segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

APESAR DE O BRASIL SER A 6ª ECONOMIA, A LUTA DOS PROFESSORES POR UM SALÁRIO DIGNO PROMETE CONTINUAR EM 2012.

  
                                  aqui, um importante capítulo desta luta. 

                   
Até o reino mineral sabe (como já diz o Mino Carta) que um país só evolui com investimento em educação. Não é novidade que os países que hoje se destacam como grandes potências investiram pesado na educação básica ao longo de décadas. No Brasil, a educação foi relegada ao segundo plano. Há décadas não se tem um plano sério para o setor. O que vemos são soluções paliativas e projetos desordenados que consomem tempo, dinheiro e não levam a lugar algum. E quando se fala em investimento em educação, deveria se ter o professor como um dos alvos dessa medida. Professores bem remunerados, capacitados, ganhando um salário que lhes possibilitasse trabalhar em apenas uma escola, evitando a correria que o obriga a se sacrificar em até três escolas batalhando manhã, tarde e noite. 

A aprovação pelo Congresso Nacional do Piso Nacional de Salários do professor parecia ser um alento nessa guerra desigual que travamos pelo reconhecimento e valorização da profissão. Ainda que o valor não fosse o de nossos sonhos, pelo menos haveria um valor de referência. Ademais, o Piso valorizaria, principalmente, as professoras de educação infantil, na maioria funcionárias de prefeituras, que recebiam aquilo que os prefeitos queriam pagar. Uma verdadeira guerra foi travada para que o Piso fosse acatado pelos prefeitos e governadores, tendo ido parar no Supremo. Quando este, finalmente, foi referendado pelo STF, os professores de todo o país achavam que finalmente esta pendenga estava resolvida. Ledo engano. Eis que agora, um deputado do PT, (José Guimarães, PT/CE) atendendo às demandas de alguns secretários de estado, foi relator de um projeto que tenta mudar o índice de reajuste do Piso. Outra deputada, também no PT (Fátima Bezerra, PT/RN), conseguiu o número de assinaturas necessárias para impetrar recurso ao projeto, que por hora está parado na Câmara. (veja post aqui).

É um paradoxo que no momento em que o Brasil assume a posição de sexta economia global, ao invés de se aproveitar este momento para um investimento pesado na educação, um deputado do Partido dos Trabalhadores (e se não fosse dos trabalhadores, hein?) relate um projeto modificando o índice que reajusta o Piso Nacional de Salário dos professores. Se este projeto prosseguir na sua tramitação e for aprovado com a autorização do governo ou for sancionado por ele, este "teacher" se declara sem condições de levantar a bandeira de sua defesa, como tem feito aqui há um ano e pouco. Não por vingança ou por picuinha pessoal, mas por acreditar que não se pode ter um discurso para a sociedade e na calada da eterna noite que é este congresso (com as honrosas excessões) ter outra prática.

The teacher.

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