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domingo, 28 de outubro de 2012

BARÕES DA MÍDIA JÁ TEMEM O MONSTRO QUE CRIARAM NO STF

Marcus  Vinícius
  
MARCUS VINÍCIUS




 Marcos vinicius
28 DE OUTUBRO DE 2012           
Já pensou se o STF pega gosto e faz os personagens da Lista de Furnas e  do mensalão tucano passarem uma   temporada no xilindró?


As elites já temem seu efeito no ordenamento jurídico do país dos excessos no julgamento da Ação 470. Não é para menos. O rol de barbaridades cometidas com a nossa Constituição põe a perigo garantias individuais. E a principal vítima, foi princípio da “presunção da inocência”. Agora, perante o STF, são todos culpados, sem provas em contrário.
Talvez seja por isso que os barões da mídia, através da Folha de São Paulo, Valor Econômico e O Globo, começaram a reconhecer excessos cometidos pelo seu “herói”, o ministro Joaquim Barbosa, na dosimetria das penas dos réus do dito “mensalão petista”  (outros, mensalões, como o do PSDB e o do DEM um dia, quem sabe, podem baixar naquela Corte). 
Começa assim o editorial “Para quem precisa”, publicado no dia 25/10 na Folha: “Penas de prisão deveriam, em tese, caber a criminosos violentos, para os demais, como no mensalão, conviriam severas penas alternativas”. Mas à frente, novo alerta: “As punições hão de ser drásticas, e seu efeito, exemplar, mas sem a predisposição vingadora que parece governar certas decisões (e equívocos) do ministro Joaquim Barbosa”.
Na mesma linha, e o dia seguinte (26/10), matéria do Valor, com o título “Pena de Valério é maior que de Chico Picadinho”, alerta o Supremo Tribunal Federal para os exageros cometidos no julgamento do “mensalão”, ressaltando que a punição ao publicitário Marcos Valério equivale àquelas de criminosos que cometeram crimes hediondos como “Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato de seus pais a pauladas em 2002, enquanto dormiam, e do famigerado Chico Picadinho, condenado a 30 anos de prisão pelo homicídio e esquartejamento de duas mulheres nas décadas de 60 e 70”.
Finalmente, em O Globo de hoje(27/10), Merval Pereira, escreve em sua coluna o artigo: “O Voluntarismo de Barbosa” (http://migre.me/bnkL8 ), em que critica a sanha condenatória do ministro.  “Quando ele (Barbosa) critica nosso sistema penal e se põe claramente a favor de penas mais duras, dá margem a que acusados vejam nele um carrasco e não um juiz”.
Ficção e realidade
O um dos diálogos que compõe uma das cenas do filme “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende, expõe parte do temor das elites, de perda do controle sobre os verdugos.  Na cena o ator Jeromy Irons interpreta o senador Esteban Trueba. A conversa se dá na sede do Ministério da Justiça, entre Esteban e um coronel nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet. Esteban é um rico proprietário de terras, senador pelo Partido Conservador, ele apoiou o golpe, mas foi supreendido com a prisão da filha, Blanca Trueba (Winona Ryder), por seu romance com o líder de esquerda, Pedro Segundo (Antônio Banderas).
Por que minha filha foi presa ontem a noite?
-       Responda! Onde está minha filha?
-       Dê-me a chave do seu carro.
-       Fechamos o Congresso. Fim dos privilégios dos congressistas.
-       Vocês estão todos loucos!
-       Quem acha que estabeleceu contatos com seus generais?
-       Quem estabeleceu o elo com os americanos?
-       Que dinheiro e reputação garantiu armas para vocês?
-       Sabe quem sou eu?
-       E você prende minha filha… e quer confiscar o meu carro?
-       Quero falar com o ministro.
-       Fale comigo.
-       O ministro!
-       Não há mais ministro!
-       Agora você fala comigo.
-       Entendeu?
-       Quer encontrar sua filha?
-       Preencha o formulário.
-       Você e seus amigos ainda têm o poder econômico.
-       Mas nós governamos o país.
-       Agora… dê-me a chave do carro.
As elites do Chile que apoiaram o golpe contra o presidente Salvador Allende em 11 de setembro de 1973 talvez não acreditassem que o regime de Pinochet fizesse da brutalidade sua regra de governo. Números oficiais dão conta de 60 mil vítimas do regime, sendo 3.227 mortos. No Brasil as elites abriram a caixa de Pandora nove anos antes, em 1964.  As consequências ainda estão em discussão através da Comissão da Verdade. A tortura ainda persiste como regra em nosso sistema policial e os números da violência em São Paulo demonstraram a falência da Polícia Militar (outra herança da ditadura), no combate à criminalidade.
Mas, tal e qual o persongem Esteban Trueba, do romance de Isabel Allende, o que espanta mesmo as elites é a possibilidade de que um de seus filhos seja vítima do monstro que soltaram nas ruas para reprimir a plebe.
Já pensou o STF pega gosto, e com apoio da opinião publica, engata uma quinta marcha e faz os personagens da “Lista de Furnas”,  aqueles citados  no livro “Privataria Tucana”, de Amaury Júnior, e também os envolvidos no “Mensalão do PSDB” e no “Mensalão do DEM”, passarem uma temporada no xilindró?
Marcus Vinícius é jornalista, edita o jornal Onze de Maio, o blog: www.marcusvinicius.blog.br

Fonte:   Brasil 247

domingo, 1 de janeiro de 2012

A desmoralização de um jornalista... por ele mesmo! [Parte 1]


Por DiAfonso [Terra Brasilis]

A deturpação dos fatos é apanágio dos embromadores, já diziam. Essa máxima poderia ser muito bem aplicada, com todo o respeito, ao comportamento profissional do jornalista Jamildo Melo.

Jamildo, que mantém um blog no Portal NE10 [1], publicou ontem um artigo [2] em que, a pretexto de avaliar "Os primeiros doze meses de gestão do governo Dilma", aproveitou o ensejo para fazer injustas, descabidas e preconceituosas críticas ao ex-presidente Lula, além de tecer outras considerações longe da realidade factual. Isso, distorcer a realidade, parece estar no dna não só do Jamildo, mas também do próprio veículo de comunicação para o qual o jornalista presta serviço.

Aqui, em Pernambuco, é pública e notória a parcialidade com que o jornalista trata determinados fatos políticos, como de resto o próprio Sistema Jornal do Commercio [não é à toa que o SJC é chamado de "braço direito do PiG" por estas bandas de cá].

Para confirmar o dito acima, basta elencar dois fatos recentes: o primeiro foi a publicação de um editorial [3]. Lá, pode-se ler a ferocidade com que o editorialista trata José Dirceu, o PT e a "tentação autoritária" que o próprio Dirceu e o PT teriam, segundo o editorialista, em controlar os órgãos de comunicação.

O outro fato diz respeito à omissão de informações acerca do lançamento do livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr.. E, aqui, nunca é demais dizer da contradição que cerca o editorial citado acima. O próprio SJC, "órgão de comunicação", "amordaçou" informações, sonegando de seus leitores e da sociedade de um modo geral a divulgação do conteúdo de A Privataria Tucana.  Não foi o PT e, muito menos, José Dirceu.

No momento em que deu o ar da graça sobre o fato, o Blog do Jamildo divulgou matéria com algumas inverdades [4], chegando, inclusive, a receber protestos indignados de alguns comentaristas [ver imagem abaixo].



Pois bem. Detenhamo-nos em alguns pontos do tal artigo, escrito pelo jornalista Jamildo Melo:

"Lula, em seus oito anos de governo, não soube se comportar como presidente da República do Brasil; era mais um sindicalista no Palácio do Planalto, jogando região contra região, rico contra pobre, negro contra branco. Não desceu do palanque um único dia, fazendo muitas vezes da demagogia discurso presidencial."

A besteirada que se lê no parágrafo acima chega a dar "urticária" na minha pobre massa cinzenta. Lula deveria se comportar como se comportou FHC, cuja "habilidade" como presidente do Brasil mereceu duro sermão do ex-presidente estadunidense, Bill Clinton? Esse vexame internacional [5], se o "isprito" não me engana, não foi publicado no seu blog. Ou foi, Jamildo?

Quando foi que Lula jogou "região contra região", Jamildo? A má-fé nessas suas palavras beira ao ridículo, tal a torpeza que delas emana. Será que, por exemplo, priorizar ações que se fizeram no Nordeste [na área de educação: instalações de campus universitários e técnicos; na área econômica: estaleiro, Refinaria Abreu e Lima, Empresa de Hemoderivados e Biotecnologia - só pra citar alguns investimentos feitos em Pernambuco] é criar ponto de atritos entre regiões? Descentralizar, Jamildo, não é jogar "região contra região", mas criar uma situação em que outras unidades da federação tenham o justo direito de serem contempladas no quesito crescimento econômico. Isso é, também e em certo sentido, integração entre regiões.

Jogar "rico contra pobre". O que é isso?!?! Jamildo, não mostre uma incompetência que você, certamente, não tem. Permitir - como Lula fez  e Dilma está fazendo - que  a camada menos privilegiada da população tenha acesso aos bens produzidos pelo país é um direito dessas pessoas, Jamildo! Deixe de elitismo! Deixe  de idiotice!

Jogar "negro contra branco". Êta, mulesta! Outra idiotice! Quem tentou, por diversas vezes, criar esse conflito foi a elite branca deste país que não suporta ter de dividir a sala de aula das universidades com preto e o DEM [6] [hoje apêndice do PSDB e que tem como baluarte o "queridinho" da direita pernambucana e do Brasil, Marco Maciel - este foi vergonhosamente derrotado nas últimas eleições para o Senado Federal]. Jamildo, peça à sua equipe para fazer uma pesquisa na blogosfera ou nos próprios órgãos midiáticos corporativos [No Portal NE10 deve ter alguma coisa sobre isso... Penso...] e você terá essa informação.

Continua...
__________________________________________

[1] Blog do Jamildo [aqui]. 
[2] Íntegra do artigo [aqui].
[3] Editorial do JC, aqui.
[4] A Privataria Tucana no Blog do Jamildo [aqui].
[5] FHC é humilhado por Bill Clinton [aqui]
[6] O DEM e a cota para negros, aqui.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

“Citco Building”, nas Ilhas Virgens: o verdadeiro mapa da mina aponta para lá


publicada quinta-feira, 09/09/2010 às 19:45 e atualizada quinta-feira, 09/09/2010 às 19:34
O verdadeiro mapa do tesouro não leva a Mauá
Prestem atenção nesse trecho de uma reportagem assinada por Amaury Ribeiro Junior:
“Spencer concentrava seus negócios caribenhos na caixa postal 662 do Edifício Citco, em Road Town, nas Ilhas Virgens, endereço do escritório da Citco, especializado na abertura de empresas offshore.”
David Eric Spencer é um advogado dos EUA que prestava serviços a Ricardo Sérgio - tucano que atua nos bastidores, foi diretor do Banco do Brasil no governo FHC, durante as privatizações, e é muito próximo a Serra. A reportagem acima é de 2003 e foi publicada pela revista Istoé.
Foi naquela época que Amaury começou a investigar a barafunda financeira do tucanato. Dinheiro que vai, dinheiro que vem. Genro, filha… As seguidas reportagens renderam um processo de Ricardo Sérgio contra Amaury. O jornalista pediu “exceção de verdade” (quando o sujeito que é processado por calúnia pede para provar que a afirmação feita é verdadeira), e foi no âmbito dessa ação que Amaury ganhou o direito de acessar a ampla documentação recolhida pela CPI do Banestado – documentação que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) guardava a sete chaves.
Foi a partir dessa documentação que Amaury recolheu o grosso do material que integrará seu livro sobre as privatizações tucanas e os estranhos caminhos do dinheiro. Amaury saiu da Istoé, rodou por aí. Trabalhou no “Estado de Minas”, sempre coletando rico (!) material sobre as peripécias financeiras que ligam São Paulo, Buenos Aires, Miami, Nova York e as Ilhas Virgens.
Os segredos de Verônica Serra e do genro de Serra (no país da piada pronta, o cara tinha que ter esse nome: Alexandre Bourgeois – Alexandre Burguês) não estão nas declarações de Imposto de Renda que vazaram no ABC paulista. O vazamento, se de fato ocorreu, é criminoso. E deve ser investigado. Mas o importante não é o que está nos documentos de Mauá ou Santo André, e sim o que aparece nas empresas registradas nas Ilhas Virgens.
O mapa da mina (ou o mapa de Minas?) aponta pra lá!
Citco Building. Guardem esse nome.
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