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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SERIAM OS TUCANOS DO RESTO DO PAÍS UM BANDO DE "JECAS"?

Seria este homem presidente  de partido?

"Post" aqui na blogosfera dá conta da guerra interna no ninho tucano. Os presidentes do PSDB de São Paulo José Henrique Reis Lobo e o de Minas, Nárcio Rodrigues trocaram farpas afiadíssimas nos últimos dias. O primeiro defendendo que FHC, José Serra, o candidato pela segunda vez derrotado à presidência da república,  e o Candidato a senador derrotado no Ceará, Tasso, "tenho jatinho por que posso" Jereissati não podem se aposentar. Já o segundo alega que a vez agora é de Minas e que São Paulo "vai ter que engoli-los" (sic). 

Agora, o que chama atenção nesta discussão é: e o resto do Brasil onde fica? A mesma política café com leite que já afundou metade do tucanato e vai afundar o resto. Enquanto dois presidentes de partido estaduais ficam se "esmurrando" pelas prioridades do partido em nível nacional, o presidente nacional, que na certa ficou sabendo da briga pelos jornais, limitou-se a dizer que este debate é precoce.  Será que os tucanos de São Paulo e Minas consideram Sergio Guerra, que é pernambucano,  um "Jeca"? Sei não, viu!...

A propósito, gostaria de saber o que têm a  dizer o  líderes tucanos no Nordeste sobre a opinião dos eleitores  do seu partido no sul do país a respeito dos nordestinos.


Em homenagem,  reproduzo primeira estrofe da letra de "Jeca Total" de Gilberto Gil:


"Jeca Total deve ser Jeca Tatu
Presente, passado
Representante da gente no senado
Em plena sessão
Defendendo um projeto
Que eleva o teto
Salarial no sertão"


By the teacher.  Nordestino, miserável, que comprou carro com financiamento, que nunca leu um livro... essas coisas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MARCO AURÉLIO DENUNCIA NOVO GOLPE!!!

Extra! Extra!

Fontes da Corte do Cosme Velho informam que uma reportagem está sendo produzida sigolosamente. É uma entrevista que teria sido gravada esta madrugada, em São Paulo. O sujeito, um laranja que deve ser indiciado pela polícia de São Paulo, acusa um "blogueiro sujo", prefiro progressista, de ter contratado a quebra do sigilo bancário da rica empresária, cujas empresas funcionam em paraísos fiscais e no Brasil. O incauto faria a denúncia e "entregaria" o nome do blogueiro no telejornal do horário nobre desta noite. O assassinato de reputação criaria uma cortina de fumaça e desqualificiaria a "blogolândia", enquanto uma mudança radical nos programas de campanha confirmaria a condição de uso da máquina Estatal para perseguição política. Acho que isso é uma tremenda falta de juízo da direção, mas considero que partindo de quem conheço muito bem, afinal fui perseguido por ele, tudo é possível. Mais informações a qualquer momento no DoLaDoDeLá. Ah, e se me perguntarem se é verdade, enquanto não tiver cópia da entrevista, eu nego!
fonte:  doladodelá

terça-feira, 17 de agosto de 2010

OS LOBOS ESTÃO À ESPREITA


Quando o "Globope" e o "Datafoia" se enquadram com esses números é porque, na verdade eles são muito maiores. Estes institutos estão apenas, principalmente o "globope", tentando recuperar a já devastada credibilidade. Mas não nos enganemos, nem calcemos salto alto. O momento agora é de pé no chão e responsabilidade. A direita vai pro tudo ou nada, sabemos disso. O guia eleitoral começa amanhã e acredito que eles vão lançar sua cartada desesperada na televisão. É a única maneira que eles têm de atingir a maior quantidade de pessoas possíveis de uma só vez. Foi através da televisão que eles divulgaram o caso Lunus, foi na TV que eles montaram a farsa que levou ao segundo turno em 2006, com a ajuda da rede que apoiou a ditadura, claro. Uma mentira, um factóide repetido exaustivamente no guia e repercutido naqueles esgotos chamados Bom dia Brasil, Jornal Hoje, JN e JG tem efeito destruidor. Infelizmente grande parte de nossa população ainda assiste a este lixo. Claro que o PT e a coligação também tem o guia para contrapor, mas é  só o guia eleitoral, enquanto eles têm o PIG. É claro, também,  que talvez isso seja só uma "nóia" minha - e espero que seja mesmo - mas não devemos confiar nessa raça. Há muito em jogo. Há o Pré-sal, no qual eles estão doidos para por as mãos. Uma privatização ali significa muitos  bilhões, há os grandes investimentos das empresas em virtude do momento que o país vive hoje, há o poder que se tem quando se estar a administrar tudo isso. E eles estão desesperados com a possibilidade de passar quatro anos longe dessa mina de ouro que é o Brasil de hoje, com a vitoria de Dilma e ainda ter a possibilidade de mais quatro em um provável bom governo da petista. O comando da campanha deve ter esta possibilidade (da tentativa de um golpe) em mente. Os militantes devem estar atentos e preparados, a blogosfera deve se quedar vigilante e combativa. Estamos numa guerra e numa guerra não se pode abandonar a trincheira de jeito nenhum, sob o risco de sermos atingidos por um morteiro. Eu sou assim. Lembro-me que em 2006, quando estava na praça do Marco Zero, aqui em Recife, acompanhando a apuração e todas as pesquisas anteriores à eleição e até as pesquisas de boca de urna davam como certa a vitória de Lula, só descansei quando ouvi o "não perde mais" e a multidão foi ao delírio. O cenário, tal qual se desenha hoje,  leva a crer que no dia da votação em primeiro turno ouviremos o "não perde mais" para Dilma. Até lá vamos ficar de olho no  inimigo, que não vai se entregar facilmente, e vamos combater o bom combate.
by "the teacher"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CHORA, SERRA. E O VOX POPULI AINDA NEM SAIU!!

IBOPE: DILMA 43% X 32% SERRA

A candidata Dilma Rousseff (PT) aparece na frente na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Ibope de intenção de voto divulgada nesta segunda (16).
A petista aparece com 43% das intenções de voto contra 32% do adversário José Serra (PSDB). De acordo com o Ibope, em terceiro lugar está Marina Silva (PV), com 8%. No  levantamento anterior do Ibope, divulgado no último dia 6, Dilma tinha 39%, Serra, 32%, e Marina, 8%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou menos. Isso indica que Dilma pode ter entre 41% e 45% e Serra, entre 30% e 34%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 174 municípios de quinta-feira (12) a domingo (15). Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23548/2010.
Dos demais candidatos, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU), nenhum alcançou 1% das intenções de voto.
Os eleitores que responderam que votarão em branco ou nulo somaram 7% e os que se disseram indecisos, 9%.
Segundo turno

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, o Ibope apurou que a petista teria 48% e Serra, 37%. Nesse cenário, votariam nulo ou em branco 8% dos eleitores. Os que se disseram indecisos somam 7%.
Na pesquisa divulgada uma semana antes, a petista tinha 44% e Serra, 39% em um hipotético segundo turno entre os dois.
Avaliação do governo

O levantamento também mostrou como os eleitores avaliam o governo Lula. Para 78%, o governo é ótimo ou bom; para 18%, regular; para 4%, ruim ou péssimo.
 Originalmente no G1.
Fonte Terra Brasilis

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PLINIO: ESTÃO QUERENDO MANIPULAR O "O LUTADOR"

                                       Cuidado! o Pig quer manipular este homem

Após o debate da Band e a performance "humorística" de Plinio de Arruda Sampaio tenho lido muito sobre o velho comunista aqui na Internet. Entre os bons textos que li destaco este, aqui, escrito por Rodrigo Viana, em seu blog. No texto,  o jornalista chama Plinio de "lutador" e fala sobre o candidato do PSOL, destacando suas virtudes como político e como pessoa. Li, também, no dia seguinte ao debate, algumas postagens - não tenho mais os links - que dizia que a performance de Plinio no debate teve um caráter apenas humoristico, pra quebrar a monotonia de uma empreitada sem graça. Não acho que seja esse o papel que se deva  atribuir a um guerreiro da democracia, como Plinio. Acho que o papel dele nas eleições e no país é bem maior. Entretanto, e aí está a razão do meu título, acho que o convite, que  antes do debate da Bandeirantes não estava previsto, para que Plinio de Arruda Sampaio participe do debate da Globo tem um leve odor de manipulação. Com suas tiradas irônicas e sua metralhadora giratória, o candidato do PSOL não só colocou um sangue novo no debate como atacou sem pudor a todos que estavam presentes. É aí que entra a manipulação. A população gostou da atuação de Plinio justamente por causa dessas abordagens diretas, que em alguns minutos, pertubaram os oponentes. Serra não tem mais nada a perder: está atrás na pesquisa  e a cada dia que passa perde mais votos. A esperança é que ele pertube Dilma, fazendo-a sair do sério, ou dar uma resposta precipitada, para que o pig possa usar isto contra a candidata do PT. Mas, não acredito que Plínio, 80 anos de idade e uns sessenta de política, não tenha a sensibilidade para perceber que a maior representante do Pig quer apenas usá-lo para atacar Lula e Dilma. Na verdade, na minha opinião,  ele não deveria nem ter aceito o convite. Mas uma vez tendo aceitado, espero que ele use este tempo não para combater Dilma, nem mesmo Marina, mas para combater os verdadeiros inimigos da democracia e do Brasil: o PIG e seu candidato, Serra.
by the teacher.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O PRÓXIMO DATAFOLHA



Por Eduardo Guimarães
Quem leu a ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer, no domingo já sabe o que esperar da pesquisa Datafolha do próximo fim de semana. Confiando na argumentação da “margem de erro”, Singer tenta “explicar” as diferenças dos números para os outros três grandes institutos – Ibope, Sensus e Vox Populi, que colocam Dilma à Frente de Serra.

Segundo a ombudsman, “os resultados não são tão diferentes se a margem de erro for levada em conta”, pois, “no limite do Datafolha, Serra teria 35% e Dilma 38%”, e, no Ibope, “o tucano estaria com 36% e Dilma com 37%”. E como não dá para fazer esse cálculo enviesado com os números de Sensus e Vox Populi, ela não faz e nem diz por que.

A ombudsman também especula, em busca de “explicações”, que o Datafolha poderia estar “atrasado” em relação aos números dos outros institutos – uma semana de atraso.

Segundo Singer, quando o instituto de pesquisas do patrão foi a campo não teria ocorrido ainda um crescimento de Dilma que o Ibope captou uma semana depois. Novamente, a moça esquece de Sensus e Vox Populi, que anunciavam a ultrapassagem de Serra por Dilma antes e continuaram anunciando depois.

A ombudsman de mentirinha ainda diz que “militantes mais exaltados” do PT “preferem acreditar que Datafolha e Folha são uma entidade única a favor do PSDB” e rejeita a acusação dizendo que o instituto é “uma empresa à parte”, apesar de ter o mesmo dono e de ser o único que dá vantagem a Serra sobre Dilma.

Estamos às portas de um momento crucial. Terça-feira da semana que vem começa o horário eleitoral na tevê. Seria desastroso para Serra chegar atrás de Dilma a esse ponto, de forma que o Datafolha deve registrar novo “empate técnico” alegando que ocorreu por conta do debate de quinta-feira passada, que colunistas do PIG estão dizendo que foi vencido pelo tucano “por pontos”.

Que ninguém se iluda, a Folha acha que não há como ser condenada pelo crime eleitoral de falsificação de pesquisas devido a dificuldades que acredita existirem para provar que tenha sido cometido. Além do que, o grupo empresarial da família Frias sabe que a investigação na Polícia Federal pedida pelo Movimento dos Sem Mídia não caminhará tão rapidamente e, assim, aposta na eleição do tucano para bloqueá-la.

Há muito em jogo nesta eleição. Um país enriquecido, com negócios imensos para fazer com petróleo, montado em centenas de bilhões de dólares de divisas, com a economia “bombando”. Um prato cheio para quem sonha voltar ao poder para terminar o que FHC não terminou no âmbito da privataria, ou seja, queimar patrimônio público e sumir com o dinheiro.

E se os grupos Folha, Estado, Abril e as Organizações Globo acreditam firmemente que estão acima das leis e das instituições, eles têm até boas razões para isso…

Já o Ibope, não tem a condição de ousar que tem o Datafolha. Apesar das ligações que tem com a Globo, é uma empresa à parte e não tem como estar seguro de que será protegido de uma investigação da Polícia Federal. Ousar como o instituto de pesquisas dos Frias é aposta muito alta para Carlos Augusto Montenegro.

Mas, vejam só, que a representação do MSM isolou o Datafolha. Não é pouco.

O instituto de pesquisas da Folha só deverá começar a publicar números reais quando a eleição estiver mais próxima, exatamente como aconteceu em quase todas as eleições na Venezuela nos últimos anos – os institutos de pesquisa da oposição só se ajustaram à realidade a poucas semanas do escrutínio das urnas.

Apesar de o grupo empresarial da família Frias achar que pode tripudiar das leis, do direito e da democracia ao tentar ludibriar um país inteiro com falsificações grosseiras de sondagens da vontade do eleitorado, só quero que fique bem registrado que eu, Eduardo Guimarães, avisei ao Grupo Folha que ele teria que responder na Justiça pelo que está fazendo

sábado, 7 de agosto de 2010

MINO CARTA: A ESCALADA DO MURO




Como reagiria a mídia a uma vitória final da candidata de Lula?

Pergunta ao acaso: se Dilma vence, quem irá dedicar-se ao alpinismo e quem não?
Aguardo com alguma ansiedade para a próxima semana a pesquisa eleitoral Datafolha. Às vezes, nos últimos tempos, me agrediu a impressão de que costuma basear-se mais na esperança, belíssimo sentimento, do que em critérios estritamente técnicos. Fique claro, porém, que a esperança não é exclusividade da Folha de S.Paulo. Abriu as asas, pássaro formoso, no céu das redações da mídia nativa em geral.

Não me surpreenderei se o Datafolha começar uma operação de pouso em proveito de sua credibilidade. Pois é do -conhecimento até do mundo mineral que a candidatura de Dilma Rousseff continua em ascensão e a de José Serra em queda. As próximas pesquisas devem confirmar a tendência. Será possível que a discrepância entre o Datafolha e os demais institutos não comece a encolher?

Uma questão interessante neste momento passa a ser a seguinte: como reagiria a mídia a uma vitória final da candidata de Lula? E como reagiriam todos aqueles da plateia que lhe deram ouvidos? Quem se apressaria a subir no muro e quem manteria em relação ao governo Dilma a mesma feroz oposição observada contra o governo Lula? Existe, por mais vaga e remota, a possibilidade de ruptura de uma frente midiática automaticamente armada desde sempre ao menor sinal de risco para a minoria privilegiada e seus aspirantes?

Sublinho que não ouso me atirar a um precipitado prognóstico eleitoral, de fato emprego o condicional. Mas, aqui e acolá, com meias palavras ou nas entrelinhas, insinuam-se, nas páginas impressas e nas falas dos comentaristas do rádio e da tevê, os indícios de uma comedida, contudo insólita cautela. Sintomático o texto de Merval Pereira, da ala de frente da Escola Serrista, publicado em O Globo de quarta-feira 4.

Registra-se ali a “percepção majoritária de que, ao fim e ao cabo”, Dilma derrotará Serra. Puro espanto de minha parte. Tu quoque, Merval? Logo, como outro pássaro, aquele do Cáucaso, vingador dos deuses do Olimpo traídos por Prometeu, o colega põe o bico na ferida: essa percepção baseia-se, sim, na popularidade do presidente, “mas, sobretudo, no jogo bruto que ele vem usando, não respeitando limites na faina para eleger a sua escolhida”. Excesso de gerúndios e de severidade.

Qualquer presidente, em qualquer canto do mundo democrático, e nem tanto, mergulha na faina (faina?) de, como se diz, “fazer seu sucessor”. Recentemente, para citar personagem do agrado da mídia nativa, o presidente colombiano Uribe esforçou-se bastante para levar à vitória seu ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, por ele ungido candidato à sucessão.

Por outro lado, não estava calculado o peso que o apoio de Lula exerceria a favor da escolhida? Não era este o resultado previsto para a estratégia do plebiscito cultivada pelo presidente mais amado da história do Brasil?

Jamais sustentaria que Merval Pereira é de escalar muros, muito pelo contrário. O que escreve hoje prova que ele ficaria onde está, de opinião e letra intocadas, caso Dilma Rousseff viesse a ser a presidente por ele tão peremptoriamente indesejada. Mas haveria certamente jornalistas e seus patrões de súbito dados ao alpinismo, e entre outros e mais diversos donos do poder, explícito ou acobertado, os senhores do estamento, como diria Raymundo Faoro, dispostos a rever posições em nome do pragmatismo.

Algo me intriga, de certa forma mais ainda, e diz respeito ao comportamento dos leitores que sofregamente esperam pela revista Veja na manhã de sábado, ou que se alimentam diariamente com os editoriais, as colunas, as reportagens editorializadas dos jornalões. E lhes repetem, em estado de parva obediência, de dependência canina, os chavões, os clichês, as frases feitas pelos locais públicos e privados.

Seriam capazes de se perguntar, movidos por razões morais e intelectuais, como se deu uma entrega tão passiva à má informação? Seria salutar exame de consciência. E, sempre em caso de vitória de Dilma – insisto no esclarecimento –, que se daria se ela se habilitasse a dar continuidade ao governo Lula e o Brasil avançasse mais e mais no melhor dos caminhos, rumo ao país que há tanto tempo merece ser?


*Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redação@cartacapital.com.br

Fonte: Carta Capital

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SERRA, APENAS SERRA



Os locutores esportivos de antigamente costumavam dar apelidos a quase todo jogador de destaque. Assim, no meu tempo de garoto, Vavá era o "Peito de Aço", Servílio, o "Bailarino", e Ademir da Guia, o "Divino", só para citar três exemplos do meu querido Palestra.
Com o tempo, o talento dos locutores e dos jogadores foi decaindo. Hoje, são raros os boleiros que têm o privilégio desse segundo nome, que às vezes os identifica mais que aqueles que fazem parte das escalações do time.
Sobreviveram os que realmente são - ou foram - craques, como o Ronaldo "Fenômeno", que, infelizmente para o verdadeiro futebol, trava uma luta perdida contra o tempo - e também contra alguns quilos a mais.
Até mesmo cartolas mereceram a honra desse segundo nome. Quem não sabe que Paulo Machado de Carvalho era o "Marechal da Vitória"?
Nesta campanha eleitoral nota-se um esforço do presidente Lula para colar em sua candidata, Dilma Rousseff, um desses apelidos. Lembrando de um de seus ídolos, Getúlio Vargas, que era chamado de "Pai dos Pobres", em vários comícios e atos de campanha, Lula se referiu a Dilma como a "Mãe do PAC".
Como essa, porém, é a primeira eleição de que participa, provavelmente seja ainda muito cedo para que a ex-ministra da Casa Civil fique conhecida por meio de outro nome que não o seu.
Risco maior corre seu opositor, o ex-governador paulista José Serra, que, embora esteja na vida pública há bastante tempo, apenas recentemente, com o advento da internet, é que tem sido brindado com uma série de apelidos.
Se não me engano, o primeiro foi dado por Paulo Henrique Amorim, em seu site Conversa Afiada - Zé Pedágio, por razões óbvias. O mesmo jornalista arriscou algumas variantes: Zé Alagão e Serrágio, entre outros. O mais recente é "Jênio", com "J" mesmo.
Ainda é cedo para saber como Serra ficará conhecido no futuro. Nenhum desses apelidos pode pegar. A experiência mostra que, para merecer ser chamado de algo além de seu nome, a pessoa tem de ter alguma característica marcante, alguma coisa especial.
É caso, por exemplo, do pai espiritual de Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, alcunhado de "Príncipe dos Sociólogos", ou simplesmente "Príncipe" - a redução do epíteto, no seu caso, é menos para expressar intimidade do que para marcar o seu caráter esnobe.
Já Serra, com toda a sua sensaboria, com aquele mau humor constante, a falta de ideias recorrente, a palidez da face e do pensamento, tudo indica, será sempre apenas Serra, assim sem mais nada, assim solitária e tristemente.

domingo, 1 de agosto de 2010

E O SERGIO GUERRA, HEIN? QUE VERGONHA. DILMOU

E a patrulha serrista da Folha pegou o Sérgio Guerra

Folha de S. Paulo, que passou a atuar como a KGB da campanha de José Serra,publica hoje a terceira matéria, em quatro dias,  dedurando  os “aliados” do “coiso” que o estão escondendo no material de campanha.

Hoje uma das “vítimas” é o próprio presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra, candidato a deputado federal, que diz que seus santinhos não têm o nome de Serra por “erro de montagem”.  Os jornalistas da Folha,  utilizados no  papel de agentes do esquadrão “Caça-Traíra”, levantaram o mesmo em relação aos materiais do candidato ao Governo pernambucano, Jarbas Vasconcelos, e ao cearense, Marcos Cals, que reproduzo aqui, onde Jereissati, o “galeguim dos zoio azul” (tá mais jovem, não?) é a estrela e Serra o nada.
Clique na imagem para ampliar e tentar achar o Serra
Diz a Folha que até Alkmin está na base do “antes só que mal acompanhado”.
Se não bastasse isso, o Sérgio Guerra, aquele que o Lula chamou de…esqueci… ainda está furioso hoje de manhã, porque o blog da Folha de Pernambuco flagrou um carro de sua campanha decorado com adesivos de Eduardo Campos (PSB) e de Dilma, como você vê na foto ao lado.
Portanto, mais um boato que está sendo maldosamente espalhado contra Serra: nem seus aliados estão querendo se queimar com sua imagem. Autoria do boato identificada: Marco Maciel, Marcos Cals, Tasso Jereissati e, possivelmente, Geraldo Alkmin. Atenção, QG tucano, mande um esquadrão pra cima dele... 

mande um esquadrão pra cima deles.Fonte: blog Tijolaço
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