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domingo, 3 de junho de 2012

Dilma vem para fazer História



Rodolpho Motta Lima

Quem não se lembra da crônica política de dois anos atrás que, diante da iminência da vitória da candidata Dilma Roussef, rotulava-a como inexperiente, pronta para ser engolida, seja pela  previsível  subserviência ao que seria o seu inventor (Lula) seja pela matreirice corporativista de um congresso formado basicamente por raposas da política, por  aproveitadores e fisiológicos?  Quem não se recorda do conceito de “pau mandado” que lhe tentaram  impingir em relação ao ex-presidente, eminência parda para quem a presidenta eleita apenas esquentaria o lugar para um hipotético retorno do líder petista?

Um mínimo de honestidade dessa turma de críticos, alicerçada nos atos e fatos que vêm marcando o governo Dilma, já deve estar mexendo com determinadas convicções então levantadas, ao menos por parte dos realmente bem intencionados. E não é por acaso que mesmo alguns setores da mídia que se pautam permanentemente pelas tentativas de desestabilizar o poder constituído pelo povo, mesmo esses estão mais cautelosos nas observações e análises sobre as posturas da Presidenta, que hoje desfruta dos mais altos índices de aceitação conferidos nos últimos anos a um mandatário nacional. E então, claro, voltam suas baterias para o Lula, contando com a cumplicidade de alguns golpistas e de muitos figurões da República... E elegem o “mensalão” petista (que, diga-se, tem mesmo que ser julgado e, se for o caso, punido) como o nosso mais sério delito de corrupção, esquecendo o seu irmão gêmeo mineiro, a compra de votos para a reeleição, as denúncias da Privataria Tucana e tudo mais que, em nosso país, está se transformando numa cachoeira, ou, se quiserem, numa enxurrada. Mas esse é um  outro assunto...

A Presidenta não titubeou no caso dos ministros que se viram envolvidos em denúncias de malversação, tráfico de influência  ou coisas do gênero. Com sabedoria de estadista, administrou as crises – que muitos pretendiam avassaladoras – e deixou que o bom senso (ou o rabo preso) dos  envolvidos encaminhasse as soluções de afastamento. Recusou o rótulo pejorativo de faxineira, e afirmou-se pela sobriedade e seriedade com que foi equacionando os problemas. Nas substituições que fez, deixou clara uma posição de independência em relação a muitos interesses da sua própria base política de apoio, apostando no técnico contra o político, na eficiência contra a demagogia.

É bem nítido que o nosso sistema político de composições para  a malfadada “governabilidade” tem impedido muitas vezes  a Presidenta de fazer valer seus propósitos. Mesmo assim, até pelas reações corajosas de Dilma, poucas vezes a sociedade brasileira pôde   perceber tão claramente esse jogo espúrio de pressões e contrapressões que ainda marcam o cenário nada republicano  de nossa política.    

De qualquer  forma, a Presidenta vem impondo sua marca, cada vez mais particular, na condução de assuntos  que, embora de interesse de todo o povo brasileiro, são (ou eram) tidos como intocáveis. Um deles: os juros cobrados no sistema bancário. Dilma não economizou críticas – em horário nobre e rede nacional – às exorbitâncias praticadas e não apenas cobrou medidas da rede particular como usou os bancos oficiais como elementos de concorrência, em uma linguagem que o “mercado” certamente entende ...  

A criação da Comissão da Verdade, acompanhada da verdadeira profissão de fé da Presidenta, e a transparente Lei do Acesso, são ações que, embora tardias, finalmente surgem agora como irreversíveis conquistas da cidadania, marcas adicionais no perfil de estadista da Presidenta.

Se Dilma não pôde – como queriam os ambientalistas – vetar totalmente o escandaloso Código Florestal aprovado no Congresso, nem por isso cedeu aos ruralistas naquilo que considerou mais relevante para  a  preservação de nossas florestas e para a afirmação de princípios éticos como o da não anistia aos grandes  desmatadores.

São apenas alguns exemplos, dentre muitos, que justificam os números que as repetidas pesquisas estão revelando. Agora mesmo leio nos jornais a publicação, pelos Ministérios da Saúde e da Justiça, de lei que criminaliza a exigência, por parte de entidades de saúde particulares, de cheque-caução para atendimento médico de urgência, tipificando a exigência como crime de omissão de socorro. Sabemos todos da “caixa preta” que envolve esse e outros assuntos ligados aos planos de saúde.

Evidentemente, nem tudo são ou serão flores no âmbito federal. Há muitos desafios pela frente. Dilma reafirmou em recente pronunciamento que seu compromisso é com o crescimento econômico do país, com inclusão social e sustentabilidade.   

Lamentavelmente, a permanente tentativa dos nossos partidos de fazer valer a política do “toma lá dá cá”  não são práticas que desaparecerão em um repente, por milagre ou por espasmo. Dilma, nesse âmbito,  às vezes tem que empenhar-se em dobrar alguns dos seus próprios companheiros de partido...

Mas o caminho da Presidenta, esperamos todos, deve ser o do enfrentamento do fisiologismo reinante. Aproveitando-se dos exitosos índices que o país vem revelando no cenário mundial – que garante aos brasileiros uma relativa tranquilidade em meio à crise geral - penso que está na hora  de fazer valer sua merecida popularidade para  trocar, gradativamente, o comprometido apoio de políticos discutíveis pelo indiscutível apoio popular. Nas ruas, se for o caso, quando necessário, na velha tradição das grandes causas públicas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dotô Mervá Perêra da ABL e os "alhos com bugalhos"

Por DiAfonso [Terra Brasilis]


Desde o dia em que li o artigo Alhos com bugalhos [transcrito abaixo] do Merval Pereira, o "Imortá da ABêEle", venho arrumando um tempinho para tecer algumas considerações. Eis que agora o tempo surgiu. 

Na verdade, são dois tipos de considerações: a primeira diz respeito ao discurso do "sinhô Mervá imortá"; a segunda se refere a alguns aspectos da estrutura do texto do "Sinhô Dotô Mervá Imortá Perêra" [Não costumo discutir ideias focando nos "erros" que sinalizam para o "mau uso" da variante da língua portuguesa dita padrão. Com Mervá, no entanto, tenho uma certa "sastisfação". É o meu protesto contra uma ABL que perdeu o norte de seus propósitos. É a minha solidariedade ao escritor Antônio Torres cuja vaga foi vergonhosamente usurpada pelo ordinário "escritor" que é o Mervá.]. 

"Apois" bem, "vamu lá!":

O raciocínio "mervaliano" - sobre o raciocínio da presidentA Dilma - apresenta, de início, um equívoco - o próprio Merval tratará de escancarar o equívoco. Escreve ele, o Mervá, que a forma como a presidentA Dilma vê a questão dos direitos humanos, de um modo amplo, 

"[...] faria até sentido se ele [o raciocínio de Dilma] comparasse regimes políticos semelhantes.". 

["Ô, misera!"] Quando a presidentA Dilma fala de direitos humanos - considerando todo e qualquer regime de governo -, ela o faz na perspectiva de que o respeito aos direitos humanos deva ser imperativo em qualquer forma de governo e, sobretudo, naquela forma dita democrática, caso dos EUA. 

Mas esse não parece ser um preceito a ser seguido pela infame potência mundial. Basta passar um pano rápido nas investidas estadunidenses mundo afora para constatar que clamar por direitos humanos é uma conveniente bandeira... quando se trata dos interesses do governo de Washington.

Se Cuba, cujo sistema governamental ganha "publicidade jornalística" como "ditadura" - concordo, em tese, com essa denominação -, não respeita os direitos humanos, as democracias - como a estadunidense - deveriam, imperativamente, respeitá-los. Não é o que se vê.

Mais adiante, o Mervá tenta iludir, com seu "raciocínio" pouco consistente, o leitor. Escreve ele que o sistema judiciário das democracias [Faz alusão, especificamente, aos EUA, pois, no Brasil, a coisa não é tão eficaz assim. Mervá deveria dizer por qual motivo isso ocorre, mas, covardemente, não diz.] funciona e pune os que mostram desvio de conduta no quesito direitos humanos. 

O poder judiciário da "democracia" estadunidense pune os transgressores, mas o Estado continua impune. Vale ressaltar ainda, Mervá, que as punições servem de lenitivo, de "prestação de contas" ao mundo e se dão no âmbito interno desta sociedade. Lá fora [Iraque, Afeganistão, Paquistão...], as atrocidades não só continuam a acontecer, como são estimuladas pelo belicismo dos EUA.

De fato, Mervá, não dá para comparar regimes autoritários com sistemas democráticos de governo, mormente, quando, nestes últimos, os direitos humanos são relegados a um discurso de conveniência. E, aqui, parece-me que quem está misturando alho com bugalhos é o "Sinhô, Dotô Mervá", porquanto não atentou para a amplitude da fala da presidentA e a implícita crítica que ela faz ao comportamento "democrático" de alguns países, incluindo todos aqueles que se alinham às diretrizes estadunidenses.

Um dado interessante no texto do Mervá é a referência sutil a ações governamentais que desrespeitam - quer por ação efetiva, quer por omissão - os direitos humanos. Ele cita a realidade das prisões brasileiras e as intervenções arbitrárias em comunidades pobres, mas não nomeia quem capitaneou recentemente - em conluio com o judiciário - o flagrante desrespeito aos direitos humanos em Pinheirinho. Fosse um prefeito ou um governador do PT, seus nomes apareceriam em letras garrafais. Como é Geraldo Alckmin e um prefeito do PSDB, nada a declarar... apenas vagas alusões.

Já quanto à estrutura do texto, só me resta dizer que sinto vergonha. Vergonha em saber que um eleito para a ABL apresenta dificuldades enormes em engendrar algumas linhas. Parece faltar ao "Sinhô Dotô Mervá" a habilidade estilística na construção de períodos articulados. O enxame de conjunções aditivas [E a imprensa internacional... / E geralmente... / ...e mancharam o nome do país... / ...e sistema judiciário costuma atuar com rigor. / ...e onde dissidentes morrem de fome...] ferroam o leitor. Mervá, a eliminação de algumas dessas conjunções daria mais leveza ao texto, hômi! Vêji isso lá com os doutô da ABL. E o relativo "onde"? Ele aparece três vezes! ["Ô, mininu danado esse Mervá!"].

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Alhos com bugalhos

O raciocínio da presidente Dilma sobre os direitos humanos faria até sentido se ele comparasse regimes políticos semelhantes. Mas ela simplesmente está misturando alhos e bugalhos. Uma democracia como a brasileira tem que ser criticada, e frequentemente o é, pelas falhas nos direitos humanos nas suas prisões, por exemplo, que são vergonhosas, ou nas comunidades pobres. Ou os Estados Unidos, como a própria Presidente brasileira lembrou, quando abusam dos direitos dos prisioneiros de Guantánamo. E a imprensa internacional não se cansa de denunciar esses abusos, lá e em outras regiões do mundo onde os Estados Unidos, através de seus agentes, cometem qualquer tipo de barbaridade. E geralmente, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos – mais lá do que aqui, temos que admitir – os agentes públicos que abusaram de seu poder e mancharam o nome do país são punidos, e sistema judiciário costuma atuar com rigor. O mesmo não se pode dizer de Cuba, onde o abuso dos direitos humanos é uma política de Estado, e onde dissidentes morrem de fome por falta de um mínimo de atuação do estado, que é uma ditadura de mais de 50 anos, sem Parlamento livre nem liberdade de imprensa e, portanto, não pode ser comparada com outros países democráticos que falham na proteção dos direitos humanos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dilma Rousseff: um mulher mostra fibra diante de seus algozes

Dilma Rousseff no Tribunal Militar, na época da ditadura [ou "Ditabranda", para a Folha de São Paulo]:


Dilma Rousseff diante de Agripino Maia [DEM] que defendeu a ditadura militar e com ela se acumpliciou. Hoje, esta figura asquerosa, representando seu estado no Senado Federal, vê seu passado e seu presente desmascarados pela verdade dos fatos:


A foto emblemática de Dilma no Tribunal Militar

Esta é uma daquelas fotos que justificam o mil vezes batido “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Em contraste com a altivez e o olho-no-olho da guerrilheira, as mãos que escondem as caras dos covardes.

Vergonha?

Medo de represálias?

Medo de revelações de um futuro ainda por vir?

É preciso estar atento para os contragolpes da direita raivosa à Comissão da Verdade. O braço midiático já entrou em ação com a publicação de matéria denunciando possíveis traições entre companheiros da guerrilha. Tenham certeza, uma das estratégias será estabelecer o desentendimento entre os remanescentes da guerrilha a fim de diminuir o impacto das covardias perpetradas pelos torturadores e seus mandantes.


Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar) / Revista Época

Vídeo dO Cachete:


Olhar e não olhares!


Pesquei a imagem deste post na internet e simplesmente reproduzi a reportagem que estava no Com Texto Livre para ela.

O que correu pela net, após sua divulgação, principalmente foca os olhos cobertos dos 'ditos' juízes: vergonha? Ou quem sabe: "que que estou fazendo aqui?" - que foram o foco de diversos comentários em muitos blogs.

O que gostaria de chamar a atenção não é para os 'não olhares' dos militares, mas sim para o olhar decidido desta que, após mais de 20 dias de tortura, enfrentava com determinação o seu calvário.

Não se vê neles medo, senão uma firme determinação ancorada em certezas que certamente não poderia discorrer naquele momento.

É um olhar firme, corajoso, daquela que não reconhecia erros em sua luta, nem medo das possíveis punições que lhe poderiam advir.

É um olhar de luta, embasada no mais íntimo do seu ser, da justeza e da necessidade de sua luta e a de muitos e muitos outros de quem hoje não mais temos contato.

É um olhar que antes de mais nada, julga seus algozes, assim como a Comissão da Verdade deverá julgar aqueles que, por trás de uma farda e de um golpe de estado, se achavam no direito de dizer o que era certo e o que era errado. O que podia e o que não se podia dizer, pensar, falar, agir!

É este olhar determinado, Presidenta Dilma, que os brasileiros começam a admirar.

Lembra nosso 'eterno' comandante: "Hay que endurecer pero sin perder la ternura, jamás"! (El Che)

Luiz Settineri - SAROBA [Editor do Terra Brasilis]

sábado, 9 de julho de 2011

MARINA, A LARANJA DE 2010: " UMA MÁQUINA OBCECADA PELO PODER."

acima, a consciência ambiental de Marina.

Marina é, ela sim, uma máquina obcecada pelo poder. Tanto é assim que assistiu em silêncio uma candidata mulher, como ela, ser impiedosamente caluniada durante a campanha presidencial de 2010, principalmente no quesito moral e religião. Assistiu em silêncio e  de camarote.   Marina Silva  sabia que os e-mails e o que se dizia nas ruas sobre Dilma eram calúnias e ela não disse uma palavra em sentido contrário em nenhum momento, pois sabia que seria beneficiada com isso. Beneficiada apenas no sentido de se projetar nacionalmente, uma vez que ela, seu partido e  até o reino mineral sabiam  que não chegariam ao segundo turno.
 Acontece que MS  tinha consciência que a função do PV era apenas de dar suporte para Serra. Não fosse assim o seu partido não teria dividido o palanque com dois candidatos a presidente, como fez no Rio de Janeiro e em outros estados. Por que Marina se submeteu a isso? Porque tinha a esperança de, passadas as eleições, apoiada na quantidade de votos que viria a ter, se lançar como liderança nacional e ter força suficiente para dominar o PV, que de verde não tem nada. Na verdade o partido, pelo menos em alguns estados está aliado ao que há de mais retrogrado em termos de política de preservação ambiental. O PV é apenas mais um partido político. O discurso ambiental é de fachada. A lógica é simples: Marina Silva afirmou durante a campanha que quando assumiu o Ministério do Meio Ambiente este não tinha nem fiscais, nem viaturas, nem uma estrutura montada. Estava tudo sucateado. Se isso é mesmo verdade, como se explica a sua neutralidade no segundo turno  e a divisão de palanque com Serra no primeiro, Se ela herdou o Ministério sucateado justamente de FHC e Serra?! Ora, a sua neutralidade significava que, para ela, não tinha importância quem ganhasse. Os dois eram iguais. A possibilidade de Serra e seu partido, que destruíram tudo que ela teve que reconstruir quando ministra, voltarem ao poder, não era problema  para ela.

 Porém  os planos daquela que foi apenas uma laranja nas eleições presidenciais deram errado. Ela não conseguiu tornar-se uma liderança nacional simplesmente porque o seus votos, principalmente os da reta final das eleições não vieram da consciência política e ecológica do povo brasileiro. Eles foram resultado da campanha de ódio empreendida contra Dilma Rousseff. Tampouco conseguiu dominar o PV pelos óbvios motivos expostos acima. 

Agora, o que resta a Marina? Não resta nada. Vai vagar pela planície da política e se beneficiar do seu falso "status"  de ambientalista no Brasil e no mundo durante um tempo, depois, sem partido e sem mandato, cairá no ostracismo político. Ou não. Nunca se sabe. Agora, pelas atitudes tomadas por Marina Silva das  eleições de 2010 até agora, não seria de todo mal para ela sofrer um pequeno castigo para aprender.

The teacher.

domingo, 3 de julho de 2011

PRESIDENTA, DEMISSÃO JÁ!

eles se merecem

Quem são os idiotas a quem Jombim se referiu no seu discurso bajulador ao entreguista mó, FHC, o que era pai e não era, pouco se me dá. O que eu realmente gostaria de saber é por que ao invés de chamá-lo para demiti-lo sumariamente a Presidenta da República se presta ao papel de apenas pedir-lhe, se é que pediu, explicações. Que explicações? por que ele foi a uma festa onde só havia políticos da oposição fazer apologia ao tempo em que ele servia àqueles políticos, deixando  apreender de suas palavras que aqueles eram tempos melhores?! Deixando claro que nos tempos atuais há idiotas no governo ao qual serve? Que ele só está no cargo atualmente porque aquele a quem ele foi bajular o colocou? Não há alinhamento político nesse mundo que me faça entender algo assim. Não existe compreensão de conjuntura política, a que todo governo está sujeito, que justifique isso. Este personagem nem é tão importante assim. Perguntei à epoca do escândalo  Palocci e agora torno a perguntar: que falta este homem fará ao governo Dilma? Resposta: nenhuma, jamais.

 Presidenta, Presidenta, já disse isso antes e repito: daqui deste pequeno espaço, lutei como muitos outros companheiros para colocá-la onde está e dar continuidade ao projeto do governo Lula, do qual a senhora fez parte. Mas não podemos aceitar que  um governo que foi eleito lutando contra tudo que há de mais abjeto na política, partindo de Serra e FHC, aceite que um de seus integrantes se junte justamente a esses praticantes de política de esgoto para indiretamente atacar a este governo e continue, impune e alegremente, a fazer parte dele. Demissão já.

The teacher.

sábado, 2 de outubro de 2010

NÃO, MARINA, VOCÊ VAI PERDER PERDENDO MAIS DO QUE O SERRA

PELA TERCEIRA VEZ PERGUNTA-SE: QUAL A VERDADEIRA FACE DE MARINA?

Trecho da entrevista de Marina Silva após o Debate da Globo:
"Sei que existem aqueles que até podem ir para o segundo turno. Aqueles que vão ganhar perdendo porque fizeram alianças incoerentes e inconsistentes. E aqueles que vão perder perdendo porque fizeram um festival de promessas que não se sustentam", afirmou Marina, referindo-se a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), respectivamente. "Se eu perder, perco ganhando", aqui 
É engano seu Marina. Você é quem mais vai perder. E perder feio. E perder de goleada. Serra vai perder mas vai perder jogando o jogo a que sempre se propôs: apoio da imprensa golpista, truculência, baixarias, denuncismos, mentiras e por fim "promessas que não se sustentam" como você mesma afirmou. Acontece que "até o reino mineral" (Mino Carta) já sabia que Serra iria agir assim e como um time que perde jogando feio porque só sabe jogar feio Serra vai perder normalmente e a história se encarregará dele. Agora, Marina, você vai perder de maneira mais feia e perder mais do que serra porque não era isso que aqueles que admiraram você dentro e fora do PT esperavam de você. Guardadas as devidas proporções, Marina, o seu posicionamento nestas eleições foi pior do que o do Serra. Sua referência a "alianças incoerentes e inconsistentes" são um tanto quanto hipócritas. Você permitiu que o principal nome de seu partido em um dos maiores estados do pais, o Rio de Janeiro, pedisse votos para você e para o seu adversário. Se você se refere a alianças com os  Sarney, por exemplo, Zequinha Sarney é um dos principais nomes de seu partido. Uma outra atitude sua que pode ser considerada estelionato eleitoral é você se posicionar contra o governo Lula (embora, como boa política isso vai depender da classe social e do lugar onde você está falando.) É estelionato porque você participou deste projeto durante cinco anos como ministra e não é capaz de reconhecer nada de bom?  Por último, cara Marina, seu posicionamente dúbio durante a campanha sobre temas de natureza complexa como aborto e drogas, por exemplo, mostra que por trás desse seu discurso ecológico-religioso tem uma pessoa dissimulada e esperta. Leia aqui Porque o Pastor Silas Malafaia não vota mais na senhora. Ele diz que quando a senhora afirma que vai pedir um plebiscito está tentando agradar os dois lados e está mesmo. Isto é dissimulação. Poderia passar horas aqui escrevendo sobre como a senhora vai perder esta eleição perdendo feio. Mas não vale a pena. O povo a quem a senhora está tentando enganar com sua aparência de boa cristã já percebeu o lobo que há por trás da aparência de cordeiro e já se inclinou por outra mulher, que embora tão cristã como a senhora percebeu bem antes, lá atrás, quando estava sendo violentada no seu corpo e na sua alma feminina durante a ditadura,  que respirar ar puro é fundamental mas na hora da dor e da fome isso é a ultima coisa que nos vem a cabeça.
by the teacher. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A união de Marina Serra e José Silva

Uma mão lava a outra na dança dos oportunista
Marina Serra é a bala de prata que a mídia e seus institutos de pesquisa disparam faltando seis dias para as eleições. A missão deles? Levar José Silva ao segundo turno.
A missão de seus eleitores? Inconscientes ou inconsequentes, são o capital eleitoral para o futuro. Futuro de quem? De todos, menos do Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula perdeu o rumo no último debate, na Record, quando provocou e levou o troco de Dilma que trouxe à tona os escândalos de corrupção dos madeireiros que cercaram seu mandato enquanto esteve no governo. O fato é que depois de sua saída, nos últimos dois anos, reduziu-se pela metade o desmatamento no Brasil. Mas isso não muda a opinião dos seus eleitores “verdes-laranja”. Ou, provavelmente, por serem PIG-dependentes de informação, estas estatísticas não lhes tenham sido reveladas (veja aqui).
O romântico eleitor da “terceira via” descobriu que pode votar em Marina Serra sem que isso lhe pese na consciência. Lava as mãos como se a derrota de sua candidata não o fizesse cúmplice da vitória de um dos outros. Se agarra a este voto como se fosse a última tábua de salvação moral num mar de lama que o PIG usou para encobrir todos os méritos do governo Lula e Dilma. Acredita que ser ecológico é votar num “símbolo” que o liberta da obrigação de praticar ecologia. Assim, delega ao partido verde a tarefa de limpar a sujeira ambiental que ele mesmo produz – apenas isso. Marina Serra é Mary Poppins descendo de guarda chuva dos céus para absolvê-lo na Terra. E flutua em sua consciência como uma fada virginal cantando canções angelicais e redentoras.
Mas a realidade mundana é bem mais cruel para este eleitor. Longe de ser a escolhida para o embate de um eventual segundo turno, Marina Serra está pouco se lixando para o resultado das eleições e os rumos que o país pode seguir dependendo de quem for eleito presidente. Cabeça feita por gente como Gabeira e outros oportunistas do PV, chutou seus ideais para o alto e entrou no jogo político carreirista que consiste em acumular horas de exposição na mídia em campanhas eleitorais ou evidenciar-se ao máximo em conspirações contra o governo federal. Exatamente o que fazem profissionais experientes como Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Álvaro Dias, Agripino Maia, Heráclito Fortes etc.
Ao que tudo indica, tampouco os eleitores de Marina Serra estão interessados no que pode ocorrer neste processo. Alguns querem acreditar no argumento hipócrita de José Silva quando afirma que num segundo turno haveria mais espaço para aprofundar a discussões e propostas e para que o eleitor conheça mais a “fundo” cada um dos candidatos. Este, é um argumento maquiavélico: fazem dois anos que as propostas estão explicitadas para a sociedade. E as opções mais do que focadas. O que realmente querem o PIG e seu candidato é TEMPO para desenvolverem novos factoides que permitam caluniar e destruir a candidatura Dilma Rousseff. Por isso são conhecidos como golpistas desde a época do golpe militar que instalou 20 anos de ditadura sangrenta neste país. Como demonstraram nos últimos meses, seu jogo é sujo e parte dele acontece nos subterrâneos da legalidade moral, onde mercenários spammers atacam a candidata petista das formas mais baixas; onde criminosos travestidos de jornalistas estampam manchetes com toda sorte de acusações sem provas, especulações e distorções tendenciosas; onde a hipocrisia e a mentira são prática comum. Este é o jogo no qual José Silva e Marina Serra estão afinados. Mesmo que a candidata verde-laranja não admita ou, na melhor hipótese, não perceba.
José Silva e seu PIG agora são “verdes” desde criancinhas. Até conquistarem o segundo turno, tentarão nos vender a idéia de que o verde é uma opção ou postura política. Mas ser ecologicamente correto independe de ideologias. Tanto a direita quanto a esquerda, radicais ou não, podem incorporar ações e regulamentações que visam a preservação do meio ambiente. Ou será que alguma corrente política é a favor da extinção das espécies para que sua oposição seja contra? Querer transformar a questão do meio ambiente em um partido político é oportunismo altamente poluidor de corações e mentes.
Originalmente do blog O que será que me dá.  Importado do Terra Brasilis

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

JURISTAS DEFENDEM O DIREITO DE LULA SE EXPRESSAR

Segunda-feira, Setembro 27, 201


Carta ao Povo Brasileiro

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação dopensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, asorganizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pelacategoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, equalquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, semdesqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos osbrasileiros.

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER - Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA - Professor da UFPE
ALYSSON LEANDRO MASCARO - Professor da USP
ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE
CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO - Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO - Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI - Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO - Advogado, Conselheiro Federal da OAB e Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI - Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO - Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO - Professor da USP
ENZO BELLO - Professor da UFF
FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ - Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF - Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS - Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI - Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO - Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
GUSTAVO JUST - Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA - Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS - Advogado
JARBAS VASCONCELOS - Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO - Professor Titular da UFPE
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JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO - Advogado e ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO - Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE
LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA - Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN - Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA - Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI - Professor da UFMG
MARCELO LABANCA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco
MÁRCIA NINA BERNARDES - Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS - Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ - Professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI - Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA - Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário
MARTONIO MONT'ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de
Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO - Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA - Professor da UFPE
REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA - Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA - Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS - Advogado
ROGÉRIO FAVRETO - ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER - Professor da PUC-Rio
SERGIO RENAULT - Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO - Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

sábado, 25 de setembro de 2010

DUAS IMAGENS QUE RESUMEM A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL.
















Minha amiga de Facebook Ronilda Oliveira me manda estas duas fotos publicadas no ótimo blog Maria Frô, mostrando dois momentos da história deste país. Na foto de cima, aquele de quem não se fala o nome, bate o martelo da privatização da Ecelsa, a distribuidora de energia do Espírito Santo, a primeira do setor elétrico a cair no massacre do setor, promovido pelo governo (?) Fernando Henrique Cardoso.
A da parte de baixo, tirada hoje, quando os diretores da Petrobras e o Ministro da Fazenda, Guido Mântega, cercam o presidente Lula no momento da conclusão da capitalização da Petrobrás, que devolveu ao país o controle da, agora, segunda empresa petroleira do mundo, que passa a ter condições de explorar a imensa riqueza do pré sal.
Tão poucos anos de diferença mas, se você pensar, séculos de distância.
De um lado, o Brasil colônia, dependente, alienado ao estrangeiro, submisso, vendido.
De outro, o Brasil que se prepara para o futuro, autônomo, confiante, dono de si e de seu destino.
Estas duas imagens vão se enfrentar em 3 de outubro.
É possível ter dúvidas sobre qual delas triunfará?
Texto e imagens importados do Tijolaço

sábado, 21 de agosto de 2010

O POÇO SEM FUNDO



Em menos de 24 horas, nesta semana, Serra acusou os blogueiros pró Dilma de serem financiados pelo PT, acusou o governo Lula de conspirar contra a liberdade de imprensa, seu programa eleitoral exibiu imagens do presidente ao seu lado vendendo-o como “parceiro” d’ O Cara e seu partido conseguiu que o programa de rádio semanal “Café com o Presidente” fosse suspenso.
Os quatro fatos são quatro tiros no pé que a campanha de Serra se deu e, por tabela, ao PIG.
A acusação aos blogueiros progressistas (que Serra chamou de “sujos”) – mesmo que infundada – só evidencia a importância crescente da blogosfera junto à opinião pública e a ameaça que representa ao monopólio midiático paulista. Mostra também que continuam sem entender a dinâmica deste ambiente – pois, quanto mais são atacados, maior audiência e repercussão recebem os blogues.
Acusar a Confecom e o governo Lula de conspirarem contra a liberdade de imprensa é uma inversão cínica dos fatos, já que em matéria de conspiração contra a democracia, as redações da Folha, Estadão, Veja e Rede Globo são insuperáveis. Isso forçou o governo a rebater a calúnia e alavancar justamente a temática da Confecom: rumos, ferramentas e inclusão de outros segmentos da sociedade na produção e veiculação de conteúdos pelos meios eletrônicos.
O cancelamento do programa “Café com o Presidente” fará a alegria dos “importantíssimos” 4% da população que odeiam Lula. Já boa parte dos 96% restantes, sentirá falta e questionará…
Quanto à utilização da imagem de Lula no programa de Serra, deduz-se que avaliaram o custo-benefício eleitoral e concluíram que vale a pena perder o voto de alguns anti-petistas mais ofendidos, para descobrir o que receberiam em troca dos eleitores supostamente “desavisados” de quem é o candidato do presidente. Este estelionato mostrará que subestimaram o eleitor.
Em resumo, o fundo de poço moral e ético da campanha da oposição parece não ter limites. Trocando toda a arrogância de meses atrás pela fantasia de um “Zé” grotesco e desajeitado, Serra arrasta-se sob o tapete onde pisam Lula e Dilma, em busca de migalhas eleitorais que se desprendam do enorme cesto de votos petista. É um náufrago que busca nos 360 graus do horizonte alguma salvação. Mas a realidade nega-lhe qualquer terra à vista. Será interessante observar os episódios que protagonizará até o fim das 6 semanas de suplício que lhe restam, quando, finalmente, poderá descansar em paz…
É impossível sentir pena do político José Serra. Embora o ser humano esquecido dentro dele tenha sido alguém bem intencionado e com alguma nobreza de espírito lá pelo início dos anos 60. Mas, voltando ao século 21 e deixando de lado as bobagens fictícias como “Melhor Ministro da Saúde”, “Pai dos Genéricos”, “Melhor Programa de Prevenção da Aids, e outros dos quais furtou os créditos", Serra teve, mais recentemente, oportunidades reais de se construir e não o fez.
Governou a cidade e o estado que possuem os maiores recursos da União. Foi omisso e o pouco que realizou contemplou apenas as elites. Em 2009 por exemplo, o orçamento para o estado foi de R$ 118 bilhões (sem contar as verbas federais, repassadas para diversas finalidades). E quais as imagens da São Paulo de 2009 que ficaram em nossa memória? A população da Zona Leste mergulhada até os joelhos em lama e esgoto por mais de 2 meses durante as enchentes? A população dos bairros mais pobres sendo reprimida a cacetada pela polícia por exigir seus direitos? Os professores apanhando durante a greve do vale-coxinha? Os livros “didáticos” das escolas estaduais, com mapas de dois Paraguais, palavrões e trechos de apologia ao uso de drogas?
O problema do PSDB e sua mídia é que passaram os últimos 8 anos tão obcecados em sabotar e derrubar Lula, que não se deram conta que o eleitor do lado de fora de SP encontrou-se politicamente, mesmo que dentro de sua simplicidade. Só a partir de 2009, quando as pesquisas mostraram a crescente aprovação do governo Lula, acordaram para a realidade. E Serra, mais do que destruir Lula, precisou construir-se às pressas. Mas como ser o que nunca foi?
Hoje, apesar do circo publicitário que a campanha na TV impõe, só a realidade é decisivamente “eleitoreira”. Não é pela lábia nem pelo carisma que Lula é eleitoreiro e elegerá Dilma com folga. Estou convicto que é pelos motivos mais objetivos: distribuíram renda, incrementaram o movimento de ascensão social, forjaram o crescimento nas regiões mais carentes do país e favoreceram o acesso dos mais pobres às universidades e escolas técnicas. Sem falarmos de auto-estima do povo, respeito internacional…
O povo sente a diferença no seu dia-a-dia. Na mesa e no bolso. Não é notícia de jornal nem propaganda na TV. É a célula familiar que se transforma. Quando se fala em 12 milhões de empregos, estamos falando em 50 a 60 milhões de pessoas reconquistando cidadania. Quando se fala em 13 milhões de beneficiários do Bolsa Família, estamos falando de 40 milhões de crianças nas escolas. 23 milhões saindo da miséria, 32 milhões entrando no mercado de consumo…
Tudo isso são resultados que os indicadores sociais mais credenciados nos mostram. E nada daria mais prazer ao PIG  que poder desmentir estes números.
O fato de Dilma Rousseff ter sido uma “desconhecida dos holofotes” até pouco tempo e não possuir a retórica publicitária, não implica em não ter competência, ser fantoche e esse monte de asneiras machistas e preconceituosas que vociferam a oposição e seus cães raivosos.
O fato de Dilma Rousseff ter sido uma “desconhecida dos holofotes” até pouco tempo e não ter a retórica viciada dos políticos profissionais, não implica falta de competência e capacidade gerencial. Ao desprezar as asneiras machistas que vociferam a oposição e seus cães raivosos, o povo intui o óbvio: depois de toda sua história de vida, Lula não tem outros motivos que não sejam os de escolher o melhor para a continuidade de seu governo. O Cara não é bobo. Simples assim.
Originalmente do o que será que me dá.  teletransportado do Terra Brasilis
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