segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A "ESCRITORA" VERA FISHER X DILMA ROUSSEFF

Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br

Luciana Whitaker/Folhapress
A atriz Vera Fisher, que lança o romance 'Serena', em seu apartamento no Rio

EU NÃO ESCREVO PRA POBRE

Vera Fischer lança, no dia 20, o romance "Serena", o primeiro de uma série de dez, todos com nome de mulher. Ela falou à coluna:



Folha - Como é o romance?
Vera Fischer - Não queria que meus livros fossem açucarados, mas sim vibrantes, para o público começar a ler e não parar mais. Já tenho dez livros escritos. E não queria títulos como "Um Amor e a Traição", "O Barco e a Saudade". Falei: vou botar nome de mulher, "Serena", depois "Donatela", "Valentina", "Pietra"... É a marca Vera Fischer. Fica mais chique.

Dez livros?
Fiz um atrás do outro, durante um ano. Como tenho muita imaginação, vou criando personagens. Tem uma situação ou duas pelas quais eu passei. Mas ninguém pode saber, é "segredíssimo". Eu descrevo os personagens, o perfume, as roupas, se é Ungaro ou Valentino. Meus personagens não são nunca pobres, são sempre ricos (gargalhada).

Por quê?
Porque eu não gosto, eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto.

O universo dos ricos é mais interessante?
É mais interessante. Cada livro tem pelo menos uma viagem ao exterior. O "Serena" tem Marrocos e St. Barths, no Caribe.

Os que você chama de pobres podem comprar seus livros.
Podem. Porque eles não custam caro. Eles vão se identificar e adorar. Coisa bonita sempre é melhor.

Qual é o seu estilo?
Ah, esse negócio de descrever uma folhinha caindo da árvore em quatro páginas, ninguém tem mais saco pra ler isso, não. As coisas são rápidas nos meus livros.

Tem até um sequestro.
Achei que o livro tava acabando e aí falei: tem que inventar coisa interessante pra acontecer. Vamos botar um sequestro! É ação.

Tem também sexo oral.
Os meus livros têm sexo de todo tipo. Têm gays fazendo sexo -eu não sei como é, mas invento. Tem de tudo. Não tenho pudor. O mundo dos escritores é assim.

Em 2009 você disse: "Estou há dois anos sem sexo". E agora?
Ah, de vez em quando tem um sexozinho assim rápido.

O que você achou de uma mulher ser eleita presidente?
Eu achei que podia uma mulher ser eleita presidente, mas não esta (Dilma Rousseff). Porque essa não dá, né? O PT não dá mais.

A DIFERENÇA DO PT , PARA VERA FISHER APRENDER

Previdência
Sem proteção social
A maioria dos trabalhadores no mundo não tem direito a benefícios, como seguro-desemprego. Bolsa Família diferencia o Brasil
Vânia Cristino

Apenas uma em cada cinco pessoas no mundo conta com uma proteção social em patamares dignos e apropriados. As demais ou não têm qualquer tipo de cobertura ou ela é insuficiente para garantir os níveis mínimos, listados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na Convenção 102. Embora a fotografia do globo em termos de proteção social ainda seja desalentadora, é possível gastar relativamente pouco — entre 3% e 5% do Produto Interno Bruto de cada país — e tirar contingentes significativos da população da condição de desamparo total e miséria.

“É possível estender a cobertura mesmo em países com dificuldades econômicas e fiscais”, afirmou o especialista em seguridade social para as Américas da OIT, Helmut Schwarzer, convidado a participar da I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, promovida pelo governo brasileiro. O Brasil, aliás, é frequentemente citado internacionalmente como um exemplo a ser seguido, porque tem destinado parcela significativa do seu orçamento a gastos sociais e conseguindo diminuir a pobreza.

QualificaçãoA coqueluche internacional é o Bolsa Família. Assim como o Oportunidades, do México, o programa brasileiro é focado em famílias pobres, com crianças. Mediante a transferência monetária, mais a obrigatoriedade dos pequenos estarem na escola e a assistência à saúde — combinadas ainda com outras políticas públicas, como a qualificação profissional — tenta-se romper a transmissão da pobreza entre as gerações. O programa brasileiro já atinge 13 milhões de famílias. A meta da presidente eleita, Dilma Rousseff, é eliminar a pobreza extrema no país até 2014.

“É preciso primeiro pensar na universalização da cobertura para, depois, se introduzir melhorias nos programas”, defendeu Schwarzer. Desde a crise financeira internacional de 2008, as Nações Unidas vêm defendendo a criação de um piso de proteção social, como ferramenta que os países podem utilizar para garantir um patamar mínimo de proteção para seus cidadãos. Além de evitar o aprofundamento da pobreza, a saída da crise foi mais rápida e menos traumática nos países que contam com esse tipo de benefício.

ProgramasPela Convenção 102 da OIT a cobertura social completa abrange oito programas distintos, como acesso universal à saúde, pensão por morte, salário-maternidade e família, proteção contra o desemprego, além de aposentadoria por idade, por invalidez e por acidente de trabalho. Na América Latina e no Caribe, apenas cinco países, entre eles o Brasil e a Argentina, possuem os oito ramos da seguridade. A maioria conta com entre seis e sete programas e o Haiti, o mais pobre de todos, com apenas quatro. Os benefícios que geralmente faltam são o salário-família e o seguro-desemprego.

Mesmo os países que contam com todos os programas estão longe de protegerem toda a população- alvo. O seguro-desemprego, por exemplo, geralmente é voltado ao mercado formal, o que deixa trabalhadores pobres de baixa renda desprotegidos. A saúde pública básica, acessível a todos, já é uma realidade em muitas nações, mas, muitas vezes, a sua qualidade deixa a desejar. A pensão assistencial para os idosos, por exemplo, só recentemente foi universalizada na Bolívia.

No retrato das boas práticas em seguridade social, a melhor nota fica para os países ricos, membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que possuem um contingente expressivo de suas populações protegidas. Nos países da América Latina e do Caribe, a proteção social gira em torno de 1/3 da população. Na África e nos países do sul da Ásia, a situação é ainda mais crítica.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

"ENCHENDO A BOLA" DE TIRIRICA

PHA e Tiririca: Entrevista e post "enchendo a bola"

Um dos primeiros blogs que li quando comecei a "frequentar" a blogosfera foi o Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim. Fiquei impressionado logo nas primeiras leituras com a forma como ele criticava abertamente a Globo e a sua luta contra grandes nomes da política e do mundo financeiro como FHC, Serra e Daniel Dantas. A partir dali não parei mais e dali para outros blogs foi um pulo e estamos aqui agora. 

O motivo da pequena introdução acima é o post que li hoje no CAF: "Tiririca é o orgulho de São Paulo. E faz esquecer Maluf". Nele, o "ordinário blogueiro" ,como PHA  se intitula, "enche a bola" do palhaço Tiririca e começa dizendo que "Os paulistas deveriam se orgulhar do deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva". Lá pelas tantas afirma que, como qualquer deputado que acaba de ser eleito e ainda não foi empossado,  tiririca ainda não sabe o que um deputado federal faz. Mais adiante, o jornalista compara a eleição de Tiririca à de Clodovil e lembra que este deixou como legado uma impecável lei para adoção de crianças. E finalmente conclui dizendo que "como Clodovil e Lula, tiririca é a prova de que a democracia brasileira funciona."

Como deixei claro no início deste post, sou admirador de Paulo Henrique Amorim. Agora, dizer que é normal um cidadão que se candidatou a deputado federal não saber o que vai fazer no congresso é, no mínimo, esperar que o seu leitor esteja "distraído". Um adolescente, no ensino médio, já deve saber o que faz um deputado federal! não ter experiência na função é outra coisa: lógico que quem nunca teve mandato não a tem. Mas saber o que faz um deputado é obrigação dele.  

Dizer que o povo de São Paulo foi sábio ao eleger o comediante com 1 milhão e "cacetada" de votos é brincar com a seriedade de uma eleição. O povo votou talvez para demonstrar o seu inconformismo com os políticos e com a política. Mas não há sabedoria nenhuma em votar em um candidato que diz que não sabe o  que se faz num cargo que está disputando. Não  há seriedade alguma em um candidato que diz: "Vote em Tiririca. Pior do está não fica":  Este tipo de raciocínio coloca a todos na vala comum e nós sabemos que as generalizações só beneficiam àqueles que vivem no erro, em qualquer que seja a instância da vida.  É completamente sem noção um postulante a um cargo público dizer que ao ser eleito vai ajudar aos mais pobres, a começar pela sua família. Mesmo que tenha sido jogada de marketing não se justifica, uma vez que usa o descrédito da classe política e o nepotismo para se conseguir votos. 

Uma vez eleito, que Tiririca assuma o mandato que o povo lhe deu democraticamente. Não se justifica, assim a perseguição do promotor contra ele. Não deve encontrar abrigo na sociedade excesso de agentes da justiça contra quem quer que seja, muito menos contra um cidadão, repito, eleito democraticamente. A discussão aqui é outra. Não consegui compreender os motivos do renomado jornalista ter escrito o seu post da maneira que escreveu. Também não sei, com certeza, o que o eleitor de São Paulo quis dizer com o seu voto. Não tenho nada contra o comediante que ganha o seu pão honestamente trabalhando em uma das grandes emissoras do país.  Mas, na minha opinião, em termos de consciência política e sem generalizar,  com a eleição de Tiririca o que está ruim pode  ficar pior sim. 

By the teacher. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

BBB-11 E O FRACASSO DA ÉTICA


o animador do circo.
Reproduzo artigo de Washington Araújo, publicado no Observatório da Imprensa:

Mais algumas semanas e a TV Globo estará colocando no ar seu programa de maior audiência no verão brasileiro: Big Brother Brasil 11. Sucesso de público, sucesso de marketing, sucesso financeiro, sempre na casa dos milhões de reais. Fracasso ético, fracasso de cidadania, fracasso de respeito aos direitos humanos fundamentais.

A data já foi confirmada: 11 de janeiro, uma terça-feira. O prêmio será de R$ 1,5 milhão para o vencedor. O segundo e terceiro lugares levam, respectivamente, R$ 150 mil e R$ 50 mil. As inscrições para a próxima edição do BBB já estão encerradas. Ao todo, nas dez edições, foram 140 participantes. E já foram entregues mais de R$ 8,5 milhões em prêmios. Balanço raquítico, tanto numérico quanto financeiro para seus participantes, para um programa que se especializou em degradar a condição humana.

Aos 11 anos de existência, roubando sempre 25% do ano (janeiro a março) e agora entrando na puberdade como se humano fosse, o BBB começa anunciando que passará por mudanças na edição 2011. Se você pensou que as mudanças seriam para melhorar o que não tem como ser melhorado se enganou redondamente. O formato será sempre o mesmo, consagrado pelo público e pelos anunciantes: invasão de privacidade com a venda de corpos quase sempre sarados, bronzeados e bem torneados e com a exposição de mentes vazias a abrigar ideias que trafegam entre a futilidade e a galeria de preconceitos contra negros, pobres, analfabetos funcionais.

Após dez anos seguidos, sabemos que a receita do reality show inclui em sua base de sustentação as antivirtudes da mentira, da deslealdade, dos conluios e... da cafajestagem. Aos poucos, todos irão se despir de sua condição humana tão logo um deles diga que "isto aqui é um jogo". Outros ensaiarão frases pretensamente fincadas na moral: "Mas nem tudo vou fazer para ganhar esse jogo."

Como miquinhos amestrados, os participantes estarão ali para serem desrespeitados, não poucas vezes humilhados e muitas vezes objeto de escárnio e lições filosóficas extraídas de diferentes placas de caminhões e compartilhadas quase diariamente pelo jornalista Pedro Bial, ao que parece, senhor absoluto do reality show. Não faltarão "provas" grotescas, como colocar uma participante para botar ovo a cada trinta minutos; outra para latir ou miar a cada hora cheia; algum outro para passar 24 horas de sua vida fantasiado de bailarina ou para pular e coaxar como sapo sempre que for ativado determinado sinal acústico. O domador, que terá como chicote sua lábia de ocasião ou nalgumas vezes sua língua afiada, continuará sendo Pedro Bial que, a meu ver, representa um claro sinal de como as engrenagens que movem a televisão guardam estreita semelhança com aqueles velhos moedores de carne.

O último a sair da jaula

É inegável que Bial é talentoso. É inegável que passou parte de sua vida tendo páginas de livros ao alcance das mãos e dos olhos. É inegável também que parece inconsciente dos prejuízos éticos e morais que haverá de carregar vida afora. Isto porque a cada nova edição do reality mais se plasmam os nomes BBB e Pedro Bial. E será difícil ao ouvir um não lembrar imediatamente o outro. Porque lançamos aqui nosso nome, que poderá ter vida fugaz de cigarra ou ecoará pela eternidade. Imagino, daqui a uns 25 anos, em 2035, quando um descendente deste Pedro for reconhecido como bisneto daquele homem engraçado que fazia o Big Brother no Brasil. E os milhares de vídeos armazenados virtualmente no YouTube darão conta de ilustrar as gerações do porvir.

E, no entanto, essas quase duas dezenas de jovens estarão ali para ganhar fama instantânea, como se estivessem acondicionados naqueles pacotinhos de sopa da marca Miojo. Imagino cada um deles a envergar letreiro imaginário a nos dizer com a tristeza possível que "Coloco à venda meu corpo sem alma, meu coração quebrado e minha inteligência esgotada; vendo tudo isso muito barato porque vejo que há muita oferta no mercado". E teremos aquele interminável desfile de senso comum. Afinal, serão 90 dias de vida desperdiçada, ou melhor, de vida em que a principal atividade humana será jogar conversa fora. O que dá no mesmo. E não será o senso comum exatamente aquele conjunto de preconceitos adquiridos antes de completarmos 15 anos de vida?

Friederich Nietzsche (1844-1900) parecia ter o dom da premonição. É que o filósofo alemão se antecipava muito quando se tratava de projetar ideias sobre a condição humana. É dele esta percepção: "O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele". Isto porque Nietzsche foi poupado de atrações quase sérias e semi-circenses, como o BBB. No picadeiro, o macaco é aplaudido por sua imitação do humano: se equilibra e passeia de triciclo e de bicicleta, se veste de gente, com casaca e gravata, sabe usar vaso sanitário, descasca alimentos. No picadeiro do BBB, os seres humanos são aplaudidos por se mostrarem intolerantes uns com os outros, se vestem de papagaios, ladram, miam, coaxam, zumbem – e tudo como se animais fossem. Chegam a botar ovo em momento predeterminado. Se vestem de esponja e se encharcam de detergente a limpar pratos descomunais noite afora.

Em sua imitação de animal, o humano que se sobressai no BBB é aquele que consegue ficar engaiolado – digo, literalmente engaiolado – junto com outros bípedes não emplumados – por grande quantidade de horas. E sem poder satisfazer as necessidades humanas básicas, muitas vezes tendo que ficar em uma mesma posição, como seriemas destreinadas. E são os únicos animais que demonstram imensa felicidade em permanecer por mais tempo na gaiola. Não lhes jogam bananas nem pipocas, mas quem for o último a sair da jaula semi-humana ganha uma prenda. Pode ser um passeio de helicóptero, pode ser um carro, pode ser uma noite na Marquês de Sapucaí.

Heidegger reconheceria

O leitor atento deve ter percebido que em algum momento deste texto mencionei que o BBB 11 terá mudanças. Nem vou me dar ao trabalho de editar. Eis o que copiei do site G1:

"Boninho, diretor do BBB, falou em seu Twitter nesta quarta-feira, 24/11, sobre a nova edição do programa, a 11ª, que estreará em janeiro de 2011. E ele adianta que, desta vez, as coisas vão mudar. ‘Esse ano tudo vai ser diferente... Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser’, postou Boninho em seu microblog. Questionado sobre o que estaria liberado no confinamento que não estava em edições anteriores, ele respondeu: ‘Esse ano... liberado! Vai valer tudo, até porrada’. Boninho também comentou sobre as bebidas no reality show: ‘Acabou o ice no BBB... Vai ser power... chega de bebida de criança’, escreveu."

Não terá chegado a hora de o portentoso império Globo de comunicação negociar com o governo italiano a cessão do Coliseu romano para parte das locações, ao menos aquelas em que murros e safanões, sob efeito de álcool ou não, certamente ocorrerão? E como nada compreendo de Heidegger, só me resta dizer que ao longo de toda sua vida madura Heidegger esteve obcecado pela possibilidade de haver um sentido básico do verbo "ser" que estaria por trás de sua variedade de usos. E são recorrentes suas concepções quanto ao que existe, o estudo do que é, do que existe: a questão do Ser (i.e. uma Ontologia) dependente dos filósofos antes de Sócrates, da filosofia de Platão e de Aristóteles e dos Gnósticos.

Quem sabe tivesse assistido uma única noite do BBB – caso o formato da Endemol estivesse em cena antes de 1976 –, o filósofo, por muitos cultuado, não apenas teria uma confirmação segura de que não valia mesmo a pena publicar o segundo volume de sua obra principal, O Ser e o Tempo, como também haveria de reconhecer a inexistência de algo anterior ao ser. Mas, com certeza, se fartaria com a miríade de usos dados ao verbo "ser"

Fonte:  Blog do Miro

terça-feira, 30 de novembro de 2010

UFA, ATÉ QUE ENFIM UMA NOTICIA BOA! CENSO 2010: RECIFE É A CAPITAL DAS MULHERES.


Os dados consolidados do Censo 2010, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmaram o que muita gente já desconfiava. Recife é a cidade das mulheres. Em todo o País, nenhuma outra capital tem um percentual tão grande de população feminina. Elas representam 53,87% dos recifenses, o que significa que há 118.808 mulheres a mais que homens na cidade. São 1.536.934 pessoas no Recife, 827.871 mulheres e 709.063 homens. A população total em Pernambuco é de 8.796.032. E o Brasil atingiu a marca de 190.732.694 residentes. Mais dados do levantamento nacional serão divulgados até junho de 2013.

No ranking geral de municípios, Recife perde apenas para Santos, em São Paulo, no índice de mulheres. Subiu uma posição em relação ao Censo 2000, quando ficava atrás de Águas de São Pedro, também em São Paulo.

Mostrando tendência de crescimento da população feminina no Estado, Olinda, que não figurava sequer entre as dez cidades com maior percentual de mulheres em 2000, surgiu em quarto lugar este ano. O índice de população feminina atinge 53,76%. São 201.905 mulheres para 173.654 homens. Diferença de 28.251 pessoas.
 Comentário do Brasil's News:  Além disso não temos nenhum mala por aqui chamado prates. 

Fonte:   Terra Brasilis

domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO: POLICIAIS CRIMINOSOS CONTRA INOCENTES CONTRAVENTORES

o políciais, pelos menos os honestos, não têm uma dessas

Duas postagens acendem uma polêmica na blogosfera neste  sábado. Uma, no Blog do Sakamoto, pergunta: "o Estado pode usar método de criminoso?", ao se referir à entrada da polícia na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. O post, publicado pelo blogueiro à tarde, já tem quase um bilhão (sic) de comentários. Em um outro post, este no Blog do Gilson Sampaio, o escritor carioca autor de Cidade de Deus, Paulo Lins, afirma que a polícia, ao entrar no Complexo do Alemão, promoverá ali uma chacina. Não vi comentários no Gilson, mas, com certeza, haverá. Nas duas postagens os respectivos autores dão como certa a morte dos traficantes e questionam se a polícia tem direito de matar, questionamento correto.  Em ambas,  há a preocupação com a morte gratuita de seres humanos, no que está certa, também, a dupla. 

Agora, vamos combinar aqui. Foram exibidas em todas as redes - o circo midiático - centenas de bandidos fugindo, muitos deles com fuzis nas mãos em direção ao morro. Uma Hilux, carregada de homens, partia em disparada em meio à fuga em massa. Em outra imagem um traficante se exibia, dançando, com um fuzil na mão. Os relatos de moradores, que concordam em falar com a voz disfarçada e com o rosto encoberto mostra o alívio da população da Vila Cruzeiro. E pra terminar, o porta voz da PM do Rio, hoje, nas principais redes, deu um ultimato para que aqueles bandidos (aqueles, da Hilux. Aquele,  que estava dançando) se entregassem numa rua determinada pela polícia, com suas armas sobre a cabeça. Se esses cidadãos não confiam na polícia, no Exercito, nem na Marinha eles podiam, a qualquer hora, solicitar a presença da imprensa - já fizeram isso quando foi interessante para eles - para registrar a rendição.  Até o último jornal da noite nenhum bandido armado tinha se rendido. 

Não se discute que esses homens, a maioria negros, como registra Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania, foram levados a esta vida pela perversa desigualdade social do Brasil e pela ausência do estado em garantir o mínimo de dignidade a estes brasileiros. É fato que para jovens que cresceram em meio a miséria extrema a possibilidade de de uma hora para outra terem os tênis mais caros, as melhores marcas de roupas e, principalmente, o respeito de sua própria comunidade é por demais tentador. 

Contudo, o número de moradores do Alemão que resolveram enveredar pelos caminhos do crime é infimo diante das várias centenas de milhares de pobres - tanto quanto eles - mas que decidiram por continuar numa vida sacrificada, mas honesta. E mais:  muitos desses jovens ao verem seus amigos mortos ou mesmo ao perceberem, por si sós,  que aquela vida só os levaria à destruição,  resolveram sair sem que ninguém lhes pedissem ou lhes desse ultimatos: Descobriram a tempo que há saida, embora difícil, para quem quer deixar o tráfico. 

Portanto, Companheiro Sakamoto, Companheiro Paulo Lins: Só aqueles que torcem pela barbárie gostam de ver seres humanos mortos. Principalmente, inocentes e crianças, vítimas de balas perdidas. Mas  se aquelas pessoas (aqueles, da Hilux. Aquele, que estava dançando)  não entregarem suas armas e, ao contrário,  partirem para o confronto com a polícia,  serão mortos. Não como resultado de uma chacina, mas como baixas de uma guerra na qual o Rio de Janeiro está envolvido há décadas. Não se sabe se com essas baixas a guerra estará vencida - temo que não - mas uma coisa se sabe: os homens do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e os da Polícia Militar são também  de origem humilde, assim  como aqueles a quem vão combater. A diferença é que eles,   eu ousaria dizer  a maioria, não têm  os tênis mais caros, não têm as  roupas de marcas, não têm  as caminhonetes Hilux nem suas mulheres moram em condomínios de luxo.

by the teacher. Nordestino, miserável, que comprou carro com financiamento, que nunca leu um livro... essas coisas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

BAR RUIM E BLOG SUJO. PENSE EM DUAS COISAS PRA COMBINAR!

tambem não precisa ser assim. precisa?

 

 

òtimo texto encontrado no Blog do Prof. Nairo Bentes. Uma verdadeira homenagem aos bares ruins que tanto gostamos.

 

Adoramos ficar "amigos" do garçom...

Hoje eu fui no Alternativa  pros íntimos, Alterna  hoje o chamo de Destroços. É, Destroços do alterna. Do lado do IFPA. É, do CEFET. Eu ainda chamo assim, de Alterna, porque vem um sentimento de tristeza motivado por profunda saudade. É, o nome é nostalgia. Não que seja tristeza mesmo. Por que lá, só coisas engraçadas e diálogos proveitosos ocorreram. Talvez a tristeza mínima seja porque passou. Aí, ao chegar em casa, viajando de blog em blog na internet, encontrei um texto que, muito bem feito, me fez lembrar de alguns amigos. E de alguns bares. E é legal de ler pra todos nós... "meio intelectuais e meio de esquerda".
Não que os outros não mereçam mas, neste texto, lembrei específicamente de RibamarFelipe Rafaela.
Saudações, e até o próximo boteco!!! Um abraço!!
Nairo Bentes
Bar ruim é lindo, bicho.
Por Antonio Prata
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo. Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?). - Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POR QUE O "BRASIL'S NEWS" NÃO FOI CONVIDADO?!

o objeto da discórdia.

Desde ontem, após o encerramento da entrevista dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a dez blogueiros ditos progressistas, ou sujos, como queiram,  algumas reações interessantes começam a aparecer.
 Um dos mais poderosos braços do PIG, o Globo, publica matéria hoje (quinta-feira), aqui, na qual tenta desqualificar tanto a entrevista quanto os entrevistadores e, principalmente, o entrevistado. Já a FSP, cobra informação a respeito de quando a entrevista foi solicitada. aqui.  Até aí tudo bem. A imprensa corporativa faria  tudo para "melar" uma entrevista que não foi iniciativa dela, para a qual não foi convidada e, principalmente, na qual foi alvo constante. Era normal e até esperado.

Agora, o que não é normal e não é esperado é a ciumeira que se estabeleceu dentro da própria blogosfera por causa da entrevista. Enquanto alguns blogs já ontem à noite mesmo vociferavam contra o que eles chamaram de injustiça, se perguntando por que não foram convidados aqui, outros hoje publicaram textos nos quais  afirmam que houve um conlúio e que a intenção principal dos blogueiros era turbinar a audiência de seus respectivos blogs, além claro de massagear seu ego e satisfazer sua vaidade pessoal. aqui  Um blogueiro "famoso", que convidado, não pôde estar presente, defendeu os que estavam no Planalto acusando    o "companheiro blogueiro"  que  reclamara  de ter a alma "pequena" . aqui

Não dá para entender essa picuínnha. Os blogs passaram uma eternidade para ter uma oportunidade desta. Lutaram, todos eles, dura e solidariamente,  para defender o governo, defender o presidente e, principalmente, defender o direito de ser uma alternativa à grande e velha mídia. E, agora que conseguem isso - a entrevista dada pelo presidente é antes de tudo o reconhecimento e talvez agradecimento a esta luta -  começam a trocar farpas e demostrar crises de ciúme explícito. É lamentável.

Evidentemente, muitos dos que ficaram de fora da entrevista tem audiência muito boa. Outros que também não foram convidados   não tem tantos acessos mas tem conteúdos riquissímos. (não vou dá exemplos para não ser injusto com nenhum). Todos, tantos os que não participaram da entrevista como os que estavam lá,  lutaram  bravamente na trincheira da verdadeira guerra que foi a eleição de Dilma. Não cabe a nenhum deles   reivindicar para si mais ou menos poder ou direito. Deveriam, isto sim, capitalizar este fato (a entrevista)  e considerá-lo como uma vitória inequívoca do fraco contra o forte, da verdade contra a mentira, dos fracos contra os poderosos.

Este ordinário blog, como diria PHA, por exemplo, foi criado em julho de 2010 e desde então tem sido incansável em defender o direito de informação e combater o PIG. (todas as postagens estão a disposição).  De forma tímida, é claro. Para poucas pessoas, talvez. Mas a intenção e o amor pela causa da verdade, que todos os blogs que se dizem progressistas defendem,  é a mesma. E como este blog há muitos milhares na blogosfera. Poderia eu perguntar, diante disso, e em nome dos pequenos blogs: Por que o "Brasil's news" não foi convidado?!  Com a palavra os "ofendidos" e os "famosos" de plantão.

by "the teacher":  Nordestino, miserável, que comprou carro com financiamento, que nunca leu um livro... essas coisas.

SERIAM OS TUCANOS DO RESTO DO PAÍS UM BANDO DE "JECAS"?

Seria este homem presidente  de partido?

"Post" aqui na blogosfera dá conta da guerra interna no ninho tucano. Os presidentes do PSDB de São Paulo José Henrique Reis Lobo e o de Minas, Nárcio Rodrigues trocaram farpas afiadíssimas nos últimos dias. O primeiro defendendo que FHC, José Serra, o candidato pela segunda vez derrotado à presidência da república,  e o Candidato a senador derrotado no Ceará, Tasso, "tenho jatinho por que posso" Jereissati não podem se aposentar. Já o segundo alega que a vez agora é de Minas e que São Paulo "vai ter que engoli-los" (sic). 

Agora, o que chama atenção nesta discussão é: e o resto do Brasil onde fica? A mesma política café com leite que já afundou metade do tucanato e vai afundar o resto. Enquanto dois presidentes de partido estaduais ficam se "esmurrando" pelas prioridades do partido em nível nacional, o presidente nacional, que na certa ficou sabendo da briga pelos jornais, limitou-se a dizer que este debate é precoce.  Será que os tucanos de São Paulo e Minas consideram Sergio Guerra, que é pernambucano,  um "Jeca"? Sei não, viu!...

A propósito, gostaria de saber o que têm a  dizer o  líderes tucanos no Nordeste sobre a opinião dos eleitores  do seu partido no sul do país a respeito dos nordestinos.


Em homenagem,  reproduzo primeira estrofe da letra de "Jeca Total" de Gilberto Gil:


"Jeca Total deve ser Jeca Tatu
Presente, passado
Representante da gente no senado
Em plena sessão
Defendendo um projeto
Que eleva o teto
Salarial no sertão"


By the teacher.  Nordestino, miserável, que comprou carro com financiamento, que nunca leu um livro... essas coisas.
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