Na verdade, esses países afluentes conseguiram criar um verdadeiro nicho de mercado ambientalista, e tem usado as tecnologias limpas (verdes) como estratégia para beneficiar os produtos delas e impedir o acesso de produtos de outros países. Além de serem elas próprias produtoras e exportadoras de produtos criados por e para esse novo mercado. O Brasil pode e deve adotar tecnologias limpas mas com o devido cuidado de não cair no jogo de cartas marcadas do mercado global. Essa tecnologia verde deve atender aos objetivos de incluir ainda mais os seres humanos e o habitat deles (o planeta terra). Se para alguns o projeto da Dilma parece privilegiar o ser humano em detrimento do meio ambiente, para outros o projeto da Marina parece privilegiar o meio ambiente em detrimento do ser humano. Na realidade, um não existe sem o outro. Qual seria o sentido do cosmo para os seres humanos se ele se torna inabitável?
Por que não ela!
A forma de interação do ser humano com o meio ambiente deve ser levado em conta por qualquer projeto de desenvolvimento, sem perder de vista que essa relação deve ser negociada pelos atores humanos. Então o estado tem um papel fundamental nisso. E foi nesse aspecto que a Marina falhou enquanto ministra do Meio Ambiente. Infelizmente ela não demonstrou aptidão e paciência para negociar com todos os atores envolvidos. Atores com agendas e interesses conflitantes mas que precisam ser ouvidos e de certa forma atendidos pelos agentes do estado, ou mais precisamente, por quem está no governo. Nisso o presidente Lula se mostrou muito bem sucedido, negociando intensamente com os mais diversos atores. É claro que isso implicou concessões e perdas, mas feitas com o objetivo de avançar de forma mais ampla naquilo que beneficia a todos os brasileiros, a terra Brasil e mesmo outros povos. Isso demonstrou uma visão paciente e de longo alcance do governo Lula.
Porém o Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança da Marina, não parecia acompanhar essa mesma dinâmica de dialogicidade com grupos de interesses diferentes. Marina também parece não ter demonstrado grande capacidade de coordenação e articulação dentro da própria pasta dela. Havia muita queixa quanto a lentidão na expedição de licenças ambientais, o que significava o travamento de projetos importantes para o desenvolvimento do país. Por estar presa ao lobby verde ela não conseguia entender a ansiedade dos grupos empresariais e nem mesmo de grupos desenvolvimentistas. Marina renuncia em 2008 expressando frustração, mas com a chegada do geógrafo e ambientalista Carlos Minc, o Ministério do Meio Ambiente adquire uma outra dinâmica e parece realmente avançar onde antes se mostrava emperrado. Isso demonstrou que a causa dos problemas estava na ministra e não no ministério.
Marina continua no PT, onde ela sempre demonstrou se sentir em casa, mas em julho de 2009 representantes do PV a abordam, e em reunião com ela, apresentam uma pesquisa de opinião que mostrava que se fosse candidata a presidente da república ela já começaria com 14% da intenção de votos. Marina cai no canto da sereia. Até mesmo a direita anti-verdista vibra e concede a ela a projeção em revistas e jornais de grande circulação.  É evidente que Marina não deixa o PT por questões de divergências ideológicas ou de projeto. Ela deixa o PT para assumir um projeto pessoal em um partido pequeno que precisava de alguém que pudesse fazer o partido crescer nacionalmente. Foi uma cartada inteligente do PV e tem na verdade mostrado resultado. Como candidata do PV, a Marina se apresenta como a candidata da terceira via (ou via media) tentando unir o irreconciliável. Diz que se eleita, ela governará com ambos PSDB e PT, o que demonstra uma certa ingenuidade política de uma pessoa experiente na política brasileira. Ela não perde tempo em afagar e defender o governo do Fernando Henrique Cardoso e de uma forma que nem mesmo o candidato do PSDB faz. Defender o indefensável, no caso aqui  FHC, é parte de uma estratégia eleitoral, pois se fosse para o segundo com a Dilma, a Marina sabe que iria contar com o apoio do PSDB.
Na verdade, quando o quadro eleitoral ainda não estava claro, Marina jogava com ambas as possibilidades, ou seja a de disputar um possível segundo turno com Serra ou Dilma. Agora que há uma certa clareza (de acordo com as pesquisas) sobre quem já está no segundo turno, Marina tenta tirar votos de ambos Serra e Dilma para ser a segunda colocada. S echegar a disputar o segundo turno contra Dilma ela formará uma coligação com o DEM e PSDB.  Então, se eleita, ela muito provavelmente não governará com o PT.
O fato de Marina agora não fazer parte de coligação alguma mostra a fragilidade da candidatura dela e do risco que será um governo liderado pelo PV. Ela ficará refém dos setores mais atrasados e reacionários da sociedade brasileira. O maior problema será que a agenda verde que ela defende não terá espaço a não ser para ser discutida e continuar como um ideal. E quando ela diz que é positivo não ter coligações pois isso reforça o compromisso dela com o eleitor, isso soa como meramente uma forma de compensar a ausência de uma composição política que dê substância ao projeto político dela. Na verdade, aqui reside uma profunda contradição no discurso da Marina. Os partidos políticos são importantes, e em uma democracia nenhum governante pode prescindir deles. Então não existe isso de compromisso com eleitor sem respeitar ou considerar o mandato dos partidos políticos dados pelo eleitor. Mais, se a Marina teve dificuldades de negociar com setores desenvolvimentistas dentro do governo, como ela conseguirá lidar com os setores que representam os interesses dos ruralistas e das grandes corporações que inevitavelmente, através do PSDB e DEM, farão parte do governo dela? Infelizmente as recentes declarações feitas por ela, como disse o Emir Sader, a fez “cair no colo da direita e cancelam qualquer traço progressista que sua candidatura poderia ter até agora. Quem estiver ainda com ela, está fazendo o jogo da direita golpista, não há mais mal entendidos possíveis” (Revista Carta Maior, 03/09/2010).
Por que Ela!
Enquanto a Marina se enrolava no Ministério do Meio Ambiente, a Dilma continuava crescendo dentro do governo mostrando elevada competência na condução do Ministério das Minas e Energia. Isso se dá a tal ponto de impressionar o presidente Lula que a convida a assumir o ministério da Casa de Civil. É nesse ministério que ela demonstra uma grande capacidade de coordenação dos vários ministérios e projetos, bem como traquejo em negociar com os mais diversos setores da sociedade. Enquanto a Marina ainda ficava na abstração de um ideal verde, a Dilma estava implementando na prática um projeto que significava inclusão social e transformação da realidade material dos diversos estados da República Federativa do Brasil. Assim, Dilma se faz co-responsável com o Lula pelo êxito das políticas públicas que tem mudado a face do país nesses últimos anos.
Dilma se manteve fiel e leal a um projeto de governo, mesmo em face das adversidades, por conta de uma visão de longo alcance onde o projeto mais amplo de transformação social é mais importante do que derrotas pontuais em negociações políticas. Dilma se apresenta como uma candidata que tem competência para coordenar diferentes grupos dentro de um governo, e sabe negociar com aqueles que representam interesses divergentes na sociedade. Dilma tem a experiência de governar com umacoalização política e faz parte de uma coligação que, mesmo contendo elementos conservadores, representa uma aliança progressista. Dilma encarna hoje a esquerda idealista e pragmática que defende um desenvolvimento que significa distribuição de renda, inclusão social, redução da desigualdade, restauração da dignidade dos brasileiros, e um protagonismo do Brasil no cenário internacional.
Eis porque Ela! *Joabe G Cavalcanti é teólogo e sacerdote anglicano.
Blog Ruminações de um Pastor Rabugento: http://pastorrabugento.blogspot.com
Este texto foi importado para o Brasil's News a partir do Blog da Dilma

sábado, 25 de setembro de 2010

DUAS IMAGENS QUE RESUMEM A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL.
















Minha amiga de Facebook Ronilda Oliveira me manda estas duas fotos publicadas no ótimo blog Maria Frô, mostrando dois momentos da história deste país. Na foto de cima, aquele de quem não se fala o nome, bate o martelo da privatização da Ecelsa, a distribuidora de energia do Espírito Santo, a primeira do setor elétrico a cair no massacre do setor, promovido pelo governo (?) Fernando Henrique Cardoso.
A da parte de baixo, tirada hoje, quando os diretores da Petrobras e o Ministro da Fazenda, Guido Mântega, cercam o presidente Lula no momento da conclusão da capitalização da Petrobrás, que devolveu ao país o controle da, agora, segunda empresa petroleira do mundo, que passa a ter condições de explorar a imensa riqueza do pré sal.
Tão poucos anos de diferença mas, se você pensar, séculos de distância.
De um lado, o Brasil colônia, dependente, alienado ao estrangeiro, submisso, vendido.
De outro, o Brasil que se prepara para o futuro, autônomo, confiante, dono de si e de seu destino.
Estas duas imagens vão se enfrentar em 3 de outubro.
É possível ter dúvidas sobre qual delas triunfará?
Texto e imagens importados do Tijolaço

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A RESPOSTA DE MINO CARTA É UM PRIMOR!

Dra. Cureau, nem todos se amedrontam

Reproduzo, com enorme orgulho por estar ajudando a defender a liberdade de imprensa, o ofício que Mino Carta, diretor de CartaCapital, enviou à vice-procuradora da República, Dra. Sandra Cureau.
E ajudando a defender a legalidade, cujo valor não se promove das sombras, às escondidas, porque o anonimato e a penumbra só servem aos propósitos baixos e inconfessáveis, enquanto aos bravos a palavra é luminosa, direta e desassombrada.
Com mais orgulho ainda, se me permitirem tanto, o faço porque vejo um homem a quem a idade não tirou a dignidade, por-se de pé, com o cavalheirismo que o caracteriza, diante de uma ignominiosa tentativa de humilhação.
Quem me acompanha sabe que é raríssimo que eu invoque, ao praticar qualquer gesto, a memória de meu avô e o faço porque sou testemunha do respeito que ele tinha por Mino carta, embora muitas vezes em posições diferentes.
Faço isso, porém, porque estamos diante de um dos altos momentos da imprensa brasileira, que tem uma tradição muito diversa do papel golpista e baixo que seus controladores fazem hoje desempenhar.
Leiam o texto de Mino, ao qual, com o perdão pela ousadia, faço questão de grifar passagens:
São Paulo, 20 de setembro de 2010.
Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral
Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.
Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –,tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.
Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.
A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.
Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.
Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.
Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.
Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.


Fonte: Tijolaço
Atenciosamente,
MINO CARTA
Diretor de redação e sócio majoritário
Editora Confiança Ltda

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"O POVO? ORA, O POVO...



   No texto de Eduardo Guimarães toda a revolta contra o preconceito com  que a elite, representada pelo jornal fascista O Estado de São Paulo, dedica ao povo, insinuando que são apenas as facilidades da economia que fazem  com que o "povo de Lula" vote em Dilma, como se não fosse direito de todos os cidadãos, sem exceções, gozar de melhores condições de vida. Essa direita virulenta está com os dias contados.

“O povo? Ora, o povo… Se não tem pão, que coma brioches”
Atribui-se a frase em epígrafe a Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine, arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Essa frase entrou para os anais da história como suprema demonstração de desprezo das elites pelas camadas majoritárias e empobrecidas das nações.
Nesta parte do mundo, o conceito fundamental da democracia, o império da vontade majoritária dos povos, sempre foi relativizado. Os estratos superiores da pirâmide social sempre acharam que o povo não sabe o que é melhor para si e sempre se dispuseram a tutelá-lo.
A crença aristocrática na ignorância intrínseca das camadas populares e a conseqüente relativização da vontade de maiorias que jamais se formam sem tais camadas fundamentou por aqui aberrações como uma ditadura militar que estuprou a vontade das urnas e destituiu, sem qualquer processo legal, um governo legitimamente eleito.
Há pouco, em um pequeno país centro-americano a violação da vontade da maioria se deu por meio de um golpe de Estado desfechado na calada da noite, no qual o presidente da República, detentor de inquestionável mandato popular delegado pela maioria dos cidadãos, foi colocado de pijamas em um avião e deportado sumariamente. Por aqui, a direita midiática apoiou o golpe e desandou a verter teorias segundo as quais a vontade da maioria não bastaria para garantir ao eleito o mandato que recebeu.
O discurso da direita midiática tupiniquim, portanto, tal como há mais de cinqüenta anos continua sendo o de relativizar o direito democrático das maiorias de fazer julgamentos políticos e, assim, eleger ou não os que governarão, sempre usando como desculpa supostos pecados das massas que as inabilitariam para tomar tais decisões.
Editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje trata dessa maneira o povo brasileiro. O povo? Ora, o povo se vende por “badulaques” propiciados pela bonança econômica, diz, em outras palavras, texto que representa a versão contemporânea da frase histórica de Maria Antonieta.
São “badulaques” como o de jovens negros e pobres se converterem nos primeiros universitários de famílias que, antes deste governo, jamais haviam sonhado com tanto. Miçangas para brucutus como 14 milhões de brasileiros entrarem para um mercado formal de trabalho que o governo anterior dizia que só seria ampliado com supressão de direitos trabalhistas.
O último parágrafo do editorial do centenário jornal paulista dispensa o leitor da pena da leitura de toda aquela peça de cinismo, de arrogância e de uma certa alienação quanto ao que é o Brasil contemporâneo. Sobre a tendência esmagadora que as pesquisas revelam de que Dilma Rousseff seja eleita presidente em três semanas, diz o texto:
“Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos”.
O “povo de Lula”… Não é a maioria massacrante do povo BRASILEIRO que as pesquisas mostram que elegerá Dilma Rousseff a despeito de todo o bombardeio acusatório – considerado sem provas pela Justiça – que os aliados de José Serra na mídia e o próprio candidato usam sem parar para tentar modelar a vontade da população. É o “povo de Lula”.
Se encontrasse hoje a “Lâmpada de Aladim”, pediria ao gênio que me facultasse ocupar rede nacional de rádio e TV para ler a acusação do jornal paulista ao povo brasileiro. Em seguida, poderia partir em paz desta vida, ciente de que finalmente conseguira revelar ao meu povo quem são esses maníacos que há gerações tentam impor seus delírios a toda uma nação

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

DA SÉRIE: "DILMA VAI TER QUE ENFRENTAR O PIG"

Serra vira Tiririca: pior do que tá não fica! Já a pancadaria na mídia vai piorar, sim!

publicada segunda-feira, 13/09/2010 às 20:50 e atualizada segunda-feira, 13/09/2010 às 20:24


O candidato tucano virou Tiririca: para ele, o pior chegou; mas a velha mídia ainda pode fazer muito estrago
Serra já tentou ser bonzinho. Já tentou ser Zé. Tentou virar Lacerda, batendo à porta dos quartéis. Agora, virou o inquisidor-mor do Brasil (ou “caluniador”, como Dilma pregou na testa do tucano): nada disso deu resultado.
Serra encolhe, já beira os 20% dos votos na pesquisa Vox/Band/IG. Ele, a essa altura, virou uma espécie de Tiririca: pior do que está não fica.
O problema é que isso não tem graça nenhuma. Quanto mais despenca, mais Serra se afunda no gueto: vira um candidato acuado, ressentido, que mexe com os piores sentimentos do conservadorismo no Brasil. Quem fica ao lado dele é só a turma que quer conter o “comunismo”, que chama Bolsa-Família de “bolsa-esmola”, que insiste em chamar Lula de ”analfabeto”, “nordestino ignorante”, ”apedeuta”.
Passada a eleição, o tucano provavelmente vai ser lançado ao ostracismo. Mas o discurso do ressentimento – que ele encampou – seguirá vivo. Especialmente na velha imprensa. O festival de escândalos fabricados às vésperas da eleição mostra qual o clima que se pode esperar durante um provável governo Dilma. A guerra vai seguir. Engana-se quem pensa que o céu ficará desanuviado. Não. Derrotada e minoritária, a mídia velha vai ficar ainda mais aguerrida. Testará a capacidade de resistência de Dilma.
Lula não comprou essa briga de frente. Confiou em sua capacidade de ser o comunicador maior do governo, comendo pelas beiradas a velha mídia. Dilma não tem (ainda) a capacidade de mobilização de Lula. Como Dilma vai enfrentar a “Veja”, “O Globo”, a “Folha”, o “Estadão”?
Os três últimos são da velha escola golpista. A primeira é da nova escola fascista.
A provável presidenta Dilma travará essa batalha sozinha, no peito e na maciota, como fez Lula? Não. Essa precisa ser uma batalha da sociedade.  
 Há quem defenda a necessidade de uma articulação de partidos, sindicatos, movimentos sindicais, blogueiros e jornalistas progressistas, para dizer à turma (sedenta de sangue) que está do outro lado: se tentarem avançar o sinal, haverá reação.
Agora, na reta final da eleição, ou nos próximos meses, no início de um provável governo Dilma, a sociedade brasileira terá que dar conta dessa questão. A democracia brasileira precisa enfrentar e enterrar os velhos barões da mídia. Eles levarão uma surra nas urnas, abraçados ao candidato tucano. Mas - ao contrário de Serra -  ainda não viraram Tiririca: são capazes de coisas muito piores do que promover crises e inventar escândalos. Já provaram isso no passado, como escrevi aqui
fonte: Escrevinhador

domingo, 12 de setembro de 2010

OU DILMA ENFRENTA O PIG OU NÁO GOVERNA.


Ou Dilma mata esse bicho ou Aécio toma possa em 2015
]
Dilma Roussef por enquanto é apenas candidata. Apoiada pelo melhor presidente que este país já teve, mas apenas candidata. Só será Presidente, e vai ser, a partir de 01 de janeiro de 2011. Mas uma coisa é certa: ou ela enfrenta o PIG ou não governará o Brasil. É claro que posso está exagerando em meu prognóstico. Mas Luis Inácio Lula da Silva só não sofreu um processo de  "impeachment" imposto pelo PIG e por seus súditos porque gozava de credibilidade junto à população e porque o PSDB de FHC teve medo de enfrentar o povo.
Agora, com Dilma vai ser diferente. Embora eu ache que ela fará maioria no Congresso Nacional, ela não é Lula. E os políticos sabem disso. Só há uma maneira de Dilma ter um mandato tranqüilo: ela tem que enfrentar o PIG desde o seu primeiro dia de trabalho. Tem que mostrar que não aceitará ser tratada como uma cidadã qualquer: ela é (será) a Presidenta da Rebública! Ou ela manda para o Congresso Nacional nos primeiros meses de mandato uma lei que regulamente a  imprensa neste país, como fez Cristina Kirchner, ou ela será bombardeada durante seus quatro anos de mandato pelo PIG. E, repito, ela não e Lula.  Como disse Paulo Henrique Amorim em "post" recente: " o que a folha fez com Dilma foi inaceitável". aqui  Ou a  futura Presidenta deste país tem a coragem de enfrentar o PIG cara a cara, dentro da Lei e da Constituiçao, ou ficaremos a assistir os verdadeiros atentados que estes donos de jornais, de televisão e de revistas semanais têm  perpetrado contra a constituição e contra a democracia.

by the teacher.


P.S  Depois que tinha escrito este texto vi algo muito parecido aqui

O GLOBO JOGA A BÓIA PARA AÉCIO NO ESCÂNDALO DA QUEBRA DE SIGILO

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

A "reporcagem" da revista Veja, feita a toque de caixa, recheada de erros e com falta de apuração, não foi por acaso.

Se o factóide do sigilo fiscal estivesse rendendo votos para Serra, o "petista" Atella seria o assunto da capa da Veja.

O problema é que o escândalo do sigilo fiscal virou-se perigosamente contra a filha de Serra, com a revista Carta Capital que chegou às bancas na sexta-feira (a tempo da Veja ler, antes de soltar sua edição). A Carta Capital resgatou a sociedade na firma Decidir.com, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha. A empresa vazou dados do cadastro de cheques sem fundo do Banco Central, e encontrou facilidades para ter acesso a informações de órgãos governamentais, na época em que o papai José Serra era o todo poderoso homem forte do governo FHC e escolhido para sucessor.

Por isso a revista Veja empenhou-se em mudar a pauta de factóides e escândalos no PIG, (Partido da Imprensa Golpista demo-tucana).

Além disso, o tucanato mineiro tornou-se alvo da "bala de prata" do vazamento dos sigilos fiscais, podendo abater Anastasia (PSDB/MG) e ferir Aécio Neves (PSDB/MG).

Por isso o Jornal Nacional não mudou a pauta de assuntos, mas tratou o vazamento de sigilo como questão policial esvaziando o viés político, mostrando pessoas comuns que também tiveram seus sigilos vazados. Para tirar Aécio da linha de fogo.

É sintomático a capa do Jornal O Globo deste domingo, "milagrosamente" defendendo a Receita Federal, mostrando que o órgão já demitiu diversos funcionários por delito semelhante, e que há centenas de processos administrativos semelhantes. Ou seja, o jornal também tirou o viés político do assunto, retirou as críticas à atuação da Receita Federal, que até pedia a cabeça do chefe do órgão.

Ficou óbvio que é para tirar Aécio da linha de fogo, porque se fosse só para mudar a pauta, simplesmente não tocaria no assunto. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

No Gilson Sampaio: "José Arruda Serra é um desses políticos que fazem da mentira sua principal arma"

O EFEITO SPUTINIK

Laerte Braga
Federico Fellini tinha uma fascinação absurda pelos seios da atriz sueca Anita Ekberg. Em um dos episódios de BOCACCIO 70 transformou a atriz num fantástico “demônio” a atormentar a vida do Doutor Antônio, moralista de virgindade comprovada e pruridos histéricos de saraus tucanos/DEM em petit comitê, onde a burguesia se refestelava virando os olhos ao som de trinados agudos sonhando sonhos bem definidos por Freud.
Beba mais leite, era um outdoor imenso num descampado à frente do prédio onde morava o Doutor Antônio. Anita estendida em decote ousado (as feministas não gostariam hoje da imagem) e sugerindo leite.
Ao final, o moralista, defensor da fé, dos valores da civilização cristã e ocidental acaba abraçado ao outdoor, murmurando “Anita meu amor”, enquanto é guinchado por um guindaste e conduzido a uma ambulância piedosa, mesmo tendo percorrido os corredores do Vaticano contra a ofensa de seios voluptuosos oferecidos a escoteiros puros e cujos olhos não haviam sido ainda conspurcados por imagens deletérias de “podridão moral”.
Chamem o padre Patrick Payton, se é que ainda é vivo. Vai puxar a versão 2010 da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade. Em seguida as prisões ficarão lotadas daqueles que ousaram abrir os olhos e lá por um cantinho de olhada, de esguelha, enxergar Anita.
Flávio Cavalcanti vai completar o quadro numa edição extra de NOITE DE GALA, mostrando que o lançamento do SPUTNIK foi apenas propaganda soviética contra a família e a democracia.
“Malamadas” no definir perfeito de Antônio Maria, quando o machismo ainda era regra (mas Maria morreu de paixão), lotando o auditório e conduzidas com maestria pelo apresentador se mostrariam precursoras do aleluia, aleluia.
Incorporavam a democracia.
Só se José Arruda Serra ressuscitar esses fantasmas. Tem tentado. Quem sabe a vaca de VEJA que usando determinado produto em sua alimentação dá leite com sabor baunilha. Direto das tetas para as embalagens fechadas a vácuo cujo consumo equivalem a um bifinho suprindo todas as crianças de suas necessidades diárias de cálcio e vitaminas.
Pobre Laika. Segundo Flávio Cavalcanti e em sua cruzada pela liberdade, a decisão de lançar a cadelinha ao espaço violou a declaração de direito dos animais.
Lotar prisões com adversários da ditadura que se instalou a seguir, tornar a tortura, o estupro práticas “democráticas” e libertárias, desovar corpos pelos caminhões da FOLHA DE SÃO PAULO, nas rotas da “liberdade”, isso é mais ou menos a teoria de Madeleine Albright, ex-secretária de Estado do governo Clinton, quando lhe perguntaram sobre as mortes de crianças no Iraque por conta do bloqueio. Perto de 200 mil crianças.
“É um preço que a democracia tem que pagar”.
Putz! Pensar que tudo isso é culpa do Sputinik.
José Arruda Serra é um desses políticos que fazem da mentira sua principal arma e gira em torno dos donos. Amarra seus sapatos, carrega suas pastinhas e se auto imola na condição de vítima do que quer que seja. Pilantra. Em 2009 já falava da venda de sigilos fiscais e sabia que não só ele, como todos os políticos eram alvos dessa prática por conta de chantagens costumeiras no meio. Banqueiros, grandes empresas, latifundiários, no afã de descolar um crédito, uma obra, um pedaço de terra gigantesco na ordem natural do progresso capitalista recheado de borduna e que tais.
Bem fez Oscarito que mandou os norte-americanos pastarem e quase chega às vias de fato com Norma Benguel esplêndida e aperfeiçoada Brigite Bardot. Abençoada também.
Felllini tinha horror do idioma inglês. Mas não reclamou em uma de suas obras quando alguns desses atores apareceram por conta do produtor. Segundo ele não precisava entender as asneiras que eram ditas pelos ditos atores. É que ingleses, na sua versão, não falam nada além de asneiras, ou falavam.
O diabo foi a vela. Roberto Benigno subindo um celeiro pelo lado de fora e com uma vela às mãos. Na hora de montar, editar, Fellini quis sombra. Os técnicos não, diziam que era impossível naquela situação.
Fellini pôs sombra, impôs sombra e durante uma semana filósofos discutiram o significado da sombra. Segundo ele tudo era só um filme, cinema, mas para os técnicos o diretor explicou melhor – “entendem agora porque eu sou o gênio e vocês os técnicos? Os que mexem essas máquinas malucas?”.
Joga esse troço na fogueira de São Genaro.
Cara, onde já se viu imaginar que Charlotte Rampling é mais bonita que Anita Ekberg? Uma “tabua inglesa” versus uma “escultura nórdica”?
Ah! Montanhas e montanhas de gelo. Icebergs.
E lá se foi o Doutor Antônio, amigo dos bispos da CNBB, removido pela ambulância da saúde pública italiana.
O que diria de Berlusconi?
Em todo caso no episódio final Sophia Loren era oferecida em rifa, idéia de Vitório de Sicca. E de quebra, no banco de reservas, tinha Gina Lolobrigida em “PÃO, AMOR E FANTASIA”.
Onde já viu general entender desses “negócios” palpáveis e que cheiram a gente?
Quando você entra no complexo FIESP/DASLU você não percebe à primeira vista que está chegando ao inferno real do mundo tucano.
Só quando depois de percorrer todos os escaninhos do contrabando vislumbra numa porta especial o candidato José Arruda Serra proclamando ao mundo e a quem queira ouvi-lo que é vítima de uma “trama”.
A trama é ele meu!
Nem que façam a exumação do corpo de Vernon Walthers comandante das forças armadas brasileiras em 1964, ou que Patrick Payton clame aos céus pelas hordas de “anjos” da OPUS DEI.
Edir, o Macedo, chegou primeiro, carregando sua pastinha de dízimos no milagre da multiplicação dos pães, quer dizer, dos dízimos, em sacos e sacos de montanhas de casas vendidas no céu.
É o efeito Sputinik. Pior que aquela máquina maluca de Woody Allen, a que enxerga o futuro e lhe ensejou uma bicicleta voadora.
Termina na horizontal, com teses e antíteses.
O deserto de idéias dos tucanos.
E olha que a GLOBO faz força. Desde os tempos dos Sputinik

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