terça-feira, 20 de setembro de 2011

PORQUE AINDA APOSTAMOS NO BONUS?



Em meados do mês de julho, a prefeitura de Nova York (EUA) anunciou oficialmente o fim do programa que concedia bônus por desempenho aos professores da rede municipal de ensino, com a justificativa de que a estratégia não havia funcionado. No mesmo mês, entretanto, um estudo apontou avanços significativos no ensino público da Carolina do Norte (também nos EUA), que adota outro modelo de incentivos financeiros a docentes há mais de 10 anos.

Sendo assim, o que faz um programa de bônus dar certo ou errado? Sem sombra de dúvida, é a validação das experiências que serão implementadas a partir da prática de outros países, estados e municípios. De nada adianta reinventar projetos cuja falta de êxito já foi constatada ao longo dos anos.

O modelo novaiorquino de remuneração extra a professores de acordo com desempenho dos mesmos apresentava erros latentes, ainda antes de serem diagnosticados por meio de pesquisas. Um dos principais problemas era o fato de que as metas a serem atingidas eram estabelecidas para toda a escola que, se alcançasse o feito, receberia o bônus para dividir como quisesse. Obviamente, o foco da remuneração era o professor, mas o jornal The New York Times apresentou casos recentes em uma reportagem em que o dinheiro era dividido igualmente entre todos – incluídos aí servidores técnico-administrativos ou professores com menor desempenho.

A "injustiça" do programa novaiorquino não despertava interesse da classe docente por melhorias de desempenho. Outro problema, tão grave quanto, era o fato de os professores não compreenderem como funcionava a distribuição dos bônus para as escolas e, muito menos, quanto receberiam. Além disso, já trabalhavam sob o estresse constante de demissão e fechamento de escolas caso os resultados fossem insatisfatórios – algo que a legislação americana permite – e, portanto, o bônus em si pouco influenciava, ao passo que esses outros fatores acabavam ganhando maior projeção.

Contudo, estatísticas são feitas a partir de uma média. Seja de desempenho, opinião ou satisfação. Em outras palavras, o programa novaiorquino pode não ter tido um êxito generalizado, mas ainda assim apresentou felizes exemplos de escolas que tiveram avanços significativos no aprendizado de seus estudantes após a implementação do sistema de bonificação. Por isso mesmo, o programa nem deve ser realmente extinto; mas sim passar por um processo de readequação.

O Estado americano da Carolina do Norte é um bom exemplo sobre a eficiência do pagamento de bônus. Pesquisa recente, publicada em junho, mostra que o estilo do programa de incentivos de lá tem o potencial para melhorar a aprendizagem do aluno, incentivando os professores a exercer maior esforço no trabalho.

O modelo evita três armadilhas decorrentes da aplicação de planos de bônus: o problema de notas e matérias sem testes padronizados para aferição de desempenho, o problema dos professores lutando pelos melhores alunos, e ruído estatístico nos resultados dos testes.

Assim, na Carolina do Norte, os professores recebem salários suplementares de até 1.500 dólares quando o desempenho do teste padronizado de todos os alunos na sua escola melhora mais que uma quantidade pré-determinada. O programa de bônus levou os professores a exercerem maior esforço no trabalho, o que reduziu sistematicamente o número de ausências de professores por doença. E ficou provado que os incentivos financeiros a professores, quando bem gerenciados, se mostram mais rentáveis quando comparados a outras reformas da educação popular, como turmas reduzidas, uma vez que os alunos apresentaram avanços quatro vezes superiores por cada dólar gasto numa comparação entre as duas modalidades.

Não fossem pelos êxitos, países como Austrália, Estados Unidos, África do Sul, Índia, Quênia, Brasil e tantos outros não estariam apostando nesse modelo para conseguir o tão sonhado salto de qualidade educacional. O primeiro projeto que implementamos - o Programa Reconhecer, de estímulo à regência - foi vastamente debatido e pesquisado pelos técnicos da Secretaria Estadual da Educação e está fundamentado em experiências acertadas de Estados brasileiros como Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo e até de outros países.

Transparente e conciso, o programa de bônus para professores em Goiás é uma das diversas frentes para valorização do docente em sala de aula. Estamos no início, mas temos claro que nosso objetivo é ter bons professores em sala de aula, pois são eles o principal instrumento entre a informação e a aprendizagem de nossas crianças.

Thiago Peixoto é secretário da Educação do Estado de Goiás, economista e deputado federal licenciado


Fonte:  Alternativa

domingo, 18 de setembro de 2011

DILMA NA NEWS WEEK: "DON'T MESS WITH DILMA."



A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista 'Newsweek' internacional e da edição nacional americana. É a primeira vez que há destaque em mais edições da publicação para uma capa sobre o Brasil. A revista deve chegar às bancas nesta semana.

Com o título 'Don't mess with Dilma' (em tradução literal 'Não mexa com a Dilma'), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidente.A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos EUA, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.

Na matéria, a presidente afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da 'Newsweek' se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial - diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez um empréstimo cauteloso e tem um Banco Central rígido.

Na entrevista, Dilma confessa que, quando criança, queria ser bailarina ou bombeira. Para ela, uma menina querer ser presidente é um sinal de progresso. Dima também fala sobre sua passagem pela prisão, época em que fazia parte de um grupo revolucionário político, e que, por conta disso, aprendeu a ter esperança e paciência.

A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.Informações Estadão

sábado, 17 de setembro de 2011

MULHERES QUE COMPLICAM A VIDA



Por Regis Mesquita
A suprema arte de complicar a vida e ficar eternamente insatisfeitoA música já dizia sobre as mulheres: complicadas e perfeitinhas. Poesia para explicar o básico: para ser infeliz é só criar condicionantes. Tipo assim: "para ajudar os outros primeiro você tem que estar bem". Observe o trabalho: eu te ajudo, mas antes tenho que ficar bem.A lei da vida diz: se você ajudar o próximo, será mais fácil se ajudar. Uma lei simples: tenha atitude, dinamismo, boa vontade e tudo isto refletirá em sua vida.Se preferir: "faça e receberá".
re que não tem nada de condicionantes.Criar condicionantes é uma forma de complicar a vida e paralisar a pessoa. Resultado: insatisfação, vergonha, ansiedade, etc.Esta pesquisa que me enviaram por email diz tudo:
- "29% das mulheres britânicas consideram estar muito acima do peso para fazer sexo. (fonte: Sex in The Nation)
- Das 29% que disseram evitar fazer sexo por estarem acima do peso, 23% afirma que é porque têm vergonha de suas gordurinhas que ficam “balançando”.
- 13% disseram que só “namoram” com as luzes apagadas, por vergonha de estarem nuas.
- uma em cada dez mulheres gostaria de ser mais “aventureira” na cama, mas não o fazem por vergonha de algumas partes de seu corpo".
A mulher pensa: para transar tenho que ter o corpo assim e assim. Tenho que ter tal peso, meu seio tem que de tal forma...
Complicam demais a vida. Ficam insatisfeitas com o peso, ficam insatisfeita com a vida sexual, ficam insatisfeitas com medo do parceiro não lhes desejar, ficam insatisfeitas com medo deles desistirem delas por não fazerem sexo. Talvez até evitem ter algum amor, com medo das intimidades.
Se sairmos do reino da insatisfação, podemos entrar no reino da vergonha e da baixa auto-estima; os dois estarão em alta. Tudo isto junto gera paralisação. A pessoa não consegue agir, não resolve os problemas e é ineficiente.
Solução: na vida deve-se adotar a simplicidade, o que é chamado de fator mínimo. O fator mínimoserve para te ajudar a descomplicar a vida. Comece identificando o fator mínimo de cada situação. Ou seja, aquilo que é a essência de cada situação, aquilo que dá sentido, que é o principal.
O fator mínimo da educação é prestar atenção para aprender. Isto jamais pode faltar, pois sem isto ir à escola perde o sentido. Cada situação possui seu fator mínimo ( saiba mais aqui ), e é ele que devemos usar para direcionar nossas decisões e ações.
Descomplicar! Descomplicar para ser mais eficiente e mais satisfeito.
A pessoa pode pensar: já sou gorda, pelo menos vou ser ótima na cama.
Se a mulher não pensa, saiba que é isto que o homem pensa. Por isto ele lida muito melhor com a barriga que a mulher.
Outra forma que homem pensa: "sou barrigudo, mas não sou brocha". Ou seja, ele vai se esforçar para ter e dar prazer, nem que seja como forma de auto-afirmação. Seria muito bom se as mulheres pensassem assim: "vou triturar meu namorado hoje a noite. Ele que me aguarde". Te garanto que o namorado ia adorar.
Ou seja, o fator mínimo do ato sexual é o envolvimento na atividade, a interação e o compartilhamento de emoções.
Mais do que o peso, é o não envolvimento que torna o ato sexual pouco satisfatório.
Tanto homem, como mulher podem e devem se entregar e se esforçar para gerar um ato sexual que seja satisfatório e que dure tempo suficiente para permitir com que os dois cheguem a um estado alterado de consciência deslumbrante que pode ou não acompanhar o orgasmo.
Com simplicidade é muito mais fácil atingir este objetivo. E isto independe do peso, idade, compromisso afetivo, etc.
Fora disso é se paralisar na insatisfação, acrescentando condicionantes na vida.
@mesquitaregis

TUCANO TENTA CASSAR JUÍZA DO CASO ALSTOM. E A FAXINA NA CORRUPÇÃO EM SP

sábado, 17 de setembro de 2011



O ex-duputado do PSDB, Robson Marinho, amigo do governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP), está com contas na Suíça atribuídas a ele bloqueadas, porque a origem do dinheiro faz parte dos subornos da multinacional ALSTOM pagos a tucanos paulistas por contratos com o Metrô e com Estatais de Energia, segundo apurações do Ministério Público.

Marinho ingressou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo para afastar de seu caminho a juíza do caso Alstom, Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi. Ela decidiu pelo bloqueio das contas na Suíça, e autorizou a quebra do sigilo bancário dos acusados.

O tucano alegou parcialidade da juíza, acusando-a de estar decidindo sempre a favor do Ministério Público.

Por votação unânime, o Tribunal de Justiça negou o afastamento, não encontrando nenhum indício de parcialidade da juíza e de suas decisões.

E a faxina em São Paulo? A imprensa corrupta joga pra baixo do tapete.

Onde está a indignação da imprensa, ao fazer silêncio e não exigir o afastamento de Robson Marinho da cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado?

Como pode alguém, que responde por acusações de um mega-escândalo de corrupção internacional - com desvio de dinheiro público para contas na Suíça - continuar julgando a prestação de contas dos governadores tucanos amigos? E sob os quais aconteceram a roubalheira nos contratos com a ALSTOM?
 E, pasmem, ele não é apenas conselheiro, é também CORREGEDOR do TCE!

Convenhamos, não é a juíza quem deve ser afastada por suspeição, é o próprio Robson Marinho quem precisa ser afastado imediatamente de seu cargo.

Imagem se Robson Marinho ocupasse qualquer cargo no governo Dilma... o estardalhaço que a imprensa estaria fazendo.

Isso só vem a provar o quanto a velha imprensa é corrupta. Protege a corrupção dos tucanos.

Não é a toa que Geraldo Alckmin comprou R$ 9 milhões em assinatura dos jornais Estadão e Folha de São Paulo, mais as assinaturas das revistas Veja, IstoÈ e Época.

(Com informações da Agência Estado)


A TV Globo só noticiou uma vez, quando não teve mais jeito, com a decisão judicial de bloquear as contas na Suíça. Depois disso não tocou mais no assunto. Robson Marinho continua conselheiro e corregedor do TCE/SP, julgando a aprovação das contas dos governos tucanos, amigos dele.



Fonte:  Os amigos do Presidente Lula

DILMA SERÁ A PRIMEIRA MULHER A ABRIR UMA ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU. CHUPA ESSA, PIG!


A presidenta incomoda a imprensa tucana. É de chorar !

O desafio de Dilma em Nova York
Presidenta embarca hoje para os EUA com uma honraria na bagagem: ser a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU
» DENISE ROTHENBURG
Obama e Dilma terão um encontro reservado um dia antes da Assembleia Geral da ONU: compra dos caças é um dos assuntos em discussão (Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 19/3/11
)
Obama e Dilma terão um encontro reservado um dia antes da Assembleia Geral da ONU: compra dos caças é um dos assuntos em discussão

Depois de passar dois meses voltada aos problemas domésticos, como a troca dos ministros da Agricultura e do Turismo, a presidente Dilma Rousseff se prepara para tentar conquistar um novo patamar no cenário internacional com o discurso que fará na abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima quarta-feira.

Ela viaja hoje à noite aos Estados Unidos, acompanhada de 10 ministros, levando na bagagem a minuta do discurso em que será enfática na defesa da criação do Estado da Palestina, na necessidade de reforma nos organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, e, ainda, fará os comerciais dos programas brasileiros: dirá, por exemplo, que o governo Lula tirou 40 milhões da pobreza e enfrentou a crise internacional de 2008 com um modelo de política de desenvolvimento com inclusão social.

Será a estreia de Dilma para uma plateia de mais de uma centena de chefes de Estado e de governo. Até então, o maior público desse porte da presidente brasileira tinha sido a reunião da Unasul, em julho, no Peru, com 12 chefes de Estado, quando teceu críticas à forma como os países ricos trataram da crise de 2008 e ainda usou a expressão “incapacidade política” para se referir às ações relativas ao combate à atual crise. Até então, o protagonismo de Dilma tinha se restringido aos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), em abril, durante a reunião na ilha de Hainan, e ao Boao Forum, o fórum econômico asiático equivalente ao Davos europeu.

A questão Palestina ganhou tanto peso para esse encontro que o presidente de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou esta semana que irá pessoalmente à ONU marcar uma posição contrária. Mas, embora Dilma defenda a criação da Palestina, o discurso será mais focado na crise econômica global e na necessidade de ampliar a voz de emergentes, como o Brasil e a Índia, na discussão dos problemas econômicos mundiais, uma vez que os dois países são hoje fontes de recursos para as nações ricas. Tanto é que houve um aceno de ajuda dos Brics à Zona do Euro, que atravessa uma grave crise financeira.

Dilma destacará o fato de ser a primeira mulher na história a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas — que tradicionalmente cabe ao Brasil desde Oswaldo Aranha em 1947. Nesse quesito, a presença dela será carregada de simbolismo. Afinal, Dilma é vista como uma ex-guerrilheira, que sobreviveu aos porões da ditadura militar, e vai discursar numa Assembleia da ONU que tem como tema central este ano o papel da mediação na solução de disputas por meios pacíficos.

Nesse sentido, ela abordará também a primavera árabe, nome dado às rebeliões contra os regimes autoritários na região do Oriente Médio e a necessidade de maior ênfase ao que os especialistas chamam de “diplomacia preventiva”, ou seja, a resolução dos conflitos antes do uso da força. Dilma defenderá ainda a ampliação do diálogo, de forma a evitar que casos como o da Líbia se repitam. Afinal, foi uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que permitiu o ataque àquele país.

Outro ponto a ser abordado no discurso de Dilma é o meio ambiente e a agenda de desenvolvimento sustentável a ser detalhada no próximo ano, na Rio+20, a Conferência da ONU sobre meio ambiente marcada para junho de 2012 no Rio de Janeiro.

FMI

A agenda da presidente brasileira não ficará restrita aos encontros da ONU (veja quadro ao lado). Nos intervalos da programação oficial das Nações Unidas, ela terá pelo menos quatro encontros bilaterais. O primeiro será com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na tarde de terça-feira. Em pauta, além de Dilma discutir a reforma dos mecanismos multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU, ela falará das instituições econômicas, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Depois de Obama, Dilma terá ainda uma hora de conversa com o presidente do México, Felipe Calderón, e, no dia seguinte, após o discurso na Assembleia Geral da ONU, há encontros agendados com o primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Além da mesma agenda que tratará com Obama, Dilma tem com a França um tema em aberto: a compra dos caças, assunto que, por sinal, não está descartado da conversa com Obama, uma vez que os Estados Unidos também batalham a venda de seus caças ao Brasil.

Há, portanto, uma diferença básica na legislação entre os dois países, uma vez que o Congresso americano pode vetar a transferência de tecnologia, algo que o Brasil coloca como pré-requisito para fechar um acordo.

Reconhecimento

O apoio à criação do Estado da Palestina não é novidade no discurso brasileiro na ONU. Tanto Lula quanto seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, defenderam a posição na Assembleia Geral das Nações Unidas em anos anteriores. Antes de deixar o governo, Lula assinou um documento em que o Brasil reconhece o Estado.

Disputa

Há dois anos, Sarkozy participou do desfile de Sete de Setembro no Brasil e, na oportunidade, Lula praticamente acertou a compra dos caças franceses. O governo Lula chegou ao fim, entretanto, com uma ferrenha disputa entre os suíços, os franceses e os americanos. Em abril, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu que o Brasil avaliasse a possibilidade de adquirir os caças russos. A discussão, então, foi a para geladeira.

A programação

Confira os principais assuntos a serem tratados pela presidente
no exterior

» SEGUNDA-FEIRA

No primeiro dia da visita oficial a Nova York, Dilma estará na abertura da reunião sobre doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças pulmonares. No mesmo dia, Dilma terá um “colóquio” sobre a participação política das mulheres, a convite da atual subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora executiva da ONU Mulheres, Michele Bachelet, a ex-presidente do Chile.

» TERÇA-FEIRA

Dilma se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A presidente também participará do Encontro Parceria para o Governo Aberto (Open Government
Partnership, OGP).

» QUARTA-FEIRA

Na mesmo dia do discurso de abertura na Assembleia Geral da Nações Unidas, Dilma terá um encontro reservado com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e encerrará a programação com um jantar em que receberá o Prêmio por Serviço Público do Woodrow Wilson International Center for Scholars. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Zilda Arns — que morreu no Haiti, vítima do terremoto — já foram agraciados com a mesma premiação.

» QUINTA-FEIRA 

 Ainda dentro da programação das Nações Unidas, Dilma participará de uma reunião sobre segurança nuclear, onde estará em pauta o acidente em Fukushima, no Japão, e o desastre provocado depois que o país foi atingido por um tsunami. A ideia é avaliar como assegurar que o uso da energia nuclear se dê com o máximo de segurança. Estará presente também no encontro sobre diplomacia preventiva, no Conselho de Segurança da ONU, seu último evento nas Nações Unidas. O retorno ao Brasil está previsto para sexta-feira.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SANGUINHO NOVO




informação de que as remessas de lucros e dividendos por parte de multinacionais – especialmente do setor financeiro e de telecomunicações – atingiram mais de 34 bilhões de dólares nos últimos 12 meses dá uma idéia da sangria com a qual estamos alimentando - com a nossa força de trabalho e de consumo - nossas ex-metrópoles coloniais, cada vez mais parecidas com um bando decrépito de vampiros lutando para não voltar ao pó.
Essa soma, de 34 bilhões de dólares, representa mais de 60% do total do déficit em conta corrente, que deve passar de 50 bilhões de dólares neste ano, apesar do aumento – que mais uma vez colocou em xeque as agourentas “previsões” dos “agentes” do “mercado” – de mais de 70% no superávit comercial deste ano.
Um caudaloso amazonas de dinheiro, que está indo para o exterior, todos os anos, em troca de absolutamente nada.
De lá, como nos tempos das caravelas, as naus só tem trazido duas coisas:
Espelhinhos, em forma de press-releases, que depois são publicados aqui pelos mesmos enganadores que continuam defendendo, na mídia, que fizemos um excelente negócio entregando para os estrangeiros nossas empresas estratégicas e nosso mercado interno nos anos 90.


E centenas de “técnicos” e “executivos”, que estão invadindo, todas as semanas, nosso mercado de trabalho - ao ritmo de mais de 50 mil licenças expedidas pelas autoridades nos últimos meses - vindos de países em crise que, como é o caso da Espanha, estão com uma taxa de desemprego de mais de 20%.
Isso quer dizer que, enquanto o Brasil luta, desesperadamente, para desvalorizar o real e aumentar as exportações, minadas por um dólar artificialmente baixo, nosso dinheiro vai para o ralo, para salvar da quebra empresas incompetentes de países idem, que só conseguiram aportar aqui nos anos 90, graças a dinheiro subsidiado da União Européia e a financiamentos - pasmem - do próprio BNDES.
Para citar apenas um caso - de uma empresa não necessariamente européia, mas de um país que está hoje com uma dívida de mais de 4 trilhões de dólares, por estar sustentando duas guerras perdidas - a American Southern Energy comprou a Eletropaulo, que tinha centenas de milhões de reais em caixa, com financiamento a juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Não satisfeita de botar a mão nesse dinheiro, e de não investir o que devia na expansão da infra-estrutura da empresa, a AES atrasou várias prestações durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, a ponto do Governo Lula ter sido obrigado a entrar na justiça em Nova Iorque para recuperar ao menos parte do prejuízo, conseguindo fazer isso com a constituição da Brasiliana, holding que reúne os ativos desse grupo no Brasil, e da qual o BNDES teve de ficar sócio.
E o que ganhamos com o maior processo de esquartejamento, desmonte e desnacionalização da economia brasileira em 500 anos de história, feito a toque de caixa e vendido como a grande panacéia para a situação do país naquele momento?
A dívida líquida praticamente dobrou em oito anos. O dólar estava a quase quatro reais em 2002. No mesmo ano, o salário mínimo valia cerca de 80 dólares. Um saco de arroz chegava a custar 12 reais no supermercado da esquina. A SELIC estava em quase 25% ao ano. Devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI. Nossas reservas internacionais líquidas eram de menos de 20 bilhões de dólares. E isso sem contar a dívida externa do setor privado e o que devíamos ao Clube de Paris.
Para completar o descalabro, pagamos, hoje, graças a essas competentes privatizações, as mais altas tarifas do mundo em telefonia celular e internet, segundo pesquisa feita em 187 países pela União Internacional de Telecomunicações.
Agora, cada vez que um brasileiro que cai no conto das multinacionais compra um chip da Vivo, da OI, da TIM ou da Claro, paga uma conta de luz – dependendo da distribuidora – ou faz uma operação bancária com o Santander, estamos mandando esse dinheiro para uma viagem sem volta, com passagem só de ida, para países que na época não tinham nenhuma empresa que pudesse se comparar à Telebras, e que, como desenvolvedores de tecnologia de telefonia celular, eram excelentes produtores bacalhau e azeitonas.
Povos que ostentam uma renda per capita 3 ou 4 vezes maior do que a nossa – o que muitos brasileiros acham uma grande vantagem - mas que tem uma dívida per capita 4 ou 5 vezes superior à sua renda.
Controlados por governos tão competentes e avançados na administração de sua economia que estão agora, com a discutível exceção do México, literalmente quebrados, e dependendo, para continuar em pé, do nosso dinheiro e dos nossos mercados.
E agora, o que fazer para sair dessa armadilha?
Como desmontar mais essa bomba-relógio financeira - a outra é a dos juros - que montaram para nós, alegre e despreocupadamente, nos últimos anos do século passado?
Fazer uma campanha na internet para que os brasileiros consumam com um mínimo de consciência e boicotem produtos e serviços das empresas multinacionais que estão sangrando o país ?
Exigir que parte dessa fabulosa quantia fique no Brasil, onde poderia, não fosse a criminosa irresponsabilidade de quem vendeu a nação a preço de banana, estar gerando renda e emprego para milhões de brasileiros?
Por muito menos, quando se falou em taxar a remessa de lucros das multinacionais, os Estados Unidospromoveram e financiaram o Golpe Militar de 1964.
Criar grandes estatais brasileiras para conquistar ao menos uma parcela desse mercado e segurar parte desse dinheiro dentro do Brasil?
Isso seria um deus nos acuda! Basta ver a reação hidrófoba com que foi brindado o governo quando se falou em colocar a Telebras para trabalhar direto com o público na prestação de serviços de banda larga.
Emprestar dinheiro do BNDES para as empresas de capital nacional, para diminuir o tamanho da sangria?
Isso também não pode, como se viu no caso da OI. Atrapalha a “livre” concorrência. Para os “agentes” do “mercado”, o normal é o BNDES fazer o contrário: emprestar dinheiro para grupos estrangeiros comprarem nossas empresas dentro do Brasil.
O Governo, como sempre acontece, vai ser acusado de estar re-estatizando a economia e interferindo no mercado, como se, no mundo em que a China está prestes a dominar, as maiores empresas não fossem estatais, e cada país não defendesse, descaradamente, os interesses de seus grupos e marcas em seus mercados internos ou no exterior.
Como a questão é urgente – a Nação não agüenta um rombo maior do que esse no balanço de conta corrente no ano que vem - sugiro o caminho mais curto e mais contundente.
Se não for possível aplicar várias dessas saídas ao mesmo tempo, aproveitar a baixa das bolsas para a compra direta de participação nessas empresas, dentro ou fora do Brasil, usando recursos do fundo soberano ou das reservas internacionais, para recuperar ao menos uma parcela dos gigantescos recursos que estão nos seqüestrando, à base de quase 100 milhões de dólares a cada dia.

Não podemos continuar tirando dinheiro do bolso de milhões de brasileiros para sustentar, em Madrid ou Barcelona, a boa vida dos acionistas da Vivo ou as estripulias e as fraudes do Sr. Emilio Botin.

Jefferson, pai do “Mensalão”, nega tudo – quem vai pedir o teste de paternidade?


por Rodrigo Vianna
Foi pelo twitter que recebi a notícia: o @emeluis anunciava (entre irônico e estupefato) que a defesa de Bob Jefferson apresentada ao STF já estava disponível na internet,num site especializado em assuntos jurídicos. Fui olhar, e chamou-me atenção o último parágrafo: “Sobre a acusação do MP, a defesa de Jefferson seguiu o mesmo tom dos demaisacusados: é incompleta e faltam provas. Trata-se, segundo a petição, de uma acusação “puramente retórica” e “sem argumentos fáticos”. Não há na acusação, segundo a defesa de Jefferson, nada que prove a existência do mensalão, ou de algum esquema de lavagem de dinheiro para a compra de votos parlamentares.” (grifo meu, RV).
Dividi com os leitores no twiter minha surpresa: ora, se Bob Jefferson (que era o principal denunciante do chamado “Mensalão”) nega que haja provas do referido esquema, então sobra o que? Claro, sobram evidências de caixa 2 na contabilidade petista, e nas estranhas relações com Marcos Valério. Caixa 2 é ilegal.  E deve ser punido. Mas é muito diferente de “Mensalão” -  esquema sistemático de compra de votos no Congresso, como dava a entender Bob Jefferson na tal entrevista à Folha que foi serviu como estopim do escândalo.
Em 2005, a velha imprensa tentou provar que o tal “Mensalão” era “o maior escândalo da história do Brasil”. Franklin Martins era comentarista da Globo. E eu era repórter da Globo em São Paulo. Na redação, era nítido que os comentários de Franklin destoavam da cobertura da emissora – claramente dirigida. A Globo, em suas “reportagens” diárias – jogando de tabelinha com ACM Neto e outros gigantes da moralidade - martelava o “Mensalão” como fato consumado. Aí Franklin entrava no ar e dizia que o “Mensalão” precisava ser “provado”. Foi um dos motivos que levaram Ali Kamel a rifar Franklin no início de 2006 – aquele tormentoso ano em que Lula conseguiria a reeleição.
Foi aquela campanha desenfreada para derrubar Lula em 2005 (e que só não foi adiante porque FHC teve a brilhante idéia de “sangrar” o presidente até a eleição, para evitar o “trauma” de um impeachment)  que levou o deputado Fernando Ferro (PT-PE) a ir à tribuna e cunhar a expressão “Partido da Imprensa” para se referir à máquina que tentou derrubar Lula. Paulo Henrique Amorim aproveitou o discurso de Ferro, e acrescentou “Golpista” à expressão(uma referência histórica ao papel que a mesma imprensa cumprira em 1954, no suicídio de Vargas; em 1961, no veto à posse de Jango, só garantida após a resistência de Brizola com a Legalidade no sul; e  em 1964, com o golpe largamente apoiado pela velha mídia). Assim, nasceu o PIG.
O PIG foi a mãe do “Mensalão”. E Bob Jefferson, o pai. Bob Jefferson agora nega o “Mensalão”. Quem vai pedir o teste de paternidade? A “Folha”, Kamel, ou Diogo Mainardi (o colunista fujão)?
Quando escrevi sobre essas coisas no twitter, recebi da doutora Janice Ascari um puxão de orelha; ela lembrou que todo réu, sempre, nega o crime de que é acusado. Bob, denunciante, é também réu. Por isso, não haveria nada de surpreendente na negativa de Bob. Ele poderia ter negado participação sem negar o esquema. Seria uma forma de evitar a desmoralização. Não o fez.
Juridicamente, a doutora Ascari pode ter razão. Mas politicamente, a negativa de Bob é devastadora. Qual a prova de que o “Mensalão” existiu? A entrevista de Bob a Renata Lo Prete na (sempre ela) “Folha”, em 2005. Bob agora negou o “Mensalão”. Politicamente, fica mais evidente a operação golpista que acompanhei de perto em 2005, e à qual tenho o orgulho de ter resistido nos difíceis dias finais na campanha de 2006 (manobra patrocinada pelo PIG, com ajuda do delegado Bruno - desmascarado num histórico post de Azenha, e numa histórica reportagem de Raimundo Pereira na “CartaCapital”). Tudo isso ocorreu em 2005/2006.
Em 2010, Lula estava muito mais forte. Mas a Globo e seus parceiros ainda tentaram operar no limite da irresponsabilidade: a “bolinha de papel” de Ali Kamel e Molina foi a tentativa de repetir a história e dar a eleição aos tucanos. Mas dessa segunda vez a operação soou como farsa.
Em 2005/2006, a situação foi muito mais séria. Essa história, em detalhes, ainda está por ser melhor contada. Ainda mais agora que Bob – o tenor do “Mensalão” – jogou por terra a encenação.

Leia outros textos de Plenos Poderes

Fonte:  Escrevinhador

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AOS MESTRES, SEM CARINHO


Leio na internet que professores da rede pública estadual mineira se acorrentaram a um monumento em uma praça de Belo Horizonte e ali fazem greve de fome para exigir que o governo do Estado (PSDB) lhes pague o piso nacional determinado por lei federal.
Há não muito tempo, em São Paulo, os mestres foram à rua aos milhares protestar por salários decentes. O governo do Estado (PSDB) atirou sua polícia hidrófoba contra manifestantes que foram espancados sem dó nem piedade, como se fossem criminosos.
O salário que o governo mineiro não quer pagar a esses professores revoltosos é de pouco mais de mil reais – não é brincadeira, o valor é esse mesmo!
Repito aqui, portanto, uma história que já contei, mas que precisa ser contada tanto quanto possível na esperança de que sirva para indicar aos professores um caminho, já que os pais dos alunos da escola pública vivem no mundo da lua.
À época da última paralisação de professores paulistas, uma de minhas filhas hospedava uma amiga francesa, professora universitária que veio ao Brasil em intercâmbio com a USP. Quando a moça soube que haveria manifestação ali perto (minha filha mora perto da avenida Paulista), quis ir ver.
Quanto ao tamanho da manifestação, achou extremamente pequena para um país deste tamanho, apesar de ter reunido dezenas de milhares de docentes. Mas o que mais a espantou foi não ter visto os pais dos alunos e os próprios unidos aos mestres no protesto.
Celine, a jovem docente francesa, comentava que se os professores da rede pública de seu país fossem mal pagos como os do nosso, os pais dos alunos quebrariam tudo e paralisariam o país, pois lá quase todo mundo estuda em escola pública, como aqui.
Paulistas, mineiros, enfim, o povo de todas as unidades da federação não se revolta contra os governos estaduais e municipais. A mídia, que no Brasil é toda de direita, não estimula os pais dos alunos a apoiarem os professores porque eles são sindicalizados e a direita odeia sindicatos.
Em vez de os professores saírem sozinhos à rua enquanto a mídia entrevista madames motorizadas e revoltadas com os manifestantes porque pararam o tráfego – obviamente porque têm seus filhos na rede privada de ensino –, deveriam conscientizar os pais dos alunos.
Uma paralisação das redes públicas estaduais e municipais que reunisse professores, alunos e mestres obrigaria esses governos irresponsáveis a investirem de verdade em Educação, porque dinheiro há. Mas é mais fácil contarem com a mídia para demonizar os professores.
A imprensa fica ao lado de governadores corruptos e irresponsáveis como os de São Paulo e Minas Gerais porque compram publicidade oficial ou assinaturas da Veja, do Estadão, da Folha, do Estado de Minas etc. E o futuro do país que se dane.
Não adianta professores se acorrentarem a monumentos e fazerem greve de fome para ganhar pouco mais de mil reais. Têm que começar a preparar paralisação que conte com pais dos alunos. Aí quero ver o Alckmin ou o Anastasia mandarem suas polícias agredi-los.
Se você quer combater a mídia que ajuda a manter a Educação brasileira nesse estado, adira ao ato público que o Movimento dos Sem Mídia fará no Masp, em São Paulo, no próximo sábado, às 14 horas.
*
Veja, abaixo, o vídeo que mostra situação dos docentes mineiros e o transe em que vive uma população que trata sem o menor carinho aqueles que espera que se dediquem aos seus filhos.

SE FOSSE NO BRASIL SERIA O PT QUERENDO CENSURAR A IMPRENSA.


 No texto abaixo, cujo titulo,  numa tradução livre seria: "Agarre a chance para reformar a mídia", Martin Wolf um dos jornalistas mais conceituados da Inglaterra e do  famosíssimo Financial Times, considera intolerável o poder que tinha Rupert Murdoch, diz que o populismo de direita da Fox faz mal aos Estados Unidos e sugere que se aproveite a chance gerada pelos crimes cometidos pelos repórteres e editores do "News of The World" para reformar a mídia no Reino Unido. Se fosse no Brasil com certeza este jornalista estaria escrevendo em um blog, pois não teria emprego em nenhuma mídia tradicional e seria tachado de "petista" tentando amordaçar a imprensa livre.  


by the teacher.









Seize the chance for media reform

Intimidated children rounding on the playground bully – that is the spectacle in the UK since the News of the World phone-hacking scandal exploded. As one who has long believed that the influence of Rupert Murdoch on UK public life was quite intolerable, I am delighted to see this reversal of fortune. But rage is not enough. The UK must seize this chance to reconsider the structure and regulation of its media.




The media are businesses. But they are not just any businesses. They not only reflect, but also mould, public opinion and so wield immense political influence. That is why dictators seek to control the media and democratic politicians to use them. A person with control over a substantial portion of the press and television exerts huge unaccountable influence over public life. That is (or at least was) the position of Mr Murdoch’s News International.

Some would argue that, even so, it is best to leave ownership to the market and content to rights of free expression, subject only to law on libel and on intrusion into private life. But ownership does matter. The media have an intimate relationship with the functioning of the democratic polity or, in different words, the ability of the people to play an effective role as citizens.We are both consumers and citizens, individuals pursuing our private lives and participants in public life. Classical liberals, who start by assuming that the role of the state should be very narrowly circumscribed, view the media as no more than an arena for commercial gladiators. But, in Aristotle’s words, man is a “political animal”. We need to make many decisions together. In the west we do this via a law-governed state responsible to the governed. This then is government by permanent discussion. The media are the forum for democratic politics. This is why they matter.Diverse media require diverse ownership. But economic forces may generate a degree of concentration incompatible with desirable diversity. Politicians will then find themselves grovelling before proprietors who control their communications with the public. At worst, the proprietor may so twist and distort this needed communication as to transform public life. I would argue that the Fox network’s rightwing populism has done just that in the US. This should not happen in the UK.

Yet, paradoxically, a powerful proprietor, such as Mr Murdoch, may also promote diversity. The Times – a decent newspaper – exists today because of subventions from News International. This need for support partly reflects the economics of the newspaper business, as the internet devastates traditional advertising-based business models.




While viewing the media as we would the business of grocers is a grave error, it is no less misleading to ignore the economics of these businesses. Media must be funded. If funds are not to come from the market, they must come from somewhere else. That, too, creates dangers, not least of domination by the state. Each country will have to strike its own balance, aware of the dilemmas, particularly in our era of profound technological change

What is now needed is a comprehensive re-examination of the role and regulation of the media in the UK. Moreover, any conclusions of such a review must explicitly include a commitment to further review in future, to take account of ongoing changes in technology and the business environment. Such a comprehensive review would look at: the law on privacy and libel; regulation of the press; the concentration of ownership within and across media; the role of public service broadcasting; and the public funding of media, more generally, and particularly of the news.     My preliminary views are that: the privacy of the powerless needs more protection and the wrong-doing of the powerful far less; redress against malicious coverage needs to be tougher, while preserving freedom of expression; rules on cross-ownership of media should be far tighter, with the mooted position of News International in both newspapers and television ruled out, a priori; the country should continue to support the BBC through stable funding, because it defines the notion of a public weal; and we should consider whether the public good of high-quality news gathering and analysis deserves public support.

These are remarkable times. But they are also, so far, largely an outburst of rage by those whom the Murdoch press has humiliated. The prime minister’s planned two-part inquiry into the hacking scandal and related issues covers much, albeit not all, of the required ground.

It is not enough to settle scores with the playground bully even though his misbehaviour has been so egregious. It is essential to design a structure of regulation that preserves freedom for the media, while curbing abuse, including concentrations of unaccountable power. The media are too important to be left to the mercies of politicians or judges. But they are also too important to be left to dominant proprietors. The UK has a golden opportunity to strike a new balance. If it does so, this scandal might yet bear rich fruit.



Texto acessado através do link na postagem "A reforma da mídia na Inglaterra pode ser boa para o Brasil." do blog  Diário do Centro do Mundo
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