quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

VALE À PENA REVER: "VÁ PENSIERO" RICARDO MUTI CONTRA A DEGRADAÇÃO DA ITÁLIA DE BERLUSCONI



Escrito por movimento.com em 25 ago 2011 nas áreas Notícia
No dia 12 de março desse ano, noTeatro dell’Opera em Roma, ao apresentar a ópera Nabuco de Verdi, em comemoração dos 150 anos da unificação da Itália, Riccardo Muti deu um exemplo de civismo.
Demonstrou quanto o povo (no caso a plateia) está insatisfeito com o que ocorre na política italiana (Berlusconi estava na plateia). O que ocorreu nesse dia deve servir de exemplo para todos nós que estamos fartos de tanta politicagem, tanta corrupção e de tanta roubalheira. Gostaria de estar lá para presenciar o que aconteceu e que está no vídeo cujo link está no final dessa postagem.
A ópera Nabuco foi escrita por Giuseppe Verdi no final do século XIX, quando a Itália ainda estava sob o domínio da dinastia dos Habsburgos (a quem combateu até a sua unificação). Por isso o coro “Vá pensiero” apesar de se referir aos judeus escravizados na Babilônia, se tornou, vamos dizer assim, o grito de guerra que simboliza a busca pela liberdade do povo italiano. Essa relação entre o que se canta na ópera e o sentimento de liberdade, o clamor por justiça e o patriotismo italiano persiste até os dias de hoje.
Riccardo Muti em entrevista ao Times relatou:
“Naquela noite ocorreu uma revolução velada. No início houve uma grande ovação do público e logo começamos com a ópera. A apresentação se desenvolveu normalmente até que chegamos ao canto famoso “Vá pensiero”. Imediatamente senti que a atmosfera do público se tornava tensa. Existem coisas que não se pode descrever, porém ela é sentida. Era o silêncio intenso do público que se fazia sentir. No momento em que as pessoas se deram conta que começava o Vá pensiero o silêncio foi de verdadeiro fervor. Se podia sentir a reação visceral do público diante dos lamentos dos escravos que cantavam: “Oh, patria mia, si bella e perduta …”. Quando o coro chegou ao final ouvi do público pedidos de bis. O público começou a gritar: “Viva Itália!”, “Viva Verdi”, “Longa vida à Itália”. E as pessoas das galerias começaram a jogar papeletes com mensagens patrióticas. Eu não queria fazer apenas um bis. Teria que haver uma intenção especial para fazê-lo”.
Porém o público já havia despertado os sentimentos patrióticos do maestro. Com um gesto teatral, Muti se vira, olha para o público e para Berlusconi e diz:
“Sim, estou de acordo com o Viva a Itália, absolutamente! Não tenho trinta anos e, como italiano que tem percorrido o mundo, estou muito pesaroso com o que está se passando no meu país. Então vou aceitar o vosso pedido de bisar o Va pensiero. Não o faço apenas por razões patrióticas, mas porque esta noite enquanto o coro cantava “Oh, minha pátria, tão bela e perdida” pensei que se continuarmos assim, matamos a cultura sobre a qual está assentada a história da Itália. Neste caso, verdadeiramente, a nossa pátria estará “bela e perdida!”.
Nesse momento ouve uma enorme ovação, inclusive dos cantores e dos membros da orquestra, saudando as declarações de Mutti. Uma forte emoção tomou conta do ambiente. Após acalmar a platéia Mutti prosseguiu:
Já que aqui reina um clima italiano, verdadeiramente italiano, e que frequentemente eu Muti (faz um trocadilho com mudo), tenho falado aos surdos durante tantos anos, gostaria agora que fizéssemos uma exceção, na nossa própria casa, o teatro da capital, com um coro que cantou magnificamente e uma orquestra que o acompanhou muitíssimo bem. Proponho pois, se quiserem unir-se a nós, que cantemos todos juntos.
Seguiu-se um novo, febril e caloroso aplauso que selou essa aliança: povo – coro – orquestra – maestro.  Tranquilo Muti ainda recomendou: “Mas, a tempo, está bem?!”.Fez sinal para a orquestra e para o coro e começou a reger platéia, orquestra e coro. O momento que se seguiu foi de uma extraordinária empatia, quando um “coro” de 1.300 vozes da platéia interpretou o Coro dos escravos. Muti, quase de costas para o palco, regeu um povo que demonstrou um espírito patriótico intenso. A platéia permaneceu de pé, os atores também em pé se puseram, toda a ópera de Roma se levantou! Momento mágico!
O final dessa apresentação única seria igualmente indescritível. Percebe-se a emoção do público e dos atores, todos de pé! Lágrimas aparecem e são secas com a manga das vestimentas. Ocorre um aplauso interminável enquanto dos camarotes desciam voando papeletes com mensagens: Viva Giuseppe Verdi, Viva a Itália, Parabéns Itália, Itália ressurge na defesa da cultura, outros mais e até alguns que diziam: Riccardo Muti, senador vitalício …
E essa apresentação de Nabuco seria ainda ovacionada por mais dez minutos!!!
Vejam vocês leitores desse nosso blog isso ocorreu em Roma, capital italiana, num teatro italiano, na apresentação de uma ópera italiana, dirigida por um maestro italiano, perante uma platéia de italianos. Porém, a lição que se tira desse momento memorável é universal.
Temos sofrido sob um governo de iletrados que além de não propiciar o que manda a Constituição (saúde, justiça e segurança) menospreza a cultura e o futuro dessa nação. Isso sem falar na corrupção que grassa em todos os níveis de governo (roubam-se bilhões num, milhões noutro e milhares nas prefeituras).
Vale a pena assistir o vídeo pois, durante um quarto de hora, temos uma emocionante demonstração de civismo com a qual devemos aprender.
Abraços!
Cezar Lorenzini
* O maestro Riccardo Muti havia feito um “encore” da canção apenas uma vez no La Scalla de Milão em 1986, pois para ele a ópera não deve sofrer interrupções.


Vá pensiero:
Va’, pensiero, sull’ali dorate,
va’, ti posa sui clivi, sui colli,
ove olezzano tepide e molli
l’aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sïonne le torri atterrate.
Oh mia patria sì bella e perduta!
Oh membranza sì cara e fatal!
Arpa d’or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie nel petto raccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simìle di Sòlima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento.
Oh! T’ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù!
Che ne infonda al patir,
al patire virtù.
Che ne infonda al patir,
al patire virtù.
Al patire virtù!

Traduzindo (se é que é possível traduzir essa canção):
Voa, pensamento, com tuas asas douradas;
voa, pousa-te nas encostas e no topo das colinas,
onde perfumam mornas e macias
as brisas doces do solo natal!
Cumprimenta as margens do rio Jordão,
as torres derrubadas de Jerusalém…
Oh minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada dos grandes poetas,
porque agora estas muda?
Reacendas as memórias no nosso peito,
fale-nós do bom tempo que foi!
Como Sòlima fez com o destino
traduz em musica o nosso sofrimento,
deixa-te inspirar pelo Senhor
porque nossa dor se torne virtude!

Extraído do blog http://cezarlorenzini.com.br

OS AUTORITÁRIOS DE HOJE


Da Carta Capital - 26/12/2012 08:14

 COMO SEUS PARES DO PASSADO, TÊM AVERSÃO À VONTADE DAS MAIORIAS. NO FUNDO, ACREDITAM QUE O POVO NÃO ESTÁ “PREPARADO PARA A DEMOCRACIA”. FOTO: MRBILL/FLICKR




Marcos Coimbra


O pensamento autoritário já viveu dias melhores no Brasil. Sua credibilidade já foi maior, e -suas ideias, mais consistentes. Seus formuladores, mais respeitados e maior sua influência na vida nacional.

Se compararmos Oliveira Vianna, Azevedo Amaral, Alberto Torres e Francisco Campos, seus principais expoentes na República Velha e durante o Estado Novo, aos autoritários de hoje, a distância é abissal.

Seus sucessores contemporâneos são de dar pena. Salvo as exceções de praxe, faltam-lhes educação e estilo. Substituíram a disposição para o debate pela ofensa e a repetição de lugares-comuns. São ignorantes. O que os une aos antigos são as convicções que compartilham. A começar pelo que mais distingue o autoritarismo ideológico: a certeza de que a democracia pode ser boa no plano ideal, mas é irrealizável na prática. No mundo real, o povo seria incapaz de se governar e precisaria das elites para orientá-lo. Sem sua proteção paternal, se perderia.

Diferentemente do passado, muitos dos autoritários da atualidade se abrigam na mídia conservadora. Sem a proteção que recebem de seus veículos para falar alto e se exibir como valentes, não existiriam.


Leia mais:   
O Brasil cassado                         


Mas há autoritários hoje no mesmo lugar em que, no passado, militaram vários: no Judiciário e cargos afins. Alberto Torres foi ministro do Supremo Tribunal Federal, Oliveira Vianna, do Tribunal de Contas da União, e Francisco Campos foi consultor-geral da República.

O julgamento do “mensalão” tem sido um momento privilegiado para conhecer o pensamento autoritário atual em maior detalhe. Seus representantes na mídia estão esfuziantes. O andamento do processo no Supremo Tribunal Federal foi melhor que a encomenda. No fundo, todos sabiam quão frágil era a denúncia montada pela Procuradoria-Geral da República.

A alegria de ver expoentes do “lulopetismo” condenados os enche de entusiasmo. Querem revidar em compensação a tudo que os entristeceu nos últimos anos. Quantas vezes foram forçados a se desdizer? Quantas projeções furadas fizeram? Quantos amigos na oposição tiveram de consolar?

Não tínhamos tido, até recentemente, a oportunidade de ver, com clareza, o autoritarismo existente no STF. Era um tribunal predominantemente discreto, que trabalhava longe dos holofotes. Vez por outra aparecia, mas para se pronunciar a respeito de questões específicas, ainda que nem sempre de maneira apropriada.

Agora, não. Fez parte do pacto da mídia conservadora com a Corte a mudança radical desse padrão. As luzes foram acesas, os microfones ligados e os repórteres postos a serviço. Tudo o que os ministros dissessem seria ouvido, registrado e divulgado, com pompa e fanfarras.

E eles se puseram a falar.

Ao longo do julgamento, à medida que liam seus votos, vimos quão parecidas são as ideias de quase todos com aquelas dos autoritários de cem anos atrás.

No mês passado, Luiz Fux aproveitou a visibilidade de orador na posse de Joaquim Barbosa na presidência do tribunal para apresentar algumas das suas. Tomemo-las como ilustração do que pensam por lá.

O discurso de Fux foi extraordinário. Até no que revelou da cumplicidade que se estabeleceu entre a mídia e o tribunal. É pouco provável que fosse tão assumidamente autoritário se não se sentisse amparado pelos correligionários na mídia.

Ficou famosa sua tortuosa formulação de que seria natural que o Judiciário se tornasse mais ativo, para intervir na “solução de questões socialmente controversas, como reflexo de uma nova configuração da democracia, que já não se baseia apenas no primado da maioria e do jogo político desenfreado”

Parece que Fux imagina ter feito uma descoberta. Que haveria uma “nova configuração da democracia”, sabe-se lá o que isso seja, que exigiria deixar de lado o “primado da maioria” e o tal “jogo político desenfreado”.

Nada há, entretanto, de original no diagnóstico e no receituário. Antes dele, outros autoritários haviam chegado ao mesmo lugar. Todos, de antes ou recentes, têm a mesma aversão à vontade das maiorias. No fundo, acreditam que o povo não está “preparado para a democracia”. Que exige “homens de bem” para guiá-lo, livrando-o dos “demagogos”.

Todo autoritário é antidemocrático, quer frear o “jogo desenfreado”. E se imagina ungido da missão de fazê-lo, pela sua autoatribuída superioridade em relação ao cidadão comum.
Talvez por desconhecer de onde vêm as ideias que professa, Fux – e os que se parecem com ele – acredita estar sendo “novo”.
É tão velho quanto a Sé de Braga.


Fonte:  Blog do Saraiva
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domingo, 23 de dezembro de 2012

INTELECTUAL AVISA O QUE TODOS JÁ SABIAM: STF VIOLOU A CONSTITUIÇÃO



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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

LEANDRO FORTES: "O BRASIL PRECISA REAGIR A ISSO. AGORA"


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FERAS TOGADAS 

 

DA CARTA CAPITAL - 18.12.2012 09:02

  

Leandro Fortes 

Lembro-me de ter comentado muitas vezes, com autoridades do governo e parlamentares, inclusive, que a mim era inexplicável a precariedade das escolhas feitas pelo presidente Lula para as vagas do Supremo Tribunal Federal. Para mim, e tenho essa impressão até hoje, mudar o STF seria mudar o Brasil, digo, o Brasil arcaico, dominado pela Casa-Grande, pelos juízes distantes da realidade do povo e a serviço das mesmas elites predatórias oriundas do Brasil-Colônia.



 Foto José Cruz/Agência Brasil


Não sei se realmente influenciado pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ou, simplesmente, porque não percebeu a dimensão exata dessa necessidade, Lula chegou ao ponto de nomear um fanático religioso para o STF, Carlos Alberto Direito, justo quando o Brasil e o mundo começavam a discutir questões fundamentais de cidadania e saúde – como a união civil de homossexuais, o uso de células-tronco e o aborto de anencéfalos – combatidas, justamente, pela turma de cruzados católicos da qual Direito, já falecido, fazia parte.

O resultado desse processo errático de escolhas, ora vinculado a indicações de terceiros, ora pressionado por desastrosas opções partidárias e corporativas, teve seu ápice na indicação de Luis Fux, por Dilma Rousseff, cuja patética performance de candidato ao cargo na Suprema Corte tornou-se pública, recentemente.

O resultado é, na parte risível, esse show de egolatria de ministros amplamente compromissados com a audiência da TV Senado e os elogios de ocasião da turba de colunistas da velha mídia reacionária do País, ainda absorta em múltiplos orgasmos por conta das condenações do mensalão.

O chorume que desce entulho tóxico, contudo, não é nem um pouco engraçado.
No mensalão, para agradar comentaristas e barões da mídia, a maioria dos ministros se enveredou pela teoria do domínio do fato apenas para condenar José Dirceu e José Genoíno, troféus sem os quais dificilmente seria ovacionada nas filas dos aeroportos e nos restaurantes de Higienópolis. Condenaram dois cidadãos sem provas para tal.

Ato contínuo, a maioria dos ministros passou por cima da Constituição para agradar a mesma plateia e o STF avocou para si o direito de cassar mandatos parlamentares. Colocou em guarda, assim, a direita hidrofóbica e seus cães de guarda da mídia, certos de que com aliado tão poderoso o problema da falta de votos estará, enfim, resolvido.

Como em Honduras e no Paraguai.

Agora, o ministro Fux decide, monocraticamente, interditar uma votação soberana do Congresso Nacional. A pedido das bancadas do Rio e do Espírito Santo, derrubou a urgência aprovada pela maioria dos parlamentares para apreciar os vetos presidenciais sobre uma nova forma de distribuição dos royalties em contratos em andamento.

O Brasil precisa reagir a isso. Agora.

Fonte:  Blog do Saraiva

sábado, 15 de dezembro de 2012

OUTRO TEXTO PARA O PT COVARDE LER: O AGENDAMENTO CONSERVADOR, POR SAUL LEBLON



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O dispositivo midiático conservador exercita há quatro meses o poder de pautar a agenda política do país. É um massacre.

A novela do chamado 'mensalão' revelou-se um cavalo de Tróia dos interesses contrariados pela ampliação do espaço progressista na sociedade brasileira. 

Como fica a cada dia mais explícito, a reação conservadora cozinha nesse julgamento um cardápio inteiro para 2014. 

Um dos pratos principais é a tentativa de dissolver Lula num caldeirão fervente de suspeição. 

A meta é transformá-lo num frango desossado incapaz de equilibrar-se de novo, sobretudo num palanque. 

Vivemos um ensaio desse banquete pantagruélico que atrai todas as bocas famintas de 2002, 2006 e 2010. 

Avança-se em fatias, comendo o mingau pelas berbas na arguta percepção de que é preciso aleijar o corpo antes de atacar o coração. 

Coisa de profissionais do ramo. O ramo do neogolpismo; aquele que arremete por dentro das regras institucionais, aliás invocando o papel de guardião daquilo que golpeia.

O novo ferramental não se dispensa dos artefatos do velho repertório. 
Em certa medida, vive-se um revival do clima de 2002, quando a falta de respeito e o preconceito de classe ilustraram a que ponto pode chegar a polidez das elites quando o céu que as protege ameaça cair em mãos alheias. 

Diariamente uma ração de manchetes, colunas e escaladas televisivas, ademais de sobrancelhas em pinça, esgares e olhares insinuantes destilam o mesmo e incontido ódio "à la 2002". 

Em qualquer guerra o bombardeio intenso não transforma a saturação em apoio ao agressor. 

As três vitórias sucessivas do PT, nenhuma delas com apoio deles, evidenciam um limite a partir do qual o peso da realidade pulsa na formação da consciência social. 

A brecha tende a se alargar à medida em que cresce o saldo positivo das gestões petistas -- a palavra saldo não condensa uma evolução linear, nem isenta o percurso das contradições inerentes a governos policlassistas de centro esquerda. 

Marmorizado no cotidiano da população o legado da década petista forma um repertório que adensa a percepção de um país distinto do ecoado pelo bumbo conservador. 

O atrito obriga o agendamento a radicalizar a narrativa.

Analistas de maior consistência são vencidos pelo alarido grosseiro do segundo escalão. A fotografia cede ao photoshop, literalmente e eticamente.

Tome-se o exemplo a página 2 da Folha.Ali escreveram progressistas como Antonio Calado e conservadores como Otto Lara Resende, entre outros. Ambas as cepas com expressões de alto nível.

Tornou-se um rodapé intelectual. 

Excetuadas honrosas exceções, respinga ali o suor inglório dos que brigam com as palavras para compensar a irrelevância com decibéis. 

Isso para não falar de casos clínicos. 

'Veja', que um dia foi dirigida por Mino Carta, é cada vez mais um desengonçado encadernamento de rascunhos do Tea Party. 

O efeito bumerangue é inevitável. 

A forma como o panfleto da Abril rejeita a regulação da mídia é um testemunho da pertinência da regulação da mídia.

O conjunto expõe a armadilha que enredou o conservadorismo em uma contradição nos seus próprios termos. 

Quanto mais espaço abre ao escalão beligerante , maior o fosso entre a percepção sensorial do país e o que as manchetes martelam. 

Parece uma boa notícia. E uma parte do governo acha que resolve o embate dessa forma.

Engana-se. O outro lado também sabe que corre contra os ponteiros da história.

A radicalização observada neste momento não deve ser encarada como um hiato. 

É um ciclo de tudo ou nada. E reserva pouco espaço à acomodação

O blog Grupo Beatrice (http://grupobeatrice.blogspot.com.br/) qualifica de forma interessante essa natureza ambígua do poder de agendamento conservador nesse momento.

Uma pesquisa feita por estudantes de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi São Paulo discute a tese de que o dispositivo midiático já não tem mais o poder de eleger presidentes ou forçar impeachments.

Mas ainda é eficiente em estabelecer pautas e agendas como a do julgamento da AP 470. 

No dizer do 'Beatrice', o aparelho de difusão conservador já não determina como pensar, mas retém o poder de prescrever 'sobre o que' pensar.
Metaforicamente, a condição de pautar a sociedade remete à modelagem totalitária de um mundo administrado no qual a ficção é a realidade, como no filme Matrix. 

A diferença sutil entre 'o que' e 'sobre o que' tem implicações políticas nada desprezíveis. 

A primeira é demonstrar que o poder antagônico não é absoluto. O que parece animador.

Mas envolve essa contrapartida virulenta de quem, repita-se, sabe que corre contra o tempo. E avança para o tudo ou nada, antes que seja tarde.

O lado oposto, o das forças progressistas --e o do governo-- deve socorrer-se nas lições práticas que os momentos de intensa polarização histórica como esse deixaram.

A gravidade da hora impõe o dever de repetir incansavelmente : se o dispositivo midiático conservador mantém uma escala de difusão capaz de determinar sobre o que o país deve ou não pensar, não adianta ater-se ao manejo eficiente da economia para contrastá-lo. 

Isso é indispensável, mas não é suficiente. E até para que ocorra é imprescindível afrontar o poder de alcance do monopólio difusor.

De duas formas.

Com um novo marco regulatório das comunicações, que resguarde o equilíbrio de pontos de vista requerido pela democracia; e, antes disso até, como pede o tique-taque do relógio político: propiciando à mídia progressista condições legítimas para expressar um ponto de vista que hoje, objetivamente, reflete os interesses históricos dos novos atores majoritários do país.

Postado por Saul Leblon às 06:01

Fonte:   Carta Maior

MAIS UM TEXTO SOBRE A COVARDIA DO PT: A POLÍTICA É COMO O BOXE: QUEM NÃO BATE, APANHA

Davis Sena Filho      DAVIS SENA FILHO


Um dia escrevi que se o golpe vier, Lula tem de ir às ruas. É o título do artigo. Muitos leitores concordaram comigo. Entretanto, outros me contestaram, e alguns resolveram optar pelas ofensas pessoais. Até entendo, porque faz parte do processo quando você escreve para o público e em sites ou portais que milhares de pessoas acessam-nos diariamente e emitem suas opiniões e defendem seus princípios políticos, de classe social, suas ideologias e até mesmo seus preconceitos, alguns com conotações raciais ou estéticas. Enfim, compreendo... a selvageria é inerente àqueles que querem um país para poucos.
Contudo, o que eu não compreendo é a falta de reação do Governo trabalhista e do PT, no sentido de serem mais assertivos no que se trata sobre o embate político e à rápida resposta aos ataques de um sistema midiático de direita, que se associou a homens e mulheres membros do Poder Judiciário, que resolveram fazer política, inclusive a partidária, pois se aliaram, e às claras, com o trinômio PSDB, DEM e PPS, partidos de essência conservadora, derrotados nas últimas três eleições para presidente da República e que recentemente perderam a prefeitura de São Paulo para o PT de Lula e Fernando Haddad, que vai assumir em 2013 a cadeira de prefeito.
A política é como o boxe: quem não bate, apanha. O PT, partido forjado nas fábricas do ABCD e também na USP para o desgosto dos quatrocentões patrimonialistas, sempre foi uma agremiação política aguerrida e disposta a enfrentar qualquer tipo de embate e de luta política. Hoje um amigo meu e ex-colega de trabalho e que vota em candidatos e partidos conservadores me enviou a seguinte mensagem: "Se prepara mano velho que agora é só pedrada". Ele tem razão quando o PT e o Governo recuam e aceitam que a eles sejam imputadas inverdades, leviandades cometidas por gente que se veste de Batman e que se estivesse em um balé quereria tomar o lugar do bailarino protagonista. Gente que acusa integrantes do PT até de crimes que nunca cometeram.
A desfaçatez é tão surreal que quando a Polícia Federal investiga e prende servidores públicos e políticos da base do Governo trabalhista ou do PT, suas ações são consideradas republicanas. Todavia, quando a PF efetiva ações em que estão envolvidos empresários, políticos da oposição, membros da PGR e do STF e jornalistas militantes da imprensa conservadora de negócios privados, o Governo e o PT são acusados de "aparelhar o estado", evidência que tem forte conotação política, porque a verdade é que a direita está a afirmar que o Partido dos Trabalhadores atua de forma stalinista, quando a realidade é que o PT no poder é profundamente democrático e tão republicano que hoje tem de enfrentar juízes e promotores nomeados por ele, que lhe fazem uma oposição desleal e que tem por finalidade desgastar e desconstruir suas representatividades proeminentes, com o intuito de ajudar o PSDB a vencer as eleições presidenciais de 2014.
Esse é o modus operandi  de um Judiciário e de uma imprensa que lutam desesperadamente para manter intactos o status quo dos inquilinos da Casa Grande. O STF judicializou a política. A PGR a criminalizou. E os barões donos da mídia monopolizada tratam de divulgar os supostos escândalos, de forma sistemática e que denotam todo o ódio e o desprezo que a classe rica e muita rica tem pelo Brasil, pelo seu povo e principalmente pelos políticos trabalhistas que conquistaram o poder por intermédio do voto e que hoje sofrem com um processo draconiano de propósito golpista, que dia a dia, mês a mês e ano a ano tenta desconstruir a imagem de um político respeitado e considerado pelo povo brasileiro, bem como admirado profundamente no exterior, pois tratado como mito político e humano decorrente de sua espetacular biografia.
A nossa "elite" controladora dos meios de produção é ridícula, provinciana e intelectualmente limitada e desonesta. Temos uma imprensa que caça o Lula e por isso o ex-mandatário se tornou um alvo de enorme repercussão. É a única imprensa que faz oposição a um ex-presidente, político que saiu do poder e por isso não tem mandato. E sabem por quê? Porque quando ela lembra de Getúlio Vargas sente calafrios. Enquanto em outros países a oposição combate quem está no poder, no Brasil acontece o contrário, porque nós temos a pior classe rica do planeta, herdeira de uma escravidão que teve a duração de 350 anos e que explorou de forma infame cerca de quatro milhões de africanos, em um tempo remoto, praticamente sem tecnologias. Os proprietários da Casa Grande jamais vão perdoar a Senzala, que ousou entrar nos Palácios do Planalto e da Alvorada, pisar em seus luxuosos tapetes e sentar na cadeira presidencial, por intermédio de Lula.
Tal acontecimento foi de mais para essa gente branca, de olhos azuis, ternos alinhados e perfumes caros, que se comporta como se fosse "superior", porque que vive de forma abastada e farta por causa da dedicação, da determinação e do talento do seu empregado, o trabalhador brasileiro, a quem ela pouco emprega, porque, proporcionalmente, quem contrata no Brasil são os micro e médios empresários, que nos governos trabalhistas de Lula e de Dilma foram considerados e respeitados e por isso receberam crédito por meio dos bancos de fomento, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e até mesmo o BNDES, que, para quem se interessar, empresta três vezes mais do que o Banco Mundial — o Bird.
Além disso, Lula pagou a dívida externa, as reservas do Brasil são da ordem de R$ 400 bilhões e, no decorrer de dez anos, os governantes trabalhistas fizeram o Brasil crescer exponencialmente, os salários aumentaram de valor e o desemprego é quase um risco nas estatísticas, ou seja, vivemos o pleno emprego. Somente para ficar nisso, porque se não eu teria de me alongar. Esse conjunto de conquistas e de melhorias sociais e econômicas gerou um ódio incomensurável nas classes sociais preconceituosas, levianas e tolas, pois que não percebem ou se negam a perceber que um Brasil robusto economicamente e politicamente propicia desenvolvimento, distribuição de renda e de riqueza ao conjunto da sociedade e não apenas, por exemplo, aos acionistas das empresas de energia cujos interesses foram defendidos pelos governadores tucanos de São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais, bem como pelo aliado do PSD de Santa Catarina, que boicotaram o projeto do Governo trabalhista de baixar os preços das tarifas de energia, que tem o apoio dos empresários da Fiesp e da Firjan.
A direita tucana é tão leviana e descompromissada que sabotou a diminuição do preço da energia. Essa gente é tão midiática e judiciária (o STF é o alicerce das "elites") que defende privilégios, quer um Brasil VIP e, portanto, para poucos, exatamente aqueles que se consideram escolhidos, quiçá, por Deus. Afinal, eles rezam com os padres Marcelo Rossi ou Zezinho, além de terem o apoio incondicional do Opus Dei. Se tiver dúvida, pergunte ao José Serra e ao Estadão. É muita falta denonsense, um disparate. Lula é o alvo. Juízes, procuradores, barões da imprensa, jornalistas e políticos conservadores a serviço do establishment e por causa dessa realidade precisam derrotar os trabalhistas como fizeram com Getúlio Vargas e João Goulart, que edificaram as bases do Brasil moderno e civilizaram a nossa sociedade por intermédio das leis trabalhistas.
É um acinte, um despropósito e uma inconveniência a atuação política dessa gente que quer transformar o Brasil em um grande Paraguai, que amarga forte censura ao ficar fora das decisões da Unasul e do Mercosul. É tal qual eu li outro dia: as classes hegemônicas desse País, na verdade, gostariam que o tempo voltasse e que o nosso Brasil ficasse "congelado" no tempo, a continuar a ser um gigantesco fazendão de plantação de café ou de cana de açúcar. O País do cafezinho e da garapa.
Seria ótimo para eles, os inquilinos da Casa Grande. Super cômodo. Afinal, os colonizados com um imenso complexo de vira-lata se quiserem tomar um banho de civilização bastariam ir à Corte, como o fez, de forma ridícula e sem noção, o senhor Paulo Francis. Hoje, por causa do Lula, a Danuza Leão tem de comprar passagens para ir a Nova York, a Paris ou a Londres juntamente com seu porteiro. Danuza não tem culpa de sua iniquidade, mas ela poderia deixar de fora o rei da selva, que tem de lutar duramente para sobreviver — o Leão.
Contudo, não vai ser possível para os imperialistas de pensamentos colonizados viverem em um mundo à imagem deles refletido na abominável Casa Grande. Um lugar onde poucos se locupletam e se divertem, enquanto a enorme maioria fica a sofrer na Senzala, a fim de propiciar aos herdeiros dos escravos e às suas dondocas as delícias e as satisfações adquiridas com a pobreza e o trabalho da maioria. É disto que se trata. Por isto e por causa disto, a burguesia jamais vai esquecer o Lula, mesmo se ele estiver fora do poder. A esquerda tem de reagir, porque a política é como o boxe: quem não bate, apanha. É isso aí.

Fonte:   Brasil 247

MAIS UM TEXTO PREVENDO O GOLPE. OS BLOGUEIRO "SUJOS", QUASE TENDO UM ENFARTE. LULA, NÃO SE DEFENDE. DILMA, PARECE QUE NÃO É COM ELA. E O PT, COVARDE.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Operação 2014

E reaparece meu pai, Giannino, e não diz “profetica anima mea”, alma minha profética. Confirma apenas “mala tempora currunt” e comenta como é elementar a tarefa do analista político nas nossas latitudes. Refere-se, está claro, ao jornalista honesto, habilitado a perceber a previsibilidade dos movimentos dos senhores da casa-grande.
Até o mundo mineral recorda os tempos precedentes ao golpe de 1964 e reencontra aquele tom de fúria nos jornalões dos últimos dias. Desfraldam manchetes dignas da eclosão da guerra atômica. Está em curso, de fato, uma operação na mira de 2014, articulada em duas frentes com o mesmo objetivo: a debacle final de quem ousasse preocupar-se com o destino do País todo, senzala incluída.
Guido Mantega. O governo e o Brasil precisam dele
Foto: ©AFP / Evaristo Sa
Em uma frente visa-se Lula, sua popularidade e seu peso em relação ao futuro da presidenta Dilma. Ocorre assim que venham à tona detalhes do depoimento prestado há três meses por Marcos Valério à Procuradoria-Geral da República. Vazados por quem? Pelo próprio Roberto Gurgel em busca de desforra? Há figuras ilustres engajadas na campanha, imponente entre elas o novo presidente do STF, Joaquim Barbosa, o qual se apressa a declarar que o ex-presidente pode ser investigado pelo Ministério Público. Ao lado do nosso Catão postam-se prontamente (e quem mais?) os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello. Mendes é aquele, para quem esqueceu, que chamou às falas o então presidente Lula, pediu e ganhou a cabeça do delegado Paulo Lacerda, acusou a Abin de um grampo inexistente e trabalhou com êxito para o enterro da Operação Satiagraha e a felicidade de Daniel Dantas. Quanto a Mello, dispensa apresentação no seu inesgotável papel de homem-show.
Não falta um colaborador de elevada qualificação, o feliz contraventor Carlinhos Cachoeira, parceiro de Policarpo Jr., impagável representante daVeja em várias operações criminosas. Quem sabe a dupla se consolide no momento em que Cachoeira realizar sua ameaça: “Sou o garganta profunda do PT”. O que espanta, nisso tudo, é a falta de reação à altura por parte do partido. Parece estabelecida uma corrente de pusilanimidade entre Odair Cunha e a presidência do PT, dotada de uma vocação cristã alçada à enésima potência: não lhe basta oferecer a outra face, imola-se por inteiro.
E que dizer do desempenho do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo? Imerso em perfeito silêncio diante de acontecimentos que dizem respeito à sua pasta. Quando fala manifesta, não sem altaneira timidez, sua impressão (ou seria sensação?) de que Lula é inocente. Consta que este ministro tem amigos graúdos e costas quentes. Outro, digníssima figura merecedora do apoio deCartaCapital, é o alvejado Guido Mantega, em boa parte executor da política econômica do governo. Se atiram nele, sejamos claros, é porque querem atirar na presidenta.
Eis aí a segunda frente da Operação 2014. A política econômica do governo enfrenta e desafia interesses poderosos. É antídoto salutar à religião do deus mercado que infelicitou e infelicita o mundo, mexe mais ou menos profundamente com o setor elétrico, reduz os juros e o spread. Atinge bancos e indústria, fecha a porta para os ganhos extraordinários na renda, até ontem tão compensadores dos resultados medíocres na produção. Além fronteiras, cria alvoroço entre os fundos acostumados ao ganho abundante na terra brasilis.
Há quem diga que teria sido da conveniência do governo coordenar sua ação entre os envolvidos, negociar com o empresariado, cativá-lo. A quais empresários alude? Aos que financiam o Instituto Millenium, ou, pelo menos aprovam sua presença? Aos que devoram as páginas dos jornalões e se deslumbram com seus candentes editoriais? Missão complexa, se não impossível, para o coordenador. Explica-se desta maneira a estulta, penosa tentativa de ver fritado o ministro Mantega para, ao cabo, criar dificuldades para a presidenta, quem sabe insanáveis, na expectativa malposta.
Avulta, nisso tudo, a diferença dos tempos. Entre aquele das diatribes golpistas de quase 50 anos atrás e as de hoje. CartaCapitalpermite-se um aprazível momento de otimismo. O que mudou é o povo brasileiro, a maioria da nação. Esta não está nem aí, como se diz. Talvez nunca tenha sido capaz de dar ouvido às ordens da casa-grande, executou-as, porém, passiva e automaticamente, negada à compreensão do seu significado. Agora não lhe ouve os apelos porque fez a sua escolha, e não é a favor dos senhores e dos seus capatazes.
Mino Carta
No CartaCapital

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CONCORDO COM O ONI PRESENTE: UM GOLPE SE AVIZINHA E O PT SE ACOVARDA


Desânimo

Trágico. Alguém já reparou que não estou postando regularmente?

 Diferente de 2006, quando Lula e o PT sofreram a maior ofensiva por parte da mídia que já assisti, estou sem ânimo para acessar a Internet e ler o noticiário. Todos os dias, de forma orquestrada, a mídia, numa ação muito bem organizada, joga toda sorte de acusações sobre Lula. Hoje mesmo deram ênfase a uma fala do bicheiro Carlinhos Cachoeira em que ele afirma ser “o garganta profunda do PT”. Ora o PT precisa ter medo de cachoeira? Claro que isso faz parte da  estratégia para minar os ânimos e tentar enfraquecer o PT. 

Não sou tão ingênuo assim  e creio que ninguém o seja, mas para a oposição qualquer fato, por mais incongruente e sem a mais tênue lógica, é motivo para levar o fato para a seara política, com suas CPI´S midiáticas infindáveis. Hoje, porém, a mídia e a oposição contam com um elemento de peso (de última hora?): Joaquim Barbosa. Está nascendo aí um embrionário ser, que dependendo das condições e sorte proporcionada por essa ofensiva, pode levar o País a mergulhar novamente nas trevas de uma ditadura. Meu medo é exagerado? 

Tomara que sim, que eu esteja  exagerando, mas não fiquei assim em 2006 e tinha todos os elementos para tal. Gostaria de viver em um País com um sistema midiático isento e cumpridor de sua função social como orgão noticioso. Gostaria de ver nos editoriais a análise clara do oportunismo do momento. Se fosse num País avançado, já alentariam eles, os jornais, para o fato extraordinário do carequinha ter esperado sete anos para agora acusar friamente Lula, e, pasmem, após ser condenado a mais de 40 anos de cadeia. Nem mesmo Roberto Jefferson foi tão audacioso, pelo contrário, desacreditou o carequinha em seu blog. Mas para o lado do PSDB as coisas são mais fáceis. Nenhum Barbosa pede investigação sobre a privataria. Nenhum Barbosa quer saber sobre denúncias de compra de votos para reeleição. Nenhum Barbosa diz em cadeia nacional que é preciso investigar os tucanos.

Sei que Lula é maior do que tudo isso. Hoje mesmo ouvi de uma atriz que foi vítima de paparazzi a seguinte frase: "Podem bater, eu faço curativos e fico novamente de pé..." 

É assim que Lula deve se portar, pois o seu partido, o PT, simplesmenteassiste de longe. Até mesmo o Collor tem demonstrado mais dignidade que o partido do ex-presidente, falando sozinho da tribuna sem ninguém do PT para entoar esse coro. Na CPI do cachoeira, um petista se acovarda diante da oportunidade de passar por cima, à limpo, dessa amaldiçoada mídia.

Por isso tanto desânimo.

O APOSENTADO INVOCADO ESTÁ CERTO: LULA, DILMA E O PT PRECISAM SE DEFENDER.


Lula, Dilma e os parlamentares do PT têm que vir a público, precisam falar, precisam lutar, precisamos de discursos longos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, precisamos de discursos de mais de trinta minutos de Dilma e de Lula. Vamos para cima dessa canalhada, desses Mervais, Dora Kramer e outros bostas que nada fizeram pelo nosso país. Só existem por graça da Corrupta. Essa gente precisa ser contestada de frente, Lula deve exigir provas e quando o Merval disser que é apenas um repórter e que ele está numa democracia deve ser dito que democracia exige responsabilidade e que ele é um irresponsável golpista que seus patrões não conseguem vencer nas urnas e agora, como sempre, tentam o golpe de Estado. Lula deve perguntar para ele quanto custou a cadeira na Academia Brasileira de Letras. Vamos para a guerra, vamos destruir essa gente que não se conforma com a democracia.


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