sábado, 11 de setembro de 2010

CARTA CAPITAL: FILHA DE SERRA EXPÔS SIGILO DE MILHÕES DE PESSOAS

 11/09/2010 - 09:47h


A revista CartaCapital que está nas bancas nesta semana traz reportagem de Leandro Fortes que vai colocar em apuros o tucano José Serra. Segundo a reportagem, baseada em documentos oficiais, por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra, Verônica Serra,  com a irmã de Daniel Dantas. Veja abaixo a reportagem de CartaCapital.

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.
Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.
Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.
Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.
Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.
Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.
Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.
A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.
A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.
A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.
A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.
Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.
Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.
Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.
Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.
De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.
Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.
Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.
Fonte: CartaCapital
importado do blog do Favre

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

É SERRA QUEM DESTRÓI OS "QUADROS" DO PSDB

O candidato insano mirando seu próprio partido

 Maria Inês Nassif publicou no "Valor" e foi postado em vários blogs que o "PSDB é um partido de quadro que perdeu os  quadros" e estava a caminho de  virar um PMDB, acho que se referindo ao fato de, mesmo grande,  andar a reboque do poder, sem condições de ganhar eleições majoritárias. aqui e aqui. José Serra tem participação fundamental nisso. Claro que FHC, o eterno lider, mas que não lidera nada, também tem sua culpa.Claro que o fato de três  caciques escolherem em um jantar quem vai ser o candidato a Presidente da República pelo partido (Alckmin, em 2006) também contribui para o declínio deste partido de elite, que se distanciou do povo. O fato do PSDB olhar o Brasil a partir de São Paulo tem grande parcela de culpa. Mas, desde que disputou as eleições e perdeu para Lula em 2002, José Serra tem trabalhado incansavelmente para acabar com o seu partido. O fez quando, eleito para prefeito de São Paulo, abandonou a prefeitura menos de dois anos depois para se candidatar ao governador, não só quebrando um compromisso que ele havia lavrado em cartório, como, pior ainda, entregando a maior cidade do país ao PFL, na época. Eleito governador por São Paulo, tratou de pavimentar o caminho para satisfazer a sua obsessão: ser Presidente da República. Para isso, cometeu um dos maiores absurdos políticos que sem tem notícia nos últimos tempos: sacrificou uma das maiores lideranças do seu próprio partido, Alckmim, para apoiar a reeleição de Kassab para prefeito em 2008,  apenas visando o apoio do DEM em 2010. Com isso, conseguiu o ódio da metade do PSDB de São Paulo e a desconfiança do partido no resto do Brasil. Não satisfeito, segundo veio à tona neste emblóglio da quebra do sigilo, mandou preparar dossiê contra Aécio (daí a entrada em sena do Amaury Ribeiro)  e escalou seus aspones da imprensa paulistas para mandar recados ao governador de Minas: O "pó parar", no estadão e o "tapa na namorada",  do Kfouri.  Tudo isso aliado ao caso Lunus e a arapongagem contra Jereissati, segundo o próprio, em 2002. Conclusão: Para Serra não há limites. A consequência disso é que os "quadros" do PSDB, que, na época de Covas, se orgulhavam de seu passado de luta, sua resistência em favor da Democracia observam agora o partido se degradar e rumar para a decadência, esquecido pela população. Por que se submentem às loucuras do candidato insano? ninguém sabe. Mas, talvez,  sabendo que o limite de Serra é o tamanho do PIG  tenham entregue o restinho de dignidade que lhes restava, provavelmente aterrorizados com dossiês e quebras de sigilos.

by the teacher.

No Gilson Sampaio: "José Arruda Serra é um desses políticos que fazem da mentira sua principal arma"

O EFEITO SPUTINIK

Laerte Braga
Federico Fellini tinha uma fascinação absurda pelos seios da atriz sueca Anita Ekberg. Em um dos episódios de BOCACCIO 70 transformou a atriz num fantástico “demônio” a atormentar a vida do Doutor Antônio, moralista de virgindade comprovada e pruridos histéricos de saraus tucanos/DEM em petit comitê, onde a burguesia se refestelava virando os olhos ao som de trinados agudos sonhando sonhos bem definidos por Freud.
Beba mais leite, era um outdoor imenso num descampado à frente do prédio onde morava o Doutor Antônio. Anita estendida em decote ousado (as feministas não gostariam hoje da imagem) e sugerindo leite.
Ao final, o moralista, defensor da fé, dos valores da civilização cristã e ocidental acaba abraçado ao outdoor, murmurando “Anita meu amor”, enquanto é guinchado por um guindaste e conduzido a uma ambulância piedosa, mesmo tendo percorrido os corredores do Vaticano contra a ofensa de seios voluptuosos oferecidos a escoteiros puros e cujos olhos não haviam sido ainda conspurcados por imagens deletérias de “podridão moral”.
Chamem o padre Patrick Payton, se é que ainda é vivo. Vai puxar a versão 2010 da Marcha da Família com Deus e pela Liberdade. Em seguida as prisões ficarão lotadas daqueles que ousaram abrir os olhos e lá por um cantinho de olhada, de esguelha, enxergar Anita.
Flávio Cavalcanti vai completar o quadro numa edição extra de NOITE DE GALA, mostrando que o lançamento do SPUTNIK foi apenas propaganda soviética contra a família e a democracia.
“Malamadas” no definir perfeito de Antônio Maria, quando o machismo ainda era regra (mas Maria morreu de paixão), lotando o auditório e conduzidas com maestria pelo apresentador se mostrariam precursoras do aleluia, aleluia.
Incorporavam a democracia.
Só se José Arruda Serra ressuscitar esses fantasmas. Tem tentado. Quem sabe a vaca de VEJA que usando determinado produto em sua alimentação dá leite com sabor baunilha. Direto das tetas para as embalagens fechadas a vácuo cujo consumo equivalem a um bifinho suprindo todas as crianças de suas necessidades diárias de cálcio e vitaminas.
Pobre Laika. Segundo Flávio Cavalcanti e em sua cruzada pela liberdade, a decisão de lançar a cadelinha ao espaço violou a declaração de direito dos animais.
Lotar prisões com adversários da ditadura que se instalou a seguir, tornar a tortura, o estupro práticas “democráticas” e libertárias, desovar corpos pelos caminhões da FOLHA DE SÃO PAULO, nas rotas da “liberdade”, isso é mais ou menos a teoria de Madeleine Albright, ex-secretária de Estado do governo Clinton, quando lhe perguntaram sobre as mortes de crianças no Iraque por conta do bloqueio. Perto de 200 mil crianças.
“É um preço que a democracia tem que pagar”.
Putz! Pensar que tudo isso é culpa do Sputinik.
José Arruda Serra é um desses políticos que fazem da mentira sua principal arma e gira em torno dos donos. Amarra seus sapatos, carrega suas pastinhas e se auto imola na condição de vítima do que quer que seja. Pilantra. Em 2009 já falava da venda de sigilos fiscais e sabia que não só ele, como todos os políticos eram alvos dessa prática por conta de chantagens costumeiras no meio. Banqueiros, grandes empresas, latifundiários, no afã de descolar um crédito, uma obra, um pedaço de terra gigantesco na ordem natural do progresso capitalista recheado de borduna e que tais.
Bem fez Oscarito que mandou os norte-americanos pastarem e quase chega às vias de fato com Norma Benguel esplêndida e aperfeiçoada Brigite Bardot. Abençoada também.
Felllini tinha horror do idioma inglês. Mas não reclamou em uma de suas obras quando alguns desses atores apareceram por conta do produtor. Segundo ele não precisava entender as asneiras que eram ditas pelos ditos atores. É que ingleses, na sua versão, não falam nada além de asneiras, ou falavam.
O diabo foi a vela. Roberto Benigno subindo um celeiro pelo lado de fora e com uma vela às mãos. Na hora de montar, editar, Fellini quis sombra. Os técnicos não, diziam que era impossível naquela situação.
Fellini pôs sombra, impôs sombra e durante uma semana filósofos discutiram o significado da sombra. Segundo ele tudo era só um filme, cinema, mas para os técnicos o diretor explicou melhor – “entendem agora porque eu sou o gênio e vocês os técnicos? Os que mexem essas máquinas malucas?”.
Joga esse troço na fogueira de São Genaro.
Cara, onde já se viu imaginar que Charlotte Rampling é mais bonita que Anita Ekberg? Uma “tabua inglesa” versus uma “escultura nórdica”?
Ah! Montanhas e montanhas de gelo. Icebergs.
E lá se foi o Doutor Antônio, amigo dos bispos da CNBB, removido pela ambulância da saúde pública italiana.
O que diria de Berlusconi?
Em todo caso no episódio final Sophia Loren era oferecida em rifa, idéia de Vitório de Sicca. E de quebra, no banco de reservas, tinha Gina Lolobrigida em “PÃO, AMOR E FANTASIA”.
Onde já viu general entender desses “negócios” palpáveis e que cheiram a gente?
Quando você entra no complexo FIESP/DASLU você não percebe à primeira vista que está chegando ao inferno real do mundo tucano.
Só quando depois de percorrer todos os escaninhos do contrabando vislumbra numa porta especial o candidato José Arruda Serra proclamando ao mundo e a quem queira ouvi-lo que é vítima de uma “trama”.
A trama é ele meu!
Nem que façam a exumação do corpo de Vernon Walthers comandante das forças armadas brasileiras em 1964, ou que Patrick Payton clame aos céus pelas hordas de “anjos” da OPUS DEI.
Edir, o Macedo, chegou primeiro, carregando sua pastinha de dízimos no milagre da multiplicação dos pães, quer dizer, dos dízimos, em sacos e sacos de montanhas de casas vendidas no céu.
É o efeito Sputinik. Pior que aquela máquina maluca de Woody Allen, a que enxerga o futuro e lhe ensejou uma bicicleta voadora.
Termina na horizontal, com teses e antíteses.
O deserto de idéias dos tucanos.
E olha que a GLOBO faz força. Desde os tempos dos Sputinik

“Citco Building”, nas Ilhas Virgens: o verdadeiro mapa da mina aponta para lá


publicada quinta-feira, 09/09/2010 às 19:45 e atualizada quinta-feira, 09/09/2010 às 19:34
O verdadeiro mapa do tesouro não leva a Mauá
Prestem atenção nesse trecho de uma reportagem assinada por Amaury Ribeiro Junior:
“Spencer concentrava seus negócios caribenhos na caixa postal 662 do Edifício Citco, em Road Town, nas Ilhas Virgens, endereço do escritório da Citco, especializado na abertura de empresas offshore.”
David Eric Spencer é um advogado dos EUA que prestava serviços a Ricardo Sérgio - tucano que atua nos bastidores, foi diretor do Banco do Brasil no governo FHC, durante as privatizações, e é muito próximo a Serra. A reportagem acima é de 2003 e foi publicada pela revista Istoé.
Foi naquela época que Amaury começou a investigar a barafunda financeira do tucanato. Dinheiro que vai, dinheiro que vem. Genro, filha… As seguidas reportagens renderam um processo de Ricardo Sérgio contra Amaury. O jornalista pediu “exceção de verdade” (quando o sujeito que é processado por calúnia pede para provar que a afirmação feita é verdadeira), e foi no âmbito dessa ação que Amaury ganhou o direito de acessar a ampla documentação recolhida pela CPI do Banestado – documentação que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) guardava a sete chaves.
Foi a partir dessa documentação que Amaury recolheu o grosso do material que integrará seu livro sobre as privatizações tucanas e os estranhos caminhos do dinheiro. Amaury saiu da Istoé, rodou por aí. Trabalhou no “Estado de Minas”, sempre coletando rico (!) material sobre as peripécias financeiras que ligam São Paulo, Buenos Aires, Miami, Nova York e as Ilhas Virgens.
Os segredos de Verônica Serra e do genro de Serra (no país da piada pronta, o cara tinha que ter esse nome: Alexandre Bourgeois – Alexandre Burguês) não estão nas declarações de Imposto de Renda que vazaram no ABC paulista. O vazamento, se de fato ocorreu, é criminoso. E deve ser investigado. Mas o importante não é o que está nos documentos de Mauá ou Santo André, e sim o que aparece nas empresas registradas nas Ilhas Virgens.
O mapa da mina (ou o mapa de Minas?) aponta pra lá!
Citco Building. Guardem esse nome.

PHA: "O QUE A FOLHA JÁ FEZ COM A DILMA FOI INACEITÁVEL"

Por que o PiG (*) insiste no sigilo da filha
dele. Porque vai morrer


 Abaixo Paulo Henrique Amorim comenta no conversa afiada o destino do PIG num provável governo Dilma.


Comentário extraído de uma manchete do UOL com a trepidante informação de que o caseiro não conhecia o contador, mas sabia que o jardineiro passava em frente à casa do padeiro, às 03H57 da manhã.
O Serra, tenho que ir dormir, trabalho de madrugada. Só dei uma passadinha aqui pra dizer ao Senhor que acabei de vê-lo na televisão. Era uma reportagem de outubro de 2009. Dizia que o sigilo do Senhor, de sua família, do Lula e família também, havia sido violado. É que tá parecendo que o senhor anda mentindo descaradamente agora, não é não??? Fica mais grave ainda aquela coisa de correr qualquer risco e usar qq arma para ganhar uma eleição, até usar a filha. Eu vou de Dilma, a vovó do ano!!!!



O Alexandre se refere a esse vídeo devastador, com a reportagem do SBT sobre o vazamento de 17 milhões de contas na Receita.
Veja aí que o Zé Baixaria acha absolutamente normal que, numa esquina da capital do Estado que ele governa, se vendam disquetes com o sigilo dele e da filha.
Normal.
(Outra coisa, amigo navegante: por que será que, entre milhões de violações, o vazador (quem será ?) só vaze nomes de tucanos amigos do jenio ? Que coincidência, não ?)
O Conversa Afiada está convencido de que o sigilo é mais um problema do PiG (*) do que do Zé da Baixaria.
O Zé, que já foi Pedágio e Alagão, o Zé Baixaria já sabe que o sigilo da filha não ganha a eleição.
Clique aqui para ver que o Marcos Coimbra diz que o sigilo da filho foi um traque.
Mas, o PiG (*) tem que tentar até o último traque.
Dificilmente o PiG (*) resiste a outros 4 anos de governo trabalhista.
A Globo, o Globo, a Veja e a Folha (**), nessa ordem, devem estar na linha de tiro do próximo Governo.
É óbvio que o próximo Governo vai ter que rever a Lei da Radio-difusão, de 1963 !
É obvio que a não revisão só ajudou a Globo.
E a revisão prejudicará a Globo.
Quando Lula assumiu, a Globo, com 50% da audiência, engolia 90% da verba publicitária oficial.
Ou seja, o Farol de Alexandria subsidiava a Globo: a Globo levava 90% e entregava 50%.
Pode ?
Isso já mudou e vai mudar mais.
Hoje, com 44% da audiência, a Globo leva 48% da verba oficial.
Qualquer redução do market share e a Globo não aguenta manter a programação que tem hoje no ar.
Não aguenta comprar filmes.
Fazer novelas tão caras.
Comprar o Brasileirão e a Copa do Mundo.
Fazer o aero-jornalismo para espinafrar o Brasil.
A grana não alcança.
E a Globo perdeu a capacidade de dialogar com os governos trabalhistas.
A Lei vai mudar e o ambiente comercial também.
A Folha (**) só pode estar jurada na boca do sapo.
O que a Folha (**) já fez com a Dilma foi inaceitável, num regime democrático.
A começar pela ficha policial falsa.
A Veja, a última flor do Fáscio, tem o destino escrito nas estrelas.
Será vendida como a Newsweek ou vai virar um produto de finalidade desconhecida, como a Time.
Se morrer com honra, ficará no lucro.
Mino Carta acha que a “mídia nativa” será o último bloco de resistencia ao Governo Dilma.


É provável.
Que morra na trincheira.
Por isso, esse frenesi com o filho do porteiro que foi ao cinema com a irmã do contador e encontrou o pedreiro da agência da Receita em Mauá.
Paulo Henrique Amorim


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...