sábado, 13 de novembro de 2010

PARTIDOS DE ALUGUEL OU DE BORDEL?

sábado, 13 de novembro de 2010


Fiquei preguiçoso com a idade: quando encontro um artigo de colega que diz tudo o que há para se dizer a respeito de algum assunto, tenho optado por simplesmente o reproduzir, ao invés de quebrar a cabeça para escrever a mesma coisa de outra forma.

É o caso de Aluguel de partidos, do colunista Fernando de Barros e Silva, um dos poucos profissionais que se mantêm verdadeiros jornalistas na Folha de S. Paulo.

Eis os principais trechos: 
"... (designamos com) a expressão 'partido de aluguel' (...) certas legendas nanicas. Mas como chamar um partido que apoia o governo Lula (ou Dilma) na esfera federal e ao mesmo  tempo dá seu apoio ao governo Serra (ou Alckmin) em São Paulo? Partido anfíbio? Partido oportunista? Partido Macunaíma? Partido ao meio?

Não estou me referindo apenas ao PMDB, verdadeiro partido de artistas, capaz de abocanhar a vice-presidência do governo Dilma, segurar com uma mão no governo Alckmin e com a outra fazer acenos para atrair Gilberto Kassab do DEM.

Pense no PSB, no PDT e no PV, três partidos que têm alguma pretensão de ser levados a sério ou possuir identidade programática. Na prática, pertencem à base do governo petista na esfera federal e à base do governo tucano em SP.

É curioso o caso do PSB. O partido cresceu, elegeu ou reelegeu seis governadores (...). Mas o PSB, em São Paulo, serviu de barriga de aluguel para a candidatura quixotesca de Paulo Skaf, o empresário que liderou o 'Xô, CPMF!', que os governadores do partido agora querem de volta. Afinal, que apito toca o PSB?

...(em) São Paulo (...) os governos tucanos mandam e desmandam na Assembleia Legislativa usando os mesmos métodos de aliciamento do governo federal.

...Alckmin agora está empenhado em promover um arrastão nas legendas que também parasitam Lula/Dilma (o PR, o PRB e o PP, além das citadas). Quase todos estão na política para isso mesmo: fazer negócios. E todos querem ser do único partido que de fato importa - o partido do poder
".
 A REFLEXÃO QUE SE IMPÕE

O quadro que ele pinta com cores vivas, tão repugnante quanto rigorosamente exato, enseja uma reflexão, que eu recomendo seja feita pela companheira presidente Dilma Rousseff.

Para simplesmente obter sustentação para governar, a utilização (e pagamento) dos préstimos dessa escória política e moral é suficiente.

Mas, para devolver ao povo a esperança de que o Brasil possa ser mudado -- e de que ele, povo, possa ser o agente dessa mudança --, não. Aí será preciso bem mais.

Em abril de 1989, fui dos primeiros a entrevistar o candidato a presidente Fernando Collor, para a Agência Estado. Surpreendentemente, ele se alçara ao 2º lugar das pesquisas de intenção de voto, mas o meio jornalístico ainda o avaliava como mero fogo de palha.

Eu pressenti que ele poderia vencer. E, como Collor se apresentava como alternativa (caçador de marajás) à politicalha imunda, perguntei-lhe como faria para governar, tendo o Legislativo majoritariamente contra.

Respondeu que, com a autoridade de primeiro presidente eleito pelo povo em quase três décadas, ele convocaria as massas para pressionar o Congresso Nacional.

Palavras ao vento, claro -- afinal, ele próprio não passava de criatura do sistema que dizia combater. A única diferença era provir da periferia desse sistema, e não do seu centro.

Mas, para quem quiser mesmo ser uma alternativa à putrefata  política oficial, talvez seja este o caminho das pedras.

Não, não estou falando nas célebres  ameaças à democracia, o espantalho que a direita tanto gosta de erguer quando ela própria conspira para golpear as instituições democráticas.

Mas, em barganhar menos, ceder menos -- e usar mais a autoridade moral e o apoio das massas.

Seria um começo. E, dizem, Dilma é suficientemente dotada de brios para assumir uma postura destas.

Enfim, espero que ela leia o ótimo artigo de Barros e Silva e reflita sobre se, depois de ter lutado tanto, vale a pena tornar-se apenas a rainha do pântano nele tão expressivamente retratado.
Postado por Celso Lungaretti no Náufrago da Utopia

ESSA GROBO DÁ AZAR,

                    imagem copiada do R7.com

Parece brincadeira, mas essa grobo, além de tudo dar azar. Assisti aos dois primeiro sets do jogo Brasil x Japão no carro chefe do PIG, na metade do segundo set lembrei-me que a Band estava transmitindo também. Pronto, mudei de canal e Brasil virou. Eita Pigzin mardito sô!

by the teacher.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O ENEM VALE. O GOLPE CAIU



A Dilma venceu o "terceiro turno" criado pelo PiG

Saiu no site do MEC:

TRF SUSPENDE DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL DO CEARÁ E DÁ CONTINUIDADE AO EXAME

"O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, acolheu recurso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação, e sustou, na manhã desta sexta-feira, 12, liminar que impedia o instituto de dar prosseguimento ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. A interrupção do exame fora determinada pela juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara do Ceará.


Gurgel de Faria atendeu o pedido formulado pelo Inep, responsável pelo Enem, na suspensão de antecipação de tutela nº 4208-CE. O magistrado ressaltou que a suspensão de um exame que envolve mais de três milhões de estudantes traria grandes transtornos aos organizadores e candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de educação superior que pretendem usar as notas do exame em seus processo seletivos. Portanto, havia risco de grave lesão à ordem administrativa.

O desembargador destacou, ainda, a possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário — aproximadamente R$ 180 milhões —, decorrente da contratação da logística necessária à realização de novo exame. Segundo ele, a decisão da juíza Karla Maia, baseada “em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a dois mil estudantes”, prejudicaria todos os demais, o que afrontaria o princípio da proporcionalidade.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Assessoria de Imprensa do TRF da 5ª Região”



FONTE: portal “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim (http://www.conversaafiada.com.br

Nota do Brasil's news:   Pense num ministro resistente! O pig já tenta há dois anos derrubar o ministro  da educação Fernando Haddad e mais uma vez não consegue. O governo e o presidente Lula tem dado apoio irrestrito a este servidor que demonstrou grande capacidade não só de gerenciamente frente ao ministério, como também na administração de crise, tanto  no ano passado como neste ano.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"E AGORA, ZEZINHO?" UMA ODE AO ZÉ BOLINHA. VALE A PENA!


Postagem copiada da página de comentário do Blog da Cidadania no post  "Quem disse que o Pig não serve para nada?" (O link leva até lá).  O autor está identificado como Lucas Santos. É um primor de criatividade. 






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E agora, Zezinho? 


A campanha acabou, 
a Globo perdeu, 
Bob Freire zarpou, 
Bob Jeff também, 
Malafaia chorou, 
e Merval se abateu. 


E agora, Zé? 
e agora, você? 
que faz dossiê, 
filhote de FHC, 
e que disse: "Até!…" 


Está sem aborto, 
está sem o Papa, 
casamento gay. 
Sobrou-te a Folha, 
e o Gilmar também. 
E agora, Zezinho? 


O Arruda partiu, 
o Índio ficou, 
Jabor é tristeza, 
e o pobre Vereza 
não psicografou. 
E agora, "Coiso"? 


Veja esgoto(u), 
o golpe ruiu, 
o Lula sorriu, 
Estadão encalhou, 
e agora, Zé? 


Você que é economista, 
você que é engenheiro, 
você que é competente, 
você que é preparado… 


Com O Globo na mão, 
quer derrubar Lula, 
a Soninha te ajuda, 
se o ENEM vazar. 
Quer Aécio de vice, 
bolinha te "espanca", 
quer vencer em Minas, 
Minas não é Sampa. 
Zezinho, e agora? 


Sozinho na França, 
por que não te calas? 
E, sem ter o PiG 
pra te coonestar, 
sem Paulo nem Preto, 
que fuja a galope 
do Amaury Júnior; 
Zezinho, pra onde?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SÓ PRA REFRESCAR A MEMÓRIA DOS TUCANOS E DE MARINA




P.S  Os dois estados em azul escuro , principalmente o Acre, são um presente de Marina Silva pra Chico Mendes.
                                
                                         Acre: 


          Serra e assassinos de Chico Mendes -  69, 68
          Dilma Rousseff                                   -  30,32
          Marina Silva                                       -  Neutra



Mapa,  fonte: Blog do Ale

MINO CARTA FAZ O MELHOR RESUMO JÁ ESCRITO SOBRE FHC

FHC e a ambição exagerada para um pássaro que não voa

publicada terça-feira, 09/11/2010 às 11:08 e atualizada terça-feira, 09/11/2010 às 11:08
Luis Inácio Lula da Silva jamais se prestaria a este papel!


O triste fim de FHC
por Mino Carta, na CartaCapital
Quem já leu um livro de Fernando Henrique Cardoso? É a pergunta que às vezes dirijo à plateia que, generosa além da conta, acompanha uma palestra minha. Que levante o braço quem leu. De quando em quando, alguém acena ao longe, por sobre e em meio a uma fuga de cabeças imóveis. Trata-se, obviamente, de uma pesquisa rudimentar. Tendo a crer, porém, que o príncipe dos sociólogos e ex-presidente não é tão lido quanto os jornalistas tucanos supõem.
É grande, isto sim, o número daqueles que lhe atribuem acertadamente a chamada “teoria da dependência”, objeto do ensaio escrito no Chile em parceria com o professor Enzo Falletto. Ali está uma crítica inexorável da burguesia nativa, incapaz, segundo a dupla de ensaístas, de agir por conta própria para tornar o Brasil um país contemporâneo do mundo.
Muitos anos após a publicação do livro, quando FHC ocupava a Presidência do País, eu me atrevi a perguntar aos meus botões se ele não estaria a provar a célebre teoria. Teria a oportunidade de demonstrar na prática seu teorema, pelo qual o Brasil é inescapavelmente destinado ao papel de dependente. Dos Estados Unidos, está claro. Ninguém como o presidente Fernando Henrique entendeu ser inevitável, ineludível, imperioso, cair nos braços do colega americano, no caso Bill Clinton.
Não me permito aventar a hipótese de que o nosso herói agiu em benefício próprio. Atendeu, legitimamente, isto sim, às suas convicções. A operação revela uma extraordinária habilidade política, a refletir seu incomum poder de sedução. A burguesia nativa encantou-se com aquele que recomendava o esquecimento de seu próprio passado, incapacitada, talvez, à comparação entre a teoria da dependência e a ação do presidente tucano, enquanto Bill escancarava os braços e oferecia o abrigo do ombro possante. Nem se fale do deleite da mídia: eis o presidente intelectual que o mundo nos inveja.

FHC é um encantador de serpentes. Plantou-se sobre o pedestal da estabilidade, obtida de início com a URV, enfim com o real, mérito indiscutível, premissa de progressos em espiral, que se renovam em uma espécie de estação de colheitas cada vez mais apressadas.
Trunfo notável, traído com a reeleição alcançada pela via da compra de votos para concretizar a emenda constitucional, e conduzida na campanha de 1998 à sombra da bandeira da estabilidade rasgada exatos 12 dias após a posse. Tanto em 94 quanto em 98, o obstinado Sapo Barbudo foi o adversário fadado à derrota, graças, inclusive, ao apoio maciço da mídia dos ainda influentes barões de longa vida e dos seus obedientes sabujos. Dá-se, inclusive, naquele 1998 vincado pela crise russa, um fenômeno peculiar: os patrões da mídia nativa passam a acreditar não somente nas promessas do seu candidato à reeleição, mas também nos seus colunistas que tão sofregamente o sustentam. Uma vez reeleito, FHC desvaloriza o real e deixa os senhores de tanga.

A Lula, vencedor em 2002, FHC entrega um país economicamente à deriva. O tucanato chegara ao poder oito anos antes com o propósito de ficar ali por duas décadas. Muita ambição, talvez, para um pássaro que não voa. Tenho uma lembrança pré-tucana que me vem à mente, remonta a 28 anos atrás. Acompanho André Franco Montoro na sua campanha à governança de São Paulo, na ocasião pela zona canavieira do estado. Chegamos a Rafard quando já caía a noite e a caçamba de um caminhão se dispôs a ser palanque nas bordas da cidadezinha.
Eu estava a bordo, do alto via aquela plateia de rostos iluminados obliquamente e ouvia a brisa ciciar em meio ao canavial que nos cercava. A sequência dos oradores previa também a fala de FHC e, ao cabo, aquela de Montoro. Quando o então suplente de senador tomou a palavra, Mário Covas veio sentar-se ao meu lado na amurada do convés. A cada período do discurso, olhava-me com cumplicidade e meneava a cabeça em desalento. Nunca esqueci aquele momento e quando o senador em lugar de Montoro, líder da cisão peemedebista criadora do tucanato, deixou-se encantar pelo convite de Fernando Collor e por sua própria, incomensurável vaidade, melhor entendi o comportamento de Covas na noite de Rafard.
Sua confiança no companheiro valia zero. E foi como se saísse da amurada e se chegasse ao orador garboso ao dizer com todas as letras, oito anos depois: “Se você for para o governo de Collor, eu saio do partido e trato de mandá-lo a pique”. FHC tirou o time de campo. Covas sabia ser persuasivo, e teve a ventura de não assistir ao desastre de 2002, a primeira derrota de José Serra.
Outro episódio para mim marcante tem 30 anos e alguns meses. Estamos a viver a última grande greve dos operários de São Bernardo e Diadema, comandada pelo presidente do sindicato, Luiz Inácio, melhor conhecido como Lula. Vou frequentemente ao estádio da Vila Euclydes para viver de perto aquela situação, e um dia Raymundo Faoro, o amigo que hoje me faz falta, liga e diz: “Quero ver também”. Veio a São Paulo e no aeroporto, quando fui buscá-lo, fomos interceptados por um emissário de FHC. O senador gostaria muito de se encontrar conosco a caminho do estádio. Faoro disse está bem.
Houve um café servido em xícaras de porcelana, e então o príncipe dos sociólogos iniciou a sua peroração a favor do nosso distanciamento daquela imponente manifestação dos grevistas. O segundo ato foi encenado no salão nobre do Paço Municipal de São Bernardo, precipitado pelo mesmo motivo. “Sou um jornalista – disse eu – esta conversa para mim é tempo perdido.” Faoro não disse nada. Levantamos e fomos ao palanque de Lula. Foi quando o autor de Os Donos do Poder e o líder sindical se conheceram. Refleti sobre as razões de FHC: por que pretendia impedir que Faoro fosse ter com Lula? Permito-me a seguinte conclusão: pelo jurista e historiador nutria turvos ciúmes intelectuais, pelo líder operário algo mais que a premonição de uma inevitável rivalidade. Tratava-se de um confronto já latente.
Como amiúde acontece com fanáticos da ambição, o instinto da rivalidade está sempre preparado para o bote. Qual seria, exatamente, a primeira corda da relação Fernando Henrique-José Serra? Digo, do ângulo daquele. De grande ami zade, é a resposta oficial. E nos bastidores das intimidades mais recônditas, até mesmo inconfessáveis? Não duvido que a amizade de FHC por Serjão Motta fosse autêntica, totalmente sincera. Pois Serjão era um ser amoitado por natureza, provavelmente o mais sábio do terceto. Não tinha o menor interesse em sair à luz do sol para se exibir. Com Serra, parece-me fácil imaginar que a amizade de FHC seja agulhada pela rivalidade. Latejante.
Eis dois modelos de ambição diferentes, de certa forma opostos, pelo menos sob certos aspectos. Por exemplo. Ambos são hábeis em trabalhar à sombra, em manobrar por baixo dos panos. FHC, contudo, sabe como manter intacto este fluxo subterrâneo. Serra, talvez por causa da origem calabresa, às vezes não se contém e mostra a cara. FHC faz questão de aparentar tolerância e bonomia, mesmo em relação a quem abomina, como convém ao político matreiro a explorar os sentimentos alheios ao montar o ardil que irá engolir quem confiou em excesso. Serra é, para o mal de seus desenhos, de cultivar ressentimentos e rancores. Ódios precipitados, quando não daninhos para ele mesmo.
Nesta rivalidade se esvai o PSDB. A ambição transbordante, evidente demais, afastou ambos de uma liderança sábia e até arguta como a de Ulysses Guimarães. Depois de ter assustado fatalmente Tancredo Neves, que os quis longe do governo destinado a sobrar para José Sarney. Cogitado para o Planejamento, Serra só teve espaço em São Paulo. FHC, que Tancredo definia como “o maior goela da política brasileira”, não foi além de um cargo inútil no Congresso.
Vanitas, vanitatum, diziam os latinos ao se referir à vaidade. Não é por acaso que o PSDB, nascido do inconformismo em relação à linha peemedebista que a tigrada tinha como muito branda, acaba por assumir, tardia e desastradamente, e empurrado pela presença de Lula, o papel da UDN velha de guerra. O enredo é impecável na moldura da deplorável trajetória da esquerda brasileira. É uma história escrita por um punhado de verdadeiros, digníssimos heróis, crentes alguns até as últimas consequências, e por uma armada de cidadãos inconsequentes, quando não oportunistas. Tal é a minoria branca, como diz Cláudio Lembo. Descrentes de tudo, muitos até sem se darem conta de sua descrença porque incapazes de perceber seus impulsos mais fundos.
Magistral a entrevista de FHC ao Financial Times publicada às vésperas do primeiro turno. Dizia ele que, em caso de vitória de Dilma Rousseff, o desenvolvimento do Brasil seria “mais lento”. Confrontado com aquele do governo Lula ou do seu? Se for com este, podemos vaticinar um futuro terrificante. No tempo de FHC, o índice anual de crescimento não passou de 2,5%. Em matéria de desfaçatez, a entrevista é digna do Guiness. “Eu fiz as reformas – afirma o rei da cocada preta –, Lula surfou na onda.” Então, por que é o presidente mais popular da história? Culpa do próprio PSDB, dos companheiros incompetentes, “entenderam errado”, permitiram “a mitificação de Lula”, o qual, embora nascido da classe trabalhadora “portou-se como se fizesse parte da velha elite conservadora”.

Quem serviu à velha elite conservadora, foi o presidente FHC, que confirmou o Brasil como quintal dos EUA e o atrelou ao neoliberalismo. O confronto entre os dois governos é inevitável, bem como entre a repercussão internacional de um e de outro. Ocorre-me imaginar como há de roer as entranhas do príncipe dos sociólogos constatar que o metalúrgico teve mundo afora, com sua política independente, o reconhecimento que lhe faltou, a despeito de sua política dependente.
E nas suas últimas falas, FHC age no seu melhor estilo, é o náufrago que exige lugar no bote salva-vidas em lugar de crianças, mulheres e velhos. São estes, aliás, os culpados pelo naufrágio, donde o privilégio lhe cabe. Quanto a José Serra, que afogue


Fonte:  Escrevinhador

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

REPORTER DO JC (RECIFE) QUEBRA CÓDIGO DE ÉTICA DOS JORNALISTAS BRASILEIROS


Da editoria-geral do Terra Brasilis
Um jornalista se inscreve para o ENEM 2010. Segue todos os trâmites que lhe asseguram a participação no processo que testará seus conhecimentos e lhe pemitirá, caso obtenha êxito na resolução das questões, o ingresso numa determinada universidade ou uma pontuação que o auxiliará na conquista de uma vaga num curso superior. Até aí nada demais.
O que antes seria a participação no processo - seguindo todas as normas e pré-requisitos -,  no entanto, transforma-se num ato de pura má-fé, mau-caratismo e nenhuma disposição para a lisura ético-profissional. Foi o que ocorreu ontem no Recife.
Um jornalista do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) se utilizou de meios proibitivos para mostrar a fragilidade do processo. Ora, para expor esta fragilidade (constatada), o jornalista fez uso de mensagem de texto, a partir do celular, para vazar o tema da redação, além de afirmar ter usado lápis e borracha, o que também estava proibido. O que o tal repórter fez não foi outra coisa a não ser atentar contra as regras estabelecidas pelo INEP e infringindo o que determina os Art 7º - item 5 [1] e  Art. 11 - item III [2] do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros [3]. 
Esse mau profissional, na verdade, prestou um enorme desserviço com sua ação. Fosse um candidato, estaria sumariamente eliminado. Sendo um jornalista, deve ser processado e punido por este atentado contra a lisura na divulgação de informações. Certamente, deverá se apoiar no Art. 6º, item II [4], contudo esse artigo não pode ser invocado em detrimento dos citados acima.
Divulguem as falhas ocorridas no ENEM, mas com seriedade e ética profissional. 
É por essas e outras que o JC vem perdendo credibilidade entre os leitores pernambucanos e o jornalismo praticado por essa empresa passa a ser uma ameaça à convivência democrática por seu parcialismo e utilização de meios escusos para gerar "furos de reportagens".
____________________
[1] Art 7º - O jornalista não pode: item V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime.
[2] Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações: item III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração.
[3] Acesse o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros AQUI.
[4] Art. 6º. É dever do jornalista: item II - divulgar os fatos e as informações de interesse público
____________________ 

Agradecimentos ao jornalista e editor-geral do Com Texto Livre, ZCarlos, pelas informações preciosas sobre o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros



Comentário do Brasil's news:  Leia postagem deste blog no dia 06 de novembro sobre o referido jornal.
Postado originalmente por Terra Brasilis

domingo, 7 de novembro de 2010

DUAS FOTOS, DOIS HOMENS, DOIS BRASIS.






Na primeira foto, Luis Inácio Lula da Silva, o melhor presidente que este país já teve. Que, apesar dos erros cometidos por membros do seu governo, será lembrado, principalmente, pelas políticas sociais de atenção aos mais pobres, pela valorização do trabalho e da renda, pela melhoria da vida do povo.

Na segunda foto... A segunda foto dispensa comentários. A imagem fala por si.

by the teacher.  (Nascido na Santa casa de Misericórdia de Santos SP. Pernambucano e Nordestino de coração. Com muito orgulho, com muito amor.)

OU O PSDB CONTROLA SERRA OU SERRA ACABA COM O PSDB.

se for assim não vai dar certo

Postagem em  Luis Nassif on line da conta de que há um disputa interna pelo controle do PSDB e que o grupo ligado ao ex-presidenciável José Serra já articula meios de manter longe do poder do partido e no congresso Nacional o grupo ligado ao ex-governador mineiro Aécio Neves. Já em Gilson Sampaio lemos o texto de Maurício Dias da Carta Capital "Serra vai à guerra" no qual ele afirma que o candidato derrotado não se portará de maneira diferente da qual se portou durante toda a campanha. Isso significa uma oposição virulenta e sem ética, pelo que foi visto nos últimos meses. 

Custa-se   a crer que o PSDB permita que  isso aconteça.  Primeiro, não se consegue   conceber  que os aliados do ex-candidatos dentro do seu partido ainda sejam tão poderosos a ponto de ofuscar, pela força,  a presença de um ex-governador que elegeu-se facilmente para o senado e elegeu seu sucessor, contra o candidato do presidente mais popular de todos os tempos.  Depois, Serra foi  um candidato que centralizou toda a campanha e em alguns momentos  foi contra  o  que moderados do partido queriam, mergulhou o país num processo abscurantista, o que apressou ainda mais sua derrota, transformando aos olhos da sociedade o partido em um aliado do que há de mais retrógrado como a TFP, CCC, radicais do catolicismo e das igrejas evangélicas, xenófobos e racistas. 

O PSDB elegeu governadores em estados importantes, principalmente  Minas e São Paulo. Mas não, seguramente, pela atuação de José Serra, enquanto candidato. Pelo contrário, em São Paulo venceu com cerca de 10% de vantagem (esperava mais)  e em Minas sofreu derrota acachapante (esperava ganhar.) Isso significa dizer que se o partido de Serra se continua de pé depois das eleições, seguramente não é apenas por  causa dele. 

A conclusão a qual tenta se chegar é a seguinte:  Se o PSDB se deixar liderar nacionalmente por José Serra, usando o mesmo tipo de oposição feita até agora contra o governo Lula, ou talvez pior,  vai seguir o caminho do DEM, ou seja, vai acabar.  Vai, porque o recado das urnas foi claro. Queremos discutir o Brasil e seus projetos, queremos as reformas que o Brasil precisa sem abandonar as políticas de recuperação do emprego, da renda, da dignidade das pessoas. Não se admite a democracia sem oposição. Ela é tão necessária quanto o voto. Porém, uma oposição que não reconhece, como até agora não reconheceu, nenhum mérito do governo, minimiza os avanços sociais e se apega apenas ao denuncismo, tendo  a parte podre da mídia como aliada, passa  a imagem de inimiga do povo. Acredito que não foi a toa que a maioria dos senadores que faziam esse tipo de oposição cega e raivosa  não se reelegeu.  Ou o PSDB controla Serra ou Serra acaba com o PSDB.

by the teacher.  (Nascido na Santa casa de Misericórdia de Santos SP. Pernambucano e Nordestino de coração. Com muito orgulho, com muito amor.)

sábado, 6 de novembro de 2010

A MANIPULAÇÃO DO LEITOR POR JORNAL EM PERNAMBUCO.

Folheando, com o estômago embrulhado,  o Jornal do Comercio, deparo-me com a manchete; "Lula, em pronunciamento oficial, ataca a oposição". Como não tinha assistido ao pronunciamento do presidente na TV procurei aqui na blogosfera e o assisti duas vezes. Por incrível que pareça a única frase que o jornal usou para justificar sua manchete foi  "é preciso qualificar o debate político." Só isso. Nada mais. Mandei um email para o jornal externando minha indignação e protestando que a manipulação do leitor com manchetes deste tipo deveria ser enquadrado no crime de propaganda enganosa. Ou Dilma manda para o congresso uma lei que regulamente a comunicação no país ou não governará em paz.

Cópia do e-mail enviado para o jornal:

Venho através deste e-mail protestar contra a manchete da edição deste sábado 06 de novembro: "Lula, em pronunciamento oficial, ataca oposição." ao ler a matéria percebi que a única frase que este jornal usou para justificar a manchete foi " é preciso qualificar o debate político." Assisti ao pronunciamento do Presidente da Republica, Luis Inácio Lula da Silva e não vi em nenhum momento ataques à oposição nem a ninguém, muito menos nesta frase, uma vez que ao qualificar o debate, presume-se que todos os debatedores, não há debate apenas com um lado, precisam melhorar. A manipulação do leitor, atráves de manchetes chamativas que não se justificam no corpo do texto lido,  deveria se enquadrar  no  crime de propaganda enganosa.  A liberdade de imprensa, uma das maiores conquista do regime democrático,  deve se usada para que a imprensa tenha o direito de informar e mesmo criticar livremente quem quer que mereça, mas não pode ser usada para a manipulação não disfarçada do leitor. 

P.S não mandei este e-mail para a seção do leitor por achar, obviamente,  que ele não será publicado.

P.S 1. O texto original fica arquivado automaticamente na caixa de e-mail


Severino Ramos Barbosa Pereira.
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