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domingo, 14 de outubro de 2012

JÂNIO DE FREITAS NA FOLHA: AS MENTIRAS DE JEFFERSON SERVIRAM PARA MONTAR A FARSA.



Num corajoso artigo, colunista critica manchete do jornal que, ao noticiar a condenação de José Dirceu e José Genoino, estampava a capa com a entrevista de Roberto Jefferson sobre a mesada paga pelo PT aos parlamentares, que jamais existiu
14 DE OUTUBRO DE 2012 ÀS 07:29


247 – Com mais de 80 anos e já tendo visto de tudo, Janio de Freitas é um homem livre. A tal ponto, que se sentiu com liberdade para criticar o próprio jornal onde escreve, a Folha de S. Paulo, pela manchete publicada no dia seguinte à condenação de José Dirceu e José Genoino. Além do “CULPADOS” em letras garrafais, ali estava a entrevista em que Roberto Jefferson contava uma mentira: a da mesada de R$ 30 mil aos parlamentares, que não existiu, e deu origem à palavra mensalão. Leia:
A mesada e o mensalão
Janio de Freitas
Passados sete anos, ainda não se sabe quanto houve de mentira na denúncia inicial de Roberto Jefferson
A mentira foi a geradora de todas as verdades, meias verdades, indícios desprezados e indícios manipulados que deram a dimensão do escândalo e o espírito do julgamento do "mensalão".
Por ora, o paradoxo irônico está soterrado no clima odiento que, das manifestações antidemocráticas de jornalistas e leitores às agressões verbais no Supremo, restringe a busca de elucidação de todo o episódio. Pode ser que mais tarde contribua para compreenderem o nosso tempo de brasileiros.
Estava lá, na primeira página de celebração das condenações de José Dirceu e José Genoino, a reprodução da primeira página daFolha em 6 de junho de 2005. Primeiro passo para a recente manchete editorializada -CULPADOS-, a estonteante denúncia colhida pela jornalista Renata Lo Prete: "PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson". O leitor não tinha ideia de que Jefferson era esse.
Era mentira a mesada de R$ 30 mil. Nem indício apareceu desse pagamento de montante regular e mensal, apesar da minúcia com que as investigações o procuraram. Passados sete anos, ainda não se sabe quanto houve de mentira, além da mensalidade, na denúncia inicial de Roberto Jefferson. A tão citada conversa com Lula a respeito de mesada é um exemplo da ficção continuada.
A mentira central deu origem ao nome -mensalão- que não se adapta à trama hoje conhecida. Torna-se, por isso, ele também uma mentira. E, como apropriado, o deputado Miro Teixeira diz ser mentira a sua autoria do batismo, cujo jeito lembra mesmo o do próprio Jefferson.
Nada leva, porém, à velha ideia de alguém que atirou no que viu e acertou no que não viu. A mentira da denúncia de Roberto Jefferson era de quem sabia haver dinheiro, mas dinheiro grosso: ele o recebera. E não há sinal de que o tenha repassado ao PTB, em nome do qual colheu mais de R$ 4 milhões e, admitiria mais tarde, esperava ainda R$ 15 milhões. A mentira de modestos R$ 30 mil era prudente e útil.
Prudente por acobertar, eventualmente até para companheiros petebistas, a correnteza dos milhões que também o inundava. E útil por bastar para a vingança ou chantagem pela falta dos R$ 15 milhões, paralela à demissão de gente sua por corrupção no Correio. Como diria mais tarde, Jefferson supôs que o flagrante de corrupção, exibido nas TVs, fosse coisa de José Dirceu para atingi-lo. O que soa como outra mentira, porque presidia o PTB e o governo não hostilizaria um partido necessário à sua base na Câmara.
Da mentira vieram as verdades, as meias verdades e nem isso. Mas a condenação de Roberto Jefferson, por corrupção passiva, ainda não é a verdade que aparenta. Nem é provável que venha a sê-lo.
MAIS DEDUÇÃO
Em sua mais recente dedução para voto condenatório, o presidente do Supremo, Ayres Britto, deu como certo que as ações em julgamento visaram a "continuísmo governamental.
Golpe, portanto, nesse conteúdo da democracia que é o republicanismo, que postula renovação dos quadros de dirigentes".
Desde sua criação e no mundo todo, alcançar o poder, e, se alcançado, nele permanecer o máximo possível, é a razão de ser dos partidos políticos. Os que não se organizem por tal razão, são contrafações, fraudes admitidas, não são partidos políticos.
Sergio Motta, que esteve politicamente para Fernando Henrique como José Dirceu para Lula, informou ao país que o projeto do PSDB era continuar no poder por 20 anos.
Não há por que supor que, nesse caso, o ministro Ayres Britto tenha deduzido haver golpe ou plano golpista. Nem mesmo depois que o projeto se iniciou com a compra de deputados para aprovar a reeleição.

Fonte:  Brasil 247

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A EDUCAÇÃO NO ESTADO GOVERNADO PELOS TUCANOS HÁ QUASE 16 ANOS.

No texto abaixo, do Blog do Miro, é interessante a análise que Luis Nassif faz sobre a FSP e sua obsessão pelo esgoto do jornalismo e sua "nóia" em agradar Ali Kamel. Mas o mais importante nesta postagem é o texto "Insustentável leveza" da jornalista Laura Capriglione. Ao lê-lo, nós que somos eleitores de outros estados do Brasil e que já demos viradas históricas através do voto, cada vez compreendemos menos a folgada dianteira de Geraldo Alckmim na corrida ao governo de São Paulo.

by "the teacher"

Demétrio Magnolli e o "recuo" da Folha

Reproduzo artigo de Luis Nassif, publicado em seu blog:

Alguns meses atrás, quando a velha mídia ainda tinha pretensão de eleger presidentes, Otávio Frias Filho permitiu que um troglodita, Demétrio Magnolli, fuzilasse dois repórteres da Folha nas próprias páginas do jornal. Motivo: uma matéria desfavorável ao senador Demóstenes Torres, que era contra cotas raciais.

Qual a razão de tanto empenho do Magnolli e do Otávio em combater as cotas, a ponto do primeiro chamar os jornalistas de "meliantes" no jornal do segundo, com sua concordância? Apenas o fato de que o tema tornara-se bandeira do inacreditável Ali Kamel. Apenas isso. O fervor de cruzado desse pessoal destinava-se apenas a prestar reverência ao Kamel em sua cruzada e impedir que um chefe todo-poderoso da Globo pudesse ser derrotado em sua bandeira pessoal. Mero capricho de novo-rico do poder.

Demétrio perdeu o cetro de corneteiro mor da brigada "eu-amo-o-Kamel" para a Época - que considerou o livro do seu chefe um dos mais importantes da década, nesse interminável festival de ridículos que marcou o ápice do deslumbramento desses novos poderosos, CEOs do jornalismo.

Os dois jornalistas da Folha foram fuzilados. Antes deles, houve outros expurgados em nome dessa guinada do jornal.

Poucos jornalistas da Folha se mantiveram na trincheira do bom jornalismo (não vou mencionar nomes para não expo-los, mas quem lê a Folha sabe quem são). Oportunistas aderiram ao que manda o chefe. Jornalistas de caráter resistiram, embora recolhendo-se até que cessasse esse macartismo infernal.

Agora, a custosa e quase inútil tentativa da Folha de recuperar a imagem perdida dependerá fundamentalmente dos que resistiram à infâmia.

O espaço dado a Laura Capriglione na página 2 do jornal é a reabilitação interna a uma jornalista de caráter. O tema tratado mostra que, embora deva favores a José Serra, a Folha começa a acordar de cinco anos de cegueira continuada.



"Insustentável leveza" - Laura Capriglione

É de estarrecer a forma como se comporta o governo do Estado de São Paulo quando o assunto é educação.

Agora, uma medida que se chegou a apresentar como revolucionária cai por terra antes mesmo de ser aplicada. Trata-se do chamado "vale-presente" - a Secretaria da Educação daria R$ 50 a alunos que, em dificuldades com matemática, não faltassem a aulas de reforço.

Houve quem visse no "presente" propósitos eleitoreiros, outros acusaram-no de premiar o fracasso escolar (bons alunos não concorreriam ao benefício), outros ainda de ser antieducativo, já que, ao prazer do aprendizado, que deveria ser o alvo do processo pedagógico, se anteporia a força da grana.

Ocioso, agora, discutir as objeções. O que assombra é a leveza beirando a irresponsabilidade com que o secretário Paulo Renato Souza anunciou o cancelamento do programa, ontem, na Folha: "É um projeto que está muito cru", disse ele. "Muito cru", secretário?

Tem sido assim a condução da educação pública paulista.

Projetos ditos sensacionais em um dia evaporam no dia seguinte. Isso ajuda a explicar por que são pífios os indicadores de desempenho escolar no Estado mais rico.

E não melhoram, como o próprio Paulo Renato foi obrigado a reconhecer à vista dos resultados do último Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo): "Numa avaliação média, eu diria que tivemos uma estagnação", admitiu, confrontado com o fato de que a performance em matemática no ensino médio chegou a regredir entre 2008 e 2009.

Em português e matemática, a nota dos alunos do 3º ano do ensino médio atesta que eles têm competência abaixo da que seria esperada para alunos da 8ª série do ensino fundamental.

São 15,5 anos de administrações tucanas em São Paulo.

Uma criou a Escola da Família, outra desidratou-a. Primeiro se trombeteou que professores temporários sem qualificação para lecionar seriam demitidos. Depois o propósito foi abandonado. "Minha primeira obrigação é garantir aula", disse o secretário, como se alguém discordasse.

Até uma incrível parceria entre a cantora pop Madonna e a Secretaria da Educação chegou a ser alardeada, com direito a foto do secretário e do então governador José Serra em troca de sorrisos com a "Material Girl".

A ideia era aplicar um tal "programa educacional baseado em princípios cabalísticos" na rede pública. "Não é propriamente um programa formal, mas para desenvolver psicologicamente. Para enfrentar melhor a vida", disse Serra à época. Foi só a mãe de Lourdes Maria voltar para casa e nunca mais se falou no assunto. Seria tudo uma piada se não se tratasse das vidas e esperanças de tantos jovens

texto originalmente publicado em nassif on line e reproduzido pelo Blog do Miro

OS LOBOS ESTÃO À ESPREITA


Quando o "Globope" e o "Datafoia" se enquadram com esses números é porque, na verdade eles são muito maiores. Estes institutos estão apenas, principalmente o "globope", tentando recuperar a já devastada credibilidade. Mas não nos enganemos, nem calcemos salto alto. O momento agora é de pé no chão e responsabilidade. A direita vai pro tudo ou nada, sabemos disso. O guia eleitoral começa amanhã e acredito que eles vão lançar sua cartada desesperada na televisão. É a única maneira que eles têm de atingir a maior quantidade de pessoas possíveis de uma só vez. Foi através da televisão que eles divulgaram o caso Lunus, foi na TV que eles montaram a farsa que levou ao segundo turno em 2006, com a ajuda da rede que apoiou a ditadura, claro. Uma mentira, um factóide repetido exaustivamente no guia e repercutido naqueles esgotos chamados Bom dia Brasil, Jornal Hoje, JN e JG tem efeito destruidor. Infelizmente grande parte de nossa população ainda assiste a este lixo. Claro que o PT e a coligação também tem o guia para contrapor, mas é  só o guia eleitoral, enquanto eles têm o PIG. É claro, também,  que talvez isso seja só uma "nóia" minha - e espero que seja mesmo - mas não devemos confiar nessa raça. Há muito em jogo. Há o Pré-sal, no qual eles estão doidos para por as mãos. Uma privatização ali significa muitos  bilhões, há os grandes investimentos das empresas em virtude do momento que o país vive hoje, há o poder que se tem quando se estar a administrar tudo isso. E eles estão desesperados com a possibilidade de passar quatro anos longe dessa mina de ouro que é o Brasil de hoje, com a vitoria de Dilma e ainda ter a possibilidade de mais quatro em um provável bom governo da petista. O comando da campanha deve ter esta possibilidade (da tentativa de um golpe) em mente. Os militantes devem estar atentos e preparados, a blogosfera deve se quedar vigilante e combativa. Estamos numa guerra e numa guerra não se pode abandonar a trincheira de jeito nenhum, sob o risco de sermos atingidos por um morteiro. Eu sou assim. Lembro-me que em 2006, quando estava na praça do Marco Zero, aqui em Recife, acompanhando a apuração e todas as pesquisas anteriores à eleição e até as pesquisas de boca de urna davam como certa a vitória de Lula, só descansei quando ouvi o "não perde mais" e a multidão foi ao delírio. O cenário, tal qual se desenha hoje,  leva a crer que no dia da votação em primeiro turno ouviremos o "não perde mais" para Dilma. Até lá vamos ficar de olho no  inimigo, que não vai se entregar facilmente, e vamos combater o bom combate.
by "the teacher"
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