terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SAFATLE NA FOLHA: MENSALÃO TUCANO, ALSTOM E PRIVATARIA


    Saiu na Folha (*) artigo de Vladimir Safatle: 

    O inimigo da moral


    O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade.


    O primeiro atributo dos julgamentos morais é a universalidade. Pois espera-se de tais julgamentos que sejam simétricos, que tratem casos semelhantes de forma equivalente. Quando tal simetria se quebra, então os gritos moralizadores começam a soar como astúcia estratégica submetida à lógica do “para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei”.


    Devemos ter isso em mente quando a questão é pensar as relações entre moral e política no Brasil. Muitas vezes, a imprensa desempenhou um papel importante na revelação de práticas de corrupção arraigadas em vários estratos dos governos. No entanto houve momentos em que seu silêncio foi inaceitável.


    Por exemplo, no auge do dito caso do mensalão, descobriu-se que o esquema de corrupção que gerou o escândalo fora montado pelo presidente do maior partido de oposição. Esquema criado não só para financiar sua campanha como senador mas (como o próprio afirmou em entrevista à Folha) também para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu candidato.


    Em qualquer lugar do mundo, uma informação dessa natureza seria uma notícia espetacular. No Brasil, alguns importantes veículos da imprensa simplesmente omitiram essa informação a seus leitores durante meses.


    Outro exemplo ilustrativo acontece com o metrô de São Paulo. Não bastasse ser uma obra construída a passos inacreditavelmente lentos, marcada por adiamentos reiterados, com direito a acidentes mortais resultantes de parcerias público-privadas lesivas aos interesses públicos, temos um histórico de denúncias de corrupção (caso Alstom), licitações forjadas e afastamento de seu presidente pela Justiça, que justificariam que nossos melhores jornalistas investigativos se voltassem ao subsolo de São Paulo.


    Agora volta a discussão sobre o processo de privatização do governo FHC. Na época, as denúncias de malversações se avolumaram, algumas apresentadas por esta Folha. Mas vimos um festival de “engavetamento” de pedidos de investigação pela Procuradoria-Geral da União, assim como CPIs abortadas por manobras regimentais ou sufocadas em seu nascedouro. Ou seja, nada foi, de fato, investigado.


    O povo brasileiro tem o direito de saber o que realmente aconteceu na venda de algumas de suas empresas mais importantes. Não é mais possível vermos essa situação na qual uma exigência de investigação concreta de corrupção é imediatamente vista por alguns como expressão de interesses partidários. O Brasil será melhor quando o ímpeto investigativo atingir a todos de maneira simétrica.


    NAVALHA:

    O artigo começa assim:
    “O maior inimigo da moralidade não é a imoralidade, mas a parcialidade”.
    E trata do silêncio da imprensa, aqui conhecida como PiG (**).
    Por exemplo, diante do fato de a origem do mensalão ser Minas, promovido pelo presidente do PSDB, o honorável Eduardo Azeredo, associado a Marcos Valeriodantas.
    Azeredo levantava dinheiro – lembra Safatle – para sua própria campanha e para a do Padim Pade Cerra.
    Porém, é melhor ler o Safatle.

    Paulo Henrique Amorim

    segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

    O LIVRO QUE DESMASCAROU A IMPRENSA

    Por Ana BarbosaDo Blog Balaio do Kotscho
    O ano em que um livro desmascarou a imprensa
    privatariatucana blogs21 O ano em que um livro desmascarou a imprensa


    "Se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu".
    (Slogan de um antigo jornal de São Paulo, nos tempos pré-internet, que ainda inspira muitos jornalistas brasileiros).
    ***
    Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem a história da velha mídia brasileira, certamente vão reservar um capítulo especial para o que aconteceu em 2011.
    Foi o ano em que um livro desmascarou o que ainda restava de importância e influência da chamada grande imprensa na formação da opinião pública brasileira.
    O suicídio coletivo foi provocado pelo lançamento de um livro polêmico, A Privataria Tucana, do premiado repórter Amaury Ribeiro Júnior, com denúncias sobre o destino dado a bilhões de reais na época do processo de privatização promovido nos anos FHC. 
    p>Como envolve personagens do alto tucanato em nebulosas viagens de dinheiro pelo mundo, o livro foi primeiro ignorado pelos principais veículos do país, com exceção da revista "Carta Capital" e dos telejornais da Rede Record.
    Nos dias seguintes, os poucos que se atreveram a tocar no assunto se limitaram a detonar o livro e o seu autor. Sem entrar no mérito da obra, o fato é que, em poucos dias, A Privataria Tucana alcançou o topo dos livros mais vendidos do país e invadiu as redes sociais, tornando-se tema dominante nas rodas de conversa do Brasil que tem acesso à internet. .
    No final de semana, o fenomeno editorial apareceu nas listas de jornais e revistas, mas não mereceu qualquer resenha ou reportagem sobre o seu conteúdo.
    Em 47 anos de trabalho nas principais redações da imprensa brasileira, com exceção da revista "Veja", nunca tinha visto nada igual, nem mesmo na época da ditadura militar, quando a gente não era proibido de escrever, apenas os censores não deixavam publicar.
    Foi como se todos houvessem combinado que o livro simplesmente não existiria. Esqueceram-se que há alguns anos o mundo foi revolucionado por um negócio chamado internet, em que todos nos tornamos emissores e receptores de informações, tornando-se impossível esconder qualquer notícia.
    O que mais me espantou foi o silêncio dos principais colunistas e blogueiros do país _ falo dos profissionais considerados sérios _, muitos deles meus amigos e mestres no ofício, que sempre preservaram sua independência, mesmo quando discordavam da posição editorial da empresa onde estão trabalhando. Nenhum deles ousou escrever, nem bem nem mal, sobre A Privataria Tucana, com a honrosa exceção de José Simão.
    Alguns ainda tentaram dar alguma desculpa esfarrapada, como falta de tempo para ler e investigar os documentos publicados no livro, mas a grande maioria simplesmente saiu por aí assobiando e mudando de assunto.
    O que aconteceu? Faz algum tempo, as entidades representativas da velha mídia criaram o Instituto Millenium, uma instituição voltada à defesa dos seus interesses e negócios, o que é muito justo.
    Sob a bandeira da "defesa da liberdade de expressão", segundo eles sempre ameaçada por malfeitores do PT e de setores do governo federal, os barões da mídia promoveram vários saraus para denunciar os perigos que enfrentavam. O principal deles, claro, era "a volta da censura".
    Pois a censura voltou a imperar escandalosamente na semana passada, só que, desta vez, não promovida por orgãos do Estado, mas pelas próprias empresas jornalísticas abrigadas no Millenium, que decidiram apagar do mapa, não uma reportagem ou uma foto, mas um livro.
    O episódio certamente será um divisor de águas no relacionamento entre a grande imprensa e seus clientes. Por mais que cada vez menos gente acreditasse nessa conversa, seus porta-vozes sempre insistiam em garantir que a mídia grande era independente, apartidária, isenta, preocupada apenas em contar o que está acontecendo e denunciar os malfeitos do governo, em defesa do interesse nacional e da felicidade de todos.
    Agora, caiu definitivamente a máscara. Neste final de semana, ouvi de várias pessoas, em diferentes ambientes, que vão cancelar assinaturas de publicações em que não confiam mais.
    Como jornalista ainda apaixonado pela profissão, fico triste com tudo isso, mas não posso brigar com os fatos. Foi vergonhoso ver o que aconteceu e não deu para esconder. Graças à internet, todo mundo ficou sabendo.
    E agora? O que vão dizer aos seus ouvintes, leitores e telespectadores?

    domingo, 18 de dezembro de 2011

    Óia a vírgula, Merval Pereira! Óia a vírgula, hômi!

    No Terra Brasilis

    Fotomontagem Terra Brasilis

    Por DiAfonso

    O jornalista Merval Pereira, recém-eleito membro da Academia Brasileira de Letras, bem que poderia fazer jus ao fardão que lhe foi "outorgado" sabe-se lá por quais critérios literários [se é que me entendem].

    Em artigo intitulado "A ficção do Amaury" - em que tece críticas ao conteúdo do livro "A Privataria Tucana" e defende, nas entrelinhas, a omissão da "grande imprensa" na divulgação da obra do também jornalista Amaury Ribeiro Jr. -, o Merval se "desvia" do que é posto como padrão "culto" para as situações formais de comunicação e expressão em língua portuguesa. 

    Assim é que algumas normas são "quebradas", a ambiguidade surge em algum momento e a "limitação" vocabular se faz presente em outro. Tudo isso denuncia o "acadêmico" Merval Pereira como um verdadeiro relaxado no trato com a língua dita "culta". 

    A seguir, as minhas observações e os meus comentários. Claro que não dá para me comparar ao Merval. Eu, coitado, sou da Acadêmía Brazilêra de Lêtra:




    A leitura do segmento "suas denúncias" traz um sabor de... de que, mesmo? Já nem sei... da mesma forma que não sei se as denúncias são dos "novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca" ou do "Amaury Ribeiro Jr". Brincadeirinha. O contexto nos dá o caminho para o referente que, neste caso, seria o próprio "Amaury Ribeiro Jr". Agora que o Merval, membro da ABL, poderia ter evitado essa ambiguidade... Ah, poderia!

    Embora não esteja "obrigado" a fazer uso da nova ortografia, o Merval escreve "idéia" e não segue a nova orientação ortográfica [aqui]. Será que os acadêmicos da ABL, eminências da língua "correta", estão ainda usando a ortografia anterior? Se não estiverem, Merval, você será chamado às falas... Com aquela gente não se brinca em matéria de língua padrão... Tô logo avisano...


    Óia a vírgula, Merval! Óia a vírgula! A oração coordenada explicativa ["pois alegam"] "abriu vaga" para uma intercalada de valor semântico temporal [alguns atribuem ao conectivo "enquanto" um valor de simultaneidade temporal]. Ponha a vírgula adispois do "pois", hômi!

    Xiiii... Acho que, na pressa em escrever o artigo para defender a tucanada, o Merval deu um espaço e separou "por que". Não seria "porque", Merval? Vêji isso aí, diretim... Eu tenho cá pra mim que esse "por que" se ajunta, visse?!?!

    Merval, fique tranquilo, pois o uso que você fez de "tranqüilo" já foi discutido acima... A nova ortografia, certo?!?!...

    Óia a vírgula, Merval! Óia a vírgula! Esse não é o momento adequado para usá-la, hômi de deusi! A oração "se tem provas" é complemento verbal de "verificar", assim como "se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações". Como se nota, a última oração do parágrafo, introduzida pela coordenativa "e", funciona, sintaticamente, como objeto direto [dizem os doutos da norma padrão que não se separa complemento verbal de seu verbo por vírgula.]. Ah... o uso da vírgula foi para dar ênfase?! Questão de estilo... é isso?!?! Sei não, sei não... Bom... de quarqué modo, vêji isso tamém, visse, Merval?!?!



    Pô, Merval! Um minidicionário - daqueles escolares - teria dado uma força para evitar a repetição da palavra "falcatruas"! Aqui, nada demais, sabe, Merval... Mas o povo que entende dessas coisas de língua padrão e indicetra e tá pode achar que você está com o vocabulário meio comprometido. Sugerirão alguns que roubalheira cairia bem no lugar da segunda ocorrência da palavra "falcatruas"... Ah, mas é que, no governo Collor, foram muitas "falcatruas", né? Assim como foi, no caso das privatizações no governo FHC... Como é que eu não saquei isso! Você vai mi adiscurpando aí, visse, Meval?! É que, às vêiz, a gente se impóga e tal...

    Óia a vírgula, Merval! "Será o binidito!"! Vêji que o sujeito de "transformou-se" é o mesmo de "desencadeou" - "Roberto Jerfferson". Desse modo, Merval, não haveria o uso da tal vírgula para separar as orações construídas em torno dos referidos verbos, a menos que... peraí, peraí... ah, já sei... Você pensou que a oração iniciada por "de quem..." tivesse caráter explicativo, não foi?!?! Mas ela não tem, né?!?! Então, apague essa vírgula aí tamém, hômi!


    Minha nossinhora, Merval Pereira! A vírgula de novo, hômi!!! Pela última vez: a gente não viu aí in riba* que não se separa complementos verbais de seu verbo por vírgula? O mesmo se dá com o sujeito e o seu verbo. Eles não gostam de vírgula atrapalhando a relação. Nisso eles têm razão: quem já se viu uma vírgula se metendo onde não é chamada? Desse modo, bote pra correr a vírgula adispois de "Amaury Ribeiro Jr"!

    Rapaz... Eu num tô acreditando nisso não! Merval!... A vírgula... Meu deus do céu! Óia, Merval, eu não vou tá mais aqui falano de vírgula, não, visse! Chega! Mas, ainda assim, eu vou dizer... Eu sou chato: Ô, misera! Há um tal de paralelismo sintático em "não apenas"... "mas". Apois bote uma vírgula adipois da mulesta dessa palavra "TCU"!

    * Vêiz em quando, Merval, é sempre bom usar um latim nordestino - não é o de Roma, não, visse?!?! Só para você entender, caso não saiba, pois agora tá todo chique... é da Academia Brasileira de Letras, né?!?!: "in riba" significa "pras bandas de cima".

    sábado, 17 de dezembro de 2011

    Sensacional! Game 'A Privataria Tucana'. É só jogar!


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    TUDO EM CIMA

    PT: INSTALAR A CPI É UMA COISA. APOIAR E SE EMPENHAR É OUTRA.


    Reproduzo texto do Conversa Afiada onde o delegado Protógenes afirma que o presidente da câmara dos deputados garante que, uma vez recolhidas as assinaturas, cumprirá o regimento da casa, ou seja, instalará a CPI. Agora, instalar é uma coisa,  apoiar e se empenhar é outra. Vamos ver.


    CPI, Maia a Protógenes: vou cumprir o regimento

      
    en

    Como se sabe, depois do Sírio, a última trincheira de resistência dos Privatas do Caribe é na Folha (*).

    Primeiro, na colona (**) Painel, onde o Cerra é recebido com tapete vermelho.

    Depois, na Ilustrada, onde certa colonista amplifica as “informações” da “ equipe médica” dos Privatas.

    As duas fortalezas da resistência tucana saem a dizer por aí que o Presidente da Câmara faz jogo de cena.

    Faz o minueto piguento.

    Diz em off que não vai instalar a CPI do Protógenes, porque não tem “objeto específico”.

    E em público se comporta como um Presidente.

    Por “objeto específico” entenda-se algo concreto, físico, assim como a bolinha do Ali Kamel e do perito Bolina.

    Ou, a briberization do Carlos Jereissati ao Ricardo Sérgio de Oliveira, tesoureiro de campanhas do Cerra e FHC, para comprar a Telemar, na Privataria Tucana.

    Algo físico, palpável, embolsável, transformável em Chateau Petrus na Enoteca Fasochiorri.

    Ou, por exemplo, a lavagem de dinheiro do Daniel Dantas, do Naji Nahas e do Ricardo Sérgio na catedral do Banestado, durante a Privataria do Fernando Henrique.

    O ansioso blogueiro telefonou nesta manhã de sábado para o deputado Protógenes.

    Estava mais interessado em confirmar a informação ontem aqui divulgada http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/12/16/fhc-cerra-dantas-e-arminio-na-mira-da-cpi-do-protogenes/: Protogenes vai chamar o Armínio Fraga para depor no âmbito das suspeitas sobre a composição da dívida externa brasileira e o banco francês Paribas.

    Sim, é exatamente sobre isso, confirmou ele.

    E essa historia piguenta de que o Marco Maia tá jogando para a plateia e na hora “h “ não instala a CPI, porque não tem “objeto específico “?

    Eu consultei ele enquanto recolhia as assinaturas, disse o deputado Protógenes da CPI.

    E o que disse o Presidente petista ?

    Que se eu tivesse o numero de assinaturas que o regimento exige, ele ia cumprir o regimento.

    Ia cumprir o regimento.

    E essa história das meninas da Folha, ínclito delegado ?- – Meninas ? Não tô sabendo.

    Pano rápido.

    Paulo Henrique Amorim

    SE O PT AFINAR DIANTE DA CPI TODOS QUE FAZEM ESSA BLOGOSFERA DEVEM DESLIGAR SEUS COMPUTADORES E IR CUIDAR DE SUAS VIDAS

     Reproduzo abaixo "post" do aposentado invocado:


    Dou minha palavra de honra que escrevi a postagem anterior antes de ler esse artigo no Jornal do Brasil,que também assino


    CPI da Privataria: falta de apoio do PT pode melar investigação


    Jorge Lourenço
    Principal rival do PSDB, o PT ainda não se decidiu sobre "A privataria tucana". Apesar de o livro colocar o dedo na ferida de vários escândalos tucanos, apenas alguns petistas se manifestaram abertamente sobre as denúncias em Brasília. Dilma Rousseff foi cautelosa a comentá-lo, dizendo que CPIs deveriam ser abertas apenas em casos extremos. Ela também admitiu que ainda não leu o livro.
    Apura ou não apura?
    Alguns parlamentares, como o próprio Protógenes Queiroz (Psol-RJ), chegaram a garantir que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), não engavetaria o pedido de CPI. O problema é que o líder petista na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), mostrou pouco interesse no caso.
    Telhado de vidro
    Além de expor o PSDB, "A privataria tucana" também mostra os rachas internos no próprio PT. No livro-denúncia, o jornalista Amaury Ribeiro Junior acusa o presidente do PT, Rui Falcão, de tê-lo espionado e de ter tentado impor seu grupo de comunicação na campanha da presidente Dilma Rousseff, nas eleições do ano passado.

    Fonte:   Aposentado Invocado

    sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

    Pesquisa Ibope/CNI: os cães midiático-golpistas ladram e a caravana de Dilma passa

    A mídia range os dentes: Dilma segue inabalável


    Saíram os números da pesquisa Ibope/CNI, que ouviu 2002 pessoas, a partir de 16 anos, entre os dias 2 e 5 deste mês.

    E os resultados são mais que animadores para a presidenta Dilma Rousseff. A avaliação de que seu governo  “ótimo” ou “bom” aumenta de 51% para 56%. E o “ruim/péssimo” caiu para apenas 9%, o menor desde julho.

    E a população, que não acredita dos ” urubus do mercado” está otimista: a expectativas com relação ao restante do governo Dilma também melhoram: 59% acreditam que o restante do governo será “ótimo” ou “bom”.

    Mais dados:  72% da população aprovam a maneira de governar da presidente Dilma, praticamente a mesma proporção apurada em setembro. E 68% dos eleitores entrevistados confiam na presidente Dilma e 26% não confiam.

    Mais de dois terços (69%) acham que o governo Dilma é igual ao Governo Lula (57%), ou mellhor (12%).

    Os resultados completos da pesquisa podem ser baixados aqui, em pdf.

    Sérgio Guerra e FHC divulgam notas sobre a "Privataria Tucana". A montanha pariu um rato.

    PSDB e FHC defendem privatizações e atacam livro

    Fotomontagem Terra Brasilis

    Em duas notas oficiais divulgadas nesta quinta-feira (15), o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o PSDB atacam o livro "A Privataria Tucana" e seu autor, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. O PSDB defende as privatizações e classifica de "levianas" as denúncias. Já o ex-presidente classifica as denúncias como "infâmia' e procura desqualificar seu autor como "um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra José Serra".  

    Redação

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o PSDB divulgaram notas oficiais sobre o livro "A Privataria tucana", Amaury Ribeiro Jr. Ambas as notas, rejeitam as acusações feitas na obra, classificando-as como "levianas e infames", entre outros adjetivos. A divulgação das duas notas ocorreu no mesmo dia em que o jornal Folha de S.Paulo rompeu o silêncio e, finalmente, tratou do caso que tomou conta das redes sociais nos últimos dias.

    Assinada pelo presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, a nota do PSDB afirma:
    O PSDB repudia veementemente a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas.

    As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.

    Todo o processo foi exaustivamente auditado pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, e nenhuma irregularidade foi constatada.

    O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a “Lista de Furnas”, o “Dossiê Cayman” e o caso dos “Aloprados”. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos.

    Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem sido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar.

    A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil.

    Serão tomadas medidas judiciais cabíveis contra o autor e os associados às calúnias desse livro.

    Já a nota divulgada por Fernando Henrique Cardoso diz:
    A infâmia, infelizmente, tem sido parte da política partidária. Eu mesmo, junto com eminentes homens públicos do PSDB, fomos vítimas em mais de uma ocasião, a mais notória das quais foi o "Dossiê Cayman", uma papelada forjada por falsários em Miami para dizer que possuíamos uma conta de centenas de milhões de dólares na referida ilha. Foi preciso que o FBI pusesse na cadeia os malandros que produziram a papelada para que as vozes interessadas em nos desmoralizar se calassem. Ainda nesta semana a imprensa mostrou quem fez a papelada e quem comprou o falso dossiê Cayman para usá-lo em campanhas eleitorais contra os tucanos. Esse foi o primeiro. Quem não se lembra, também, do "Dossiê dos Aloprados" e do "Dossiê de Furnas", desmascarado nestes dias?

    Na mesma tecla da infâmia, um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra o candidato do PSDB na campanha de 2010, fabrica agora "acusações", especialmente, mas não só, contra José Serra. Na audácia de quem já tem experiência em fabricar "documentos" não se peja em atacar familiares, como o genro e a filha do alvo principal, que, sem ter culpa nenhuma no cartório, acabam por sofrer as conseqüências da calúnia organizada, inclusive na sua vida profissional.

    Por estas razões, quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia.

    ESTADÃO DESMENTE FHC E MOSTRA QUE DOCUMENTOS DA PRIVATARIA TUCANA SÃO AUTÊNTICOS


    http://goo.gl/HL9jV
    O Estadão, muito a contragosto, capitulou à realidade nua e crua e estragou a estratégia de José Serra e FHC de tentar desacreditar o livro "A Privataria Tucana", do premiado jornalista investigativo Amaury Ribeiro Júnior.

    José Serra e FHC malufavam ao dizer que os documentos são falsos. O Estadão os desmente e diz que são verdadeiros, e dá até a fonte de um deles, inédito até então, da CPI do Banestado.

    O título da reportagem é ruim de doer, seria análogo a escrever "Reportagem usa auto de apreensão de cocaína contra Nem da Rocinha"... o Estadão recorre a clichês para atenuar a denúncia, toda hora dizendo que Amaury é indiciado, mas para ser isento também deveria dizer que ele coleciona vários prêmios de jornalismo... mas de qualquer forma a reportagem tem o mérito de não fugir da realidade.

    O leitor do Estadão deve ter entrado em estado de choque ao saber, com retardo, muita coisa que os leitores de nosso blog já sabiam há muito tempo:

    - "... documentos inéditos da antiga CPI do Banestado que apontam supostas movimentações irregulares de recursos por pessoas próximas ao ex-governador José Serra (PSDB)...".

    - "... Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, utilizou-se de uma conta operada por doleiros em Nova York para enviar US$ 1,2 milhão para a empresa Franton Interprises, que seria ligada ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira..." (Nota do blog: faltou falar da sociedade de Preciado com Serra em um terreno no Morumbi).

    - "... Indicado por Serra para o Banco do Brasil no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio é apontado na obra como suposto articulador da formação de consórcios que participaram do processo de privatização, graças a sua influência na Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco estatal..."

    - "... Ricardo Sérgio controlava empresas em paraísos fiscais que teriam recebido supostas propinas de beneficiados pelo processo de privatização, entre eles o próprio Preciado, representante da espanhola Iberdrola na época em que a empresa comprou três estatais de energia no Brasil..."

    - "... A mesma empresa Franton recebeu US$ 410 mil de uma empresa pertencente ao grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, que adquiriu o controle da Telemar(atual Oi) durante a privatização da antiga Telebrás..."

    - "... a redução de dívidas de empresas de Marin Preciado no Banco do Brasil quando Ricardo Sérgio era diretor... Entre 1995 e 1998, segundo o Ministério Público Federal, duas empresas de Preciado obtiveram desconto de cerca de R$ 73 milhões em um empréstimo que, originalmente, era de US$ 2,5 milhões. O valor final da dívida, segundo o livro, chegou a pouco mais de R$ 4 milhões..."

    - "...A Privataria Tucana também aborda a sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir.com, sediada em Miami. De acordo com o autor, a empresa foi transformada em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e, de lá, injetou recursos em uma empresa brasileira que tinha Verônica Serra como vice-presidente, a Decidir do Brasil..." (nota do blog: até que enfim, depois de 18 meses que nosso blog desafiou o jornalão a publicar).

    A reportagem é sóbria, seca e sem ilações. Ainda ficou devendo falar da arapongagem da empresa Fence sobre a vida de Aécio com dinheiro público paulista, do indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo financeiro de milhões de brasileiros, e da movimentação do genro em paraísos fiscais, e dívidas previdenciárias. 

    Mas para o leitor do Estadão que vem sendo adestrado a pedir a cabeça de ministros até por causa de multas de trânsito, a reportagem é mais do que suficiente para sentir o mau cheiro das relações da família Serra com essas roubalheiras todas.

    FOLHA IGNORA OMBUDSMAN E OMITE FATOS SOBRE PRIVATARIA TUCANA


    Este é o caso mais emblemático que já surgiu sobre a transformação dos maiores meios de comunicação do país em um partido político dissimulado do qual o jornalismo passa longe. Leia com atenção, porque este post contém a prova final de que não se deve dar o menor crédito ao “jornalismo” que veículos como o jornal Folha de São Paulo dizem fazer.
    Ao fim da tarde da última quinta-feira (15/12), recebi e-mail de uma fonte que, por sua vez, recebeu de alguém que trabalha na redação da Folha cópia da “crítica interna” diária que os ombudsmans do jornal fazem circular há anos entre seus jornalistas. É uma bomba.
    Antes de prosseguir, vale explicar que a “crítica interna diária” dos ombudsmans da Folha era publicada abertamente na internet até abril de 2008. A razão de o jornal ter decidido torná-las “secretas”, ou seja, só para consumo de sua redação, foi uma dessas críticas que o ex-ombudsman Mario Magalhães fizera.
    Magalhães, como no texto da atual ombudsman, Suzana Singer, que vazou na quinta-feira, acusou o jornal de partidarismo contra o PT. Aliás, a maioria dos ombudsmans fez essa crítica, ainda que com menos intensidade.
    Contrariado com a crítica de Magalhães, o jornal optou por não mais publicar a crítica diária na internet afirmando que seus inimigos políticos – um jornal que atua como partido político, é claro que tem inimigos políticos – estariam usando as críticas do ombudsman para atacar. Contrariado, o jornalista pediu demissão do cargo.
    Lamentavelmente, soube que a Folha descobriu quem foi, em sua redação, que, no melhor estilo Wikileaks, vazou ontem a crítica interna arrasadora da atual ombudsman. Não é preciso pensar muito para concluir o que acontecerá com esse profissional.
    Todavia, é preciso que as pessoas entendam o poder de propagação da internet. Caiu na rede, se espalha como fogo em mato seco. Quem não quer grande divulgação de alguma coisa, que não ponha na rede. O que não dá é para um blogueiro publicar alguma coisa que alguém lhe passa e depois retirar.
    Seja como for, vamos rever o que foi que Suzana Singer escreveu e que, ao vazar, deixou a direção do jornal tão furiosa. Abaixo, a crítica interna da ombudsman divulgada na redação da Folha na última quinta-feira, 15 de dezembro.
    —–
    15 de dezembro de 2011
    Crítica interna
    ANTES TARDE DO QUE NUNCA
    por Suzana Singer
    Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.
    Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.
    Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.
    Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet – e da Record – de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.
    O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:
    1) ter um viés de defesa dos tucanos;
    2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;
    3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);
    4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);
    5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido
    —–
    Mesmo que você seja um leitor de direita, adesista à mídia, reconheça que a ombudsman referendou, uma por uma, as teses da blogosfera progressista. Não só quanto ao viés tucano do jornal como, também, quanto ao poder de difusão da blogosfera.
    Chega a ser ridículo a ombudsman ter que avisar ao jornal sobre esse poder. O fato, porém, é que veículos como Globo, Folha, Veja e Estadão, entre outros, parecem acreditar que o que não publicam, não aconteceu. Um dia pode ter sido assim, mas hoje em dia, com a internet, já era. A internet ajudou a derrubar ditaduras sangrentas no Oriente Médio. Não tem, portanto, qualquer dificuldade em fazer circular denúncias de maracutaias de jornais.
    Diante de crítica tão arrasadora de sua ombudsman, porém, o que é que fez a Folha? Aprofundou o partidarismo e a omissão e em sua edição desta sexta-feira só publicou uma coisa sobre a privataria tucana, a nota que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou ontem se queixando do livro que desnuda o saque que seu governo praticou.
    Vale registrar que os tucanos e a mídia, de mãos dadas e em uníssono, desqualificam o livro de Amaury Ribeiro, autor de “Privataria”, porque ele foi indiciado pela Polícia Federal , apesar de ter sido um indiciamento político feito para atender aos interesses eleitorais do PSDB ano passado, pois está sendo investigado por tucanos e mídia terem dito que trechos de seu livro seriam um “dossiê” contra José Serra, o que a publicação do livro, quinta-feira passada, desmente.
    Mas se o fato de Amaury estar indiciado o desqualifica como cidadão e jornalista, então os indiciamentos e condenações de familiares de Serra e os processos a que o tucano responde não o desqualificam, também? Ou essa lógica só funciona para os adversários do PSDB e das empresas de comunicação que a ombudsman chama de “PIG”?

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