domingo, 3 de julho de 2011

PRESIDENTA, DEMISSÃO JÁ!

eles se merecem

Quem são os idiotas a quem Jombim se referiu no seu discurso bajulador ao entreguista mó, FHC, o que era pai e não era, pouco se me dá. O que eu realmente gostaria de saber é por que ao invés de chamá-lo para demiti-lo sumariamente a Presidenta da República se presta ao papel de apenas pedir-lhe, se é que pediu, explicações. Que explicações? por que ele foi a uma festa onde só havia políticos da oposição fazer apologia ao tempo em que ele servia àqueles políticos, deixando  apreender de suas palavras que aqueles eram tempos melhores?! Deixando claro que nos tempos atuais há idiotas no governo ao qual serve? Que ele só está no cargo atualmente porque aquele a quem ele foi bajular o colocou? Não há alinhamento político nesse mundo que me faça entender algo assim. Não existe compreensão de conjuntura política, a que todo governo está sujeito, que justifique isso. Este personagem nem é tão importante assim. Perguntei à epoca do escândalo  Palocci e agora torno a perguntar: que falta este homem fará ao governo Dilma? Resposta: nenhuma, jamais.

 Presidenta, Presidenta, já disse isso antes e repito: daqui deste pequeno espaço, lutei como muitos outros companheiros para colocá-la onde está e dar continuidade ao projeto do governo Lula, do qual a senhora fez parte. Mas não podemos aceitar que  um governo que foi eleito lutando contra tudo que há de mais abjeto na política, partindo de Serra e FHC, aceite que um de seus integrantes se junte justamente a esses praticantes de política de esgoto para indiretamente atacar a este governo e continue, impune e alegremente, a fazer parte dele. Demissão já.

The teacher.

sábado, 2 de julho de 2011

ESTE POST É DEDICADO À DIREÇÃO DO SINTEPE PE

Professores de Minas Gerais estão em greve novamente. Por quê?

Aos pais de alunos e à sociedade mineira: por que estamos em greve novamente?
Queridos pais de alunos,
Nós, educadores de Minas Gerais, aprovamos, em assembleia da categoria realizada no último dia 08, a greve geral por tempo indeterminado. E por que tomamos essa decisão? Por uma razão simples: porque o governador de Minas se recusa a pagar o nosso piso salarial, instituído pela lei federal nº 11.738/2008. E isso pode destruir a nossa carreira e também a Educação pública.
De acordo com essa lei, que está em pleno vigor, os governos dos estados e municípios são obrigados a:
1) pagar o piso salarial como vencimento básico, ou seja, como salário inicial na carreira dos educadores, sobre o qual devem incidir as gratificações e vantagens que adquirimos ao longo da nossa carreira;
2) implantar o terço de tempo extraclasse na jornada de trabalho dos professores, para que tenhamos no mínimo este tempo para realizar as atividades de preparação de aulas, correção de provas, reunião com supervisão e com a comunidade, estudos e pesquisas, etc., fora da regência de turma.
Mas, o que fez o Governo de Minas? Ao invés de cumprir a lei federal, impôs uma outra lei, a Lei do Subsídio, que descaracteriza completamente a Lei do Piso a que temos direito. Através dessa lei, o governo de Minas realizou um gigantesco confisco nos salários dos educadores, pois:
a) incorporou as gratificações e vantagens dos educadores ao vencimento básico, transformando-o em parcela única e fazendo exatamente aquilo que o STF considerou ilegal;
b) reduziu os percentuais de promoção de 22% para 10%, e de progressão de 3% para 2,5% na carreira. Os educadores de Minas são os únicos a sofrerem esta redução entre todos os demais servidores de Minas;
c) confiscou todas as gratificações e vantagens, como biênios, quinquênios, pó de giz, gratificação por pós-graduação, etc., que conquistamos ao longo da nossa carreira;
d) confiscou o tempo de serviço de todos os educadores, que foram posicionados no grau inicial das tabelas salariais – grau A -, e com isso igualou por baixo os salários dos trabalhadores em educação. Um professor em início de carreira ganhará o mesmo salário de um professor com 10 ou 15 anos de Estado.
Ou seja, o subsídio destruiu a carreira dos educadores de Minas. O governo de Minas, portanto, está fora da lei ao não pagar o piso aos educadores.
Mas, o pior de tudo é que o governo descumpre a própria Lei do Subsídio, já que ela prevê a possibilidade, durante um período de tempo, dos servidores da Educação optarem pelo nosso antigo regime remuneratório, composto por vencimento básico e gratificações.
Contudo, os milhares de educadores que fizeram tal opção ainda continuam recebendo pelo subsídio, contrariando o que diz a própria Lei do Subsídio, criada pelo governo. Mais uma vez, o governo mostra-se fora da lei.
O governo de Minas não paga o piso no antigo regime remuneratório, que está em vigor no estado, e cuja tabela é uma vergonha para Minas Gerais: é o pior vencimento básico do Brasil!
O governo de Minas paga o piso de R$ 369,00 para o profissional com ensino médio, contrariando grosseiramente a Lei do Piso, que determina que nenhum profissional do magistério receba menos que o valor mínimo do piso. Este valor, de acordo com a CNTE, é de R$ 1.597,00 para o profissional com ensino médio. Para o MEC é de R$ 1.187,00 para até 40 horas de trabalho. Mesmo que consideremos o valor menor e proporcional do piso do MEC para a jornada praticada em Minas, de 24 horas semanais, ainda assim o piso que é pago em Minas representa quase a metade do valor exigido por lei.
Além disso, consideramos uma falta de respeito um estado que tem dinheiro para construir cidades administrativas, estádios de futebol, viadutos, etc., ter a coragem de pagar aos professores com curso superior somente dois salários mínimos – além de impor uma lei, a do subsídio, que destrói a carreira dos educadores.
Os agentes das altas esferas dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) recebem entre 30 e 70 salários mínimos por mês, entre vencimentos e verbas indenizatórias. Já os educadores sobrevivem com salários vergonhosos, tendo que trabalhar em dois ou três cargos, bancar o seu próprio transporte e conviver com situações de violência, falta de equipamentos e condições inadequadas de trabalho.
Hoje em dia ninguém mais quer graduar-se em licenciatura e muitos professores têm abandonado a carreira em busca de outras profissões mais atraentes. Ao desvalorizar as carreiras da Educação pública, o governo prejudica diretamente as famílias trabalhadoras de baixa renda que dependem de serviços públicos como Educação e Saúde.
As consequências dessa política desastrosa do governo mineiro podem representar a inviabilização de um ensino público de qualidade, e quem perde com isso são os filhos das famílias trabalhadoras – já que os filhos das elites frequentam escolas privadas.
A nossa greve, portanto, é uma luta não apenas para garantir o pagamento do piso previsto em lei, mas também para salvar a carreira dos educadores e a própria Educação pública.
Pedimos, portanto, senhores pais de alunos, o seu apoio ao nosso movimento, pois, ao contrário do que diz a mídia serviçal do governo – bajuladores comprados por 30 dinheiros -, a greve neste instante é benéfica também aos estudantes e à comunidade como um todo.
E pedimos para vocês, senhores pais, para nos ajudarem a convencer também alguns colegas educadores que, por desinformação ou medo das ameaças do governo de cortar o nosso salário, ainda não quiseram aderir ao movimento grevista. Nossa greve é legal, é justa e é legítima. Assim que terminarmos a greve, vamos repor as aulas – desde que o governo não corte o nosso salário, pois assim será o governo o único responsável pela não reposição dessas aulas.
Estejamos unidos nessa luta, antes que destruam a Educação pública, e no lugar das escolas, o governo tenha que construir cada vez mais cadeias!
Agradecemos a sua compreensão e apoio ao nosso movimento.
PS do Viomundo: Na próxima quarta-feira, 6 de julho, às 14h,  no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, os trabalhadores/as em educação fazem nova assembleia estadual.]
Fonte  Vi o mundo
Observação do Blog: Os professores de Minas estão em greve pelos mesmos motivos que os professores de Pernambuco deveriam estar. Ao invés disso,  o Sintepe distribuiu um cartaz onde se vangloria de ter conseguido 18% de aumento para o professor, quando na verdade além de perder direitos igual aos professores mineiros, só conseguiram na verdade o que o governo promete a todos os servidores em setembro: 5%. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PROUPE É INTERESSANTE, APENAS ISSO

salario
Hoje o Governo do Estado instituiu um programa de auxílio à formação de jovens no interior, o Proupe. A idéia do Governo é pagar as mensalidades, de forma integral ou parcial, para alunos de autarquias municipais, em cursos de licenciaturas, especialmente em áreas onde o Estado tem dificuldades em encontrar profissionais, como física, química e matemática.A princípio parece um programa interessante, e realmente é, mas apenas isso.Nem de longe vai resolver o problema da falta de profissionais nestas áreas, muito menos melhorar a educação do Estado, por um motivo simples: não adianta pagar mensalidade de alunos hoje, e pagar salários miseráveis a eles amanhã, quando virarem professores.Bons profissionais são atraídos principalmente por dois fatores fundamentais: remuneração e realização profissional. E nenhuma delas é encontrada hoje na profissão de professor de escola pública.O principal produto (sendo muito cartesiano) deste programa, deveria ser bons profissionais para trabalhar em escolas estaduais de ensino médio; mas será mesmo que apenas a bolsa de estudos atrairá estes profissionais?Observando de longe (porque ainda não sabemos o resultado), o ganho deverá ser residual. Os bons físicos, químicos ou matemáticos irão simplesmente desviar de função ou ir para a rede privada, em sua grande maioria, porque o incentivo financeiro é irrisório. Ser um professor de escola pública está longe de ser uma profissão remuneratória. Deve ser encarado como um sacerdócio.Isso ainda tem outro reflexo, igualmente cruel: o baixíssimo nível das autarquias municipais. Como muitas são péssimas, com a concorrência do setor privado praticamente faliram.Em muitos casos, chamar estas escolas de “curso superior” é praticamente uma piada. E neste aspecto, este programa será de grande ajuda, pois forçará o nível para cima, partindo dos alunos, já que bons estudantes podem ser incentivados a não migrarem para as capitais ou centros maiores para estudarem. E está provado que bons alunos fazem um bom curso superior. É uma sinergia positiva que fez com que universidades públicas fossem melhores que as privadas.Apesar de ser um bom programa, é essencial que o Governo do Estado aponte para outra direção para a carreira do professor. Se os jovens de hoje enxergarem algum horizonte no mercado de trabalho se sentirão atraídos pelo Magistério.Ou você acha que o curso de Medicina tem os melhores alunos apenas porque existem pessoas querendo salvar vidas? Neste caso a equação BONS PROFISSIONAIS = f(SATISFAÇÃO, REMUNERAÇÃO) foi resolvida. E não precisou dar bolsa para ninguém.É preciso muito mais do que dar uma bolsa, porque senão ficará parecendo que isso foi apenas para tirar estas autarquias da falência.Se eu tivesse apenas uma opção para investir os R$ 14 milhões deste programa, este seria em aumento salarial para os professores. No longo prazo seria mais eficaz.

Fonte:  Alternativa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

I'M BACK!


A correria destas últimas semanas (vida de professor em final de semestre é um gracinha) me impossibilitou de atualizar o blog mais amiúde. Mas, agora, com alguns dias de recesso pela frente,  espero tirar o atraso nas postagens e mantê-lo "up-dated". vamos ver.

domingo, 12 de junho de 2011

SIM, TEMOS UMA PRESIDENTA.


 No episódio Palocci, que graças à Deus voltou às suas "consultorias" e vai faturar mais algumas dezenas de milhões, várias situações  puderam ser observadas. Desde a "briga" aqui na blogosfera entre companheiros dos blogs progressistas que se colocaram a favor e contra a saída do ex-ministro (Fui contra. Fui contra a sua entrada no governo. já a sua saída... ) gerando inclusive o adeus de um grande nome daqui da blogosfera, o grande Len, do blog Ponto e Contraponto, que eu espero reconcidere sua decisão,   até a aposta furada que o PIG fez para segurar Palocci, cedendo uma eternidade no JN para que ele explicasse o inexplicável . Mas o melhor de tudo foi ver a Presidenta Dilma, primeiro, não cedendo às pressões daqueles que queriam segurar o ministro milionário para depois emparedá-la e, segundo,  sua decisão, solítária, pelo que se sabe, apesar da ligação a Luis Inácio, o grande,  não para  solicitar aprovação, mas apenas para comunicar, pela senadora Gleise. Isso mostra que o país está em boas mãos. O PIG vai continuar a fabricar escândalos, isso vai. Mas devagar, como quem não quer nada, Dilma vai mostrando a eles que ela sabe lidar com as crises, com aqueles através do quais as crises vem e com seus fabricantes. 

FOCAR O QUE INTERESSA




Em 2010, o fundo falso da guerra eleitoral escondia o interesse das multinacionais do petróleo em subtrair o pré-sal do Brasil a preço de banana no melhor estilo Serra/FHC, destruir o Mercosul e realinhar o continente aos interesses dos EUA. Não fosse o comedimento de Barack Obama somado à sua crise financeira interna, os EUA poderiam ter entrado mais fundo no processo eleitoral brasileiro.

Para ser eleito presidente, Serra topou abraçar tudo que lhe vinha à frente: desde a extrema direita da Ku-Klux-Klan tupiniquim, até os hippongas naturebas desenterrados por Marina Silva.

O plano B do PiG foi elaborado nas trevas: se Dilma Rousseff fosse candidata, não seria eleita; se fosse eleita, não seria empossada e se fosse empossada, não governaria. E como se sabe, as razões do PiG abraçar a campanha de Serra não são o medo do comunismo devorar propriedades privadas e criancinhas. As razões são as mesmas de sempre: grana e poder. Ou seja, o Pré-Sal e a Lei dos Médios. Ceder o primeiro e impedir o segundo.

Qual é o mistério? A elite paga gasolina, seja a quem for. Não vê o Brasil. Vê o globo terrestre. Quanto ao PiG, não precisa de muita explicação: todos os governos que antecederam Lula, incluindo-se aí os militares, sempre foram os maiores clientes da Globo. FHC destinava 80% das verbas de propaganda institucional à Globo. Lula dividiu a verba em 8 mil veículos de comunicação, de norte a sul do país. A Globo é a maior dona única de um império de comunicações do planeta. Mesmo contrariando a constituição brasileira – que proíbe a propriedade cruzada e outros abusos – nunca foi peitada. Não vai ser agora que declinará entregando o ouro de mão beijada. Às favas liberdade de imprensa, pluralidade e descentralização.

Não creio nessa história de que houve lua-de-mel com Dilma nos primeiros meses. E duvido que seu governo ou o PiG acreditaram nisso, um minuto sequer. O omelete com Ana Maria Braga (que no dia da posse de Dilma exibiu, em tela cheia, a ficha falsa da Folha), a festa na Folha ou a visita ao programa da múmia embalsamada, não me enganaram. Estavam usando a primeira presidenta que, por sua vez, as usou também.

A Ku-Klux-Klan tupiniquim embosca homossexuais na Av. Paulista e negros e nordestinos em todo o “sul maravilha”. A Globo faz campanhas subliminares contra a Copa, as Olimpíadas, e tenta injetar, sistematicamente, o pânico na economia usando a palavra “inflação” em todas as matérias possíveis. O CQC da Band – que amplificou o discurso fascista de Bolsonaro – rega sua pseudo irreverência resgatando clichês sexistas; justamente no atual governo…


O nordeste, esquecido pelo PiG, cresce em ritmo chinês (veja aqui). Mesmo que os verdes-que-não-têm-nada-de-verdes levantem barricadas no Xingu contra Belo Monte – que o Ibama permite e fiscaliza de perto (veja aqui). Resultado: está cada vez mais difícil para a madame dos jardins paulistanos encontrar escrava nordestina para morar no quartinho dos fundos da lavanderia. Que dureza! As adolescentes, ex-candidatas a serviçais de paulista, preferem a escola e as domésticas descobriram que o lance é ser diarista…


Enquanto nos entupia da perseguição e queda de Palocci, o PiG omitiu as melhores ações deste governo:
  • a inauguração da Plataforma P-56 - mega realização da recém resgatada indústria naval brasileira iniciada com Lula - foi entregue no último dia 4 pela presidenta Dilma (veja aqui o emocionante vídeo feito pelos próprios operários).
  • foi sancionado o Projeto Lei do “Minha Casa, Minha Vida 2″
  •  com recursos de 71 bilhões até 2014 e direcionado especificamente às famílias de menor renda. (veja aqui)
  • foi lançado o ambicioso e bem formatado programa “Brasil sem Miséria” que vai erradicar a pobreza extrema neste país até o final de 2014 (veja aqui).

Apesar de todos estes investimentos, o JN de ontem exibiu reportagem sobre o imposto de renda recolhido na fonte. O tom dramático da edição, passou a idéia de que o governo recebe muito imposto e não devolve em benefícios à sociedade… Mas se o PT não criou nenhum imposto adicional (na verdade lhe subtraíram a CPMF) e consegue investir tanto dinheiro em programas sociais e de infra-estrutura, é de se perguntar: onde ia parar toda essa dinheirama nos governos anteriores? Veja aqui as imagens impressionantes da P-36 – na época, a maior plataforma de petróleo do mundo – afundando pelo descaso do governo FHC.


No “episódio Palocci”, sugiram teorias sobre a divisão regional da esquerda, inclusive na blogosfera. Não devemos levar isso a sério. A oposição e sua imprensa sonham em dividir-nos! O golpismo sempre esteve e estará ativo. A Exxon aguarda pacientemente a virada do jogo no Brasil. Os derrotados geralmente são mais empenhados em reverter sua derrota, que os vencedores administrarem sua vitória.

Por isso, não nos interessa a a divisão – o que é diferente depluralidade. Que prevaleça o senso comum: combater o PiG é defender Dilma e defender Dilma é combater o PiG.


Texto original :O que será que me dá?, reblogdo  O Terror do Nordeste

quinta-feira, 9 de junho de 2011

UM DOS TEXTOS MAIS LÚCIDOS, E ESPERO, O ÚLTIMO, SOBRE A NOVELA PALOCCI

Durante a primeira crise do governo Dilma muitos criticaram os blogueiros independentes, sobretudo os jornalistas. Ao contrário da militância e de outros ativistas, comprometidos com causas político-ideológicas os profissionais da comunicação têm sim compromissos morais e éticos definidos.

São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.Reparem que logo nas primeiras horas os principais nomes do jornalismo independente - em uníssono - se pronunciaram por uma resposta firme: cortar na carne. Todos sabiam que a crise só interessava aos que, enfraquecendo o governo ganhariam muito com isso, principalmente o PMDB. Vejam que a lista não foi pequena: Mino Carta, Mauro Santayana (com toda sua sutileza), Paulo Henrique Amorim, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Maria Inês Nassif, Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges e tantos outros.Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.Enquanto isso, ele foi a público - com a ajuda de seus algozes - dar explicações sobre seus negócios (plano parcialmente bem sucedido). Quando entregou o posto estava livre de qualquer ônus senão o político. E quem ficou com a brocha na mão foi, mais uma vez, foram o poder econômico e seu sócios no PIG (O Partido da Imprensa Golpista).O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.
Durante a primeira crise do governo Dilma muitos criticaram os blogueiros independentes, sobretudo os jornalistas. Ao contrário da militância e de outros ativistas, comprometidos com causas político-ideológicas os profissionais da comunicação têm sim compromissos morais e éticos definidos.

São esses compromissos que, em última instância, garantem a sobrevivência de um profissional independente. É a coerência, a firmeza de princípios, o rigor técnico e a liberdade de opiniar, ainda que às vezes contra a vontade de seus leitores, que constituem o maior patrimônio de uma atividade intelectual: a credibilidade.Reparem que logo nas primeiras horas os principais nomes do jornalismo independente - em uníssono - se pronunciaram por uma resposta firme: cortar na carne. Todos sabiam que a crise só interessava aos que, enfraquecendo o governo ganhariam muito com isso, principalmente o PMDB. Vejam que a lista não foi pequena: Mino Carta, Mauro Santayana (com toda sua sutileza), Paulo Henrique Amorim, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Luis Nassif, Maria Inês Nassif, Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Altamiro Borges e tantos outros.Os "penas de aluguel" do PIG ficaram em dúvida. De início partiram para cima de Palocci. Quando perceberam que perder o ministro poderia significar diminuir seu poder de influência dentro do governo recuaram. Mas aí já era tarde demais para sair em defesa do ex-aliado. Resultado: foram para a forca com ele e perderam mais do que ganharam.Mas o que importa é que crise é oportunidade. E Dilma percebeu isso logo nas primeiras horas. Pôs em prática, ao lado de Lula, um plano de redução de danos, que consistia em, primeiro, blindar seu ministro para, depois, ao abrir mão dele, não o expor a investigações e constrangimentos. O plano foi um sucesso. A Comissão de Ética do governo, a Procuradoria Geral da República e o Senado estancaram o sangramento de Palocci.Enquanto isso, ele foi a público - com a ajuda de seus algozes - dar explicações sobre seus negócios (plano parcialmente bem sucedido). Quando entregou o posto estava livre de qualquer ônus senão o político. E quem ficou com a brocha na mão foi, mais uma vez, foram o poder econômico e seu sócios no PIG (O Partido da Imprensa Golpista).O governo sai maior. Dilma sai maior. Mantega e sua política-econômica saem mais fortes. O Plano Nacional de Banda Larga sai mais forte. Os jornalistas independentes saem mais fortas e o país, ah o país, esse sim não para de se "enfortecer". Tenho fé no futuro e agora, livre de Palocci, estou ainda mais confiante.

Fonte:  DoLaDoDeLá

sábado, 4 de junho de 2011

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DE RICARDO KOTSCHO E DO TERROR DO NORDESTE



Ricardo Kotscho: defesa de Palocci na TV Globo é um desastre


Se já estava insustentável, a situação de Antonio Palocci, ministro-chefe da Casa Civil, ficou ainda pior, depois que ele quebrou, nesta sexta-feira (3), por determinação da presidente Dilma Rousseff, o silêncio sobre as acusações de enriquecimento ilícito que pesavam contra ele.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho


Palocci, finalmente, falou nesta sexta-feira, como antecipamos ontem à noite aqui no Balaio, mas não convenceu ninguém, que eu saiba. O caminho que ele escolheu – dar uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional da TV Globo – foi um completo desastre.

Não por culpa do repórter Júlio Mosquera, que cumpriu seu papel, e fez todas as perguntas que todos nós gostaríamos de lhe fazer, mas pelas respostas evasivas de Palocci, que não explicou nada. O ministro foi muito mal preparado pelos profissionais do midia training que ele contratou. A meu ver, não convenceu ninguém da sua inocência, nada explicou, só fugiu das perguntas.

Ao contrário do que se planejou, Palocci só aumentou as desconfianças de todo mundo. Mais do que suas palavras, o constante gaguejar nas respostas e a expressão do seu rosto o condenaram. No acerto feito entre a emissora e a assessoria do ministro, tudo foi preparado para que o ministro saísse da entrevista mais forte do que entrou, juntando forças para ficar no cargo. Deu tudo errado, mas mesmo assim foi levado ao ar.

O primeiro bloco inteiro do JN, ao contrário do que vimos desde a primeira posse de Lula, em 2003, não mostrou nenhuma desgraça. Só tinha notícia boa, tudo melhorando, na sequência da escalada, em que foi anunciada a entrevista exclusiva, na linha "Palocci explica tudo para nós".

O que era feio, de repente ficou bonito, tudo em nome da liberdade de expressão. Sem ser contestado, Palocci afirmou que não fez tráfico de influência, não há uma crise de governo, não colocou o cargo à disposição da presidente e ainda teve tempo para elogiar várias vezes as perguntas, deixando claro que não falaria em clientes nem valores dos contratos da sua consultoria.

"Meu papel é cumprir a lei", proclamou o ministro, já no final. Foi, certamente, a mais longa entrevista já colocada no ar pelo Jornal Nacional – talvez, um desastre de audiência, tanto para o ministro como para a emissora, mas, sem dúvida, um furo de reportagem programada.

Não digo isso porque hoje trabalho numa emissora concorrente da Globo, onde trabalhei até outro dia, e para onde posso voltar amanhã. É apenas em respeito aos fatos desta noite, com os quais não posso brigar. Não, não queria que Palocci desse uma entrevista exclusiva à Rede Record, em lugar de falar apenas à Rede Globo. Queria apenas que ele falasse, ao mesmo tempo, para toda a imprensa brasileira numa entrevista coletiva.

Se a presidente Dilma Rousseff ainda tinha alguma dúvida sobre a manutenção ou não do ministro Antonio Palocci na Casa Civil, tenho certeza que, depois desta entrevista, não tem mais. Precisa arrumar logo alguém para ficar no lugar dele.

Dilma tem mais é que se livrar, o mais rápido possível, de todas as amarras que a impedem de dar início ao seu próprio governo com a equipe que ela mesma escolher. A crise, afinal, pode ser boa conselheira.

O JN "DOA" UMA ETERNIDADE PARA PALOCCI SE DEFENDER: TEM ALGO DE PODRE AÍ

É apenas um comentário. Vi de longe a entrevista do ministro mas não ouvi suas palavras. Nem as queria ouvir. Só o fato de o JN ter dedicado uns quinze minutos (mais ou menos) da sua edição da sexta feira - que tem repercussão no final de semana - para um ministro do Governo Dilma se defender indica quem tem algo de podre. Se Dilma Roussef não tirar Palocci,  ele vai acabar com o governo dela, como quase fez com o de Lula. 

sábado, 28 de maio de 2011

BRIZOLA NETO: ÉPOCA SUPERA VEJA EM IMUNDÍCIE E QUER MATAR DILMA


por Brizola Neto, no  Tijolaço
Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.
É sordidamente mórbida.
Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.
O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.
A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.
Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.
Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?
Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.
Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.
Que imundície!
**********
Relatório médico do Hospital Sírio-Libanês sobre Dilma em resposta à Época
Por solicitação da Exma. Presidenta da República, Sra Dilma Vana Rousseff, o Hospital Sírio-Libanês emite o presente relatório médico.
No início de 2009 a Presidenta Dilma Vana Rousseff foi submetida a avaliação clínica por seu cardiologista, Professor Dr. Roberto Kalil Filho, quando foram indicados exames de rotina, incluindo uma angiotomografia de coronárias, realizada em 20 de março de 2009 no Hospital Sírio-Libanês. Neste exame foi detectado um nódulo axilar esquerdo, com 2,3 cm. de diâmetro e características suspeitas. Uma biópsia excisional deste gânglio foi realizada no dia 3 de abril de 2009, e o diagnóstico final foi de Linfoma Difuso de Grandes Células do tipo B, CD20 positivo. Exames de estadiamento incluíram PET-CT e biópsia de medula óssea, sem achados adicionais. O estadiamento final foi IA.
De abril a julho de 2009, a Sra. Presidenta recebeu tratamento específico para seu tipo de linfoma, incluindo 4 ciclos de R-CHOP (Rituximab, Ciclofosfamida, Vincristina, Doxorrubicina e Prednisona). Durante o tratamento a paciente apresentou miopatia por corticóides e neutropenia transitória. Como complementação ao tratamento quimioterápico, foi indicada e realizada radioterapia envolvendo a axila e fossa supra-clavicular esquerdas. Após o término do tratamento, a paciente foi considerada em remissão completa, passando a acompanhamento de rotina.
Em 23 de dezembro de 2009 a Presidenta Dilma veio a este hospital com sintomas de vias aéreas superiores, acompanhados de febre baixa, sendo diagnosticada com Influenza A (H1N1), por técnica de PCR no swab nasal, tendo sido tratada com Oseltamivir, com resolução completa do quadro.
Em 20 de março de 2010, a Sra. Presidenta apresentou um edema na região cervical. Nesta mesma data, optou-se pela retirada do cateter venoso central (port-a-cath) com resolução quadro clinico.
Na noite de 30 de abril de 2011, a Sra. Presidenta deu entrada no Hospital Sírio-Libanês com sintomas de tosse, febre e mal-estar geral. Foram realizados exames completos que incluíram sorologias, hemoculturas, exames gerais e tomografia de tórax. O diagnóstico final foi de uma broncopneumonia. A Sra. Presidenta foi tratada com os antibióticos Ceftriaxona e Azitromicina, com resolução completa dos sintomas. Os exames sorológicos específicos e culturas não identificaram o agente etiológico. Na mesma data, foram realizados exames de imagem e de sangue para controle do linfoma, todos com resultados negativos. A Presidenta Dilma continua em remissão completa do linfoma, e não há nenhuma evidência de deficiências imunológicas, associadas ou não ao tratamento do linfoma realizado em 2009.
Em 21 de maio de 2011 a Sra. Presidenta realizou tomografia de tórax de controle, mostrando resolução completa do quadro de pneumonia detectado no mês anterior.
Do ponto de vista médico, neste momento a Sra. Presidenta apresenta ótimo estado de saúde.
As equipes que assistem a Sra. Presidenta são coordenadas pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Yana Novis, David Uip, Raul Cutait, Carlos Carvalho e Milberto Scaff, Julio Cesar Marino.
Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico do Hospital Sírio-Libanês
Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês
Fonte:  Vi o Mundo
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