Mostrando postagens com marcador falsificação de pesquisas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador falsificação de pesquisas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de setembro de 2010

BRIZOLA NETO MOSTRA A MALANDRAGEM DO DATA FALHA NO ARREDONDAMENTO

A escolinha do Professor Tavinho

 
Qualquer aluno do ensino médio ou até dos últimos anos do ensino fundamental conhece as regras de arredondamento de casas decimais.
 
É tão claro que até o Manual de Redação da Folha diz : “para arredondar, siga estas duas regras práticas: a) Concentre-se na casa seguinte à que se pretende manter;b) Arredonde para cima os algarismos 5, 6, 7, 8 e 9; os restantes (1, 2, 3 e 4), para baixo”
 
Mas parece que o manual da Folha não serve para pesquisas eleitorais.
 
Na pesquisa apresentada hoje no jornal, Dilma aparece com 46% na pesquisa estimulada, Serra com 28% e Marina com 14%. Brancos, nulos, indecisos ou não sabem/não responderam são 11%.
 
Portanto o universo de votos válidos é de 89% do total, considerando a fração dos demais candidatos que não chega a 1%, mas que é voto válido. É simples fazer as contas. 46 sobre 89 (100% dos válidos, portanto) dá51, 685%. Na regra de arredondamento, 52%. Mas a Folha “arredonda” para baixo: 51%.
 
Serra, com 28% de respostas estimuladas tem sobre os mesmo 89%, 31,46% do total de votos válidos. No arredondamento de qualquer estudante, 31%. Mas, na Escolinha do Professor Tavinho Frias, vira 32%.
Com Marina não erra: os seus alegados 14% representam 15,73% dos válidos e é correto arredondá-los para 16%.
 
Com esta “pequena regrinha especial”, a comparação entre Dilma e a soma de Serra e Marina fica em 3 pontos.
 
Se usados os números exatos, dá 4,495%
 
E com a regra de arredondamento estabelecida pelo manual, 5% (52, contra 31 de Serra e 16 % de Marina, ou 52 menos 47%)
 
A Folha, agora, usa as regras da conveniência, não as do seu manual.
A matemática da Folha anda igual à sua “imparcialidade”.
 
Portanto, eu coloquei estes quadrinhos da historinha “Pedro e seus amigos” para ajudar o pessoal da Barão de Limeira a fazer contas “certinho”

Fonte: tijolaço

domingo, 26 de setembro de 2010

MARCOS COIMBRA: A "ÚLTIMA HORA"




Neste domingo, a apenas uma semana da eleição presidencial, temos uma parte menor do sistema político, uma parte importante (mas minoritária) da sociedade e a maioria da “grande imprensa” em torcida animada para que a “última hora” faça com que os prognósticos a respeito de seu resultado não se confirmem.

É natural que todos os candidatos, salvo Dilma, queiram que alguma reviravolta aconteça. Os três partidos que dão apoio a Serra, o PV de Marina Silva, os pequenos partidos de esquerda, todos torcem pelo “fato novo”, a “bala de prata”, algo que a golpeie. Do outro lado, a ampla coligação que Lula montou para sustentar sua candidata (e que formará, ao que tudo indica, a maioria do próximo Congresso) espera que nada altere o quadro.

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.

É claro que sua candidatura não é uma unanimidade. Existe uma parcela da sociedade que não gosta dela e de Lula, que nunca votou e que nunca votará em alguém do PT. São pessoas que até toleram o presidente, que podem achar que é esperto e espirituoso, que conseguem admirar aspectos de seu governo. Mas que querem que Dilma perca.

Se, então, Dilma reúne ampla maioria no eleitorado e apoios majoritários no sistema político, o que seria a “última hora”? O que falta acontecer, de hoje a domingo?

Formular a pergunta equivale a considerar que o eleitorado ainda não sabe o que vai fazer, que aguarda a véspera para se decidir. Que “tudo pode mudar”.

É curioso, mas quem mais acredita que os outros são volúveis são os mais cheios de certezas, os mais orgulhosos de suas convicções. Mas acham que o cidadão comum (o “povão”) é diferente, que é incapaz de chegar com calma a uma decisão pensada e madura.
É fato que sempre existe uma parcela do eleitorado que permanece indecisa até o final. Já vimos, em eleições anteriores, que ela pode oscilar, saindo de uma candidatura e indo para outras. Conforme o caso, sua movimentação pode provocar resultados inesperados, como ocorreu com o segundo turno em 2006.

Mas aquelas eleições também mostram como acontecem esses fenômenos de “última hora”. Nelas, a única coisa que um quase uníssono da “grande imprensa” contra a candidatura Lula conseguiu fazer foi assustar os eleitores mais frágeis, com baixa informação e baixo interesse por política. Os dados indicam que os eleitores mais informados e com alto e médio interesse em nada foram afetados pela artilharia da mídia (assim como os sem nenhum, que nem ficaram sabendo que havia “aloprados”).

Ou seja: aquela gritaria só fez com que as pessoas mais inseguras a respeito de suas escolhas ficassem confusas, ainda que apenas por alguns dias. Mal começou a campanha do segundo turno, Lula reassumiu as rédeas da eleição e avançou sem problemas até a consagração no final de outubro. É como o título daquela comédia: “Muito barulho por nada”.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi



Fonte: Vermelho

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O PRÓXIMO DATAFOLHA



Por Eduardo Guimarães
Quem leu a ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer, no domingo já sabe o que esperar da pesquisa Datafolha do próximo fim de semana. Confiando na argumentação da “margem de erro”, Singer tenta “explicar” as diferenças dos números para os outros três grandes institutos – Ibope, Sensus e Vox Populi, que colocam Dilma à Frente de Serra.

Segundo a ombudsman, “os resultados não são tão diferentes se a margem de erro for levada em conta”, pois, “no limite do Datafolha, Serra teria 35% e Dilma 38%”, e, no Ibope, “o tucano estaria com 36% e Dilma com 37%”. E como não dá para fazer esse cálculo enviesado com os números de Sensus e Vox Populi, ela não faz e nem diz por que.

A ombudsman também especula, em busca de “explicações”, que o Datafolha poderia estar “atrasado” em relação aos números dos outros institutos – uma semana de atraso.

Segundo Singer, quando o instituto de pesquisas do patrão foi a campo não teria ocorrido ainda um crescimento de Dilma que o Ibope captou uma semana depois. Novamente, a moça esquece de Sensus e Vox Populi, que anunciavam a ultrapassagem de Serra por Dilma antes e continuaram anunciando depois.

A ombudsman de mentirinha ainda diz que “militantes mais exaltados” do PT “preferem acreditar que Datafolha e Folha são uma entidade única a favor do PSDB” e rejeita a acusação dizendo que o instituto é “uma empresa à parte”, apesar de ter o mesmo dono e de ser o único que dá vantagem a Serra sobre Dilma.

Estamos às portas de um momento crucial. Terça-feira da semana que vem começa o horário eleitoral na tevê. Seria desastroso para Serra chegar atrás de Dilma a esse ponto, de forma que o Datafolha deve registrar novo “empate técnico” alegando que ocorreu por conta do debate de quinta-feira passada, que colunistas do PIG estão dizendo que foi vencido pelo tucano “por pontos”.

Que ninguém se iluda, a Folha acha que não há como ser condenada pelo crime eleitoral de falsificação de pesquisas devido a dificuldades que acredita existirem para provar que tenha sido cometido. Além do que, o grupo empresarial da família Frias sabe que a investigação na Polícia Federal pedida pelo Movimento dos Sem Mídia não caminhará tão rapidamente e, assim, aposta na eleição do tucano para bloqueá-la.

Há muito em jogo nesta eleição. Um país enriquecido, com negócios imensos para fazer com petróleo, montado em centenas de bilhões de dólares de divisas, com a economia “bombando”. Um prato cheio para quem sonha voltar ao poder para terminar o que FHC não terminou no âmbito da privataria, ou seja, queimar patrimônio público e sumir com o dinheiro.

E se os grupos Folha, Estado, Abril e as Organizações Globo acreditam firmemente que estão acima das leis e das instituições, eles têm até boas razões para isso…

Já o Ibope, não tem a condição de ousar que tem o Datafolha. Apesar das ligações que tem com a Globo, é uma empresa à parte e não tem como estar seguro de que será protegido de uma investigação da Polícia Federal. Ousar como o instituto de pesquisas dos Frias é aposta muito alta para Carlos Augusto Montenegro.

Mas, vejam só, que a representação do MSM isolou o Datafolha. Não é pouco.

O instituto de pesquisas da Folha só deverá começar a publicar números reais quando a eleição estiver mais próxima, exatamente como aconteceu em quase todas as eleições na Venezuela nos últimos anos – os institutos de pesquisa da oposição só se ajustaram à realidade a poucas semanas do escrutínio das urnas.

Apesar de o grupo empresarial da família Frias achar que pode tripudiar das leis, do direito e da democracia ao tentar ludibriar um país inteiro com falsificações grosseiras de sondagens da vontade do eleitorado, só quero que fique bem registrado que eu, Eduardo Guimarães, avisei ao Grupo Folha que ele teria que responder na Justiça pelo que está fazendo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...